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Archive for the ‘Evangelho’ Category

Paulo de Tarso

2Tessalonicenses representa a segunda carta de Paulo para a comunidade cristã que se congregava na cidade Tessalônica.

Esta carta fora escrita poucos meses após a primeira, enquanto Paulo ainda estava em Corinto na companhia de Silas e Timóteo (1:1; At 18:5), no final do ano 51 d.C., ou no início de 52. D.C.

É provável que Paulo tenha recebido, por mensageiros, notícias acerca das dificuldades vividas pela “igreja” em Tessalônica: a pressão e a perseguição haviam aumentado; também as sementes da falsa doutrina haviam sido plantadas.

Paulo escreve novamente aos cristãos de Tessalônica para encorajá-los, alertá-los quanto aos falsos mestres e chamá-los a respeitar os mandamentos divinos, sobretudo, no tocante à necessidade de trabalhar ativamente.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—3:18), que a escreve para, conforme acima, dar orientações sobre como manter a comunidade saudável e com testemunho efetivo; Silas (1:1), que viajou com Paulo como missionário; e, Timóteo (1:1), que também viajou com Paulo como missionário.

Esta é uma carta “pastoral”. O objetivo de Paulo é o de manter a comunidade cristã de Tessalônica obediente à verdade e pronta para o testemunho efetivo. Também o tema da disciplina deve ser destacado (3:6-15).

2Tessalonicenses trata de como os membros daquela comunidade cristã estão sendo “edificados”, observando o progresso deles na fé, no amor, na verdade e na paciência. Paulo também corrige o mal-entendido a respeito do “retorno do Senhor”.

As principais doutrinas abordadas por Paulo nesta carta são a disciplina da comunidade cristã, com orientações claras sobre manter uma conduta piedosa para o bem da própria comunidade (3:6-15) e a recompensa eterna, pois cada ser humano, após a “morte”, estará com Deus para sempre (1:5-12).

Em 2Tessalonicenses Deus é bom (1:11); Deus é amoroso (2:16); e, Deus é justo (1:6).

Duas palavras-chave nesta carta: “destruição” (1:9), do grego, olethros, que não significa aniquilação ou extinção em que cessa a existência, mas sim a perda de tudo o que é bom e valioso, e [O] “perverso” (2:8), do grego, ho anomos, que significa, literalmente, “fora da lei”, apontando para um homem consumido pela rebeldia (anticristo, 1Jo 4:2-3; besta, Ap 13:1).

2Tessalonicenses pode ser dividida em cinco partes: a primeira, a sudação de Paulo (1:1-2); a segunda, o consolo de Paulo para as aflições – por meio do encorajamento e da exortação (1:3-12); a terceira, a correção de Paulo quanto aos “erros proféticos”; a quarta, a preocupação de Paulo com a “igreja” – a respeito da oração e da vida indisciplinada (3:1-15); e, a quinta, a benção final de Paulo (3:16-18).

Por José Márcio de Almeida.

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Tessalônica (atual Salônica) situa-se perto do antigo local das termas no golfo Térmico na parte setentrional do mar Egeu, às margens da Via Egnatia. Foi capital da Macedônia por volta de 168 a.C.. Era uma “cidade livre”, governada por seus próprios cidadãos (At 17:6) embora sob domínio do Império Romano. À época de Paulo a cidade chegou a contar 200 mil habitantes.

Não pesa, sobre esta carta, questionamentos quanto à sua autoria. Paulo se identifica por duas vezes como o seu autor (1:1 e 2:18).

Os objetivos de Paulo ao escrever para a comunidade cristã de Tessalônica foram o de encorajar esta comunidade (1:2-10), responder às falsas acusações (2:1-12), consolar o “rebanho” que vinha sendo perseguido (2:13-16), expressar a sua alegria pela fé que os Tessalonicenses demonstravam (2:17—3:13), lembra-los da importância da pureza moral (4:1-8), condenar o estilo de vida preguiçoso (4:9-12), esclarecer o mal-entendido a respeito dos acontecimentos proféticos (4:13—5:11), acalmar as tensões internas (5:12-15), além de exortar o “rebanho” de acordo com os fundamentos da vida cristã (5:16-22).

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—5:28), Timóteo (1:11—3:10) e Silas (1:1).

A principal doutrina presente nesta carta é a santificação dos cristãos (3:12-13; 4:3-4,16-18; 5:23) – santificação, do grego, hagiasmos, literalmente, “separar”.

