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Archive for the ‘Evangelho’ Category

Paulo era da tribo de Benjamim (Fp 3:5). Seu nome em hebraico era Saul, ou Saulo; Paulo é o seu nome em grego. Paulo era também cidadão romano (At 16:37; 22:25) e nasceu, aproximadamente, na mesma época que Jesus, em Tarso (At 9:11), importante cidade romana localizada na região da Cilícia (At 21:39), localizada na Ásia Menor, hoje território da Turquia.

Paulo passou grande parte de sua vida em Jerusalém como discípulo expoente do Mestre Gamaliel (At 22:3). Como o seu pai, Paulo era Fariseu (At 23:6; Fp 3:5).

Paulo se converte ao Cristianismo às portas de Damasco, por volta de 33-34 d.C., cidade para a qual se dirigia para perseguir os Cristãos. Após a sua conversão, Paulo começou, imediatamente, a pregar o Evangelho (At 9:20). Escapando de incidentes que quase o vitimou em Damasco (At 9:23-25; 2Co 11:32-33), Paulo passou três anos no deserto localizado no sudeste do Mar Morto, região conhecida como Arábia Nabateia (Gl 1:17-18), estudando e meditando.

Mais do que qualquer outro, Paulo foi o responsável pela divulgação do cristianismo por todo o Império Romano. Não obstante ser fisicamente fraco (2Co 10:10; Gl 4:14), ele fez três viagens missionárias ao longo do Mar Mediterrâneo, numa demonstração de força interior (espiritual) inabalável (Fp 4:13).

Paulo escreveu a Carta aos Romanos (1:7) em Corinto (16:1; 16:23), em época próxima do fim de sua terceira viagem missionária, por volta de 45 d.C., quando se preparava para ir à Jerusalém levando uma oferta para aquela comunidade cristã (15:25). Ele, Paulo, delegou a Febe (16:1-2), uma diaconisa da igreja em Cencreia, a responsabilidade de entregar essa carta aos cristãos de Roma.

É provável que a comunidade cristã de Roma tenha sido fundada por alguns dos convertidos no Dia de Pentecostes (At 2:10). Paulo muito desejava visitar a igreja de Roma, mas foi impedido de fazê-lo (1:13); somente o fez no final de seu ministério e de sua vida.

O propósito de Paulo escrever aos Romanos foi o de ensinar as grandes verdades do Evangelho e também de se apresentar àquela comunidade.

A Carta aos Romanos é um tratado teológico e o tema predominante é a justiça proveniente de Deus. As principais doutrinas abordadas por Paulo são: Jesus é o reconciliador da Humanidade para com Deus (3:9-20); a justificação pela fé (1:16-17; 3:21—4:25; 5:1-2,18); a santificação por meio da expiação de Cristo (6:1—8:39; 15:16); e, a reconciliação do Homem para com Deus por meio do sacrifício de Jesus (5:1,10-11).

Em Romanos os atributos da Divindade (Deus) são: Deus é acessível (5:2); Deus é eterno (1:20); Deus é magnânimo (3:25); Deus é glorioso (3:23; 6:4); Deus é bom; Deus é incorruptível (1:23); Deus é justo (2:5,11; 3:4,25-26); Deus é longânimo (2:4-5; 3:25; 9:22); Deus é amoroso (5:5,8; 8:39; 9:11-13); Deus é misericordioso (9:15,18); Deus é poderoso (1:16,20; 9:21-22); Deus cumpre suas promessas (1:1-2; 4:13,16,20; 94,8; 15:8); Deus é providente (8;28; 11:33); Deus é reconciliador (5:1,10); Deus é insondável (11:33); e, Deus é sábio (11:33; 16:27).

Jesus, em Romanos, é o redentor da Humanidade.

A Carta aos Romanos pode ser dividida em oito partes, sendo: a primeira, a saudação e a introdução (1:1-15); a segunda, a delimitação da temática abordada (1:16-17); a terceira, a necessidade da justiça de Deus (1:18—3:20); a quarta, a provisão da justiça de Deus (3:21—5:21); a quinta, a demonstração da justiça de Deus (6:1—8:39); a sexta, a recepção da justiça de Deus (9:1—11:36); a sétima, o comportamento da justiça de Deus (12:1—15:15:13); e, a oitava, a conclusão, saudações e benção (15:14—16:27).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a Carta de Paulo aos Romanos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 80, Julho/2017, p. 6.

