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Archive for maio \31\UTC 2018

  • Pena de morte: enganosa solução

07/06/2018, quinta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • A Genealogia de Jesus e a casa mental

09/06/2018, sábado, 19h

Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Fabíola

Rua Dr. Assis Martins, 230, Frimisa, Santa Luzia/MG

  • Os Três reinos

16/06/2018, sábado, 10h30

Centro Espírita André Luiz (Grupo Scheilla)

Rua Rio Pardo, 120, Santa Efigênia, Belo Horizonte/MG

  • A Parábola do tesouro escondido

20/06/2018, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Esperança

Rua Maria Luíza Novais, 73, Camelos, Santa Luzia/MG

  • Pecado e punição

21/06/2018, quinta-feira, 20h

Casa de Caridade Herdeiros de Jesus

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará

23/06/2018, sábado, 19h30

Grupo Espírita Zenóbio de Miranda

Rua João Blazutti, 222, Estação, Carandaí/MG

  • O Encontro de Zaqueu com Jesus

26/06/2018, terça-feira, 20h

Fraternidade Espírita Lázaro

Rua Urutu, 130, Fernão Dias, Belo Horizonte/MG

  • Educação

27/06/2018, quarta-feira, 20h

Casa de Caridade Herdeiros de Jesus

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

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Revista O Fóton nº 11, Maio/2018

Informamos aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita que já está circulando a edição de maio/2018 da revista O Fóton.

Abaixo, reproduzimos a mensagem do editor, o confrade Elton Rodrigues.

“Sejam todos bem-vindos a mais uma edição de O Fóton!

“Neste mês de maio, Rodrigo Mathias, na coluna Estudo Espírita, faz um interessante resgate histórico sobre o papel dos Estados Unidos no início daquilo que se tornaria o espiritismo com o artigo América: a porta de entrada para a invasão organizada, aludindo à fala de Conan Doyle.

“Na coluna Relembrando, com o título A vidente de Prevorst: um caso mediúnico pré-Kardec, Carolina Machado escreve sobre a magnífica história da médium Frederica Hauffe, jovem alemã que anteviu o mundo dos espíritos, o perispírito e diversos fenômenos psíquicos muitas décadas antes da publicação de O Livro dos Espíritos. Infelizmente, esse, como muitos outros casos pré-Kardec, ainda são quase desconhecidos do movimento espírita brasileiro.

“José Márcio, colunista da Evangelho e Ciência, abre os nossos olhos para interpretações nunca antes alcançadas de algumas passagens evangélicas no artigo O conhecimento científico e as asas da evolução. Qual a relação entre a “face direita” e os hemisférios do cérebro?

“Em nossa capa, Matthieu Tubino, autor dos livros Um Fluido Vital Chamado Ectoplasma e Saúde e Ectoplasma, inicia seu artigo Algumas palavras sobre o ectoplasma da seguinte forma: “Sempre que se tenta definir, ou descrever, alguma coisa, há o risco de cometer equívocos que podem causar distorções no entendimento de outrem. Em alguns casos o mal-entendido pode levar à compreensão muito equivocada. Para dar uma ideia da dificuldade de elaborar uma definição vamos admitir que alguém queira definir o que é a água.”, mostrando todo o cuidado do pesquisador para transmitir, de maneira clara e objetiva, sua sapiência em torno do assunto. Ademais, Matthieu, além de nos trazer informações históricas e científicas sobre o ectoplasma, apresenta-nos exercícios para que consigamos perceber o ectoplasma das pessoas.

“Na Astronomia e Espiritismo, Natália Amarinho realiza uma bela conexão entre os núcleos estelares e nós, espíritos reencarnados, em seu artigo Do pó das estrelas ao homem. A colunista disserta, também, sobre a conexão, muito maior do que pensamento, entre os seres e o universo.

“E, por último, ainda Natália Amarinho, auxiliada pelas companheiras Adriana Alonso e Simone Santos, escreve o artigo Transcomunicação Instrumental, na coluna Animismo e Espiritismo. Adriana e Simone são as fundadoras e pesquisadoras da Transcomunicação Instrumental Seattle. Esta é uma ótima oportunidade para quem quer iniciar um estudo sobre o que seja transcomunicação instrumental.

“Um grande abraço e fiquem com Deus”

A edição de maio/2018 de O Fóton pode ser baixada pelo seguinte link:

https://drive.google.com/file/d/1hCDDNpBng-1GUYIZn-CtJ9WqxUjtPWoH/view?usp=sharing.

Uma ótima leitura a todos!

José Márcio

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O Que é Psicografia

Chico Xavier

O Que é Psicografia?

Psicografia é uma faculdade que permite a certos médiuns escreverem sob a ação de Espíritos. Quem a possui é chamado de médium psicógrafo ou escrevente.

É a faculdade mediúnica mais suscetível de ser desenvolvida pelo exercício. Além disso, é o meio de comunicação com os Espíritos mais simples, mais cômodo e mais completo.

O fato da mensagem ser escrita permite que façamos um estudo mais cuidadoso, analisando o conteúdo transmitido, o estilo, as ideias contidas no texto escrito.

Além disso, em alguns casos, podemos até identificar o autor pela letra ou assinatura.

Existem 3 tipos de médiuns psicógrafos:

Mecânicos: São raros. Nesse caso, o Espírito atua diretamente sobre a mão do médium, impulsionando-a. Independe da vontade do médium e ele nem toma consciência do que está escrevendo. […] conhecemos dois médiuns psicógrafos mecânicos. Algumas vezes eles escrevem com as duas mãos e de trás para a frente (da direita para a esquerda), sem nenhuma consciência do conteúdo das mensagens. Somente após o término da comunicação é que se torna possível saber o que foi escrito. Quando escrevem com as duas mãos, são dois Espíritos que se comunicam simultaneamente – prova inconteste de que os Espíritos atuam diretamente sobre suas mãos, sem passar por sua mente […].

Intuitivos: São muito comuns. O Espírito comunicante atua sobre […] [o perispírito] do médium, identifica-se com […] [ele] e lhe transmite suas ideias. De posse do pensamento o médium se expressa conforme suas condições intelectuais e morais. Nesse caso, o médium funciona como um verdadeiro interprete do Espírito comunicante e toma conhecimento do que o Espírito quer escrever.

