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Archive for the ‘Evangelho’ Category

A Galácia, à época de Paulo, era a região central da Ásia Menor onde hoje é o território da Turquia, em que estavam localizadas várias comunidades cristãs por ele fundadas: Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13:14—14:23).

Os Gálatas eram um povo celta que havia migrado da Gália para aquela região no século III a.C.. Em 189 a.C. a região foi conquistada pelos romanos e em 25 a.C. tornou-se uma província de Roma.

Esta foi a única das Cartas de Paulo escrita para mais de uma comunidade (cf. acima; 1:2; 3:1; 1Co 16:1).

Paulo escreveu aos Gálatas para se contrapor aos falsos mestres judaizantes que ensinavam aos gentios que estes deveriam, primeiro, tronar-se prosélitos Judeus e submeterem-se à leis mosaicas antes de tornarem cristãos (1:7; 4:17,21; 5:2-12; 6:12-13). Nesta carta, Paulo adverte essas comunidades sobre as consequências de abandonar a doutrina cristã essencial.

Um dado interessante sobre esta carta: é a única das epístolas em que Paulo não faz um “elogio” aos seus leitores. A explicação talvez resida no aspecto da urgência necessária, assim avaliada por Paulo, de fazer um contraponto à deserção iminente dos membros daquelas comunidades e de  defender a doutrina cristã.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—6:18), Pedro (1:18—2:21), Barnabé (2:1-13), Tito (2:1-3), Abraão – citado por Paulo para exemplificar a salvação pela fé – (3:6—4:22) e os chamados falsos mestres (4:17-20).

Esta carta fornece importantes informações históricas sobre Paulo (capítulos 1 e 2): seus três anos de permanência na região da Arábia Nabateia (1:17-18); sua visita de quinze dias a Pedro após a sua estadia na Arábia (1:18-19); sua viagem para participar do Concílio de Jerusalém (2:1-10); e, seu “debate” com Pedro (2:11-21).

Ainda nesta carta Paulo defende a sua posição como apóstolo (capítulos 1 e 2), uma vez que em Corinto os falsos mestres atacaram a sua autoridade como tal.

As principais doutrinas presentes nesta carta são: a justificação pela fé em Jesus, O Cristo (2:14-21; 3:11; 5:4); a lei (os cristãos estão libertos da escravidão ao pecado) (2:20-21; 5:1); e, o papel do Espírito (5:16-17).

Em Gálatas, Jesus, O Cristo, é o libertador (5:1) e Deus possui os seguintes atributos: Deus é misericordioso (6:16); Deus é poderoso (2:8); e, Deus é fiel, pois cumpre suas promessas (3:16-19,21-22,29; 4:4).

Gálatas pode ser dividida em três partes: a primeira, trata das credenciais de Paulo, “o pregador da justificação” (1:1—2:21); a segunda, os princípios da justificação (3:1—4:31); e, a terceira, os benefícios da justificação (5:1—6:18).

Nessa Carta Paulo faz dois importantes registros acerca das marcas do Cristo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (2:20); e, “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (6:17). Sobre elas, manifestou-se Emmanuel (In: Vinha de Luz, cap. 8): “Todas as realizações humanas possuem marca própria. Casas, livros, artigos, medicamentos, tudo exibe um sinal de identificação aos olhos atentos. Se medida semelhante é aproveitada na lei de uso dos objetos transitórios, não se poderia subtrair o mesmo princípio, na catalogação de tudo o que se refira à vida eterna. Jesus possui igualmente os sinais dEle. A imagem utilizada por Paulo de Tarso, em suas exortações aos gálatas, pode ser mais extensa. As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum. Em cada situação, o homem pode revelar uma demonstração do Divino Mestre”.

Esta carta nos remete a uma ampla e necessária reflexão sobre as “marcas do Cristo” no sentido ético, moral e espiritual em nossas vidas e na Seara Espírita.

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a carta de Paulo aos Gálatas, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 83, outubro/2017, p. 6.

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Paulo de Tarso

Se a primeira carta aos Coríntios é considerada “a carta rigorosa” (2:4), esta, a segunda, é caracterizada por palavras de alívio e contentamento pelo fato de a maioria dos Coríntios haver se arrependido da rebelião ao Evangelho pregado por Paulo (7:8-16).

