Feeds:
Posts
Comentários

Em 2019 comemora-se 650 anos desde o nascimento de Jan Hus. Escrever a respeito de Hus, no entanto, é uma tarefa difícil, e isso por alguns motivos: primeiro porque carecemos de fontes originais traduzidas em português a respeito do tema, e segundo, porque o perfil de Hus – se descolado da mitologia romântica das encarnações de Allan Kardec – é especialmente árido para nosso Movimento Espírita Brasileiro contemporâneo.

Hus nasceu em julho de 1369, em uma pequena comunidade localizada a aproximadamente 75 km de Praga, na Boêmia. Filho de camponeses, adentrou pelo caminho dos estudos em busca de uma melhor condição de vida, tendo se formado em Teologia, Filosofia e Artes, na Universidade de Praga. No ano de 1400 foi nomeado sacerdote e a partir de 1402 passou a realizar pregações na Igreja de Belém, também em Praga. [1]

Um traço marcante de sua formação intelectual foi a influência de John Wycliffe (1328-1384), considerado precursor das reformas religiosas que aconteceriam na Europa nos séculos XV e XVI. Wycliffe foi um sacerdote que trabalhou na primeira tradução da bíblia para o inglês e era conhecido por sua firmeza ao defender a incompatibilidade entre comportamentos eclesiásticos de seu tempo e os ensinos contidos nos Evangelhos. Segundo seu pensamento, a Igreja possuía muitas posses e poder, negligenciando os assuntos espirituais para se ocupar de eventos mundanos. Após sua morte, em 1415, foi ordenado que seus restos mortais fossem exumados, queimados e jogados sobre o rio Swift como forma de reforçar a perseguição eclesiástica ao teólogo reformista.

Baseando-se em Wycliffe, Hus seguiu um caminho bastante semelhante ao dele, não oferecendo reconhecimento à autoridade papal, considerava apenas Jesus como verdadeiro superior à Igreja, bem como os Evangelhos como única lei aos fiéis. Aos poucos suas divergências com o clero se tornaram tão claras que, em 1410, ele foi excomungado, o que gerou entre seus compatriotas uma grande festa que o elevava como herói nacional na luta contra o tráfico das indulgências e a política imperialista e dominadora que era adotada pela Igreja Católica. No ano de 1414 ele foi convocado a se apresentar junto ao Concílio de Constança (Alemanha) tendo sido preso e condenado à morte pela fogueira, o que enfrentou com dignidade, coragem e fé.

As sementes reformistas plantadas por Wycliffe e alimentadas pela postura de Hus foram muito importantes para o amadurecimento de uma crítica à função política da instituição Igreja, bem como para reflexões a respeito dos fundamentos dos ensinos de Jesus que deveriam se assentar sobre as bases da simplicidade, permitindo assim amplo acesso de todas as pessoas à verdade espiritual, sem intermediação de sacerdotes ou sacramentos. Martinho Lutero (1483-1546) juntamente com outros reformadores iniciaram movimentos semelhantes ao de Wycliffe-Hus no século seguinte, o que permitiu a realização do que a História registra como Reforma Protestante.

A admiração de Allan Kardec pelo mártir da Boemia é grande, e isso se pode notar pela mensagem ditada por ele na edição de setembro de 1869 a respeito das comemorações de 500 do nascimento de Hus:

“Analisando através das eras a história da Humanidade, o filósofo e o pensador logo reconhecem, na origem e no desenvolvimento das civilizações, uma gradação insensível e contínua. De um conjunto homogêneo e bárbaro surge, em primeiro lugar, uma inteligência isolada, desconhecida e perseguida, mas que, não obstante, faz época e serve de baliza, de ponto de referência para o futuro. A tribo, ou se quiserdes, a nação, o Universo avançam em idade e as balizas se multiplicam, semeando aqui e ali os princípios de verdade e de justiça que serão a partilha das gerações que chegam. Essas balizas esparsas são os precursores; eles semeiam uma ideia, desenvolvem-na durante sua vida terrena, vigiam-na e a protegem no estado de Espírito, e voltam periodicamente através dos séculos para trazerem seu concurso e sua atividade ao seu desenvolvimento.”

Além de Kardec, também Léon Denis faz menções a Jan Hus e algumas de suas obras [2], sempre destacando o caráter exemplar de sua conduta, que repercutiu pelos séculos como modelo de firmeza moral diante de excessos religiosos. Mas o que especificamente teria a vida e a morte de Jan Hus a nos dizer hoje?