Paulo discorre sobre o luto: os cristãos não devem lamentar a morte, ao contrário, o luto contém esperança da “ressurreição”.

Em 1Tessalonicenses, Deus é fiel (5:24).

Esta carta traz alguns importantes desafios de interpretação, sobretudo, no que se refere às seções de natureza escatológica: a “ira vindoura” (1:10; 5:9); o “retorno” do Cristo (2:19; 3:13; 4:15; 5:23); o arrebatamento da “igreja” (4:13-18); e, o significado e a hora do “dia do Senhor” (5:1-11).

A carta pode ser dividida em cinco partes: a primeira, a saudação de Paulo (1:1); a segunda, os pensamentos particulares de Paulo (1:2—3:13); a terceira, as instruções práticas de Paulo (4:1—5:22); a quarta, a benção de Paulo (5:23-24); e, a quinta, as observações finais de Paulo (5:25-28).

José Márcio de Almeida

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Na primeira fila, da direita para a esquerda, Toninho Abreu e Roberto Dutra; da esquerda para a direita, na segunda cadeira, Magda Abreu.

No último sábado (3 de março) foi realizada a capacitação do Projeto Evangelho Redivivo.

110 pessoas compareceram na sede da FEB (Federação Espírita Brasileira) localizada em Brasília.

O Encontro promoveu a primeira capacitação do programa de estudo continuado do Evangelho e livros do Novo Testamento à luz da Doutrina Espírita.

Lá compareceram, como facilitadores, os companheiros da UEM (União Espírita Mineira) e AME-BH (Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte)  Toninho Abreu, Roberto Dutra e Magda Abreu.

Lembrei-me das palavras do saudoso companheiro, ex-presidente da UEM e grande divulgador do Evangelho à luz da Terceira Revelação, Sr. Honório Onofre de Abreu, que dizia que das Minas Gerais a mensagem Crística alcançaria todos os rincões da Pátria do Cruzeiro.

Mais informações em: http://www.febnet.org.br/blog/geral/noticias/oficina-de-capacitacao-de-o-evangelho-redivivo/.

Jesus conosco!

José Márcio

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A carta de Paulo aos Filipenses

Filipos era uma cidade grega localizada na província romana da Macedônia. Lá Paulo fundou uma comunidade cristã extremamente fiel aos princípios do Evangelho. Filipos, a “cidade de Filipe”, originalmente era conhecida como Krenides, “As Pequenas Fontes”, em decorrência do grande número de fontes em seus arredores.

Filipos foi a primeira comunidade cristã fundada por Paulo no continente europeu, quando de sua segunda viagem missionária (At 16:12-40).

Ao que parece, Paulo visitou a comunidade cristã de Filipos em duas oportunidades, quando de sua terceira viagem missionária (2Co 8:1-5; At 20:6).

Não há qualquer dúvida quanto à autoria desta Epístola e o testemunho da igreja primitiva é unânime nesse sentido. Paulo a escreveu quando de sua prisão em Roma (1:13; 4:22) e já perto do fim do período de dois em que esteve cativo (2:23-24), por volta de 61 d.C.. Juntamente com Efésios, Colossenses e Filemom, a carta aos Efésios formam as denominadas “Epístolas da Prisão”.

Vários foram os objetivos de Paulo ao escrever essa carta: agradecer a oferta dos Filipenses à comunidade de Jerusalém (4:10-18; 2Co 8:1-4), queria informar-lhes à respeito de sua situação em Roma (1:12-26), esclarecer o motivo pelo qual chamou de volta Epafrodito (2:25-26), para exortá-los à unidade (2:1-2; 4:2) e para adverti-los contra os falsos mestres (3:1—4:1).

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—4:23), Timóteo (1:1—2:23), Epafrodito, um obreiro fiel de Filipos, enviado por Paulo com recursos para auxílio (2:25-30; 4:18), Evódia, obreira fiel repreendida por Paulo por seu relacionamento conflituoso com Síntique (4:2-3) e Síntique (4:2-3).

Filipos contém pouco material histórico e não traz qualquer citação do Antigo Testamento. É uma carta eminentemente prática, com quase nenhuma instrução “teológica”. As principais doutrinas contidas nessa carta são a humildade de Cristo (2:5-8), a submissão a Cristo (1:21; 3:7-14) e a provisão de Cristo para os cristãos (4:13-19). O tema principal de Paulo é o de buscar ser semelhante ao Cristo (3:12-14).

