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Timóteo e Paulo

2Timóteo é a segunda carta que Paulo escreveu a Timóteo, seu filho na fé (1:2;2:1), pouco antes de desencarnar por volta do ano 67 d.C.

Quando Paulo escreve a sua segunda carta a Timóteo ele estava, mais uma vez, preso em Roma (1:16;2:9), acredita-se que, desta feita, em razão da perseguição de Nero aos cristãos. Diferentemente da primeira vez em que esteve preso em Roma – numa prisão domiciliar – desta vez Paulo estava numa cela fria (4:13), algemado (2:9) e sem esperança de ser libertado (4:6).

Abandonado pelos que lhe eram próximos em função da perseguição (1:15;4:9-12,16) – o único que permaneceu ao lado de Paulo durante a segunda prisão em Roma foi Lucas (4:11) –, Paulo escreve a Timóteo pedindo a este que fosse às pressas a capital do Império para uma última visita (4:9,21). Desta feita Paulo não foi liberto. Foi executado conforme havia previsto (4:6).

Nesta carta Paulo entregou a Timóteo o manto do ministério (2:2) e exortou-o a permanecer fiel em seus deveres (1:6), a manter-se apegado à sã doutrina (1:13-14), evitar o erro (2:15-18), aceitar a perseguição pela causa do Evangelho (2:3-4; 3:10-12), depositar sua confiança na escritura e pregá-la incansavelmente (3:15—4:5).

Nesta carta Paulo ainda convida Timóteo a manter viva a chama do seu dom (1:6), a substituir o medo pelo poder, pelo amor e pelo equilíbrio (1:7), a não se envergonhar dele, Paulo, e do Senhor, mas sofrer voluntariamente pelo Evangelho (1:8) e a manter-se apegado à verdade (1:13-14).

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—4:22), Timóteo (1:2—4:22), Lucas (4:11) e Marcos (4:11). No entanto, outros discípulos são também citados por Paulo: Fígelo e Hermógenes (1:15), Onesíforo (1:16;4:19), Himeneu e Fileto (2:17-18), Janes e Jambres (3:8) e Alexandre (4:14).

O ministério de Timóteo pode assim ser compreendido: deve suportar com Paulo os seus sofrimentos pelo Evangelho (1:8;2-3) porque pessoas serão salvas por meio disso (2:10); deve reter o modelo da sã doutrina (1:13;2:15) porque a falsa doutrina se espalha e conduz à impiedade (2:16-17); deve fugir dos desejos malignos da juventude (2:22) porque ele deve se purificar dessas coisas e ser santificado e útil para o Senhor (2:21); deve evitar controvérsias tolas e inúteis (2:23-25) porque ele deve levar as pessoas ao conhecimento da verdade, com amor e paciência (2:24-26); e, deve pregar a palavra, repreender, corrigir e exortar com toda a paciência e doutrina (4:2) porque a grande apostasia é iminente (4:3-4).

As principais doutrinas presentes em 2Timóteo são: a salvação será alcançada por meio de Jesus Cristo (1:9-10;2:10); a pessoa do Cristo como Juiz Divino sobre o mundo e o Messias descendente de Davi (2:8;4:1,8); a perseverança – os cristãos que perseveram dão prova de autenticidade de sua fé – (2:11,13); e, a inspiração da Escritura – Deus usa a mente, o vocabulário e as experiências dos escritores bíblicos para produzir sua Palavra (3:16-17).

Nesta carta os atributos da divindade são: Deus é poderoso (1:8); Deus cumpre suas promessas (1:1); e, Deus é sábio (2:19).

A segunda carta a Timóteo pode ser dividida em sete partes: a primeira, a saudação e a ação de graças (1:1-5); a segunda, a perseverança (1:6-18); a terceira, os padrões do crente (2:1-26); a quarta, os perigos iminentes (3:1-17); a quinta, a pregação (4:1-5); a sexta, os comentários finais (4:6-18); e, sétima, as saudações finais de Paulo (4:19-22).

Por José Márcio de Almeida.

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Revista O Fóton nº 12, Julho/2018

Sejam todos bem vindos a mais uma edição de O Fóton!

Nesta quarta do ano de 2018, continuamos nossas aproximações com outros grupos e pensamentos que estão espalhados pelo globo. Esses irmãos e irmãs dedicados ao estudo e à experimentação espírita renovam, com fôlego novo, as bases espíritas.

Não somos daqueles que afirmam que Kardec está ultrapassado. Nossa interpretação é que falta muito estudo, um estudo profundo dos ditos clássicos. Somos espíritas e desconhecemos Kardec! O que falar de Denis, Delanne, Bozzano, Aksakof, Myers, Ochorowicz, Zöllner e tantos outros dedicados pesquisadores?