Penso de modo objetivo que a herança Hussista não seria outra senão o valor da contestação e da resistência íntegra diante dos abusos no campo da fé. Hus nos ensina sobre a necessidade de buscar a conexão com os ensinos espirituais a partir do coração e da mente, nunca seguindo rastros de formalismo externos. Aqui reside o tesouro mais precioso de seu testemunho, como também o de quase todos os heróis da virtude que nosso Ocidente conheceu e rechaçou.

Vejamos alguns aspectos do pensamento Hussista em transporte para a contemporaneidade. Gostaria de me ater a três tópicos, que, obviamente, pelo espaço que dispomos neste artigo, serão abordados de maneira superficial. São eles o valor da pobreza/ simplicidade em oposição à ostentação; o rigorismo diante do acesso à informação/“formação” e a burocracia na condução da comunidade de prática espirituais.

Já o primeiro tópico seria fatal para boa parte de nosso movimento espírita: a simplicidade. Jan Hus – assim como Wycliffe e Lutero – foi crítico severo da discrepância entre os ensinamentos de Jesus e a rotina da Igreja. Como podemos conciliar templos suntuosos, eventos caríssimos, máfias [3] livreiras em busca de recursos, palestrantes exigentes ao extremo com suas necessidades, ou federativas faraônicas e distantes da realidade das casas espíritas com os ensinamentos daquele homem que “não tinha sequer um lugar para repousar a cabeça [4]” e ensinava andando pelas cidades cercado de pessoas socialmente proscritas? Não é possível a conciliação, eis a questão!

Alguns companheiros poderão responder com recursos demagógicos como: “mas nós precisamos oferecer conforto aos participantes e frequentadores de eventos”, ou “é melhor quando recebemos palestrantes que vendem seus livros porque isso nos poupa gastos”, ou “mas os ricos e poderosos também precisam de atendimento” ou ainda, “organizando atividades grandiosas poderemos manter as tarefas sociais na instituição espírita e, neste contexto, os fins justificam os meios.” Infelizmente não é assim que acontece. O Espiritismo é uma ciência da mente e tem como função mais importante a capacidade de modificar nossa visão de mundo para percebermos a realidade material como transitória; uma ferramenta para superar vícios morais como orgulho, raiva, ignorância, apego ou inveja. Como apagar um incêndio se o alimentamos com todo tipo de combustível?

O argumento da massificação da doutrina é muito utilizado, sem que percebamos que, ao distribuir para as pessoas uma filosofia espírita misturada com alucinações e devaneios esdrúxulos estamos fazendo um desserviço para a doutrina e outro para a pessoa – vide casos como o de João de Deus, o de Otília Diogo, o de Maury Rodrigues da Cruz entre outros ainda não descobertos pela imprensa. Ninguém negará que remédios sejam úteis ao tratamento de doenças, desde que corretamente selecionados e ministrados com disciplina. Como podemos falar de valores morais como antídoto ao sofrimento em meio a “camarins” para palestrantes e identificações em telas de transmissão pela internet do tipo “fulano de tal – médium”?

Passando para o rigorismo e para a burocracia, que Hus combateu firmemente ao propor um cristianismo mais próximo das pessoas através do que chamava de “sacerdócio universal dos crentes” – ou seja, a crença de que qualquer fiel poderia se comunicar com Deus sem a intercessão de sacerdotes ou sacramentos – nos deparamos com outros desafios. Vem crescendo o número de casas espíritas extremamente engessadas em seu padrão de funcionamento, munidas com cartões de ponto, leitura biométrica ou outras coisas que compõem um conjunto de parafernálias modernas utilizadas para controlar seus frequentadores, enquanto estes percorrem o longo caminho de um currículo espírita com duração de anos – em alguns lugares mais de uma década – entre a adesão à instituição e a efetiva “liberação” para participar de trabalhos nas diversas áreas da casa, sendo o topo da escala sempre o departamento da mediunidade. Não é de se estranhar que, de modo geral, as instituições estejam perdendo seus jovens. Tudo isso leva tempo e burocracia demais, e o pior, são um mapa escrito de modo burocrático por pessoas de realidades diferentes daquela em que estão sendo seguidos. Falta lucidez ao processo.