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Atos, do grego, praxeis. Atos ou praxeis era uma palavra utilizada na antiguidade para descrever os feitos e as realizações de grandes homens.

O Livro de Atos revela, de fato, os feitos notáveis de personagens do cristianismo primitivo, especialmente, pela ordem, Pedro (nos capítulos 1 a 12) e Paulo (nos capítulos 13 a 28). O Livro de Atos revela também feitos mediúnicos dos mais notáveis.

Escritos de Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Orígenes, Eusébio e Jerônimo afirmam que o autor do Livro de Atos é Lucas. Como mencionamos na introdução do Evangelho Segundo Lucas, Lucas era um amigo muito querido a Paulo (Cl 4:14), seu companheiro de viagem e médico pessoal.

Ao escrever o Livro de Atos, Lucas baseou-se em fontes escritas (15:23-29; 23:26-30) e, sem dúvida colheu os relatos de personagens-chave, tais como Pedro, João, Felipe e outros da igreja de Jerusalém. Ademais, resta claro que o próprio Lucas foi testemunha ocular de muitos dos fatos narrados em Atos (16:10-17; 20:5—21:18; 27:1—28:16). É muito provável que Lucas tenha escrito o Livro de Atos antes do fim do primeiro cárcere de Paulo em Roma, por volta de 60-70 d.C., o que explica o fim abrupto do texto, que deixa Paulo esperando para ser julgado perante César.

Atos dos Apóstolos é um registro histórico dos primeiros trinta anos do Cristianismo.

Lucas escreve o Livro de Atos para transmitir a Teófilo e a outros que leriam a obra “um relato dos fatos que se cumpriram” (Lc 1:1) durante o ministério de Jesus sobre a Terra. O Livro de Atos é uma continuação dos registros colacionados no seu Evangelho (segundo Lucas), ou, segundo o próprio Lucas, “um relato ordenado” (Lc 1:3).

Não se sabe quem era Teófilo, o destinatário do Evangelho Segundo Lucas e do Livro de Atos dos Apóstolos. A maneira com que Lucas se refere a ele – “excelentíssimo Teófilo (Lc 1:3) – sugere que se tratava de um oficial romano de relativa importância (24:3; 26:25).

São personagens do Livro de Atos dos Apóstolos: Pedro, João, Tiago, Estevão, Felipe, Paulo, Barnabé, Cornélio, Timóteo, Lídia, Silas, Apolo, Félix, Festo, Herodes Agripa II e o próprio Lucas.

Em Atos dos Apóstolos, Lucas enfatiza que Jesus de Nazaré era o Messias de Israel há muito esperado e demonstra que o Evangelho do Reino era oferecido a todos os homens, não apenas ao povo judeu.

Em Atos, Lucas faz uso frequente de citações do Antigo Testamento, demonstrando erudição e grande cultura, como, por exemplo, em: 2:17-21, de Jl 2:28-32; em 2:25-28, de Sl 16:8-11; em 2:35, de Sl 110:1; em 4:11, de Sl 118:22; em 4:25-26, de Sl 2:1-2; em 7:49-50, de Is 66:1-2; em 8:32-33, de Is 53:7-8; e, em 2826-27, de Is 6:9-10.

As principais doutrinas apresentadas em Atos são o estabelecimento da igreja (do cristianismo) e a obra do Espírito Santo (feitos mediúnicos).

O Livro de Atos narra o ministério de Jesus sendo transmitido aos seus discípulos, deixando claro qual a missão destes: anunciar o Evangelho e proclamar o Cristo ressurreto.

Vários sermões estão registrados no Livro de Atos, totalizando mais de vinte, sendo que a maioria provém de Pedro (sete) e de Paulo (onze).

Em Atos os atributos da divindade são: Deus é acessível (14:27); Deus é glorioso (7:2,55); Deus é bom 14:17); Deus é justo (17:31); Deus é o altíssimo (7:48); Deus é providente (1:26; 3:17-18; 12:5; 17:26; 27:22,31-32); e, Deus é Sábio (15:18).

O Livro de Atos pode ser dividido em quatro grandes partes. A primeira, o prólogo (1:1-8); a segunda, o testemunho em Jerusalém (1:9—8:3); a terceira, o testemunho na Judeia e na Samaria (8:4—12:25); e, a quarta, o testemunho até os confins da Terra (13:1—14:28).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Livro de Atos dos Apóstolos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 79, Junho/2017, p. 6.

