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A Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, convida a todos os associados, colaboradores e amigos da instituição para o Culto do Evangelho de Jesus em homenagem ao seu 60º aniversário, a ser realizado no dia 25 de outubro de 2017, quarta-feira, às 19h45, em sua sede à Rua Sete Lagoas, nº 274, Bairro Bonfim, Belo Horizonte/MG.

A sua participação ensejará muita alegria, paz, luz e harmonia.

Após o Culto, reunião de confraternização dos presentes.

A Diretoria Executiva

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A ideia de uma consciência que sobrevive à morte e reencarna em novos corpos, é tão antiga quanto a fé em divindades e surgiu de formas independentes em inúmeras culturas ao redor do planeta.

Chamada de Palingenesia, a doutrina de vidas sucessivas faz parte dos centros de iniciação e escolas religiosas, a maioria orientais. Reencarnação não é, pois invenção recente e tampouco criação do espiritismo que a reconhece e reapresenta mais desenvolvida, completa, racional, isenta de crendices, exageros e optando por uma análise científica. Historicamente ela está presente na Índia nos Vedas de 6.000 a.C., no Hinduísmo, no Budismo , no Egito, na Pérsia (atual Irã), na Grécia com Pitágoras e Platão,  entre os hebreus com os Essênios, em Alexandria com Plotino (205-270) d. C. , em Roma com Cícero e Ovídio, na Gália (atual França) e com várias citações no Novo Testamento. No Egito encontram-se inscrições de 3.000 a.C. no “Papyrus Anana” e uma outra encontrada pelo pesquisador Picone Chiodo “Antes de nascer a criança viveu e a morte não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce”.

ACEITAÇÃO E CONDENAÇÃO

Acredita-se que o jovem Jesus reaparecendo depois na fase adulta,  tenha estado no Irã e na Índia de onde trouxe conhecimentos sobre a reencarnação. Contudo, levar isso de forma clara àquele povo ignorante apegado as leis judaicas, só mesmo da forma que o fez em algumas oportunidades. Não é pois de admirar que a Igreja Romana aceitava e ensinava a reencarnação até maio de 553 d.C., quando o II Concilio de Constantinopla (atual Istambul), a condenou. O autor para a condenação, o imperador Justiniano, ordenou ao papa Virgílio, atendendo ao pedido de sua esposa Teodora que, antes de ser imperatriz foi meretriz. Eliminando a reencarnação, ela não teria de resgatar seus crimes entre os quais, prendendo à força 500 prostitutas, fato que provocou suicídios. Assim se tornou conveniente difundir e ensinar a crença em uma única existência e que a Igreja seria o único caminho para a salvação. A fé pelo medo. Mesmo assim, diversos representantes da Igreja continuaram a esposar ideias reencarnarcionistas no século IV em pleno Vaticano. Entre eles destacou-se o cardeal Nicolau de Cuza com anuência do papa Eugênio IV. Devido a proibição de questionamentos imposta pela “Santa Inquisição”, toda visão filosófica, moral e religiosa no Ocidente ficou subordinada ao poder da Igreja Católica e o conceito da reencarnação revelou-se bastante incomodo para os orgulhosos, poderosos e prepotentes que ambicionavam o poder à custa de muitos crimes e sangue derramados. E com a fórmula mágica das indulgências, tudo era perdoado e o céu estava garantido. Vemos assim que as verdades do cristianismo primitivo foram deturpadas para satisfazer o orgulho, os interesses e o egoísmo dos homens.

NO OCIDENTE

A reencarnação com introdução de métodos científicos por eminentes pesquisadores vem ganhando milhões de adeptos de todas as classes sociais. Está presente em vasta literatura, no cinema, em novelas da televisão e em documentários. Isto explica-se face a crença em uma justiça divina de amor que dá oportunidade a todas as criaturas para saldar seus erros. Pela reencarnação o Ser Supremo não castiga ninguém pois somos nós os causadores dos próprios sofrimentos pela lei universal da ação e reação. Assim, os seres são criados iguais e a todos são dadas as mesmas oportunidades, tantas quantas forem necessárias para resgatar os erros através da evolução espiritual em vidas sucessivas, rumo a perfeição e felicidade final como espíritos de luz. Se a sorte do ser humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido mais maus do que bons. A ideia, pois de um sofrimento eterno (inferno) não convence. Ademais, se existe um Ser Supremo, Incognoscível, que estabelece leis justas para todos os miríades de mundos habitados, ela criaria um ser inteligente sabendo seu futuro sombrio? E como ficam os casos de deformações físicas em recém nascidos, as vítimas de acidentes, doenças incuráveis, loucura, abandono, esterilidade, miséria e sofrimentos? Tudo isso tem sua origem no passado e só assim, dessa maneira, através das vidas sucessivas, podemos conceber um Ser Supremo que através da lei universal de ação e reação, causa e efeito, harmoniza e equilibra o Universo. Sem ela, está aberta a porta para o materialismo e o ateísmo.