O tom tão pessoal e autobiográfico desta epístola não deixa qualquer dúvida acerca de sua autoria. Paulo escreveu esta segunda carta aos Coríntios depois de haver deixado Éfeso – onde esteve por dois anos e meio (At 19:8,10) – , muito provavelmente em Filipos (cf. 11:9 e Fp 4:15) no início do ano 56 d.C..

Nesta segunda carta à comunidade cristã de Corinto, escrita no “calor da batalha” contra aqueles que atacavam a sua credibilidade, Paulo, além de demonstrar alegria em face da reação deles à primeira carta, se preocupa em defender o seu apostolado (capítulos 1 a 7), a exortar os Coríntios a socorrerem com os pobres de Jerusalém (capítulos 8 e 9) e a confrontar os falsos apóstolos (capítulos 10 a 13).

Esta epístola complementa o registro histórico do relacionamento de Paulo com a igreja de Corinto iniciado no livro de Atos e em 1Coríntios, além de trazer, como dito acima, importantes dados biográficos sobre Paulo.

Os principais personagens da segunda carta aos Coríntios são o próprio Paulo (1:1—13:14), Timóteo (1:1-19), Tito (2:13; 7:6—8:24; 12:18) e os falsos apóstolos que se faziam passar por cristãos (11:13-15).

Em 2Coríntios os atributos da divindade são: Deus é consolador (1:3; 7:6), é glorioso (4:6), é amoroso (9:7; 13:11), é misericordioso (1:3), é poderoso (6:7; 9:8: 13:4), é cumpridor de suas promessas (1:20; 6:18; 7:1), é reconciliador (5:18-19), é espírito (3:17) e é verdadeiro (1:20).

A segunda carta de Paulo aos Coríntios revela Jesus, O Cristo, como sendo aquele que consola os perseguidos (1:5; 12-9), que cumpre as promessas de Deus (1:20), que é o Senhor da Humanidade (4:5) e que reconcilia os cristãos com Deus (5:19).

O grande desafio de interpretação desta carta reside na destacada mudança de tom entre os capítulos 10 a 13 e os capítulos 1 a 9. Acerca desta questão, sustentam alguns estudiosos, que os capítulos 1 a 9 teriam sido endereçados à maioria arrependida (cf. 2:6), enquanto que os capítulos 10 a 13, à minoria ainda influenciada pelos falsos apóstolos.

2Coríntios pode ser dividida em cinco partes: a primeira, a saudação de Paulo (1:1-11); a segunda, o ministério de Paulo (1:12—7:16); a terceira, a coleta de Paulo (8:1—9:15); a quarta, o apostolado de Paulo (10:1—12:13); e, a quinta, a visita (terceira) de Paulo à comunidade de Corinto  (12:14—13:13).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a segunda carta de Paulo aos Coríntios, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 82, Setembro/2017, p. 6.

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Paulo de Tarso

A cidade de Corinto estava localizada na Grécia meridional, na Província de Acaia, a cerca de 70 km a oeste de Atenas. À época de Paulo era um grande e importante centro comercial.

Como a maioria das cidades gregas de então, Corinto era uma acrópole, ou seja, uma “cidade alta”, elevada a 600 metros. Nela havia um templo dedicado a Afrodite, a deusa grega do amor.

A igreja em Corinto foi fundada por Paulo quando de sua segunda viagem missionária (At 18:1ss). Paulo iniciou o seu ministério na sinagoga local, auxiliado por dois cristãos judeus: Priscila e Áquila. Algum tempo depois, juntaram-se a eles, Silas e Timóteo.

Os estudiosos dos textos Paulinos aceitam a tese de que esta carta tenha sido escrita na primeira metade do ano 55 d.C., em Éfeso (16:8-9,19), durante a terceira viagem missionária de Paulo.

A igreja em Corinto era extremamente faccionária. Quatro grupos distintos se formaram: o primeiro, leal a Apolo, um talentoso orador que por lá passou; o segundo, declarava lealdade a Pedro; o terceiro, declarava lealdade exclusiva ao Cristo; e o quarto, leal a Paulo. (Ver 1:10-13; 3:1-9).