Já é chegado o tempo de retirarmos os livros empoeirados da estante e (re)descobrir a doutrina dos espíritos. Porém, agora, de forma diferente de certas atitudes do passado, nossos estudos e experimentações deverão possuir dupla característica, ou duplo objetivo: conhecimento das leis do fenômeno espírita, sabendo que são leis naturais e, por isso, leis de Deus; e ter como intenção a transformação moral dos seres.

A AFE-RIO, muito mais do que uma instituição dedicada ao estudo e experimentações é, em seu bojo, um grupo de pessoas interessadas na aproximação de grupos de pesquisas em torno dos objetivos supracitados.

Nesse momento convidamos a todos para esse intento. Vamos juntos, irmãos e irmãs, pois o trabalho em grupo é propício ao aprendizado de todos.

No mês de agosto a AFE-RIO estará em dois eventos, todos em Minas Gerais: o CONICE e o ENLIHPE. Esperamos que esses sejam apenas os primeiros.

Neste mês de julho, Carlos Gomes, dedicado trabalhador de Itajubá, Minas Gerais, e fundador do CONICE – Congresso de Iniciação Científica Espírita, na coluna Estudo Espírita, realiza uma interessante reflexão acerca da importância dos congressos espíritas.

Já na coluna Relembrando, Raphael Vivacqua Carneiro, seareiro de Espírito Santo, nos leva para um interessante passeio em torno da biografia de Charles Richet.

José Márcio, colunista da Evangelho e Ciência, vem com toda a sua experiência no estudo aprofundado do evangelho e empreende um belo raciocínio quanto ao que seja a “purificação do templo”.

Em nossa capa, Ademir Xavier, físico que trabalha na Agência Espacial Brasileira, trata de “Uma hipótese para a movimentação de objetos nas manifestações de efeitos físicos”. O autor, de forma muito bem estruturada, realizada importante resgate histórico de pesquisas realizadas com efeitos físicos e, também, sugere experimentos para testar suas hipóteses.

Na Astronomia e Espiritismo, Natália Amarinho inicia seu artigo comentando sobre a “harmonia das esferas” e realiza uma bela conexão entre matemática, física, astronomia e música.

E, finalizando a edição deste mês, Cremildo Freitas, na coluna Animismo e Espiritismo, disserta sobre a força psíquica. O que é essa força? Será que existe maneira de testá-la? Alguém já fez algum tipo de pesquisa sobre o assunto? Tudo isso está dito no artigo.

Que os bons espíritos estejam com todos.

E não se esqueçam: a revista O Fóton é feita por todos vocês!

Um grande abraço e fiquem com Deus.

Link para download:

https://drive.google.com/file/d/1MRIghB8nXupR9NXAZ5yxZmCUqia2vR1h/view?usp=sharing.

Elton Rodrigues (Editor)

elton@aferio.org

Bezerra de Menezes

Muito se fala e muito se sabe sobre a atuação deste que, sem sombra de dúvida, é um dos mais ativos Espíritos em ação junto à Pátria do Cruzeiro: Bezerra de Menezes ou, simplesmente, Doutor Bezerra.

O Espírito Doutor Bezerra é muito conhecido, muito citado e muito evocado, mas, e o homem? Quem foi Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti? Qual a sua obra? Qual o seu legado? Tentaremos, nestas breves linhas, responder a estas e outras questões.

Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti reencarnou a 29 de agosto de 1831, numa pequena cidade do interior do Estado do Ceará localizada na mesorregião do Jaguaribe e distante 240 km da capital Fortaleza, à época chamada Riacho do Sangue, hoje denominada Jaguaretama.

Após morar com a família no interior do Estado do Rio Grande do Norte (1842) retorna ao Estado natal em 1846, fixando residência em Fortaleza, onde conclui com destaque os estudos preparatórios.

Em 1851, muda-se para o Rio de Janeiro, então capital do Império e ingressa na Faculdade de Medicina. Para prover os estudos dava aulas de filosofia e matemática. Graduou-se médico em 1856 e já em 1857 toma posse como membro titular da Academia Imperial de Medicina.

Em 1858 ingressa no serviço militar ocupando o posto de Cirurgião-Tenente do Exército. Neste mesmo ano, casa-se com Maria Cândida de Lacerda – que viria a desencarnar em 1863. Desta união advêm dois filhos.

Entre 1859 e 1861 foi redator dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina.

Em 1865 casa-se, em segundas núpcias, com Cândida Augusta de Lacerda Machado, sua cunhada e que cuidava de seus filhos até então, com quem teve mais sete filhos.

Bezerra de Menezes participou ativamente da campanha abolicionista de então, quando publicou, em 1869, o ensaio “A escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação”, onde, além de defender a liberdade dos escravos, pugna também pela inserção e adaptação destes no seio da sociedade por meio da educação. Como se afere: um homem à frente de seu tempo.