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João Evangelista

A tradição da igreja primitiva identificou o autor deste Evangelho como sendo o Apóstolo João, não restando sobre isso qualquer dúvida.

João escreveu o Evangelho que lhe é atribuído em idade bem avançada, entre os anos 90 e 100 d.C..

João, tendo conhecimento os demais Evangelhos já escritos, compôs, segundo Clemente de Alexandria (150 – 215 d.C., aproximadamente) um “Evangelho espiritual”.

O nome de João não aparece neste Evangelho que leva o seu nome: o autor prefere identificar-se como sendo “o discípulo que Jesus amava” (13:23; 19:26; 20:2; 21:7,20).

O Evangelho de João difere de modo muito marcante, quanto à forma e substância, dos outros Evangelhos (sinóticos).

João e Tiago, seu irmão mais velho (at. 12:2), eram conhecidos como “filhos de Zebedeu” (Mt 10:2-4), e Jesus lhes deu o nome de “filhos do trovão” (Mc 3:17). João foi Apóstolo (Lc 6:12-16) e um dos três discípulos mais próximos de Jesus. Os outros eram Pedro e Tiago (Mt 17:1; 26:37).

João foi testemunha ocular do Ministério do Cristo (1Jo 1:1-4) e além deste Evangelho, escreveu também as Epístolas 1, 2 e 3 e o livro do Apocalipse. Após o retorno do Mestre às esferas sublimes do Mundo Espiritual, João tornou-se uma das “colunas” da igreja primitiva.

O Evangelho de João nos fornece um significativo material não registrado nos demais Evangelhos e que contribui para uma melhor compreensão destes.

João escreveu o seu Evangelho com o propósito de convencer seus leitores da verdadeira identidade de Jesus: Espírito Puro, o Governador Espiritual do Planeta Terra. Seu Evangelho está organizado em torno de oito sinais que demonstram a verdadeira identidade de Jesus: a transformação da água em vinho; a cura do filho de um oficial; a cura de um paralítico; a alimentação de uma multidão; Jesus andando sobre as águas; a cura de um cego de nascença; a ressurreição de Lázaro; e, a pesca milagrosa.

A mensagem geral do seu Evangelho encontra-se em 20:31: “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”.

Para João o caráter da divindade assim se expressa: Deus é acessível (1:51; 10:7,9; 14:6); Deus é glorioso (1:14); Deus é invisível (1:18; 5:37); Deus é amoroso (3:16; 15:9-10; 16:27) 17:23-26); Deus é justo (17:25); Deus é Espírito (4:24); Deus é verdadeiro (17:3,17); e, Deus é único (10:30; 14:9-11; 17:3).

No Evangelho de João encontramos as significativas declarações de Jesus “Eu Sou” (vinte e três vezes!). As sete grandes metáforas que denotam a superioridade espiritual do Cristo são: “Eu Sou o pão da vida” (6:35,41,48,51); “Eu Sou a luz do mundo” (8:12); “Eu Sou a porta das ovelhas” (10:7,9); “Eu Sou o bom pastor” (10:11,14); “Eu Sou a ressurreição e a vida” (11:25); “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida” (14:6); e, “Eu Sou a videira verdadeira” (15:1,5).

O Evangelho de João possui vinte e um capítulos e 878 versículos e pode ser dividido em sete grandes partes, a saber: a encarnação do Filho de Deus (1:1-18); a apresentação do Filho de Deus (1:19 – 4:54); a oposição ao Filho de Deus (5:1 – 12:50); a preparação dos discípulos pelo Filho de Deus (13:1 – 17:26); a execução do Filho de Deus (18:1 – 19:37); a ressurreição do Filho de Deus (19:38 – 21:23); e, a conclusão (21:24-25).

O leitor matriculado na escola de aprendizes do Evangelho deve explorar o texto de João com muito cuidado, atenção e oração, de modo a descobrir a enorme riqueza dos tesouros espirituais que o Apóstolo amorosamente e sob inspiração da espiritualidade superior nele depositou (14:26; 16:13).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo João, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 78, Maio/2017, p. 6.

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Lucas

Lucas era gentio (Cl 4:11,14), médico (Cl 4:14) e amigo de Paulo de Tarso (At 16:10-17; 20:5-15; 21:1-18; 27:1—28:16).

Além do Evangelho que traz o seu nome, Lucas escreveu, também, o Livro de Atos dos Apóstolos. Sobre a autoria dos dois livros, não paira qualquer dúvida: foram escritos pela mesma pessoa e na mesma época.