A maior dificuldade da igreja em Corinto era, no entanto, o apego de seus fiéis à matéria e às práticas mundanas que os circundava. A maioria não conseguia se afastar de sua conduta anterior, egoística, imoral e pagã. Foi preciso, portanto, que Paulo, ciente dos acontecimentos, escrevesse a esta comunidade para ordenar aos cristãos que se corrigissem e se mantivessem fiéis aos princípios evangélicos por ele apresentados.

Por essa razão, esta carta é também chamada de “a carta rigorosa” (2Co 2:4).

Seus principais personagens são, o próprio Paulo (1:1—16:24), Timóteo (4:17; 16;10-11) e os membros da casa de Cloe (1:11).

Não obstante o tema central ser a repreenda do comportamento e não da doutrina, Paulo transmite ensinamentos importantes sobre as doutrinas do “pecado” e da justiça. Os “pecados” sexuais, incluindo o divórcio, estão, para Paulo, relacionados à direta inobservância “ao plano de Deus para o casamento e a família”. Paulo irá tratar do papel “sagrado” da mulher, do casamento (e do divórcio) e dos dons do Espírito Santo (mediunidade), para a manutenção da unidade da igreja num só corpo. Paulo irá também discorrer sobre a teologia do amor e sobre a doutrina da reencarnação (ressurreição).

Além destes temas, Paulo também irá tratar, ainda que de forma breve, do “julgamento divino dos cristãos” (3:13-15).

As principais doutrinas presentes nesta carta são: o do “pecado” sexual (6:13,18; 7:1-40), o caráter “santo de Deus” (3:17), dos dons espirituais (mediunidade) (12:1—14:40), a teologia do amor (13:1-13) e da ressurreição de Jesus (15:4,12-28).

Para Paulo, nesta primeira carta aos Coríntios, Deus é: fiel (1:9; 10-13), glorioso (11:7), santo (6:9-10), poderoso (1:18,24; 2:5; 3:6-8; 6:14), único (8:4,6) e sábio (1:24;2:7).

Pode-se afirmar que a esta carta de Paulo aos Coríntios ajudou os cristãos a amadurecerem seu entendimento de (e em) Cristo e se corrigirem (em comportamento). Nela, Paulo ainda enfatizou a realidade da morte e da ressurreição de Jesus e a necessidade, para os cristãos, de buscarem a santidade na vida cotidiana.

Destacamos duas passagens, emblemáticas desta carta: a primeira, sobre os dons espirituais (mediunidade); a segunda, sobre a teologia do amor.

Sobre os dons espirituais (mediunidade): “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfato? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos doutores? são todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? falam todos diversas línguas? interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente” (12:1-31).

Sobre a teologia do amor: “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria. O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos; Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor” (13:1-13).

A primeira carta aos Coríntios pode ser dividida em oito partes: a primeira, a introdução (o chamado aos benefícios da santidade) (1:1-9); a segunda, as divisões na igreja (1:10-4:21); a terceira, a imoralidade na igreja (5:1—6:20); a quarta, o casamento na igreja (7:1-40); a quinta, a liberdade na igreja (8:1—11:1); a sexta, a  adoração na igreja (11:2—14:40); a sétima, a esperança da igreja (ressurreição do Cristo) (15:1-58); e, oitava, uma incumbência à igreja (16:1-24).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a primeira carta de Paulo aos Coríntios, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 81, Agosto/2017, p. 6.

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Paulo ensina-nos, em 1Coríntios 14: 32, que há dois tipos de profetas, pois os espíritos dos profetas (desencarnados) estão sujeitos aos profetas (encarnados). É que se o médium não der passividade (permissão) para o espírito manifestar-se, não acontece a comunicação do espírito que profetiza. E como João nos ensina em 1João 4: 1, é necessário que examinemos os espíritos para sabermos se são bons ou maus, a fim de que não venhamos acreditar em falsos espíritos profetas (desencarnados). Ademais, os espíritos impuros (ainda não purificados) fazem questão de enganar as pessoas que consultem espíritos, como o faziam os necromantes, com objetivos materiais, o que não é o verdadeiro espiritismo.