Sua atividade intelectual foi além. Publicou em 1877 o ensaio “Breves considerações sobre as secas do Norte”, tendo sido, ainda, redator “d’A Reforma”, órgão liberal no Município Neutro (Rio de Janeiro), e, de 1869 a 1870 foi redator do jornal “Sentinela da Liberdade”. Escreveu também outras obras, como “A Casa Assombrada”, “A Loucura sob Novo Prisma”, “A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica”, “Casamento e Mortalha”, “Pérola Negra”, “Lázaro, o Leproso’, “Os Carneiros de Panúrgio”, “História de um Sonho” e “Evangelho do Futuro”. Era fluente em pelo menos três línguas além do português: latim, espanhol e francês.

No exercício da medicina, por sua postura e atuação fraterna e caridosa, recebeu a alcunha de “O Médico dos Pobres”. Um episódio marcante de sua biografia foi a doação que fez de seu anel de formatura em medicina para que uma mãe necessitada comprasse os remédios para o filho enfermo.

Sem se candidatar a uma vaga na Câmara Municipal do Município Neutro, fora, em 1861, eleito vereador e, em 1864, reeleito. Foi ainda, em 1866, deputado provincial pelo Rio de Janeiro e mais uma vez vereador entre 1873 e 1885 quando ocupou, em vários momentos, interinamente, a presidência, o que equivale hoje ao cargo de Prefeito. Em 1877 foi eleito deputado geral pelo Rio de Janeiro.

Teve, ainda, destacada atividade empresarial.

Em 1875, conheceu a Doutrina Espírita quando o Doutor Joaquim Carlos Travassos, também médico, o presenteou com um exemplar de “O Livro dos Espíritos”. O próprio Bezerra de Menezes, acerca deste episódio grafou: “Deu-mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, Deus! Não hei de ir para o inferno por ler isto… Depois, é ridículo confessar-me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi-me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!… Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no ‘O Livro dos Espíritos’. Preocupei-me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença”.

Com o lançamento do periódico “Reformador”, por Augusto Elias da Silva, em 1883, passou a colaborar com a redação de artigos doutrinários.

Estudou detidamente as obras de Allan Kardec e, em 16 de agosto de 1886, no salão de conferências da Guarda Velha, no Rio de Janeiro, perante mais de 1500 pessoas, em longo discurso justificou a sua opção por abraçar a Doutrina Espírita. Este evento fora, inclusive, noticiado, com destaque, pelos jornais da época.

Em 1887, a pedido da Comissão de Propaganda do Centro da União Espírita do Brasil, inicia, sob o pseudônimo de “Max”, a publicação de uma série de artigos sobre a Doutrina em “O Paiz”, periódico de maior circulação da época.

“Na década de 1880 o incipiente movimento espírita na capital (e no país) estava marcado pela dispersão de seus adeptos e das entidades em que se reuniam. Já havia também uma clara divisão entre dois ‘grupos’ de espíritas: os que aceitavam o Espiritismo em seu aspecto religioso (maior grupo, o qual se incluía Bezerra) e os que não aceitavam o Espiritismo nesse aspecto. (1)

“Em 1889, Bezerra foi percebido como o único capaz de superar as divisões, vindo a ser eleito presidente da Federação Espírita Brasileira. Nesse período, iniciou o estudo sistemático de ‘O Livro dos Espíritos’ nas reuniões públicas das sextas-feiras, passando a redigir o ‘Reformador’; exerceu ainda a tarefa de doutrinador de espíritos obsessores. Organizou e presidiu um Congresso Espírita Nacional (Rio de Janeiro, 14 de abril), com a presença de 34 delegações de instituições de diversos Estados. Assumiu a presidência do Centro da União Espírita do Brasil a 21 de abril e, a 22 de dezembro de 1890, oficiou ao então presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, em defesa dos direitos e da liberdade dos espíritas contra certos artigos do Código Penal Brasileiro de 1890.(2)

“De 1890 a 1891 foi vice-presidente da FEB na gestão de Francisco de Menezes Dias da Cruz, época em que traduziu o livro ‘Obras Póstumas’ de Allan Kardec, publicado em 1892. Em fins de 1891, registravam-se importantes divergências internas entre os espíritas e fortes ataques exteriores ao movimento. Bezerra de Menezes afastou-se por algum tempo, continuando a frequentar as reuniões do Grupo Ismael e a redação dos artigos semanais em ‘O Paiz’, que encerrou ao final de 1893. Aprofundando-se as discórdias na instituição, foi convidado em 1895 a reassumir a presidência da FEB (eleito em 3 de Agosto desse ano), função que exerceu até à data de seu falecimento. Nesta gestão iniciou o estudo semanal de ‘O Evangelho segundo o Espiritismo’, fundou a primeira livraria espírita no país e ocorreu a vinculação da instituição ao Grupo Ismael e à Assistência aos Necessitados.(3)