Não faço aqui apologia ao despreparo – Hus não faria –, da mesma maneira que também não acredito que exercícios ascéticos estranhos seriam melhor do que toda essa “graduação” em Espiritismo. É preciso estudo e compreensão, mas tudo isso ladeado pela coerência e pela lógica.

Cada célula espírita possui o desafio de se construir sobre experiências reais de disciplinas físicas e morais para, em seguida, adaptar suas atividades à realidade particular do meio em que está inserida. Não são as federativas estaduais que devem definir como e quais estudos são melhores para uma casa espírita, nem mesmo a FEB tem condição de fazê-lo de modo absoluto. Sugestões, apoio e direcionamento, isso sim, cabe a nossos órgãos unificadores oferecer ao movimento. Agindo ao contrário vemos se construir o câncer que assola hoje o Espiritismo brasileiro: donos da doutrina, agressores contumazes dos grupos que não rezam em suas cartilhas e médiuns perturbados assinando literatura de mau gosto como se fossem verdades elevadas. E o resultado disso? Descrédito para o Espiritismo.

Me pergunto então, onde anda a coragem de romper com o círculo vicioso? De dizer não aos modismos tão travestidos de sabedoria inofensiva? De testemunhar a fidelidade ao pensamento de Jesus e de Allan Kardec sem a preocupação com as fogueiras ociosas de companheiros de movimento que lidam com o Espiritismo como se fosse uma copa de futebol? Eis aí o valor exemplar de Jan Hus, a coragem de assumir que o Espiritismo não é doutrina de massas, de reconhecer que conhecimento com arrogância é como veneno misturado no leite e de aceitar o compromisso modesto de viver a filosofia dos espíritos conquistando discernimento e paz capazes de se espalharem em nosso derredor.

O mundo em que vivemos ainda é lugar de provas e expiações e, com sinceridade, pode ser que jamais deixemos essa condição se não houver uma real guinada na direção do que importa verdadeiramente. Pessoas padecem a cada dia porque perderam o sentido existencial. Longe dos locais santificados do templo, nas ruas, nos metrôs, em escolas, supermercados, casas de família, bares ou bordéis há muita gente em sofrimento e é para elas que o Espiritismo existe, foi para elas que Jesus dedicou sua senda. Se nossa prática espírita acontece apenas entre as paredes do templo, com dia e hora marcada, debruçada sobre regras excessivas e que não estão presentes nos ensinamentos de Jesus, lembremo-nos de Jan Hus. O testemunho da humanidade nos convoca à coragem de servir, mesmo que com isso sejamos entregues às fogueiras modernas de nosso tempo.

Por Vinícius Lara da Costa, Rede Amigo Espírita (RAE).

Referências:

[1] A maioria das informações biográficas coletadas sobre Jan Hus apresentadas neste artigo foram colhidas de outros textos disponíveis na internet. Destaco, entre eles, o artigo de Enrique Eliseo Baldovino, publicado na Revista “O Reformador” e disponível no endereço: http://www.souleitorespirita.com.br.

[2] Entre elas podemos citar “No invisível’, “Cristianismo e Espiritismo” e “O Problema do Ser, do Destino e da Dor.”

[3] O Dicionário Michaelis da língua Portuguesa apresenta a seguinte definição de máfia: Organização criminosa originada na Sicília controladora de atividade ilícita; Qualquer grupo de inescrupulosos que se associam para praticar crime organizado. Creio que aqui nos interesse especialmente a segunda definição.

[4] Mt 8:20.

Fonte: http://www.redeamigoespirita.com.br.

Anúncios

Chico Xavier

Ação foi ajuizada pela viúva do escritor Humberto de Campos, em 1944.

O fenômeno da psicografia ainda é um mistério a ser explicado [1], e quando passa a ser fonte de provas nos tribunais, deixa de ser apenas uma discussão de convicções pessoais, que envolvem questões filosóficas e religiosas, para se tornar algo que pode interferir no destino de decisões no Judiciário.

Um dos casos mais famosos aconteceu há 75 anos: o escritor Humberto de Campos, desencarnado em 1934, iniciou em 1937, através da mediunidade de Chico Xavier, a emissão de diversas crônicas e reportagens, editadas e publicadas pela Federação Espírita Brasileira – FEB, sendo o livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, publicado em 1938, um dos mais notáveis.

Em 1944, a viúva de Humberto de Campos, Catharina Vergolino de Campos, ajuizou uma ação declaratória contra a FEB e Chico Xavier, com objetivo de esclarecer se as obras eram de fato ditadas pelo seu falecido marido e, caso comprovada a autoria, reclamava os direitos autorais dos livros.