O trabalho de Kardec foi muito importante, pois ele codificou (organizou cientificamente) os fenômenos espíritas, criando a “espiritologia”. O espiritismo não é, pois, necromancia no seu sentido pejorativo, já que é prática de receber os espíritos que querem manifestar-se espontaneamente.

Ao dom da mediunidade Paulo chamou de dom espiritual do espírito santo da pessoa e não do Espírito Santo dogmático da Terceira Pessoa Trinitária, que respeitamos. Recomendamos ver esse assunto na Bíblia no seu texto e não no cabeçalho acima do texto, onde se lê erradamente “dons do Espírito Santo”, cabeçalho este que não faz parte do texto e que foi colocado pelos teólogos como se se tratasse de dons do Espírito Santo dogmático.

O espírito que se manifesta não é, pois, o Espírito Santo dogmático, mas um espírito santo humano. “Não sabeis vós que vós sois santuário do Espírito Santo?”, no grego: “de um espírito santo”? (1 Coríntios 6: 19).

A maioria dos cristãos crê que se manifesta o Espírito Santo dogmático. Mas como já vimos, em outras matérias, é um espírito santo ou bom. Inclusive, são Jerônimo, na “Vulgata Latina”, no princípio do século V, não diz “o Espírito Santo”, mas “um espírito bom” (“spiritus bonus”). Mas muitos cristãos ainda pensam que todos os espíritos que se manifestam são maus, chamando-os de demoníacos. E aqui perguntamos a eles por que Deus permitiria que somente espíritos maus se manifestassem prejudicando-nos, enquanto que os bons que podem nos ajudar a evoluirmos, espiritualmente, não podem manifestar-se? Não seria esse Deus deles falso e mancomunado com os espíritos ainda impuros?

São Pedro, no início de seus trabalhos apostólicos, achava que o Espírito Santo (um espírito santo ou alma boa) só se manifestava através dos já cristãos, isto é, já batizados. Mas na casa do centurião Cornélio, de Cesareia, Pedro percebeu que estava enganado e disse que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34), podendo, pois, as pessoas não cristãs receberem também espíritos santos. E para Cornélio, que não era cristão, manifestou-se um homem (um espírito humano) com vestes resplandecentes (Atos 10: 30). E o próprio Jesus e os três apóstolos médiuns especiais Pedro, João e Tiago receberam, na transfiguração, os espíritos de Moisés e Elias que tinham vivido, já havia muitos séculos, aqui n terra. Também Jesus e os apóstolos impunham as mãos sobre as pessoas dando-lhes passes. E mais, o espírito santo de Jesus manifestou-se aos apóstolos e discípulos e até se materializou para eles.

Ora, se Jesus e os apóstolos recebiam espíritos e davam passes, e se até o espírito santo de Jesus manifesta-se, é com muita honra e glória que nós espíritas fazemos o que eles nos ensinaram!

Espírita com honra, pois Jesus e os apóstolos também o eram, por José Reis Chaves.

Fonte: http://www.otempo.com.br.

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A Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, convida a todos os associados, colaboradores e amigos da instituição para o Culto do Evangelho de Jesus em homenagem ao seu 60º aniversário, a ser realizado no dia 25 de outubro de 2017, quarta-feira, às 19h45, em sua sede à Rua Sete Lagoas, nº 274, Bairro Bonfim, Belo Horizonte/MG.

A sua participação ensejará muita alegria, paz, luz e harmonia.

Após o Culto, reunião de confraternização dos presentes.

A Diretoria Executiva

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Paulo era da tribo de Benjamim (Fp 3:5). Seu nome em hebraico era Saul, ou Saulo; Paulo é o seu nome em grego. Paulo era também cidadão romano (At 16:37; 22:25) e nasceu, aproximadamente, na mesma época que Jesus, em Tarso (At 9:11), importante cidade romana localizada na região da Cilícia (At 21:39), localizada na Ásia Menor, hoje território da Turquia.

Paulo passou grande parte de sua vida em Jerusalém como discípulo expoente do Mestre Gamaliel (At 22:3). Como o seu pai, Paulo era Fariseu (At 23:6; Fp 3:5).