“Foi em meio a grandes dificuldades financeiras que um acidente vascular cerebral o acometeu, vindo ele a falecer na manhã de 11 de abril de 1900, depois de meses acamado. Não faltaram aqueles, pobres e ricos, que socorreram a família, liderados pelo senador Quintino Bocaiúva. No dia seguinte, na primeira página de ‘O Paiz’, foi lhe dedicado um longo necrológio, chamando-o de ‘eminente brasileiro’. Recebeu ainda homenagem da Câmara Municipal do então Distrito Federal pela conduta e pelos serviços dignos”.(4)

Humberto de Campos, em Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, psicografado por Francisco Cândido Xavier, página 179, afirma, sobre o Espírito Bezerra de Menezes: “Descerás às lutas terrestres com o objetivo de concentrar as nossas energias no país do Cruzeiro, dirigindo-as para o alvo sagrado dos nossos esforços. Arregimentarás todos os elementos dispersos, com as dedicações do teu espírito, a fim de que possamos criar o nosso núcleo de atividades espirituais, dentro dos elevados propósitos de reforma e regeneração”.

Por sua atuação destacada junto ao Movimento Espírita, é considerado o “Kardec Brasileiro”. Teve sua vida transposta para o cinema, na película “Bezerra de Menezes – O Diário de Um Espírito”.

E, para concluir, a sua profissão-de-fé: “O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que, sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro – esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivéns da vida”.

José Márcio de Almeida

(1, 2, 3 e 4) Transcrito de: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bezerra_de_Menezes.

  • A definir

04/08/2018, sábado, 17h

Federação Espírita do Uruguai

Calle General Flores, 4689, Montevideo/Uruguai 

  • A definir

06/08/2018, segunda-feira, 18h30

Centro Espírita Fuente de Paz

Calle Justo Maeso, 3639, Montevideo/Uruguai 

  • Trabalho

22/08/2018, quarta-feira, 20h

Casa de Caridade Herdeiros de Jesus

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG 

  • Bezerra, o médico dos pobres

23/08/2018, quinta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisco de Assis

Rua Aiuruoca, 63, Novo Riacho, Contagem/MG

  • Há muitas moradas na casa do pai

24/08/2018, sexta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • Vidas Sucessivas

29/08/2018, quarta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Camilo Chaves

Rua Lindolfo de Azevedo, 947, Jardim América, Belo Horizonte/MG

Honório Onofre de Abreu

No dia 23 de abril de 2002, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais realizou Reunião Especial para comemorar o Dia do Espírita, oficialmente datado para 18 de abril e instituído pela Lei Estadual nº 12.757, de 08 de janeiro de 1998.

Naquela oportunidade o Sr. Honório Onofre de Abreu proferiu magistral discurso em que abordou os princípios filosóficos, científicos e doutrinários que compõem o edifício doutrinário espírita.

Abaixo, a transcrição do aludido discurso, uma verdadeira aula sobre Doutrina Espírita.

Queridos irmãos e irmãs,

O espiritismo cuja família está sendo homenageada com tanto carinho por esta casa que no nosso entendimento é o centro polinizador, dinamizador e irradiador do pensamento de liberdade de nossa querida Minas Gerais, casa que nós temos aprendido a respeitar, a valorizar e por ela vibrar intensamente.

Sabemos que o espiritismo é uma doutrina, como acabou de ser lembrado pelo nosso excelentíssimo Sr. Deputado Ambrósio Pinto, uma doutrina de tríplice aspecto: ciência, filosofia e religião. Como ciência, o espiritismo nos faz entender a presença do mundo espiritual junto do qual vivíamos através dos milênios sem entendê-lo falando da natureza, das condições dos que habitam este mundo, observamos que sem dúvida é a doutrina uma revelação do seu sentido científico. Como filosofia, ela engloba todas as consequências morais que emanam do relacionamento entre os dois planos, o plano físico e o plano espiritual. E em seu aspecto religioso, podemos compreendê-lo como sendo aquela a doutrina que veio ao nosso encontro pela extensão da misericórdia do criador ajudando-nos a entender o mecanismo da própria luta reeducacional, ajudando-nos a encontrar com base no evangelho do Cristo, o legítimo sentido da liberdade. Esta doutrina espírita tem sido naturalmente aquela mensagem a oferecer altas doses de esperança, de fortalecimento da fé a um número muito grande de corações.