Semi-mecânicos: São comuns, também, os Médiuns psicógrafos semi-mecânicos. O Espírito também atua na mão do médium (como no caso dos mecânicos) dando algum impulso, mas o médium não perde o controle da mão e se escreve o faz porque quer. Tem consciência do que escreve na medida que as palavras vão sendo escritas. É um misto de psicografia mecânica e intuitiva.

Considerando que o médium é um interprete do Espírito, este, quando quer escrever, tende a procurar o “interprete” mais apto para expressar seus pensamentos, de sorte a permitir que a mensagem que ele quer passar não sofra alterações.

Ocorre o mesmo entre nós, os encarnados. Se você estivesse na Rússia e quisesse se comunicar com as pessoas de lá e tivesse à disposição, por exemplo, dois interpretes, procuraria aquele mais apto a transmitir sua fala. Se dentre os dois interpretes, você reconhecesse num deles deficiências, isto é, falta de domínio das línguas russa e portuguesa, o descartaria, pois não teria confiança na interpretação e reprodução de sua fala.

Assim acontece com os Espíritos que desejam se comunicar conosco: sempre procuram o médium mais apto a fazê-lo. Somente quando não encontram é que se utilizam daquele que se apresente com boa vontade, embora as limitações próprias.

Quando o médium se encontra apto?

O médium sempre influi na comunicação mediúnica porque intermedeia o pensamento do Espírito comunicante e a sua expressão no plano terreno.

Estabelece-se uma verdadeira corrente mental entre o médium e o Espírito: o Espírito emite seu pensamento e o médium capta e o “traduz” de acordo com suas condições de assimilação (intelectual e moral).

Portanto o médium tem necessidade de se preparar para ser um bom interprete dos Espíritos.

A sua especialização se dá, como em tudo na vida, pelo seu esforço, estudo, exercício, sua dedicação e boa-vontade. O treino (exercício) se faz necessário, mas sempre num grupo espírita bem preparado.

Há que estudar muito para se especializar.

Ter consciência do processo mediúnico: como se dá, o que poderá fazer para ajudar e não trazer obstáculos para a comunicação.

Aprender todas as técnicas da mediunidade: como se concentrar, como estabelecer a ligação com o Espírito comunicante, por exemplo.

Como o uso que faz da sua faculdade depende de suas intenções (moral), somente o médium honesto, humilde, simples, que aplica o que aprende, que emprega sua faculdade para o Bem das pessoas, é que vai poder contar com a simpatia dos Espíritos sérios e bons, que poderão ajudá-lo no exercício de sua faculdade.

[…]

O Que é Psicografia? Por Fernando Rossit. (Publicado com pequenas alterações.)

Fonte: https://www.kardecriopreto.com.br/o-que-e-psicografia/.

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Publicamos, aqui no Divulgando a Doutrina Espírita, com vistas a contribuir com a investigação séria sobre o fato, o artigo “Uma Infâmia”, publicado em “Le Spiritisme” na 1ª quinzena de dezembro de 1884, e que trata da denúncia que Henri Sausse fez sobre a adulteração de A Gênese.

Ei-lo:

Uma Infâmia

Perdoem-me, Irmãos e Irmãs de fé, se, a contragosto, deixei-me levar pela indignação que minha alma transborda.

Deveria expulsar do meu coração todo pensamento de raiva e ódio. Há, contudo, circunstâncias em que não se pode conter uma indignação muito justa.

Todos nós sabíamos que havia uma sociedade espírita, fundada para a continuação das obras de Allan Kardec, e nela confiávamos que cuidasse da integridade da herança moral que nos foi deixada pelo mestre. O que ignorávamos é que ao lado dela, talvez até na sua sombra, se organizasse uma outra para a corrupção das obras fundamentais da nossa doutrina, e esta última, não apenas existe, mas pode ainda continuar com sua triste tarefa.

Não tenho certeza se todas as obras de Allan Kardec foram sujas por mãos sacrílegas, mas me dei conta de que havia pelo menos uma, A Gênese, que havia sofrido importantes mutilações.

Chocado com estas três palavras: Revisada, Corrigida e Aumentada, colocadas abaixo da quinta edição, tive a paciência de confrontar, página por página, linha por linha, esta quinta edição com aquela publicada em 1868, que eu comprei logo após seu lançamento. Aqui está o resultado do meu trabalho.

Descobri, comparando os textos da primeira e da quinta edição, que 126 trechos tinham sido modificados, acrescentados ou suprimidos. Desse número, onze (11) foram objetos de uma revisão parcial. Cinquenta (50) foram acrescidos e sessenta e cinco (65) foram suprimidos, e não conto os números dos parágrafos trocados de lugar nem os títulos que foram adicionados.

Todas as partes desse livro sofreram mutilações mais ou menos graves, mas o capítulo XVIII: Os tempos são chegados, é o que foi mais maltratado; as modificações feitas nele o tornam quase irreconhecível.

Agora, digam-me, quem são os culpados?

Qual o motivo dessas manobras?

Mencionarei, na primeira edição de A Gênese, apenas uma das passagens que foram excluídas e basta apontá-las para que vocês mesmos ponham-se a julgar quem deveria lucrar com essa infâmia.

A Gênese, edição de 1868, capitulo XV. Os Milagres do Evangelho, páginas 379 e 380:

“N° 67. No que se tornou o corpo carnal? É um problema cuja solução só pode ser deduzida, até nova ordem, que, senão por hipóteses, faltam elementos suficientes para estabelecer uma convicção. Esta solução, além disso, é de uma importância secundária e não acrescentará nada aos méritos do Cristo, nem aos fatos que comprovam, de uma maneira bem mais peremptória, sua superioridade e sua missão divina.

“Portanto, só pode haver opiniões pessoais sobre o modo como esse desaparecimento ocorreu, que só teriam valor a menos que fossem sancionados por uma lógica rigorosa e pelo controle universal dos Espíritos, e, até o presente, nenhuma das que foram formuladas recebeu a sanção desse duplo controle.