O assunto gerou grande polêmica e repercutiu durante dias nos principais periódicos do país e se transformou em livro escrito pelo advogado Miguel Timponi, que atuou na defesa da FEB e de Chico Xavier.

Intitulado “A Psicografia ante os Tribunais”, Timponi relata todo o processo até a decisão final da justiça que reconheceu que, para fins legais, os direitos autorais não poderiam ser atribuídos a um espírito desencarnado.

O juiz do caso, Dr. João Frederico Mourão Russell, julgou a autora carecedora da ação estabelecendo em sua sentença que:

“Ora, nos termos do art. 10 do Código Civil ‘a existência da pessoa natural termina com a morte’; por conseguinte, com a morte se extinguem todos os direitos e, bem assim, a capacidade jurídica de os adquirir. No nosso direito é absoluta o alcance da máxima mors omnia solvit. Assim, o grande escritor Humberto de Campos, depois de sua morte, não poderia ter adquirido direito de espécie alguma e, consequentemente, nenhum direito autoral poderá da pessoa dele ser transmitido para seus herdeiros e sucessores.”

Ainda na sentença, Russell aponta a competência do Poder Judiciário sobre o assunto:

“Do exposto se conclui que, no caso vertente, não há nenhum interesse legítimo que dê lugar à ação proposta. Além disso, a ora intentada (ação declaratória) não tem por fim a simples declaração de existência ou inexistência de uma relação jurídica […], e sim a declaração de existência ou não de um fato. […] Assim formulada, a inicial constitui mera consulta; não contém nenhum pedido positivo, certo e determinado, sobre o qual a Justiça se deva manifestar. O Poder Judiciário não é órgão de consulta.”

A viúva levou o processo ao Tribunal de Apelação do Distrito Federal onde o relator, Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa, indeferiu o provimento ao recurso, confirmando a sentença. Ao analisar o caso, Rodrigo Kaufmann, em “Memória Jurisprudencial”, acredita que entre os vários casos no qual atuou o ministro Ribeiro da Costa, nenhum ganhou tanto destaque quanto o processo de Humberto de Campos.

Em entrevista ao jornal O Globo em 19 de julho de 1944, a mãe do escritor, D. Ana de Campos Veras, afirmou que enxergava semelhança de estilo entre as obras e as psicografias:

Edição do Jornal O Globo, de 19/07/1944

“Não conheço nenhuma explicação científica para esclarecer esse mistério (…) Só um homem muito inteligente, muito culto e de fino talento literário poderia ter escrito essa produção, tão identificada com a de meu filho “, explicou.

Ainda sobre D. Ana de Campos Veras, há interessante passagem, quando rompeu o silêncio e ofertou ao médium de Pedro Leopoldo a fotografia do seu próprio filho, com expressiva dedicatória:

“Ao Prezado Sr. Francisco Xavier, dedicado intérprete espiritual do meu saudoso Humberto, ofereço com muito afeto esta fotografia, como prova de amizade e gratidão.”

Clímax

Na noite de 15 de julho de 1944, quando o processo atingia o clímax, o espírito de Humberto de Campos mais uma vez se manifesta pelo lápis de Chico Xavier que, em estilo inconfundível, dita uma emocionante  mensagem, que pode ser apreciada no livro “A Psicografia ante os Tribunais”, sobre a incompreensão humana.

Deste dia em diante, o espírito de Humberto de Campos passou a assinar como “Irmão X”, versão evangelizada do Conselheiro XX, como era conhecido nos meios literários.

Contra provas psicografadas

Em 2007, visando desconsiderar como documento probatório os textos psicografados no âmbito do processo penal, o deputado Robson Lemos Rodovalho (DEM-DF) propôs o PL 1705 que visa a alteração do art. 232 do Código de Processo Penal, no qual são considerados documentos quaisquer escritos, instrumentos ou papéis, públicos ou particulares. A alteração propunha que seja incluído no texto a exceção de documentos resultantes da psicografia.

Na justificação do projeto, o deputado questionava a veracidade de algo ditado por alguém após a morte, afirmando que isso que trata de questões de fé e que não deveria fazer parte de questões jurídicas.

O projeto, no entanto, apesar de ter sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça, foi arquivado em 2011.