Codificada a partir da metade do século XIX, trouxe ela apontamentos da maior importância à todos nós que procuramos compreendê-la, conhecê-la e estudá-la. Aponta-nos desde aquele momento em que se iniciava uma crise muito grande no contexto sociológico do nosso planeta e que hoje ganha um momento muito grande, ela nos apontava verdadeiras luzes dos caminhos a serem percorridos com lutos e sofrimentos obviamente, mas com as claridades da esperança e da certeza de que o Cristo está no leme desta grande embarcação. As suas raízes entram vigorosamente no solo da mensagem de Jesus, a garantir sua exuberância, a garantir sua plenitude como doutrina visando a atender os valores mais importantes e proeminentes de todos nós que sabemos que se o corpo exige alimentação para se manter, o espírito carece também de uma alimentação e de um metabolismo pleno a fim de que as estruturas intrínsecas de nossa alma possam ter forças no encaminhamento de sua própria destinação.

Como acabamos de ouvir nas palavras de sua excelência o deputado Ambrósio Pinto, a mensagem espírita teve como codificador Allan Kardec, aquele professor Hippolyte Léon Denizard Rivail, nascido à 03 de outubro de 1804, em Léon na França. Professor por excelência que soube herdar e gravar toda experiência e sensibilidade de João Henrique Pestalozzi preparando para a grande jornada, aceita o convite para conhecer os acontecimentos medianímicos que se desenvolviam no solo francês e por toda a Europa, porque não. De princípio cético, aceita o convite. Quando ele assiste, os primeiros movimentos das comunicações espirituais pelas vias medianímicas, ele nota que os assuntos ali trabalhados e os fenômenos propriamente, não poderiam ficar restritas ao plano da curiosidade periférica, transitória, logo mais ressurgia atrás daqueles acontecimentos. O potencial de Hippolyte Léon Denizard Rivail tinha que ser movimentado e como Espírito regresso de muitas e muitas experiências louváveis da maior importância ante o trabalho incansável do Cristo, ele se lança ao esforço da codificação. Conhece o fenômeno em maio de 1855, ensinando-nos o que é amor ao trabalho e determinação para em abril de 1857, dois anos, vir a lume a sua primeira obra: O livro dos espíritos. Mas não ficaria a mensagem espírita restrita a este primeiro movimento. Em 1861, em janeiro O livro dos Médiuns; em abril de 1864, O evangelho segundo o espiritismo; em agosto de 1865, a obra O céu e o inferno; Pentateuco encerrado com a edição do livro A Gênese em 1868. Parte o querido e grande missionário de Léon para a vida maior em 31 de março de 1869.

Os valores contidos na mensagem que ele conseguiu codificar ao peso do estudo e do sacrifício, dos testemunhos acerbos teriam o papel de projetar a mentalidade humana dentro de sua própria estrutura anímica para uma era nova com autoridade da sustentação de Jesus, o mestre.

No seu plano informativo, poderia ela abrir para nós criaturas exigentes a edificação de uma fé a luz da razão à realidade do Criador como inteligência suprema do Espírito, como princípio inteligente ou seres inteligentes da criação. Abrir para nós a realidade da evolução como lei maior dentro da qual funciona a gradatividade das experiências ao livro das reencarnações definindo para nós uma nova concepção da vida espiritual como sendo a mudança de condições vibracionais a que estamos sujeitos. Projetando-nos no conhecimento da vida a desenvolver-se dentro de um plano de interação, entidades desencarnadas ou fora da vida física e o grupamento de experiência no plano das vidas sucessivas no campo da matéria mais densa.

Abriu-nos os valores da mediunidade que é componente que integra o mecanismo da evolução, da imortalidade tão colocada em dúvida. Ainda que a doutrina não trouxesse nada pra nós dentro destas conceituações filosóficas, ela teria deixado bem vivamente no nosso íntimo a compreensão da vida e seu regime de imortalidade.

Nós somos cidadãos do universo. É impossível criar-se uma sociedade como a nossa a restringir-se a momentos, décadas de luta, de afirmação, de aprendizagem de estruturas elaboradas no campo ético pra que se perdesse. A alma continua em regime de imortalidade e da mesma forma que o plano físico é o grande berço capaz de operar condições de nos projetar a novos padrões na evolução, não é a Terra esse berço, este campo de operações? Projetam-se também os mundos habitados que praticamente diante da ciência expressa pra nós uma realidade extraordinária. A ciência está na busca dessa confirmação, dessa homologação de cunho efetivo para os que participam da doutrina e a estudam, e também, porque não, uma série de companheiros adeptos e simpatizantes. Nós não estamos sós como o próprio Werner Von Braun manifestou na sua volta ao plano maior. Não estamos sós no universo. A vida abunda em grandeza e majestade nas mais variadas escalas da aprendizagem do ser inteligente na fixação da humanização. Na busca da angelitude que não representa a chegada num destino finalístico, mas uma angelitude que representa a conquista da responsabilidade numa efetiva proposta de libertação do ser. Numa autêntica linha informativa de que nós crescemos para trabalhar e operar. Se o verme na intimidade do solo cumpre em fertilizar a terra, na sua linha e no seu espaço reduzido como um ser não manifesto em sua grande expressão evolucional aos que progridem inteligência, razão e sentimento, a vida se abre em novos planos e novas perspectivas. Este é o conteúdo da nossa querida doutrina espírita, mas talvez se fosse uma projeção na horizontalidade dos fatos, ela estaria quem sabe, com recado pela metade. Mas aqui a grandiosidade da doutrina se expressa no ângulo da verticalização em que penetramos na intimidade da alma trabalhando sentimento.