Paulo se converte ao Cristianismo às portas de Damasco, por volta de 33-34 d.C., cidade para a qual se dirigia para perseguir os Cristãos. Após a sua conversão, Paulo começou, imediatamente, a pregar o Evangelho (At 9:20). Escapando de incidentes que quase o vitimou em Damasco (At 9:23-25; 2Co 11:32-33), Paulo passou três anos no deserto localizado no sudeste do Mar Morto, região conhecida como Arábia Nabateia (Gl 1:17-18), estudando e meditando.

Mais do que qualquer outro, Paulo foi o responsável pela divulgação do cristianismo por todo o Império Romano. Não obstante ser fisicamente fraco (2Co 10:10; Gl 4:14), ele fez três viagens missionárias ao longo do Mar Mediterrâneo, numa demonstração de força interior (espiritual) inabalável (Fp 4:13).

Paulo escreveu a Carta aos Romanos (1:7) em Corinto (16:1; 16:23), em época próxima do fim de sua terceira viagem missionária, por volta de 45 d.C., quando se preparava para ir à Jerusalém levando uma oferta para aquela comunidade cristã (15:25). Ele, Paulo, delegou a Febe (16:1-2), uma diaconisa da igreja em Cencreia, a responsabilidade de entregar essa carta aos cristãos de Roma.

É provável que a comunidade cristã de Roma tenha sido fundada por alguns dos convertidos no Dia de Pentecostes (At 2:10). Paulo muito desejava visitar a igreja de Roma, mas foi impedido de fazê-lo (1:13); somente o fez no final de seu ministério e de sua vida.

O propósito de Paulo escrever aos Romanos foi o de ensinar as grandes verdades do Evangelho e também de se apresentar àquela comunidade.

A Carta aos Romanos é um tratado teológico e o tema predominante é a justiça proveniente de Deus. As principais doutrinas abordadas por Paulo são: Jesus é o reconciliador da Humanidade para com Deus (3:9-20); a justificação pela fé (1:16-17; 3:21—4:25; 5:1-2,18); a santificação por meio da expiação de Cristo (6:1—8:39; 15:16); e, a reconciliação do Homem para com Deus por meio do sacrifício de Jesus (5:1,10-11).

Em Romanos os atributos da Divindade (Deus) são: Deus é acessível (5:2); Deus é eterno (1:20); Deus é magnânimo (3:25); Deus é glorioso (3:23; 6:4); Deus é bom; Deus é incorruptível (1:23); Deus é justo (2:5,11; 3:4,25-26); Deus é longânimo (2:4-5; 3:25; 9:22); Deus é amoroso (5:5,8; 8:39; 9:11-13); Deus é misericordioso (9:15,18); Deus é poderoso (1:16,20; 9:21-22); Deus cumpre suas promessas (1:1-2; 4:13,16,20; 94,8; 15:8); Deus é providente (8;28; 11:33); Deus é reconciliador (5:1,10); Deus é insondável (11:33); e, Deus é sábio (11:33; 16:27).

Jesus, em Romanos, é o redentor da Humanidade.

A Carta aos Romanos pode ser dividida em oito partes, sendo: a primeira, a saudação e a introdução (1:1-15); a segunda, a delimitação da temática abordada (1:16-17); a terceira, a necessidade da justiça de Deus (1:18—3:20); a quarta, a provisão da justiça de Deus (3:21—5:21); a quinta, a demonstração da justiça de Deus (6:1—8:39); a sexta, a recepção da justiça de Deus (9:1—11:36); a sétima, o comportamento da justiça de Deus (12:1—15:15:13); e, a oitava, a conclusão, saudações e benção (15:14—16:27).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a Carta de Paulo aos Romanos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 80, Julho/2017, p. 6.

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Atos, do grego, praxeis. Atos ou praxeis era uma palavra utilizada na antiguidade para descrever os feitos e as realizações de grandes homens.

O Livro de Atos revela, de fato, os feitos notáveis de personagens do cristianismo primitivo, especialmente, pela ordem, Pedro (nos capítulos 1 a 12) e Paulo (nos capítulos 13 a 28). O Livro de Atos revela também feitos mediúnicos dos mais notáveis.