Referências:

TIMPONI, Miguel. A psicografia ante os Tribunais: O caso Humberto de Campos. 7. ed. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira, 2010.

KAUFMANN, Rodrigo de Oliveira. Memória jurisprudencial: Ministro Ribeiro da Costa. Brasília: Supremo Tribunal Federal, 2012.

Fonte:  https://www.migalhas.com.br.

[1] Nota do editor: o artigo acima foi extraído de um site não Espírita (Jurídico). Nós, Espíritas, compreendemos bem o que seja a Psicografia. Para maiores detalhes remetemos o(a) leitor(a) ao capítulo XIII, 2ª parte, de “O Livro dos Médiuns” (Psicografia), de Allan Kardec. Desejamos, ao reproduzir este artigo, demonstrar, primeiro, que o debate em torno da Psicografia, há muito, permeia o ambiente jurídico pátrio e, segundo, lembrar aos Espíritas o fato que marcou a história do Espiritismo no Brasil.

Grupo de Teatro Renascer (cena da peça “Aconteceu na Casa Espírita”)

Inúmeras mensagens mediúnicas têm alertado aos Espíritas em geral quanto à vigilância e oração para se evitar o “ataque das trevas” e a dissolução da equipe de trabalho em qualquer Casa que se pretenda mourejar no bem de todos e manter a luz na Terra.

Orientações essas que vêm ao encontro da advertência de Jesus (Mt, 26:41) “vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito {está} pronto, mas a carne (é/está) fraca”.

O livro Aconteceu na Casa Espírita ditado pelo Espírito Nora e psicografado pelo médium Emanuel Cristiano da cidade de Campinas traz, em seu prefácio, uma mensagem do Espírito Wilson F. de Mello alertando os espíritas quanto à necessidade e responsabilidade no serviço que abraçaram.

Segundo esse Espírito “almas enfermas podem tentar contra a obra do Senhor, aproveitando as fraquezas humanas, no entanto, miríades de benfeitores espirituais, arautos do céu, apoiam, protegem e incentivam todo aquele que deseja cooperar de maneira honesta e verdadeira, com aprendizado e testemunho”.

Wilson F. Mello pelas mãos de Cristiano alerta ainda que o que quer que venha a acontecer no Centro Espírita será sempre de inteira responsabilidade do trabalhador, independente do serviço que execute. O autor alerta ainda para as “brechas” que são abertas na Casa Espírita advindas do orgulho, da vaidade, da língua ferina e da intolerância.

Pede-se, principalmente ao médium, especial vigilância quanto à ansiedade de ver as páginas psicografadas por ele, publicadas ao público. Tomar cuidado com os elogios gratuitos, pois são graves obstáculos à mediunidade. A obra é sempre do Criador e sua proposta é com a simplicidade e a humildade.

Manoel Philomeno de Miranda pelas mãos abençoadas de Divaldo P. Franco traz à lume em 2015 o livro Perturbações Espirituais, também tratando sobre o mesmo tema: orientação aos trabalhadores da Seara Espírita quanto a essa fase de transição planetária.

O autor no prefácio do referido livro apresenta-o como um relato do intercâmbio entre as duas esferas da vida, abordando os desafios modernos em forma de obsessões coletivas e individuais, especialmente nas Instituições Espíritas sérias e dedicadas à renovação da sociedade e a todo grupamento humano dedicado ao progresso e à felicidade das criaturas.

Sendo assim, o momento atual exige cautela, união dos trabalhadores do Movimento Espírita, unificação das ideias genuinamente espíritas, pautando-se em Kardec e suas obras, que trazem a mensagem de Jesus aliada à razão e com proposta filosófica de vida.

O próprio Kardec em O Livro dos Médiuns apresenta uma mensagem de São Vicente de Paulo no capítulo 31, que diz:

O Espiritismo deveria ser um escudo contra o espírito de discórdia e de dissensão. Mas esse espírito, desde todos os tempos, vem brandindo o seu facho sobre os humanos, porque tem inveja da felicidade que a paz e a união proporcionam. Espíritas! Ele pode penetrar nas vossas assembleias e, não duvideis, procurará semear entre vós o desamor, embora seja impotente contra os que tenham a animá-los o sentimento da verdadeira caridade. Acautelai-vos e vigiai incessantemente à porta do vosso coração, como à das vossas reuniões, para que o inimigo não penetre. Se os vossos esforços forem inúteis contra o inimigo de fora, sempre dependerá de vós impedir-lhe o acesso em vossa alma. Se houver dissensões entre vós, só por Espíritos maus poderão ser suscitadas.