Norteados pela essencialidade dos ensinos do Cristo que vem novamente à tona, não mais em suas expressões de periferia, mas principalmente com seu substrato escondido na letra e no espiritismo faz esse papel de lançar luz da intimidade do relato evangélico e a mensagem expressa com genuinidade as indicativas de reformulação do próprio destino.

Nós estamos recolhendo valores para trabalhar nosso senso operacional no bem, no amor sem que a liberdade de fora seja muito difícil ser alcançada. Vamos entendendo que o momento de transição que vivemos exige mentes esclarecidas, fundamentadas no zelo e trabalho na proposta realizadora, mas fundamentada no gosto da operação íntima da reeducação de trabalho digno a fim de cada noite possamos nos recolher e agradecer tranquilamente ao alto: “fiz alguma coisa!” Mas ficaria restrito também se tudo isso se realizasse e operasse ao nível da afirmação pessoal apenas, mas a indicativa da doutrina no seu lema fundamental define que é impossível a conquista dela como fundamento à perfeição sem vinculação operacional em que envolvemos o mundo que nos abriga, as instituições que são as molas do progresso dos seres com quem convivemos e junto dos quais nos fazemos interdependentes.

Precisamos um dos outros, porque a caridade alimentada com tanto carinho pela doutrina, levada com tanto zelo pelos espíritas é também aquele campo onde se opera: o que eu tenho, eu posso transferir àquele que não tem. Num plano de sustentação e de veiculação dos padrões que representam as riquezas do universo no sentido exterior e no sentido intrínseco que buscamos ao nível de nossa libertação.

A doutrina reflete com sabedoria o evangelho para a atualidade do mundo. O evangelho vivido com tranqüilidade e segurança nos fundamentos da humildade, no reconhecimento de nossa pequenez, mas na certeza de que nós podemos fazer alguma coisa. E quando o Dia do Espírita é comemorado com tanto carinho nesta casa que não apenas abre sua portas para que nós num grupo evidentemente reduzido pudéssemos usufruir dessas vibrações tão bem implementadas pelo nosso querido deputado Ambrósio Pinto, pela direção dessa casa que na pessoa do nosso ilustre deputado Ailton Vilela representando com dignidade o deputado Antônio Júlio que a dirige de modo natural e de praxe; é como pudéssemos afirmar que fomos recebidos aqui com muito carinho. O carinho que representa a extensão do pensamento espírita e evangélico no contexto de nossa luta de afirmação e de crescimento. E tendo em vista as lutas que nos são reservadas com carinho e sem ameaças, porque quem conhece os objetivos não temem os lances do percurso.

Estamos estendendo nessa hora em prece, a nossa gratidão à Deus e ao Cristo, este praticamente o repositório máximo de qualquer esforço de libertação em face das verdades que sua mensagem irradia. Agradecer aos queridos integrantes desta casa na sua vasta extensão ao nível daqueles senhores deputados em quem depositamos um carinho muito grande e a certeza da consciência em que elaboram seus mandatos. À todos os servidores desta casa com quem temos mantido de modo eventual alguns contatos e vendo que para além de uma estrutura burocrática automática, funciona um sorriso, uma alegria, um bem estar e um reconforto intrínseco a atingir também os nossos corações. E aprontando-nos para encerrarmos esses rápidos minutos dessa experiência tão bonita que nós vivemos na comemoração do Dia do Espírita que representa a edificação primeira de O livro dos espíritos, 18 de abril de 1857 e que define a nossa data com muita honra com vibrações de agradecimentos muito amplas ao nosso querido deputado, autor do projeto, transformado em lei. Agradecemos, portanto ao Criador por tudo quanto nos tem oferecido e relembramo-nos no Cristo nesta hora difícil pela qual a humanidade passa, nós vamos buscar lá atrás, dois milênios, um episódio ocorrido numa pequena localidade não muito distante de Jerusalém, após a crucificação de Jesus, chamada Emaús. Jesus desce com dois discípulos que não o conheceram. Mantém-se no anonimato para aferir o grau de caridade e amor daqueles aprendizes. Chega ao ambiente em que eles iam ficar. Aquele transeunte anônimo, companheiro de jornada ficara no anonimato. Não entenderam da parte dele algumas instruções de natureza filosófica e foram descendo e chegando à porta da casa. Poderiam tão somente tê-lo dispensado: “Ficamos livres desse companheiro!” Mas o assunto foi outro e que nós evocamos para nossa reflexão aqui com muito carinho. Naquelas horas, os dois companheiros se voltaram para aquela criatura anônima e expressaram-se assim: “Fica conosco, porque já é tarde e já declinou o dia.” Nós buscamos usar essa expressão neste momento de conturbação e luta em todos os setores pedindo à Deus que permita que o pensamento Crístico vigore na nossa intimidade. Não só junto daqueles que sofrem, mas também com outros de sofrimentos diferenciados que se lançam ao lado das lutas e dores a empreitada de edificar uma nova era, uma nova sociedade e Minas Gerais tem um papel transcendente nessa grande luta com vista a era que se estrutura a partir de agora. Que sejamos amparados todos nós. Todos estes como os pares que trabalham nesta casa que carinhosamente nos acolhe hoje.