Eusébio e Jerônimo, pais da igreja, identificam que Lucas era natural de Antioquia.

O Evangelho segundo Lucas e o livro de Atos são endereçados a Teófilo (1:3; At 1:1) e apresentam um relato abrangente da história do cristianismo – no nascimento de Jesus à prisão domiciliar de Paulo em Roma (At 28:30-31). É provável que Lucas tenha escrito ambos os livros enquanto Paulo estava preso em Roma.

Lucas declarou expressamente que os fatos que narrava foram obtidos de relatos de pessoas que haviam testemunhado os fatos (1:1-2), notadamente, de Maria, a mãe de Jesus e por essa razão, o Evangelho de Lucas é tido como o Evangelho da intimidade do Cristo.

O estilo de Lucas é o de um autor letrado. Escreveu como um historiador, apresentando detalhes que ajudam a identificar o contexto histórico dos acontecimentos narrados.

Dá um destaque grande à natividade – o mais amplo dos Evangelhos. Lucas também registra a profecia de Jesus sobre a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. (19:42-44; 21:20-24).

Um tema recorrente no seu Evangelho é a compaixão demonstrada por Jesus pelos gentios, samaritanos, mulheres, crianças, publicanos, pecadores, etc. Por exemplo: todas as vezes que Jesus menciona os publicamos, considerados proscritos em Israel, o faz num sentido positivo (3:12; 5:27; 7:29: 15:1: 18:10-13; 19:2).

Lucas também dá uma ênfase significativa ao papel desempenhado pelas mulheres no ministério de Jesus (7;12-15, 37-50; 8:2-3,43-48; 10:38-42; 13:11-13; 21: 2-4; 23:27-29,49,55-56).

As principais doutrinas contidas no Evangelho segundo Lucas são: o temor dos homens na presença de Deus, os mistérios da verdade divina, o perdão, o papel do Espírito “Santo” e a morte de Jesus na cruz.

Para Lucas, os atributos da divindade (de Deus) são: acessível (23:45), santo (1:49), longânimo (13:6-9), misericordioso (1:50,78), poderoso (11:20; 12:5), providente (2:1-4; 21:18,32-33; 22:35) e sábio (16:15).

Lucas escreve para os gentios; cita poucas passagens do Antigo Testamento e se vale da terminologia grega em detrimento da hebraica – por exemplo: “um lugar chamado caveira” em vez de “Gólgota”; 23:33.

Um traço extremamente importante do Evangelho segundo Lucas é a ênfase que o autor dá acerca do alcance universal do convite do Evangelho. Ele retratou Jesus como o Filho do homem rejeitado por Israel e oferecido ao mundo.

Algumas passagens do ministério de Jesus aparecem apenas neste Evangelho: os eventos que precedem o nascimento de João Batista e de Jesus, as cenas da infância de Jesus, a prisão de João Batista, a rejeição de Jesus pelo povo de Nazaré, o chamamento dos primeiros discípulos, a ressurreição do filho da viúva de Naim, a mulher que unge os pés de Jesus, as mulheres que ministram o Cristo, Jesus na casa de Zaqueu, o julgamento de Jesus por Herodes, dentre outros.

O Evangelho segundo Lucas pode ser dividido cinco partes: o prelúdio do ministério do Cristo (1:1—4:13), o ministério de Jesus na Galileia (4:14—9:50), a jornada de Jesus para Jerusalém (9:51—19:27), a semana da paixão (19:28—23:56) e a consumação do ministério do Cristo (24:1-53).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo Lucas, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 77, Abril/2017, p. 6.

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João Marcos, ou Marcos

Marcos, o autor do segundo Evangelho apresentado no Novo Testamento, era primo de Barnabé (Cl 4:10) e um amigo muito próximo de Pedro. É citado também pelo nome João Marcos – João, também chamado Marcos (At 12:12, 25; 15:37,39).

Marcos seguiu com Barnabé e com Paulo na primeira viagem missionária do Apóstolo dos Gentios (At 12:25: 13:5).

Os pais da igreja primitiva concordam, de forma unânime, que Marcos foi quem escreveu o Evangelho que leva o seu nome – segundo Papias, bispo de Hierápolis, escrevendo no ano 140 d.C., “Marcos, tendo se tornado intérprete de Pedro, escreveu com precisão tudo de que se lembrou”; outrossim: Justino Mártir, por volta do ano 150 d.C., refere-se ao Evangelho que Marcos escreveu como sendo as “memórias de Pedro”.