“Se os Espíritos ainda não decidiram a questão pela unanimidade de seus ensinamentos, é que sem dúvidas o momento de resolvê-la ainda não veio, ou que nos faltam os conhecimentos pelos quais poderíamos resolvê-la nós mesmos. Entretanto, se descartarmos a suposição de um sequestro clandestino, poderíamos encontrar, por analogia, uma explicação provável na teoria do duplo fenômeno de transportes e invisibilidade.”

A supressão dessa passagem deixa evidente a quem Allan Kardec foi vendido para que fosse necessário insistir nesse ponto. Todos os espíritas sabem a quem se aplica o segundo parágrafo que eu mesmo enfatizei.

Henri Sausse

P.S. — Para aqueles que gostariam de estar cientes das modificações sofridas por A Gênese, aqui estão os números das páginas onde poderão ser encontradas.

– Passagens modificadas da edição de 1868:

Páginas: 68, 79, 85, 105, 148, 155, 181, 203, 205, 215, 429 (onze).

– Passagens adicionadas na 5ª edição:

Páginas: 10, 16, 17, 48, 52, 73, (75-76), 84, 104, 127, 133, 138, 142, 159, 174, 176, 178, (188-189), 194, 196, (201-202-203-204), 212, (220-221), 223, 234, (240-241), 245, 251, 257, 274, (276-277-278), 284, 286, 301, 310, 311, 312, 313, (314-315-316), 320, (367-368), 376, 394, 399, 424, 433, 436, (448-449-450-451-452-453-454), 455 (cinquenta).

– Passagens suprimidas da edição de 1868:

Páginas: 12, 23, 47, 48, 50, 54, 58, (59- 60), (61- 62), 65, 69, 73, 74, 78, 82, 83, 85, 86, (87-88), 93, 95, 97, 118, (145-146-147), 165, (173-174), 177, 181, 189, 190, 192, 195, 203, 204, 205, 229, 232, 243, (244-245), 247*, 251, 263, (267-268*), 270, 279, (303-304-305), (379-380), (385-386), 389, 392, 393, 403, 411, 412, 433, (435-436), (439-440), (441-442), (444-445-446), (447-448), (451-452-453) (sessenta e cinco).

As supressões das páginas marcadas por um * é característico.

H.S.

Tradução de Rogério Miguez. Fonte:

http://www.autoresespiritasclassicos.com/Autores%20Espiritas%20Classicos%20%20Diversos/Rog%C3%A9rio%20Miguez/Rog%C3%A9rio%20Miguez%20-%20Influencia%C3%A7%C3%B5es%20no%20Espiritismo%20P%C3%B3s-Allan%20Kardec%20%20(3).htm.

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A liberdade é filha da fraternidade e da igualdade. Os homens que vivam como irmãos, com direitos iguais, animados do sentimento de benevolência recíproca, praticarão entre si a justiça, não procurarão causar danos uns aos outros e nada, por conseguinte, terão que temer uns dos outros. A liberdade nenhum perigo oferecerá, porque ninguém pensará em abusar dela em prejuízo de seus semelhantes…” – Allan Kardec.

Liberdade, Igualdade, Fraternidade: estas três palavras constituem, por si sós, o programa de toda uma ordem social que realizaria o mais absoluto progresso da Humanidade, se os princípios que elas exprimem pudessem receber integral aplicação. Vejamos quais os obstáculos que, no estado atual da sociedade, se lhes opõem e, ao lado do mal, procuremos o remédio.

A fraternidade, na rigorosa acepção do termo, resume todos os deveres dos homens, uns para com os outros. Significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência. Ë, por excelência, a caridade evangélica e a aplicação da máxima: “Proceder para com os outros, como quereríamos que os outros procedessem para conosco.” O oposto do egoísmo.

A fraternidade diz: “Um por todos e todos por um.” O egoísmo diz: “Cada um por si.” Sendo estas duas qualidades a negação uma da outra, tão impossível é que um egoísta proceda fraternalmente para com os seus semelhantes, quanto a um avarento ser generoso, quanto a um indivíduo de pequena estatura atingir a de um outro alto. Ora, sendo o egoísmo a chaga dominante da sociedade, enquanto ele reinar soberanamente, impossível será o reinado da fraternidade verdadeira. Cada um a quererá em seu proveito; não quererá, porém, praticá-la em proveito dos outros, ou, se o fizer, será depois de se certificar de que não perderá coisa alguma.

Considerada do ponto de vista da sua importância para a realização da felicidade social, a fraternidade está na primeira linha: é a base. Sem ela, não poderiam existir a igualdade, nem a liberdade séria. A igualdade decorre da fraternidade e a liberdade é consequência das duas outras.

Com efeito, suponhamos uma sociedade de homens bastante desinteressados, bastante bons e benévolos para viverem fraternalmente, sem haver entre eles nem privilégios, nem direitos excepcionais, pois de outro modo não haveria fraternidade. Tratar a alguém de irmão é tratá-lo de igual para igual; é querer quem assim o trate, para ele, o que para si próprio quereria. Num povo de irmãos, a igualdade será a consequência de seus sentimentos, da maneira de procederem, e se estabelecerá pela força mesma das coisas. Qual, porém, o inimigo da igualdade? O orgulho, que faz queira o homem ter em toda parte a primazia e o domínio, que vive de privilégios e exceções, poderá suportar a igualdade social, mas não a fundará nunca e na primeira ocasião a desmantelará. Ora, sendo também o orgulho uma das chagas da sociedade, enquanto não for banido, oporá obstáculo à verdadeira igualdade.

A liberdade, dissemo-lo, é filha da fraternidade e da igualdade. Falamos da liberdade legal e não da liberdade natural, que, de direito, é imprescritível para toda criatura humana, desde o selvagem até o civilizado. Os homens que vivam como irmãos, com direitos iguais, animados do sentimento de benevolência recíproca, praticarão entre si a justiça, não procurarão causar danos uns aos outros e nada, por conseguinte, terão que temer uns dos outros. A liberdade nenhum perigo oferecerá, porque ninguém pensará em abusar dela em prejuízo de seus semelhantes. Mas, como poderiam o egoísmo, que tudo quer para si, e o orgulho, que incessantemente quer dominar, dar a mão à liberdade que os destronaria? O egoísmo e o orgulho são, pois, os inimigos da liberdade, como o são da igualdade e da fraternidade.