Que as luzes do plano maior envolvam à todos nós numa grande luta que não podemos desfalecer por cansaço. Muito obrigado! Agradecemos o carinho e manifestamos a nossa gratidão profunda desta casa. Obrigado!

Assista ao vídeo, clicando no link abaixo:

Aula Magna de Honório Onofre de Abreu.

José Márcio

1Timóteo é a primeira de duas cartas que Paulo escreveu a Timóteo, seu amado filho na fé.

Timóteo, cujo nome significa “aquele que honra a Deus”, era filho de Eunice e neto de Lóide, judias devotas que se converteram à Boa Nova (2Tm 1:5).

Timóteo era natural de Listra (At 16:1-3), uma cidade localizada na província romana da Galácia, hoje parte do território da Turquia.

Paulo conheceu Timóteo quando o Apóstolo pregava em Listra em sua primeira viagem missionária (At 14:6-23). Quando Paulo retorna a Listra, em sua segunda viagem missionária, escolhe Timóteo para acompanha-lo (At 16:1-3). Embora muito jovem, Timóteo, àquele tempo, já gozava da reputação de ser muito piedoso (At 16:2).

A partir de então Timóteo se tornaria discípulo, amigo e colaborador de Paulo pelo resto da vida do Apóstolo, tendo ministrado com ele em Bereia (At 17:14), Atenas (At 17:15), Corinto (At 18:5; 2Co 1:19) e o acompanhado em sua viagem a Jerusalém (At 20:4); esteve com Paulo em sua primeira prisão em Roma e foi para Filipos (Fp 2:19-23) depois da libertação de Paulo. Ademais, Paulo várias vezes menciona Timóteo em suas epístolas (Rm 16:21; 2Co 1:1; Fp 1:1; Cl 1:1; 1Ts 1:1; 2Ts 1:1; Fm 1). Com frequência Paulo enviou Timóteo como seu representante às suas amadas igrejas (1Co 4:17, 16:10; Fp 2:19; 1Ts 3:2). Aqui, em 1Timóteo, o encontraremos servindo como pastor na igreja de Éfeso (1:3). Segundo Hb 13:23, Timóteo teria sido preso em algum lugar e depois libertado.

Evidências dão conta de que Paulo teria escrito 1Timóteo (e também Tito) pouco tempo depois de haver sido libertado em Roma, por volta de 62-64 d.C. e 2Timóteo durante o tempo em que esteve preso pela segunda vez em Roma, por volta de 66-67 d.C., pouco antes de sua morte.

Os principais personagens desta carta são os próprios Paulo (1:1—6:21), que encorajou Timóteo em seu ministério em Éfeso, e Timóteo (1:2—6:21).

Nesta primeira carta a Timóteo Paulo apresenta a Timóteo orientações práticas (pastorais) (3:14-15), visto que este era bem versado em Teologia.

As principais doutrinas presentes em 1Timóteo são: primeiro, a salvação vem por meio de Jesus Cristo (1:14-16; 2:4-6); segundo, a queda em decorrência do “pecado original” (2:13-14); terceiro, da pessoa do Cristo (3:16: 6:15-16); quarto, a eleição (antes do início do tempo, Deus conhecia de modo íntimo a vida e o futuro de seus filhos) (6:12); e, quinto, a segunda vinda do Cristo (6:14-15).

Em 1Timóteo, Deus é eterno (1:17); Deus é imortal (1:17; 6:16); Deus é invisível (1:17); Deus é longânimo (1:16); Deus é misericordioso (1:2,13); Deus cumpre suas promessas (4:8); Deus é único (2:5); e, Deus é sábio (1:17).

O Cristo em 1Timóteo é “manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória” (3:16). Paulo também fala das ações de Jesus, O Cristo, como resgate por todos e salvador da humanidade (2:6; 4:10) e encoraja Timóteo a manter a fé em Jesus (1:14) e a combater “o bom combate da fé” (6:12).