AS PESQUISAS CONTINUAM

As lembranças de vidas passadas estudadas por renomados psiquiatras, psicólogos, pesquisadores da matéria e outras áreas do conhecimento, é um dos métodos mais completos para provar a reencarnação. Crianças até os cinco anos tem a faculdade de recordações espontâneas de outras vidas. Elas abrem um portal, uma janela que permite enxergar fatos da vida passada em locais próximos ou distantes que depois são investigados e se vêem comprovados. É interessante constatar que essas lembranças desaparecem depois. Nas lembranças reencarnatórias, marcas de nascença e digitais sobressaem nas pesquisas do Dr. Hemendra Nath Banerjee da Universidade de Rajastan, Jaipur, Índia com mais de mil e duzentos casos, do brasileiro Dr. Hernani Guimarães e do Dr. Ian Stevenson (1918-2007) que foi Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, EUA que  viajou para a Índia, Oriente Médio e muitos outros locais, consignando inúmeros casos de crianças que conseguiram lembrar detalhes de suas vidas passadas. É curioso atentar que em algumas partes da Ásia, parentes de falecidos marcam seus corpos com alguma marca na esperança que o falecido reencarne na mesma família o que, muitas vezes acontece. Os pesquisadores Jim Tucker da Universidade da Virginia, EUA juntamente com Jurgen Keil da Universidade da Tasmânia, apresentaram juntos um documento no prestigioso “The Journal of Scientific Exploration” que detalha crianças que nasceram com marcas correspondentes a seus parentes mortos. Outro pesquisador famoso com vários livros publicados, é o Dr. Brian Weiss, presidente do Departamento de Psiquiatria do Mt. Sinai Medical Center, Miami, EUA. A todos os casos estudados existe também a xenoglossia,  quando uma pessoa começa a falar um idioma totalmente desconhecido. As crianças prodígio capazes entre outras de  executar concertos altamente difíceis, é outro fato que chama atenção. No mais, são fatos comprovados que demonstram o retorno do espírito ao plano físico sem ir de encontro de forma alguma as Leis da Natureza.

A DOUTRINA ESPÍRITA

Ensina que as reencarnações que passamos aqui não são as primeiras nem as últimas; são, porém as mais materiais e distantes da perfeição. Segundo ela, a alma pode viver muitas vezes no mesmo planeta e só pode reencarnar em mundos superiores quando houver alcançado condições suficientes para tal. Espíritos que superam o conhecimento em seu planeta e espíritos superiores podem renascer em outros mundos. O tempo para reencarnar estaria condicionado à disponibilidade, vontade e da evolução de cada espírito. A vida espiritual consoante a missão que for delegada, pode durar um tempo que para nós corresponde a meses, anos  séculos e mesmo até milênios. A alma seria um computador quântico conectado ao Universo? Por enquanto, diante do que foi aqui resumidamente exposto, a postura da ciência é de ceticismo e a maioria dos cientistas trata os relatos de vidas passadas com frivolidade, frutos de auto-indução ou fraudes. Mas é claro, vários abalizados e reconhecidos pesquisadores como vimos, pensam diferente e é possível que a comprovação científica não esteja longe de acontecer. Enquanto aguardamos, ficamos com Allan Kardec, o Mestre Lyonês: “Nascer, Viver, Morrer, Renascer ainda e progredir sempre. Esta é a Lei.”

Vidas sucessivas: uma crença milenar, por Nelson Travnik. O autor é astrônomo, espírita e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

Richard Simonetti

Explica Richard Simonetti:

“Espiriteiro é uma palavra nova que não se encontra no dicionário. Ela define as pessoas que se ligam ao Centro Espírita, mas são desligadas das finalidades do Espiritismo. Espiriteiro é o papa passes, que comparece às reuniões apenas para receber sua hóstia depuradora, representada pela transfusão magnética. Frequentador assíduo de consultórios do além, grupos mediúnicos que se formam apenas para receber favores espirituais, não consegue compreender que o Espiritismo não é mero salva-vidas para acidentes existenciais nascidos de sua própria invigilância.”

Richard Simonetti chama atenção para aqueles que acham que Espiritismo é só mediunismo. Que só frequentam a casa espírita para buscar favores do Além. Querem “consultar os espíritos”, mas não buscam consultar o Evangelho antes de tomar uma atitude, nem vivenciá-lo. Buscam cura para o corpo, mas esquecem de que, como disse Bezerra de Menezes, “toda doença tem sua origem na imperfeição do espírito”, ou seja, não buscam prevenir as doenças que estão na alma.

Querem afastar o obsessor, mas não querem saber como os atraímos para perto de nós e o que devemos fazer para que eles não nos persigam.

Buscam o dia do passe, por exemplo, com a finalidade de se beneficiar dele sem buscar conhecer a finalidade do Espiritismo que é “auxiliar o progresso moral da humanidade.”

Eles não se esforçam para se melhorar moralmente domando suas más inclinações.