A liberdade pressupõe confiança mútua. Ora, não pode haver confiança entre pessoas dominadas pelo sentimento exclusivista da personalidade. Não podendo cada uma satisfazer-se a si própria senão à custa de outrem, todas estarão constantemente em guarda umas contra as outras. Sempre receosas de perderem o a que chamam seus direitos, a dominação constitui a condição mesma da existência de todas, pelo que armarão continuamente ciladas à liberdade e a cercearão quanto puderem.

Aqueles três princípios são, pois, conforme acima dissemos, solidários entre si e se prestam mútuo apoio; sem a reunião deles o edifício social não estaria completo. O da fraternidade não pode ser praticado em toda a pureza, com exclusão dos dois outros, porquanto, sem a igualdade e a liberdade, não há verdadeira fraternidade. A liberdade sem a fraternidade é rédea solta a todas as más paixões, que desde então ficam sem freio; com a fraternidade, o homem nenhum mau uso faz da sua liberdade: é a ordem; sem a fraternidade, usa da liberdade para dar curso a todas as suas torpezas: é a anarquia, a licença. Por isso é que as nações mais livres se veem obrigadas a criar restrições à liberdade.

A igualdade, sem a fraternidade, conduz aos mesmos resultados, visto que a igualdade reclama a liberdade; sob o pretexto de igualdade, o pequeno rebaixa o grande, para lhe tomar o lugar, e se torna tirano por sua vez; tudo se reduz a um deslocamento de despotismo.

Seguir-se-á daí que, enquanto os homens não se acharem imbuídos do sentimento de fraternidade, será necessário tê-los em servidão? Dar-se-á sejam inaptas as instituições fundadas sobre os princípios de igualdade e de liberdade? Semelhante opinião fora mais que errônea; seria absurda.

Ninguém espera que uma criança se ache com o seu crescimento completo para lhe ensinar a andar. Quem, ao demais, os tem sob tutela? Serão homens de ideias elevadas e generosas, guiados pelo amor do progresso? Serão homens que se aproveitem da submissão dos seus inferiores para lhes desenvolver o senso moral e elevá-los pouco a pouco à condição de homens livres? Não; são, em sua maioria, homens ciosos do seu poder, a cuja ambição e cupidez outros homens servem de instrumentos mais inteligentes do que animais e que, então, em vez de emancipá-los, os conservam, por todo o tempo que for possível, subjugados e na ignorância.

Mas, esta ordem de coisas muda de si mesma, pelo poder irresistível do progresso. A reação é não raro violenta e tanto mais terrível, enquanto o sentimento da fraternidade, imprudentemente sufocado, não logra interpor o seu poder moderador; a luta se empenha entre os que querem tomar e os que querem reter; daí um conflito que se prolonga às vezes por séculos. Afinal, um equilíbrio fictício se estabelece; há qualquer coisa de melhor. Sente-se, porém, que as bases sociais não estão sólidas; a cada passo o solo treme, por isso que ainda não reinam a liberdade e a igualdade, sob a égide da fraternidade, porque o orgulho e o egoísmo continuam empenhados em fazer se malogrem os esforços dos homens de bem.

Todos vós que sonhais com essa idade de ouro para a Humanidade trabalhai, antes de tudo, na construção da base do edifício, sem pensardes em lhe colocar a cúpula; ponde-lhe nas primeiras fiadas a fraternidade na sua mais pura acepção. Mas, para isso, não basta decretá-la e inscrevê-la numa bandeira; faz-se mister que ela esteja no coração dos homens e não se muda o coração dos homens por meio de ordenações. Do mesmo modo que para fazer que um campo frutifique, é necessário se lhe arranquem os pedrouços e os tocos, aqui também é preciso trabalhar sem descanso por extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, pois que aí se encontra a causa de todo o mal, o obstáculo real ao reinado do bem. Eliminai das leis, das instituições, das religiões, da educação até os últimos vestígios dos tempos de barbárie e de privilégios, bem como todas as causas que alimentam e desenvolvem esses eternos obstáculos ao verdadeiro progresso, os quais, por assim dizer, bebemos com o leite e aspiramos por todos os poros na atmosfera social. Somente então os homens compreenderão os deveres e os benefícios da fraternidade e também se firmarão por si mesmos, sem abalos, nem perigos, os princípios complementares, os da igualdade e da liberdade.

Será possível a destruição do orgulho e do egoísmo? Responderemos alto e terminantemente: SIM. Do contrário, forçoso seria determinar um ponto de parada ao progresso da Humanidade. Que o homem cresce em inteligência, é fato incontestável; terá ele chegado ao ponto culminante, além do qual não possa ir? Quem ousaria sustentar tão absurda tese? Progride ele em moralidade? Para responder a esta questão, basta se comparem as épocas de um mesmo país. Por que teria ele atingido o limite do progresso moral e não o do progresso intelectual? Sua aspiração por uma melhor ordem de coisas é indício da possibilidade de alcançá-la. Aos que são progressistas cabe acelerar esse movimento por meio do estudo e da utilização dos meios mais eficientes.

Por Allan Kardec (Do livro “Obras Póstumas”, 38).

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Lingvaj rajtoj

Celante internacian komunikadon, homo ĉiam suferas limigon en sia lingva rajto, kiam estas devigata al la studado de nacia lingvo apartenanta al alia popolo, kiu ĝin parolas denaske.

Kiam oni uzas la lingvon de la interparolanto, tio estas, la lingvo kiun li uzas ekde sia infaneco, la nedenaska parolanto suferas malavantaĝon, ĉar lia atento estos dividita inter la uzado de la fremda lingvo, kiun li estas devigata paroli, kaj la temo pri kiu li argumentas.

La timo fari prononcajn erarojn aŭ uzi strangajn dirmanierojn timigas tiun fremdan uzanton, ĉar li memoras ridindajn frazojn eldiritajn de alilandanoj, kiam ili klopodas paroli lian lingvon.

Kelkfoje la denaska parolanto bone komprenas kiom la eksterlandano diras. Bone komprenas, sed ridetas, ĉar li parolas en nekutima maniero. Ĝis tiam, tiu homo pensadis, ke li bone regas tiun fremdan lingvon, ĉar li kapablas legi, aŭdi kaj kompreni ĝin, ne konsciante ke la pasiva uzado de naturaj lingvoj estas multe pli facila ol la aktiva, precipe la parolata.