Escritos de Irineu, Clemente de Alexandria, Tertuliano, Orígenes, Eusébio e Jerônimo afirmam que o autor do Livro de Atos é Lucas. Como mencionamos na introdução do Evangelho Segundo Lucas, Lucas era um amigo muito querido a Paulo (Cl 4:14), seu companheiro de viagem e médico pessoal.

Ao escrever o Livro de Atos, Lucas baseou-se em fontes escritas (15:23-29; 23:26-30) e, sem dúvida colheu os relatos de personagens-chave, tais como Pedro, João, Felipe e outros da igreja de Jerusalém. Ademais, resta claro que o próprio Lucas foi testemunha ocular de muitos dos fatos narrados em Atos (16:10-17; 20:5—21:18; 27:1—28:16). É muito provável que Lucas tenha escrito o Livro de Atos antes do fim do primeiro cárcere de Paulo em Roma, por volta de 60-70 d.C., o que explica o fim abrupto do texto, que deixa Paulo esperando para ser julgado perante César.

Atos dos Apóstolos é um registro histórico dos primeiros trinta anos do Cristianismo.

Lucas escreve o Livro de Atos para transmitir a Teófilo e a outros que leriam a obra “um relato dos fatos que se cumpriram” (Lc 1:1) durante o ministério de Jesus sobre a Terra. O Livro de Atos é uma continuação dos registros colacionados no seu Evangelho (segundo Lucas), ou, segundo o próprio Lucas, “um relato ordenado” (Lc 1:3).

Não se sabe quem era Teófilo, o destinatário do Evangelho Segundo Lucas e do Livro de Atos dos Apóstolos. A maneira com que Lucas se refere a ele – “excelentíssimo Teófilo (Lc 1:3) – sugere que se tratava de um oficial romano de relativa importância (24:3; 26:25).

São personagens do Livro de Atos dos Apóstolos: Pedro, João, Tiago, Estevão, Felipe, Paulo, Barnabé, Cornélio, Timóteo, Lídia, Silas, Apolo, Félix, Festo, Herodes Agripa II e o próprio Lucas.

Em Atos dos Apóstolos, Lucas enfatiza que Jesus de Nazaré era o Messias de Israel há muito esperado e demonstra que o Evangelho do Reino era oferecido a todos os homens, não apenas ao povo judeu.

Em Atos, Lucas faz uso frequente de citações do Antigo Testamento, demonstrando erudição e grande cultura, como, por exemplo, em: 2:17-21, de Jl 2:28-32; em 2:25-28, de Sl 16:8-11; em 2:35, de Sl 110:1; em 4:11, de Sl 118:22; em 4:25-26, de Sl 2:1-2; em 7:49-50, de Is 66:1-2; em 8:32-33, de Is 53:7-8; e, em 2826-27, de Is 6:9-10.

As principais doutrinas apresentadas em Atos são o estabelecimento da igreja (do cristianismo) e a obra do Espírito Santo (feitos mediúnicos).

O Livro de Atos narra o ministério de Jesus sendo transmitido aos seus discípulos, deixando claro qual a missão destes: anunciar o Evangelho e proclamar o Cristo ressurreto.

Vários sermões estão registrados no Livro de Atos, totalizando mais de vinte, sendo que a maioria provém de Pedro (sete) e de Paulo (onze).

Em Atos os atributos da divindade são: Deus é acessível (14:27); Deus é glorioso (7:2,55); Deus é bom 14:17); Deus é justo (17:31); Deus é o altíssimo (7:48); Deus é providente (1:26; 3:17-18; 12:5; 17:26; 27:22,31-32); e, Deus é Sábio (15:18).

O Livro de Atos pode ser dividido em quatro grandes partes. A primeira, o prólogo (1:1-8); a segunda, o testemunho em Jerusalém (1:9—8:3); a terceira, o testemunho na Judeia e na Samaria (8:4—12:25); e, a quarta, o testemunho até os confins da Terra (13:1—14:28).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Livro de Atos dos Apóstolos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 79, Junho/2017, p. 6.

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