Mostrem-se, por conseguinte, mais pacientes, mais dignos e mais conciliadores aqueles que se achem penetrados, no mais alto grau, dos sentimentos dos deveres que a urbanidade lhes impõe, tanto quanto o verdadeiro Espiritismo. (São Vicente de Paulo).

Ainda é Kardec quem revela na introdução de O Livro dos Espíritos que os Espíritos estão por toda a parte no espaço e ano nosso lado, atuam sobre a matéria e sobre o pensamento, sendo constantes as relações deles com os encarnados. “Os bons Espíritos nos atraem para o bem, nos sustentam nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os maus nos impelem para o mal”.

Que as leituras edificantes, o estudo constante e a ação no bem, escolhidas por todos a partir do livre-arbítrio, sejam os escudos necessários para não se sucumbir em tempos de transição planetária.

Por Carlos Gomes, da AME Itajubá/MG.

Referências:

CRISTIANO, Emanuel (Nora–Espírito). Aconteceu na Casa Espírita Campinas, SP: CEAK, 2001.

FRANCO, Divaldo (Manoel P. de Miranda–Espírito). Perturbações Espirituais. Salvador, BA: LEAL, 2015.

KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. Tradução de Evandro Noleto Bezerra 2. ed. Brasília, DF: FEB, 2013.

__________. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro 93. ed. (edição histórica) Brasília, DF: FEB, 2013.

O Novo Testamento. Tradução de Haroldo Dutra Dias, FEB, 2013.

Espaço, tempo, vida…

Pelo Calendário Gregoriano que adotamos, estamos adentrando em 2019 muito embora uma pesquisa histórica indique que, na realidade, iremos ingressar o ano novo de 2025 ou 2026. Mais recentemente, abordando o assunto, no seu livro “A Infância de Jesus”, o papa Bento XVI diz que Maria deu a luz entre 7 e 6 a.C. Seja um ou outro, o fato é que neste 1º de janeiro iniciamos mais uma jornada ao redor do Sol. Nesses 365 dias, nosso planeta irá percorrer 942,4 milhões de quilômetros algo que, em linha reta, nos levaria além do planeta Júpiter. Isso permite algumas reflexões sobre espaço, tempo e vida.

No mundo atual, como estranhos em seu próprio habitat, multidões não se interessam em saber afinal o que são, onde estão, para onde vão e seu destino final. A maioria vive porque respiram e se contentam com o preconizado pelas religiões, sem questionar o que lhe é imposto pelos livros sagrados. Advindo qualquer infortúnio, é a vontade de Deus.  É mais cômodo viver assim. Infelizmente não se dão conta que estão entorpecidos pelo sistema que as transforma em máquinas de consumismo como símbolo da felicidade. Um sistema inserido na sociedade que as utiliza e descarta como objetos. Seu dia-a-dia é preenchido pela chupeta eletrônica e por infindáveis conquistas tecnológicas que, todavia a prende a um emaranhado de dúvidas sobre sua própria existência. O ser humano tão complexo é desconhecido por ele próprio, vive a Era Espacial de grandes realizações científicas mas ainda não aprendeu a encontrar a grandeza de sua pequenez e da sua estupidez.

Continuamos a ser um enigma, uma gota num oceano de incertezas que por um instante aparece e dissipa como bolhas de sabão que as crianças fazem flutuar no ar. Poucos são cônscios de que a sabedoria do ser humano não está no quanto ele sabe, mas no quanto ele tem consciência de que não sabe. É preciso, portanto ter humildade para compreender o mundo insondável da psique humana; que somos ínfima partícula na vastidão cósmica e que o universo estará ignorando quando o Sol, nosso habitat e os demais planetas um dia desaparecer sem testemunha do último gemido. Pura ilusão é, pois achar que somos o ápice da civilização. Os egípcios, os romanos, só para ficar nesses dois exemplos, cultuavam o mesmo pensamento. O que sobrou dessas civilizações? Ruínas, pedras e pó. No universo, nascimento e morte estão sempre de mãos dadas. Quando nascemos estamos programados para morrer. Tudo que é belo um dia morre. Não sentimos o perfume das flores que já morreram. Vivemos de anseios, de aspirações, de sonhos, de idéias e sentimentos.