La malfacilaĵoj en la buŝa uzado de fremda lingvo ne estas nur en la prononco, sed en la sintakso, tio estas la kutimo aranĝi la elementojn de la frazoj, kiun ĉiu popolo faras siamaniere.

La avantaĝo kiun ĝuas la denaska parolanto estas ege evidenta, kiam lia interparolanto uzas lian lingvon. Ĉiokaze estas pli facile al la denaskulo diskuti, argumenti, influi, konvinki, vendi, eĉ imponi siajn ideojn, ĉar la nedenaskulo devas atenti ne nur la diskutatan temon, sed ankaŭ zorgi por ne sin esprimi maladekvate aŭ ridinde.

Oni vidas do, ke elekti nacian lingvon por la rolo de internacia komunikilo signifas malrespekti nediskuteblan rajton de ĉiuj popoloj, kiuj ne havas tiun lingvon kiel sian patrinan idiomon, kaj samtempe doni al la popolo, kiu parolas ĝin kiel sian ĉiutagan lingvon, multon da avantaĝoj, kontraŭ kiuj leviĝus la ceteraj popoloj, kiuj plendus la saman rajton ne elspezi tempon, penon nek monon necesajn al la lernado de fremda lingvo.

Neniu saĝa homo kontraŭstaras liberan lernadon de fremdaj lingvoj. Ĉiu idiomo lernita signifas larĝan fenestron malfermitan al alia kulturo, alia vivmaniero, alia mondo. Sed ne estas la sama afero deviga lernado de nacia fremda lingvo por uzado en akademiaj aktivecoj, en profesiaj rondoj aŭ en politikaj diskutoj.

La lingvo de alia popolo lernata pro bezono de komunikado fariĝas vera atenco kontraŭ la egaleco de lingva rajto inter la homoj.

Kiom da jaroj oni bezonas por lernado, kiu ebligas nur mezbonan regadon de fremda lingvo?

Ĉu estas juste, ke la denaskaj parolantoj de difinitaj naturaj lingvoj ĝuu facilecon en la komunikado, dum popoloj de aliaj lingvoj elspezas tempon kaj monon celante komunikadon malbonan, ne trafan, malperfektan kaj eĉ servilan?

La lernado de fremda lingvo por tiuj, kiuj estas devigataj uzi ĝin kiel internacian idiomon, makulas naturan rajton pri egaleco, ĉar devigas iun uzi lingvan kodon prezentantan malsaman nivelon pri facileco / malfacileco inter la du interparolantoj.

Sed, se ĉiuj volus uzi la rajton paroli sian propran lingvon, la komunikado ne estus ebla en la mondo, escepte se oni uzus la helpon de tradukantoj. Efektive, tradukado ja reprezentas pozitivan paŝon en la kampon de respekto al lingvaj rajtoj. Sed, la tradukistoj tre ŝarĝas la komunikadon, precipe la buŝan, kiu, en pluraj kazoj ne sukcesas atingi akcepteblan nivelon de akurateco.

Kvankam ne alvenante al la ekstremo de la kruela ítala diraĵo traduttore traditore (tradukanto perfidanto), estas facile agnoski  ke la figuro de tiu “tria” persono inter verkisto kaj leganto, aŭ – pli grave – inter parolanto kaj aŭskultanto malpligrandigas – kiam ne komplete viŝas – multajn gravajn nuancojn de skribita teksto aŭ de buŝa komunikado.

Traduki ne signifas nur simple anstataŭigi vortojn de unu lingvo per ĝiaj respondaj en la alian, kiel lajkoj ĝenerale pensas. Se tradukado estus tiel simpla tasko, antaŭ multe da tempo komputiloj jam estis operaciintaj same kiel kompetentaj homaj tradukistoj.

Traduki signifas bone kompreni mesaĝon, interpreti ĝin komplete kaj profunde, kaj poste, rekodigi ĝin en alian lingvon. Tiu lingvo ne malofte prezentas specifajn trajtojn en sia strukturo, en siaj esprimrimedoj, kelkfoje tre malsamajn al tiuj de la lingvo en kiu la mesaĝo estis prilaborita en sia origino.

Traduki signifas transigi ideojn de unu universo al alia, ĉar ĉiu homa parola grupo vidas kaj sentas sian realaĵon laŭ propra koncepto, konstruante tiamaniere sian lingvan universon. Naturaj lingvoj estas simbolaj kaj  spegulas la mondon ekde sia aparta vidpunkto, ĉirkaŭliniigante la rezonadon ene de lingvaj limigoj de ĉiu popolo. Pro tio, altnivela traduko postulas – krom sufiĉe bona nivelo de kono de la temoj pritraktataj – profundan regadon de la du lingvoj, kio nepre necese inkludas profundan konon de la psikologiaj aspektoj de tiuj lingvoj.

Skribita traduko estas pli simpla. En la soleco de sia kabineto, la tradukisto havas sufiĉan tempon por serĉi, analizi, kompari, mediti kaj, finfine – eĉ post konsulto al kolego – decidi la plej taŭgan formon.

Sed, dum buŝa tradukado – ĉu paralela, ĉu samtempa – la psikologia trudo de eblaj komparoj, fare de personoj kiuj regas la du lingvojn, kelkfoje ĝenas la tradukiston. Krom tio, oni devas konsideri la premon de la tempo. La tradukanto bezonas iel traduki tiun periodon, ĉar alia venos tuj, sen ŝanco esti ripetata. Malgraŭ la kompetenteco de la tradukanto, oni perdas la elokventecon, la voĉajn nuancojn, la vervon, la magnetismon, resume, la senton de la oratoro.

La afero fariĝas pli grava kiam la tradukanto agas kiel interpretisto, antaŭ du interparolantoj. Ĉiokaze aliaj aspektoj devas esti konsiderataj: la fizikan ĉeeston de la personoj; la fizionomion; la mienon; la tembron de la voĉo. Ĉio tio influos favore aŭ malfavore, se ne en la tono, almenaŭ en la elekto de vorto aŭ de esprimo, kiun li uzos. Interpretisto estas homa estulo, havanta preferojn kaj antipatiojn. Li ne estas maŝino!