Em Filipos Deus é glorioso (2:11), misericordioso (2:27) e providente (1:12).

Também nesta carta Paulo descreve o seu íntimo relacionamento com o Cristo: “o viver é Cristo e o morrer é lucro” (1:21). A abnegação de Paulo não conduz a sentimentos de perda, mas à alegria e paz em Jesus (4:4-7).

A Carta aos Filipenses pode ser dividida em oito partes: a primeira, a saudação de Paulo (1:1-11); a segunda, o relato da situação de Paulo (1:12-26); a terceira, as exortações de Paulo (1:27—2:18); a quarta, a menção aos companheiros de Paulo, Timóteo e Epafrodito (2:19-30); a quinta, as advertências de Paulo aos Filipenses (3:1—4:1); sexta, a admoestação de Paulo (4:2-9); a sétima, a gratidão de Paulo (4:10-20); e, oitava, a despedida de Paulo (4:21-23).

Paulo se vale da palavra “alegria” e suas variações inúmeras vezes nesta carta (1:4,18,25; 2-2; 3:1; 4:1,4) o que culmina com o mandamento duplo: “Alegrem-se no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (4:4).

Por José Márcio de Almeida.

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A carta de Paulo aos Efésios

Éfeso, localizada na foz do rio Caister, do lado leste do mar Egeu, era a capital da província romana na Ásia (Ásia Menor, atual Turquia). Era àquele tempo um importante centro político, educacional e comercial equiparada, inclusive, a Alexandria, no Egito, e Antióquia da Pisídia, na Ásia Menor meridional.

Éfeso, que abrigava um importante templo dedicado a Ártemis ou Diana – uma das sete maravilhas do mundo antigo – estava infestava de “mitos e genealogias intermináveis” (1:4) e de certas ideias ascéticas e em desacordo com a Escritura.

Esta carta foi enviada aos Cristãos em Éfeso, mas circulou e foi lida por todas as comunidades Cristãs da Ásia Menor e foi escrita por Paulo (1:1; 3:1) quando este estava preso em Roma (At 28:16-31) – a exemplo de Filipenses, Colossenses e Filemom –, provavelmente entre os anos 60-62 d.C..

É provável que o Evangelho tenha sido primeiramente levado a Éfeso por Priscila e Áquila (At 18:26), que foram deixados lá por Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 18:18-19). Paulo lá esteve por cerca de três anos; após, por Timóteo – por cerca de um ano e meio.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—6:24) e Tíquico (6:21:22).

Os três primeiros capítulos são teológicos, enfatizando a doutrina do Novo Testamento, enquanto que os três últimos são essencialmente práticos e tratam do comportamento do Cristão. Esta é, antes de tudo, uma carta de encorajamento e admoestação para que a comunidade vivesse de maneira digna e coerente com os ensinamentos de Jesus. Paulo explica a relação singular entre Jesus e a Comunidade Cristã (igreja) como sendo o seu corpo – Cristo é a cabeça da Comunidade (igreja) que une os Cristãos e fortalece o corpo (4:15-16) – e focaliza o Cristão “em Cristo” (1:1,3-7,11-13; 2:5-6,10,13-21; 3:6,12). Jesus, O Cristo, possui autoridade e soberania para conceder “dons espirituais” (4:7-8).

Um tema-chave é o “novo homem” (2:15; 4:24), ou seja, a nova humanidade criada em Cristo. Aqui, Paulo exorta a Comunidade Cristã de Éfeso – e de toda a Ásia Menor – a revestir-se de sua nova natureza humana. Todos os que creem em Jesus Cristo são iguais perante Deus.

Nesta carta Deus é acessível (2:13,18; 3:12); Deus é glorioso (1:12; 3:16); Deus é generoso (2:7); Deus é amoroso (2:4-5); Deus é misericordioso (2:4); Deus é poderoso (1:19; 3:7,20; 6:10); Deus é cumpridor de suas promessas (1:13; 2:12; 3:6); Deus é reconciliador (2:14,17); Deus é único (4:6); e, Deus é sábio (1:8; 3:10).

Esta carta pode ser dividida em dez partes: a primeira, a saudação inicial (1:1-2); a segunda, o propósito de Deus para a Comunidade Cristã (1:3—3:13); a terceira, a plenitude de Deus (3:14-21); a quarta, o plano de Deus para a Comunidade Cristã (4:1-6); a quinta, o filho de Deus – Jesus – concede dons à Comunidade Cristã e a edifica (4:7-16); a sexta, os princípios divinos para a Comunidade Cristã (4:17-32); a sétima, os padrões divinos para a Comunidade Cristã (5:1-21; 5:22—6:9); a oitava, as provisões divinas (6:10-17); a nona, a importação da oração na Comunidade Cristã (6:18-20); e, a décima, a benção final (6:21-24).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a carta de Paulo aos Efésios, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 84, novembro/2017, p. 6.