Somos apenas uma espécie transitória, viajantes em uma jornada cósmica, dentro de uma cápsula do tempo, girando e dançando nos torvelinhos e redemoinhos de um universo infinito. O céu nos envolve por todos os lados e a luz de miríades de estrelas que contemplamos, é um monumental concerto cósmico que aconteceu há dezenas, milhares ou milhões de anos. A observação do céu é, por conseguinte, uma experiência de transformação e ampliação da consciência, uma grande elevação espiritual que proporciona uma imensa satisfação íntima e nos ensina que na história da Criação, cem milhões de anos passam como um dia; apagam-se e dissipam-se como fugitivo sonho no seio da eternidade que tudo absorve. Mais do que uma mera propriedade lógica de certos enunciados, o conhecimento do cosmos é um poema da vida, um poder espiritual que aprofunda e transforma a visão de nós mesmos. Através da lei universal de ação e reação, causa e efeito, há o equilíbrio do Universo.

Nesse raciocínio e contemplação retrospectiva, surge uma inevitável questão de cunho filosófico: qual é o destino final de todos os seres inteligentes que existiram, existem e vão existir nesse planeta? Somos apenas um cérebro sofisticado que tomba numa sepultura para não ser mais nada? Apenas feitos do pó das estrelas?  Nada sobrevive além disso? Tema de uma milenar discussão, não cabe nesse artigo enveredar por essa questão pois somos engrenagens microscópicas de um mecanismo desconhecido.

Por Nelson Travnik. O autor é astrônomo e membro titular da Sociedade Astronômica da França.

2019 chegou! Chegou trazendo consigo as vibrações de milhões de Espíritos, encarnados e desencarnados, para que a paz, o respeito, a fraternidade e o amor, tão bem exemplificados pelo Mestre Maior, sejam a tônica nas relações humanas e no modo como deveremos nos relacionar com os nossos irmãos menores e com o nosso planeta-escola.

A Doutrina Espírita, em sua feição do Consolador Prometido por Jesus, se expande, faz morada e ilumina corações e mentes!

Nosso objetivo ao editar o DDE, desde o início (dezembro 2012), foi o de, efetivamente, divulgar a Doutrina Espírita e a mensagem Crística na pureza em que ambas nos foram legadas. As mensagens de carinho, apoio e encorajamento que temos recebido sinalizam que estamos no bom caminho! O blog cresceu e tem sido acessado, a cada dia, por um número maior de internautas interessados em travar contato com as verdades consoladoras.

Ao longo destes anos aprendemos muito e, atendendo às sugestões dos(as) nossos(as) leitores(as), publicamos, sem fugir do propósito original, textos e mensagens sobre os mais variados assuntos. Certamente, a principal novidade foi o caderno esperanto. Nesta coluna publicamos os textos produzidos pelo Professor José Passini, de Juiz de Fora/MG. Além desta, estabelecemos outras parcerias muito profícuas como as que firmamos com a equipe da Revista O Fóton da Associação Física e Espiritismo da Cidade do Rio de Janeiro/RJ, na pessoa de seu editor, o confrade Elton Rodrigues e com o Professor Nelson Travnik, de Campinas/SP, que nos brindou com artigos muitíssimo interessantes sobre Astronomia e Espiritismo.

A todos eles, os nossos sinceros agradecimentos.

Em 2018 ultrapassamos a expressiva marca de 100.000 acessos (encerramos o ano com mais de 182.000) – em 2018: contabilizamos 100.019 acessos.

Em todo o período (dezembro 2012-dezembro 2018), o DDE foi acessado por leitores de 78 países, além do Brasil – em 2018 confrades de 15 países acessaram pela primeira vez o blog: Cingapura, Finlândia, Porto Rico, Taiwan, Timor-Leste, Eslovênia, Hungria, Romênia, Albânia, Botsuana, Guiné-Bissau, Marrocos, Paquistão, Senegal e Turquia. O tradutor disponível foi um recurso que o leitor de língua não portuguesa pode, eventualmente, contar.

Nesse clima de mudanças e expectativas, repaginamos o blog, modernizando o seu formato, tema e cores. Sim, o Divulgando a Doutrina Espírita está de “roupa nova”.

Dentre as mudanças, destacamos a nova faixa tema que reproduz o selo (dos Correios) comemorativo dos 100 anos do desencarne de Allan Kardec (1869-1969) que por sua vez traz a efígie do Codificador e do seu túmulo no Cemitério do Pére-Lachaise, em Paris.