Kelkfoje, malgraŭ sia honesta zorgo, la interpretisto ne sukcesas doni al la mesaĝo tiun dezireblan koloron aŭ tiun saman emfazon kiun li aŭdis, ĉar li estas tradukisto, lingvo-interpretanto, kaj ne aktoro kiu kapablas komplete preni sur sin la personecon de tiu, kiu eldiras sian mesaĝon.

Nur en komunikado tre simpla, la mesaĝo ne ricevas la influon de la tradukanto. Kaj tiu ĉi influo varias ekde simpla “maŝina” traduko, estinganta la brilon, la emfazon, la magion de la parolanto, ĝis la ekstremo ebligi konsciajn aŭ nekonsciajn forigojn aŭ aldonojn de ideoj.

Pro tio, en konversacio inter parolantoj de malsamaj idiomoj, la komunikado estos pli efika kiam ĝi okazas direkte, ĉar tiamaniere oni forigas la intermetitan personecon de la tradukanto.

Tamen, rigardante la aferon el la vidpunkto de justeco, de respekto al la lingvaj rajtoj de la popoloj, tiu rekta komunikado devas esti efektivigata pere de unu lingvo kiu apartenas al neniu de la interparolantoj.

Al neniu de la interparolantoj kaj al neniu nacio. Oni devas atente rimarki ke lingvo estas kondukilo de moroj, de pensmanieroj, de sociaj kondutoj, de artoj, de kredaĵoj, de aliaj produktoj de aktivecoj de iu socia grupo, tio estas, de la kulturo de iu popolo, kiu uzas ĝin ĉiutage.

Tradukante verkon en nacian lingvon, oni malofte celas ĝian mondan disvastigon, esceptante kiam temas pri scienco aŭ tekniko. Ekzemple: portugallingva literatura verko, ne estos legata de danoj, de hungaroj, de svedoj kaj de aliaj popoloj pere de rekta traduko el la portugala en tiujn lingvojn. Ĝenerale oni trovas portugallingvan literaturon tradukitan en tiujn lingvojn, ne rekte el la originala fonto, sed el traduko jam farita en la anglan aŭ en la francan. Se ne pasos tra la filtro de la intereso de parolantoj de la angla kaj, ne tiom alte, de la franca lingvo, la verkoj de pluraj popoloj ne havas eblon fariĝi konata en la mondo.

Ankaŭ la kontraŭo estas vera: legantoj de la portugala lingvo ne havas oportunon koni amason da verkoj originale skribitaj en minoritataj lingvoj, kiel la jam cititaj, escepte se tiuj verkoj estis antaŭe tradukitaj en la anglan aŭ en la francan. Estas facile konstatebla la fakto, ke pluraj danaj, hungaraj, svedaj, norvegaj kaj aliaj verkoj estas tradukitaj en la portugalan, ne rekte el la originalo, sed el ties traduko en la anglan aŭ en la francan. Multaj homaj komunumoj malofte havas oportunon koni la verkojn de aliaj popoloj pro tiu damaĝa selektado.

La rekta traduko en neŭtralan lingvon, kontraŭe, estus destinita al ĉiuj popoloj, kaj multe faciligus senperan aliron al la monda literaturo, al popoloj en kies lingvoj la tradukoj ne estus rentodonaj.

La uzado de internacia neŭtrala lingvo ne estas nur teoria revo, kiel kelkaj diras, ĉar en Eŭropo, la popoloj jam havis efikan komunan komunikilon: la latinan lingvon, kiu estis ilo por diplomatia komunikado, por scienca disvastigado, por politika kaj filozofia diskutado, eĉ por instruado en universitatoj dum pluraj jarcentoj.

Estas notinde ke la lingvo kiu estis uzata kiel interlingvo ne estis tiu sama idiomo ĉiutage parolata de la popolo, la tiel nomata Sermo Vulgaris (Vulgara Lingvo). Ĝi ne estis tiu lingvo submetita al la nestabileco de la natura evoluado de lingvoj, kiu iom post iom transformiĝis en la diversaj romanidaj lingvoj. La idiomo uzata en internaciaj komunikadoj estis produkto stabila, zorge prilaborita de gramatikistoj kaj stilistoj de la latina mondo, kiu hodiaŭ povus esti nomata planlingvo.

La cirkonstanco, ke ĝi apartenis al neniu popolo, donadis al la latina lingvo la plej gravan kondiĉon por roli kiel interlingvo: la politika neŭtraleco.

La naturaj lingvoj ĉiam alfrontas gravajn reagojn en ilia uzado kiel internaciaj lingvoj. Reagoj, kiuj varias laŭ la regionoj kie oni pretendas uzi ilin. Verdire, ne ekzistas eĉ unu natura lingvo, kiu garantias al sia parolanto liberan uzon en la tuta mondo, eĉ ne en la tuta Eŭropo.

Malgraŭ tio, kelkaj nacioj politike kaj ekonomie potencaj vigle agas kaj investas altajn sumojn, celante disvastigi – eĉ trudi – siajn idiomojn kvazaŭ internacia komunikilo, ĉar neniu povas nei la politikan prestiĝon kaj ekonomiajn avantaĝojn, kiuj revenas kiel altaj dividendoj, pro la bone faritaj investoj.

Agnoski la uzadon de lingvo de alia popolo kiel dua lingvo signifas rezigni  aŭtentikan nacian lingvan rajton, Signifas levi alten la landon uzantan tiun lingvon al la rango de kultura metropolo. Tia agado signifas psikologie sin submeti al ĝi, akceptante ĝian politikan kaj kulturan influon, en la plej profunda senco de la vorto.

Reliefigante la gravecon de tiu ĉi problemo, oni ne defendas absurdan naciismon, tute fermitan al renovigantaj ideoj alvenantaj de eksterlando. Saĝeco montras ke neniu lando efektive progresas se ĝi sin fermas al la saniga konfrontado kun ideoj generiitaj en la etoso de aliaj kulturoj. Oni deziras nur elmontri la riskon de perdo de naciaj karakterizoj, kiel konsekvenco de forta influo veninta el definitaj kulturoj, kiun oni nekoncie ricevas.