A primeira carta a Timóteo pode ser dividida em seis partes: a primeira, a saudação inicial (1:1-2); a segunda, as orientações a respeito da falsa doutrina (1:3-20); a terceira, as orientações a respeito da igreja (2:1—3:16); a quarta, as orientações a respeito dos falsos mestres (4:1-16); a quinta, as orientações a respeito das responsabilidades pastorais; e, a sexta, as orientações a respeito do “homem de Deus”.

José Márcio de Almeida

Esperanto estas neŭtrala lingvo ne nur rilate al neaparteneco al iu socia grupo. Ĝia neŭtraleco iras pluen, ĉar ĝi ne havas ligilon kun iu ajn politika ŝtato aŭ nacio.

Saman neŭtralecon oni rimarkas rilate al racia, socia kaj religia aspektoj. En Esperantujo oni lernas ne distingi personojn laŭ haŭtkoloro, socia pozicio aŭ religia kredo. Tia estas la honora starpukto de esperantismo.

Zamenhof mem ekzempligis la neŭtralecon de Esperanto ek de ĝia naskiĝo, kiam li diris, komencante sian famam festparoladon, en la Unua Universala Kongreso de Esperanto, en Bulonjo ĉe Maro:

Al Vi ni ne venas kun kredo nacia,

Kun dogmoj de blinda fervoro:

Silentas nun ĉiu disput’ religia

Kaj regas nur kredo de koro.      

Kaj fermante tiun belan kaj viglan poemon, li denove tuŝas tiun saman gravan punkton, ĉifoje li emfazas la religian toleremon:

Kuniĝu la fratoj, plektiĝu la manoj,

Antaŭen kun pacaj armiloj!

Kristanoj, hebreoj, aŭ mahometanoj,

Ni ĉiuj de Di’ estas filoj

Kiel oni facile konstatas, la admono pri la neceso observi neŭtralecon en Esperantujo ne venis kiel konkludo post longa internacia kunvivado. Ĝi aperis en esperanta medio ĝuste en la unua reala momento de vivanta internacia uzado de la lingvo, per la buŝo de ĝia Kreinto, kiu parolis unue pri la politika neŭtraleco, kaj due, li ame kaj severe admonis ke oni devas same observi la religian.

La Esperanta Movado baziĝas sur vera neŭtraleco, facile konstatebla kiam oni legas la Jarlibron. En tiu verko oni trovas anoncojn de Bahaismo, Budhismo, Evangeliismo, Hilelismo, Islamo, Katolikismo, Kristanismo, Kvakerismo, Oomoto, Ortodoksa Kristanismo kaj Spiritismo.

Krom la nomoj de tiuj religioj, oni rimarkas ankaŭ nomon de societoj pri Ekumenismo kaj Religi-komparado. Notinda estas la fakto ke ankaŭ por societo pri Ateismo estas spaco…

Tiuj religioj kaj societoj aliĝintaj al UEA aŭ al naciaj organizaĵoj rajtas enmeti kadre de universalaj kaj naciaj kongresoj de Esperanto siajn prezentojn pere de prelegoj, solenaĵoj, ritoj, diservoj, ktp.

Sed, pluraj religiaj aŭ nereligiaj societoj, kiuj ne estas aliĝintaj al esperantaj organizaĵoj, propagandas siajn aktivecojn kaj doktrinojn uzante Esperanton en pluraj medioj, ĉar tiu lingvo apartenas al ĉiuj. La pordoj de Esperantujo estas malfermitaj al ĉiuj. Estas fakto ke, kiam iu deziras aliĝi la Movadon, neniu demandas la aliĝonton pri lia politika deveno aŭ religia kredo.

Esperanto naskiĝis kiel neŭtrala lingvo kaj ni devas zorgeme konservi ĝin tia. Ĉiuj homoj kaj grupoj da homoj sendube rajtas uzi ĝin kiel komunikilon. Kaj ju pli ĝi estos uzata internacie kaj interreligie, des pli da ŝancoj konvinki la mondon pri ĝia utileco.

La saĝaj kaj inspiritaj instruoj kaj ekzemploj de Zamenhof devas fariĝi por ni konstanta zorgo pri la konservado de la neŭtraleco de nia lingvo, malfermante la pordojn de ĉiuj esperantaj organizaĵoj al ĉiuj, ne nur ne diskriminante, sed klopodante krei buntan bukedon da pensoj kaj sentoj.

Sur tia vojo la nuna Estraro de Brazila Esperanto-Ligo elkore laboros, garantiante etoson de plena neŭtraleco al la adeptoj de ĉiaj religioj (kaj ankaŭ al la senreligiuloj), kio certe plifortigos nian laboron.

Sur tia vojo la esperanta movado varme laboradas, garantiante plenan neŭtralecan etoson al la adeptoj de ĉiaj religioj kaj ankaŭ al la senreligiuloj.

José Passini (jose.passini@gmail.com)