Estudiosos afirmam que o Evangelho escrito por Marcos o foi por volta do ano 50 d.C. (entre 50 e 70 d.C.). Há os que sustentam, inclusive, que a datação deste Evangelho é anterior ao ano 50 d.C..

Se o Evangelho escrito por Mateus foi destinado ao público judeu, Marcos o fez para os cristãos romanos, particularmente para os gentios, tanto que ao utilizar termos aramaicos, Marcos os traduz (3:17; 5:41; 7:11,34; 10:46; 14:36; 15:22,34); Marcos ainda utiliza expressões latinas em vez do grego (5:9; 6:27; 12:15,42; 15:16,39); ele também conta o tempo segundo o sistema romano (6:48; 13:35). Não obstante, corroborando ainda essa tese, Marcos faz uma descrição pormenorizada dos costumes judaicos (7:3,4; 14:12; 15:42).

Marcos, em seu Evangelho, foca mais os feitos de Jesus que, efetivamente, os seus ensinos. Para Marcos, Jesus é o servo sofredor de Deus (10:45). Ele omite os longos sermões encontrados nos outros Evangelhos. Marcos também dá um grande destaque à humanidade de Jesus, enfatizando as suas emoções (1:41; 3:5; 6:34; 8:12; 9:36).

Marcos também omite qualquer referência aos ancestrais (à genealogia) de Jesus – o que fazem Mateus e Lucas –, bem como qualquer referência ao seu nascimento. O Evangelho de Marcos tem início com Jesus já exercendo o seu ministério público, quando fora batizado por João Batista.

Para Marcos Deus é acessível (15:38) e único (2:7; 12:29) e Jesus é o seu servo (8:34-37; 9:35); 10:43-45).

O Evangelho segundo Marcos é considerado um dos três Evangelhos Sinóticos e é o menor deles: são 16 capítulos e 661 versículos. Os estudiosos o dividem em cinco partes: o prólogo no deserto (1:1-13), o início do ministério de Jesus na Galiléia e adjacências (1:14 – 7:23), a expansão do ministério de Jesus para várias regiões gentias (7:24 – 9:50), a conclusão do ministério de Jesus (10:1-52) e a consumação do ministério do Cristo (11:1 – 16:20).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo Marcos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 76, Março/2017, p. 6.

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Levi, O Publicano ou Mateus

Mateus, do hebraico Mattiyyah, significa dom de Deus, presente de Deus ou dádiva de Deus, era o outro nome de Levi, o Publicano (9:9) que deixou tudo para seguir Jesus (Lc 5:27-28). Ele foi um dos doze Apóstolos (10:3; Mc 3:19; Lc 6:15; At 1:13). Ele próprio se intitula o publicano (10:3). Somente no Evangelho que leva o seu nome ele é chamado publicano; em todos os demais é chamado de Levi.

Mateus escreveu o “seu” Evangelho para o público Judeu. “Seu” Evangelho faz mais de sessenta citações das profecias do Antigo Testamento que anunciavam o advento do Cristo para demonstrar que Jesus é o Cristo, o Messias, o Rei dos Reis. Para Mateus, Jesus é o cumprimento de todas as profecias. As abordagens principais de “seu” Evangelho, baseadas que estão no Antigo Testamento, são feitas com base nas expectativas messiânicas do Povo de Israel (2:17-18; 4:13-15; 13:35; 21:4-5; 27:9-10).

Outrossim, corroborando o entendimento acima, Mateus cita muito dos costumes judaicos da época de Jesus, sem, contudo, explicá-los, diferentemente dos outros evangelistas. Ele se refere a Jesus, constantemente, como sendo o Filho de Davi e se refere, ao nome de Deus com uma sensibilidade muito própria, como os Judeus faziam: ele se refere a reino dos Céus, ao passo que os demais evangelistas se valem da expressão reino de Deus. A expressão reino dos Céus aparece trinta e duas vezes em “seu” Evangelho.

Ademais, a genealogia de Jesus, logo no primeiro capítulo, busca demonstrar as credenciais do Cristo como o legítimo Rei de Israel; para Mateus, Jesus é o herdeiro da linhagem real de Davi. Ao longo de todo o livro Mateus demonstra, cabalmente, que o Cristo Jesus é o cumprimento das dezenas de profecias do Antigo Testamento.