Nuntempe oni konstatas la pligrandigon de konscio rilate al la konservado de naciaj trajtoj ne nur en malgrandaj etnaj grupoj, sed ankaŭ en nacioj. La zorgema konservado de tiuj propraj karakterizoj estas esencaj por subteni la unuecon de socia grupo, ĉu malgranda ĉu granda. Kaj en la centro de tiuj kongluaj faktoroj de unu popolo, de unu etna grupo, troviĝas la lingvo, kiel determina faktoro por la subteno de nacia unueco.

La nivelo de tiu konsciado pri la rolo de lingvo kiel faktoro de aparta etnio estas tiel alta ke, en la jaro 1966, en Barcelono, kongreso okazigita de uzantoj de minoritataj lingvoj produktis dokumenton titolita Universala Deklaro de Lingvaj Rajtoj.

Dante Alighieri bone komprenis la valoron de lingvo kiel esenca elemento por reunuigi Italion, kiam, en la dektria jarcento verkis sian faman Dian Komedion, li uzis la toskanan dialekton – kun kelkaj malgrandaj adaptoj – celante ke ĝi fariĝu la lingvo de la tuta Italio. La uzado de lokaj dialektoj daŭris kaj restas ankoraŭ en la intimeco de família vivo, sed la akcepto de la tiel nomata Madre língua (patrina lingvo) estas fakto en la komunikado oficiala kaj neoficiala en nacia nivelo.

En la deknaŭa jarcento, la saman ideon havis Eliezer Ben-Jehuda, kiu simpligis la strukturon de la hebrea lingvo, renovigante ankaŭ ĝian vortprovizon, celante kapabligi ĝin al la moderna parolado kaj servi kiel nacian lingvon de Israelo.

Paralele al tiu konsciigo pri naciaj valoroj, oni rimarkas, ekde kelka tempo, la naskiĝon de planeda konscio. Nuntempe, popoloj kiuj ankoraŭ ne lernis dividi siajn riĉaĵojn, jam dividas kaj partoprenas almenaŭ komunajn problemojn. La urĝa bezono konservi la loĝeblecon de la Planedo oportunigas, tiu rilate, pli da dialogoj ol sukcesis eĉ la religioj.

Naskiĝas en la homo la ideo pri apartenado al unu komunumo, kiu transcendas la mallarĝajn limojn de la nacioj. Homo jam komencas vidi mondon, en kiu la uzado de inteligenteco sin  turnu ankaŭ al la kreado kaj kulturado de paca klimato.

La apero de planeda konscio estas pli ol dezirebla – ĝi estas nepre necesa al la survivado de la Homaro. Kaj tiu bonaŭgura planeda konscio devas aperi ne kiel opozicio al legitima naciismo, kulturita de ĉiuj popoloj, sed kiel pli granda dimensio, kiel forta antaŭeniro de la homa penso.

Tiu konscio pri apartenado al komunumo kiu ŝvebas super la mallarĝaj naciaj limoj prezentas novan dimension en la historio de la Homaro. Sed ĝi ne povos plene efektiviĝi pere de simplaj politikaj katekizadoj.

Nur pli granda kaj efektiva homa kontakto ebligos la aperon de tiu alte dezirinda supernacia konscio.

Societoj, organizaĵoj, laborgrupoj monde agantaj ekaperas en granda kvanto. Ili signifas novan ŝtupon de la evoluo en la homara historio. La homa socia konscienco, kiu komenciĝis kun la elvolviĝado de la triba konscio, nun pligrandiĝas, transpasante la naciajn limojn.

Ĉiokaze oni devas reliefigi la notindan agadon de Eŭropa Unio, kie dudek ok landoj kunvivadas, serĉante pacajn solvojn por siaj komunaj problemoj.

Aliflanke, oni bedaŭras, ke ĝuste sur tiu kampo – tiel promesoplena – eble la plej grava strebo celanta pacan kunvivadon en la tuta historio de la Homaro – perdiĝas la plej noblaj klopodoj celantaj inteligentan kaj vere humanecan kunvivadon, pro la fortaj lingvaj baroj kiuj stariĝas, tio estas, la uzado de dudek tri malsamajn lingvojn.

Veraj lingvaj baroj ĉar – pro la manko de komuna lingvo, libere agnoskita de ĉiuj – oni devas uzi tiujn kriplajn tradukajn rimedojn jam cititajn. Ŝajnas ironio la fakto, ke jam ekzistas komuna nenacia monero libere kaj inteligente adoptita, flanke de manko de interkonsento pri adopto de komuna lingvo.

Kial oni ne adoptas neŭtralan lingvon, artefarite kreitan kiel Eŭron? La respondo estas evidenta: Ĉe unu flanko estas la terura regado de nacioj, kiuj ne volas rezigni la facilecon kiun ili havas pro la ne bezono lerni alian lingvon, tiamaniere sin metante en la saman nivelon kun la aliaj nacioj, kiel indikas la justeco; ĉe la alia flanko survivas la servilecon kaj la kontentiĝeman spiriton de la representantoj de la ceteraj landoj.

Claude Piron, denaska parolanto de la franca, psikologo, profesoro, poligloto, tradukisto de UNO kaj de MSO, dum pluraj jaroj, denoncas ke en la sidejoj de Eŭropa Unio ne estas fidela observado  de la lingva rajto de ties ŝtataj membroj:

“(…) en la sekretariejo, ĝenerale oni ne uzas la nederlandan, la gregan, la finnan kaj aliajn lingvojn “nefortajn”. Kelkaj lingvoj estas “pli egalaj ol la aliaj”, ĉu kiam iu deziras esti dungita kiel funkciulo de Eŭropa Unio, ĉu kiam unu civitano aŭ parlamentano bezonas interkomunikiĝi kun la administraciantoj.”

Sur la scienca kampo la situacio estas la sama. Scientistoj vojaĝas al malproksimaj lokoj celante prezentadon de la rezultoj de siaj serĉadoj, sed ilia prezentado ne disvolviĝas tiel rapide kaj efike kiel ili esperis pro la lingvaj malfacilaĵoj.

Amaso da altvaloraj spertoj ne estas komplete partoprenataj, aŭ eĉ perdiĝas, kiam mankas komuna lingvo en internaciaj simpozioj, kongresoj kaj similaj renkontiĝoj.

La malprofito estas malpligranda kiam temas pri skribita komunikado, pere de libroj aŭ de periodaĵoj, ĉar la leganto havas tempon por uzi vortaron aŭ peti helpon de tradukisto.