Mais importante que o passe é o Evangelho que o antecede. Nele aprendemos que a doutrina não retira problemas e dores do nosso caminho, mas explica-nos o porquê das coisas e ensina-nos: como podemos melhorar a nós mesmo para gerarmos efeitos felizes no futuro; como prevenir e resolver problemas espirituais, desde que empreguemos vontade e esforço no sentido do Bem; ou ainda, como superar aquilo que, por ora, não pode ser mudado porque nos serve de expiação ou de prova.

Espíritas, não deixemos desviar a finalidade do Espiritismo.

Lutemos pela fidelidade de seus ensinamentos.

Unamo-nos e busquemos nos instruir.

Espiritismo é sinônimo de trabalho: trabalho em prol do próximo através da caridade e trabalho em prol de si mesmo através da reforma íntima.

Pensemos nisso!

Texto de Rudymara, do Grupo de Estudo Allan Kardec.

(Recebido pelo WhatsApp.)

Paulo era da tribo de Benjamim (Fp 3:5). Seu nome em hebraico era Saul, ou Saulo; Paulo é o seu nome em grego. Paulo era também cidadão romano (At 16:37; 22:25) e nasceu, aproximadamente, na mesma época que Jesus, em Tarso (At 9:11), importante cidade romana localizada na região da Cilícia (At 21:39), localizada na Ásia Menor, hoje território da Turquia.

Paulo passou grande parte de sua vida em Jerusalém como discípulo expoente do Mestre Gamaliel (At 22:3). Como o seu pai, Paulo era Fariseu (At 23:6; Fp 3:5).

Paulo se converte ao Cristianismo às portas de Damasco, por volta de 33-34 d.C., cidade para a qual se dirigia para perseguir os Cristãos. Após a sua conversão, Paulo começou, imediatamente, a pregar o Evangelho (At 9:20). Escapando de incidentes que quase o vitimou em Damasco (At 9:23-25; 2Co 11:32-33), Paulo passou três anos no deserto localizado no sudeste do Mar Morto, região conhecida como Arábia Nabateia (Gl 1:17-18), estudando e meditando.

Mais do que qualquer outro, Paulo foi o responsável pela divulgação do cristianismo por todo o Império Romano. Não obstante ser fisicamente fraco (2Co 10:10; Gl 4:14), ele fez três viagens missionárias ao longo do Mar Mediterrâneo, numa demonstração de força interior (espiritual) inabalável (Fp 4:13).

Paulo escreveu a Carta aos Romanos (1:7) em Corinto (16:1; 16:23), em época próxima do fim de sua terceira viagem missionária, por volta de 45 d.C., quando se preparava para ir à Jerusalém levando uma oferta para aquela comunidade cristã (15:25). Ele, Paulo, delegou a Febe (16:1-2), uma diaconisa da igreja em Cencreia, a responsabilidade de entregar essa carta aos cristãos de Roma.

É provável que a comunidade cristã de Roma tenha sido fundada por alguns dos convertidos no Dia de Pentecostes (At 2:10). Paulo muito desejava visitar a igreja de Roma, mas foi impedido de fazê-lo (1:13); somente o fez no final de seu ministério e de sua vida.

O propósito de Paulo escrever aos Romanos foi o de ensinar as grandes verdades do Evangelho e também de se apresentar àquela comunidade.

A Carta aos Romanos é um tratado teológico e o tema predominante é a justiça proveniente de Deus. As principais doutrinas abordadas por Paulo são: Jesus é o reconciliador da Humanidade para com Deus (3:9-20); a justificação pela fé (1:16-17; 3:21—4:25; 5:1-2,18); a santificação por meio da expiação de Cristo (6:1—8:39; 15:16); e, a reconciliação do Homem para com Deus por meio do sacrifício de Jesus (5:1,10-11).

Em Romanos os atributos da Divindade (Deus) são: Deus é acessível (5:2); Deus é eterno (1:20); Deus é magnânimo (3:25); Deus é glorioso (3:23; 6:4); Deus é bom; Deus é incorruptível (1:23); Deus é justo (2:5,11; 3:4,25-26); Deus é longânimo (2:4-5; 3:25; 9:22); Deus é amoroso (5:5,8; 8:39; 9:11-13); Deus é misericordioso (9:15,18); Deus é poderoso (1:16,20; 9:21-22); Deus cumpre suas promessas (1:1-2; 4:13,16,20; 94,8; 15:8); Deus é providente (8;28; 11:33); Deus é reconciliador (5:1,10); Deus é insondável (11:33); e, Deus é sábio (11:33; 16:27).

Jesus, em Romanos, é o redentor da Humanidade.

A Carta aos Romanos pode ser dividida em oito partes, sendo: a primeira, a saudação e a introdução (1:1-15); a segunda, a delimitação da temática abordada (1:16-17); a terceira, a necessidade da justiça de Deus (1:18—3:20); a quarta, a provisão da justiça de Deus (3:21—5:21); a quinta, a demonstração da justiça de Deus (6:1—8:39); a sexta, a recepção da justiça de Deus (9:1—11:36); a sétima, o comportamento da justiça de Deus (12:1—15:15:13); e, a oitava, a conclusão, saudações e benção (15:14—16:27).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a Carta de Paulo aos Romanos, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 80, Julho/2017, p. 6.