O Evangelho segundo Mateus registra cinco grandes sermões: o sermão da montanha (capítulos 5 a 7), o comissionamento dos Apóstolos (capítulo 10), as parábolas sobre o Reino (capítulo 13), um sermão da semelhança do crente com uma criança (capítulo 18) e o sermão da segunda vinda (capítulos 24 e 25).

O conflito entre Jesus e os Fariseus é outro tema comum em “seu” Evangelho; também menciona os Saduceus mais que qualquer dos outros Evangelhos. Segundo Mateus, as doutrinas dos Fariseus e Saduceus é um fermento que deve ser evitado (16:11-12). Mateus também retrata, como nenhum dos outros Evangelhos, os veementes, duros e frontais ataques que são proferidos contra Jesus.

Alguns eventos somente são encontrados em “seu” Evangelho: o sonho de José (1:20-24); a visita dos magos (2:1-12); a fuga para o Egito (2:13-15); A matança de Herodes (2:16-18); o arrependimento de Judas (27:3-10; At 1:18-19); o sonho da mulher de Pilatos (27:19); outros aparecimentos do Cristo ressurreto (27:52); o suborno dos soldados (28:11-15); e, a grande comissão (18:19-20).

A principal doutrina de Mateus é de que Jesus é o Messias (2:17-18; 4:13-15; 13:35; 21:4-5; 27:9). Em “seu” Evangelho Mateus nos apresenta alguns dos atributos da divindade: Deus é acessível (6:6; 27:51); Deus é bom (5:45; 19:17); Deus é santo (13:41); Deus é magnânimo (23:37; 24:48-51); Deus é perfeito (5:48); Deus é poderoso (6:13; 10:28; 19:26; 22-29); Deus é providente (6:26,33-34; 10:9,29-30); Deus é incomparável (19:17); Deus é único (4:10; 19:17); e, Deus é sábio (6:8,18; 10:29-30; 24:36).

Enfim, para Mateus, Jesus é o Rei vitorioso que um dia virá nas nuvens do céu com poder e grande glória (24:30).

O Evangelho segundo Mateus possui vinte e oito capítulos e mil e oitenta e quatro versículos e é chamado de um dos Evangelhos sinóticos (do grego sýn + optico, ver junto ou ver em conjunto); os outros são os Evangelhos segundo Marcos e Lucas. Esses três Evangelhos relatam uma série de episódios em comum e na mesma sequência do ministério de Jesus. A estes três – sinóticos – acrescentemos o Evangelho segundo João.

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo Mateus, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 75, Fevereiro/2017, p. 6.

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Anunciando o Evangelho (livro)

“Nesta obra, Anunciando o Evangelho, o autor reúne vasta reflexão sobre a mensagem do Consolador, proporcionando ao leitor importante acervo, de grande valia, ensejando novos ângulos de observação e ampliando o entendimento da Boa Nova, de modo a nos tornar mais íntimos da Revelação. E nos leva, ainda, a pensar e a infundir em nossos corações bom ânimo renovado, esperança, paz e a estilar a fé raciocinada.”

– Antônio Rubatino, Centro Espírita Oriente (CEO/GFEIS), Belo Horizonte/MG.

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“Estou surpreendida com a leitura. (…) Estou no início, mas adorando a forma que abordou e sinceramente penso que deveriam ter mais literaturas que abordem este assunto (…). Muito obrigada e parabéns pela bela iniciativa. O livro é ótimo. Muitas informações que eu desconhecia.”

– Cláudia, Fraternidade Espírita Glacus, Betim/MG.

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“Amigo José Márcio. Comecei a ler o seu livro e estou gostando muito. O Excelente prefácio do Rubatino bem demonstra a seriedade do seu trabalho. O método ‘miudinho’ é simplesmente fantástico. Essa era a metodologia que procurava. Encontrei, finalmente.”

– Luciano Fraga, Centro Espírita André Luiz (CEAL/GFEIS), Belo Horizonte/MG.

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“Maravilha. Excelente. Aprendendo muito.”

– Geraldo Vagner, Centro Espírita Oriente (CEO/GFEIS), Belo Horizonte/MG.

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“Comprei seu livro. Bom demais!”

– Gustavo Carneiro, Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, Belo Horizonte/MG.

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O livro Anunciando o Evangelho pode ser adquirido pelo link seguinte:

http://www.clubedeautores.com.br/book/214905–ANUNCIANDO_O_EVANGELHO?topic=filosofia#.WB-MutQrLMo

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