En internaciaj kongresoj, kie partoprenantoj de sesioj por sciencaj komunikadoj aŭ debatoj devenas el malsamaj landoj, la lingvaj baroj malpligrandigas la rezultojn de la renkontiĝo.

En tiuj kongresoj, la malobservo de la lingvaj rajtoj de la uzantoj de minoritataj lingvoj estas facile konstatebla.

Estas tre evidente, ke la parolantoj de la tiea nacia lingvo – suprenigata al la kondiĉo de internacia komunikilo – ĝuas multe pli da facileco por prezenti kaj debati siajn ideojn. Pro tio, multaj el la partoprenantoj de tiaj kongresoj legos en siaj hoteloj la tekstojn de prelego aŭ de komunikado bone aŭdita, sed nur duonkomprenita.

Legante la tekstojn, ili pli bone povos kompreni la enhavon, sed perdis la oportunon debati, aŭ peti klarigojn pri la temoj.

Se, kiel demonstrate, naturaj lingvoj ne taŭgas por la rolo de interlingvo, la unika alternativo estas la uzado de konstruita lingvo, kiu devas esti neŭtrala, sen iu ajn politika, filozofia, kultura aŭ aparta etna ligilo.

Tiu ĉi ideala kondiĉo nur estos plenumata de idiomo ligita al neniu popolo, tio estas, lingvo konscie kreita celante la rolon de internacia komunikilo, lernonta de ĉiuj popoloj, kiel duan lingvon. Tiu ĉi estas la justa kaj simpla solvo por la problemo, ĉar ĉiufoje la lingvoj de interparolantoj estos malsamaj, ili uzos tiun lingvon internacian.

Tiu monda komunikilo jam ekzistas. Ĝi komenciĝis kiel simpla projekto eliranta el la cerbo kaj el la koro de idealisma junulo, kiu, antevidante la mondon, en kiu li ne sukcesus vivi, prezentis, en 1887, anticipan solvon  de tiu ĉi grava homa problemo.

Kvankam ne profesia lingvisto, lia  universala kaj socilingvistika konceptoj transcendis la epokon. Li sciis, ke estis lanĉanta nur projekton, proponon ebligantan naskiĝon de lingvo, kiu reprezentos gravan paŝon, veran markoŝtonon en la historio de la Homaro.

Oni devas rimarki, ke tiu ĉi paŝo en la historio de monda komunikado ne estis farita de iu ajn ekstera forto. Ĝi devenis el la evolua forto imanenta en ĉiu homa estulo, ĉar la monda komunumo kiu adoptis, kiel ilo por supernacia komunikado, la projekton de la pola junulo, donis al ĝi la spiron de vivo, suprenigante ĝin al la stato de vivanta lingvo, kiu jam konas maturiĝan periodon jam de pli ol unu jarcento.

La komunumo uzanta Esperanton, malgraŭ ke ĝi konsistas la plej vasta etna kaj socia kultura varieco, kiun la mondo konas, tiu komunumo konstituas harmonian homan grupon, kiu kuniĝas ĉirkaŭ noblaj idealoj pri frateco, komprenado, respekto al ĉiaspeca kulturo, al etnaj diversecoj kaj precipe al la legitima rajto sinkomuniki rekte kun la tuta mondo.

José Passini

jose.passini@gmail.com

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Paulo de Tarso

2Tessalonicenses representa a segunda carta de Paulo para a comunidade cristã que se congregava na cidade Tessalônica.

Esta carta fora escrita poucos meses após a primeira, enquanto Paulo ainda estava em Corinto na companhia de Silas e Timóteo (1:1; At 18:5), no final do ano 51 d.C., ou no início de 52. D.C.

É provável que Paulo tenha recebido, por mensageiros, notícias acerca das dificuldades vividas pela “igreja” em Tessalônica: a pressão e a perseguição haviam aumentado; também as sementes da falsa doutrina haviam sido plantadas.

Paulo escreve novamente aos cristãos de Tessalônica para encorajá-los, alertá-los quanto aos falsos mestres e chamá-los a respeitar os mandamentos divinos, sobretudo, no tocante à necessidade de trabalhar ativamente.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—3:18), que a escreve para, conforme acima, dar orientações sobre como manter a comunidade saudável e com testemunho efetivo; Silas (1:1), que viajou com Paulo como missionário; e, Timóteo (1:1), que também viajou com Paulo como missionário.

Esta é uma carta “pastoral”. O objetivo de Paulo é o de manter a comunidade cristã de Tessalônica obediente à verdade e pronta para o testemunho efetivo. Também o tema da disciplina deve ser destacado (3:6-15).

2Tessalonicenses trata de como os membros daquela comunidade cristã estão sendo “edificados”, observando o progresso deles na fé, no amor, na verdade e na paciência. Paulo também corrige o mal-entendido a respeito do “retorno do Senhor”.

As principais doutrinas abordadas por Paulo nesta carta são a disciplina da comunidade cristã, com orientações claras sobre manter uma conduta piedosa para o bem da própria comunidade (3:6-15) e a recompensa eterna, pois cada ser humano, após a “morte”, estará com Deus para sempre (1:5-12).

Em 2Tessalonicenses Deus é bom (1:11); Deus é amoroso (2:16); e, Deus é justo (1:6).

Duas palavras-chave nesta carta: “destruição” (1:9), do grego, olethros, que não significa aniquilação ou extinção em que cessa a existência, mas sim a perda de tudo o que é bom e valioso, e [O] “perverso” (2:8), do grego, ho anomos, que significa, literalmente, “fora da lei”, apontando para um homem consumido pela rebeldia (anticristo, 1Jo 4:2-3; besta, Ap 13:1).

2Tessalonicenses pode ser dividida em cinco partes: a primeira, a sudação de Paulo (1:1-2); a segunda, o consolo de Paulo para as aflições – por meio do encorajamento e da exortação (1:3-12); a terceira, a correção de Paulo quanto aos “erros proféticos”; a quarta, a preocupação de Paulo com a “igreja” – a respeito da oração e da vida indisciplinada (3:1-15); e, a quinta, a benção final de Paulo (3:16-18).

Por José Márcio de Almeida.

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