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A carta de Paulo aos Gálatas

A Galácia, à época de Paulo, era a região central da Ásia Menor onde hoje é o território da Turquia, em que estavam localizadas várias comunidades cristãs por ele fundadas: Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra e Derbe (At 13:14—14:23).

Os Gálatas eram um povo celta que havia migrado da Gália para aquela região no século III a.C.. Em 189 a.C. a região foi conquistada pelos romanos e em 25 a.C. tornou-se uma província de Roma.

Esta foi a única das Cartas de Paulo escrita para mais de uma comunidade (cf. acima; 1:2; 3:1; 1Co 16:1).

Paulo escreveu aos Gálatas para se contrapor aos falsos mestres judaizantes que ensinavam aos gentios que estes deveriam, primeiro, tronar-se prosélitos Judeus e submeterem-se à leis mosaicas antes de tornarem cristãos (1:7; 4:17,21; 5:2-12; 6:12-13). Nesta carta, Paulo adverte essas comunidades sobre as consequências de abandonar a doutrina cristã essencial.

Um dado interessante sobre esta carta: é a única das epístolas em que Paulo não faz um “elogio” aos seus leitores. A explicação talvez resida no aspecto da urgência necessária, assim avaliada por Paulo, de fazer um contraponto à deserção iminente dos membros daquelas comunidades e de  defender a doutrina cristã.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—6:18), Pedro (1:18—2:21), Barnabé (2:1-13), Tito (2:1-3), Abraão – citado por Paulo para exemplificar a salvação pela fé – (3:6—4:22) e os chamados falsos mestres (4:17-20).

Esta carta fornece importantes informações históricas sobre Paulo (capítulos 1 e 2): seus três anos de permanência na região da Arábia Nabateia (1:17-18); sua visita de quinze dias a Pedro após a sua estadia na Arábia (1:18-19); sua viagem para participar do Concílio de Jerusalém (2:1-10); e, seu “debate” com Pedro (2:11-21).

Ainda nesta carta Paulo defende a sua posição como apóstolo (capítulos 1 e 2), uma vez que em Corinto os falsos mestres atacaram a sua autoridade como tal.

As principais doutrinas presentes nesta carta são: a justificação pela fé em Jesus, O Cristo (2:14-21; 3:11; 5:4); a lei (os cristãos estão libertos da escravidão ao pecado) (2:20-21; 5:1); e, o papel do Espírito (5:16-17).

Em Gálatas, Jesus, O Cristo, é o libertador (5:1) e Deus possui os seguintes atributos: Deus é misericordioso (6:16); Deus é poderoso (2:8); e, Deus é fiel, pois cumpre suas promessas (3:16-19,21-22,29; 4:4).

Gálatas pode ser dividida em três partes: a primeira, trata das credenciais de Paulo, “o pregador da justificação” (1:1—2:21); a segunda, os princípios da justificação (3:1—4:31); e, a terceira, os benefícios da justificação (5:1—6:18).

Nessa Carta Paulo faz dois importantes registros acerca das marcas do Cristo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim” (2:20); e, “Desde agora ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (6:17). Sobre elas, manifestou-se Emmanuel (In: Vinha de Luz, cap. 8): “Todas as realizações humanas possuem marca própria. Casas, livros, artigos, medicamentos, tudo exibe um sinal de identificação aos olhos atentos. Se medida semelhante é aproveitada na lei de uso dos objetos transitórios, não se poderia subtrair o mesmo princípio, na catalogação de tudo o que se refira à vida eterna. Jesus possui igualmente os sinais dEle. A imagem utilizada por Paulo de Tarso, em suas exortações aos gálatas, pode ser mais extensa. As marcas do Cristo não são apenas as da cruz, mas também as de sua atividade na experiência comum. Em cada situação, o homem pode revelar uma demonstração do Divino Mestre”.

Esta carta nos remete a uma ampla e necessária reflexão sobre as “marcas do Cristo” no sentido ético, moral e espiritual em nossas vidas e na Seara Espírita.

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a carta de Paulo aos Gálatas, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 83, outubro/2017, p. 6.

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