O título do blog voltou a figurar no alto da página e trazendo a emblemática frase de Allan Kardec: Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre. Tal é a lei.

A cor verde, do fundo e dos cabeçalhos (títulos dos posts), quer simbolizar a esperança, a liberdade, a saúde e a vitalidade.

As novas fontes adotadas são muli para os cabeçalhos e merriweather sans para os textos. Incluímos, também, o ícone de identificação do blog (foto de Allan Kardec) que aparecerá nas barras de favoritos e nos navegadores.

Em postagens populares o leitor encontrará os posts mais acessados no dia; em postagens recentes, a lista com as dez últimas publicações e a data em que o foram; cadernos agrupa os posts por temas e facilita a busca – aliás, as pesquisas também poderão ser realizadas em pesquisar no blog; em arquivos, por mês e ano, todas as publicações podem ser localizadas; por fim, no último ícone, clicando na imagem, o leitor poderá acompanhar o nosso trabalho de divulgação doutrinária in loco, por meio das palestras que temos tido a oportunidade de proferir. Todos os widgets estão posicionados à direita da página.

Esperamos que as mudanças agradem e tornem a leitura mais prazerosa e interativa.

Se você, amigo(a) leitor(a), gostou das mudanças e aprova o conteúdo do blog, solicitamos a caridade de nos ajudar a divulgar a Doutrina Espírita indicando-o para os seus contatos e nos seguindo – para receber notificações das novas postagens por e-mail basta digitar o seu endereço eletrônico no campo superior direito da página (seguir o blog).

Agradecido a todos(as), renovamos nossos votos de muita luz, paz e harmonia: feliz e laborioso 2019!

Jesus conosco!

José Márcio

Palestras 2019

JANEIRO

  • Construindo a paz

06/01/2019, domingo, 9h

Centro Espírita Oriente (Grupo Scheilla)

Rua Aquiles Lobo, 52, Floresta, Belo Horizonte/MG

  • Bom ânimo

08/01/2019, terça-feira, 20h

Centro Espírita Oriente (Grupo Scheilla)

Rua Aquiles Lobo, 52, Floresta, Belo Horizonte/MG

  • O Encontro de Bartimeu com Jesus

10/01/2019, quinta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Augusto César Neto

Rua João Lírio dos Santos, 183, São João Batista, Belo Horizonte/MG

  • Família: laços espirituais

17/01/2019, quinta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisco de Assis

Rua Aiuruoca, 63, Novo Riacho, Contagem/MG

FEVEREIRO

  • Construindo a paz

16/02/2019, sábado, 19h

A definir

A definir, Oliveira/MG

  • A definir

20/02/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Esperança

Rua Maria Luíza Novais, 73, Camelos, Santa Luzia/MG

  • Não se pode servir a Deus e a mamom

24/02/2019, domingo, 19h30

Fraternidade Espírita Irmão Garcez

Rua Walter Diegues Peres, 68, Ingá, Betim/MG

  • A definir

27/02/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • Jesus no calvário

28/02/2019, quinta-feira, 19h30

Centro Espírita Oriente (Grupo Scheilla)

Rua Aquiles Lobo, 52, Floresta, Belo Horizonte/MG

MARÇO

  • Ciclo de palestras (a definir)

08, 09 e 10/03/2019, sexta a domingo, programação a definir

Centro Espírita Léon Denis

Rua Abílio dos Santos, 137, Bento Ribeiro, Rio de Janeiro/RJ

  • Remendo novo em roupa velha

18/03/2019, segunda-feira, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • A definir

27/03/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

ABRIL

  • Lei de justiça, amor e caridade

02/04/2019, terça-feira, 20h

Fraternidade Espírita Lázaro

Rua Urutu, 130, Fernão Dias, Belo Horizonte/MG

  • A carne é fraca

07/04/2019, domingo, 8h

Centro Espírita Campos Vergal

Rua Allan Kardec, 60, Colônia Santa Izabel/Citrolândia, Betim/MG

  • Casa Espírita: oficina de trabalho

10/04/2019, quarta-feira, 19h30

Fundação Espírita Irmão Glacus

Av. das Américas, 777, Kennedy, Contagem/MG

  • O Livro dos Espíritos

18/04/2018, quinta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisco de Assis

Rua Aiuruoca, 63, Novo Riacho, Contagem/MG

  • A definir

24/04/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • O perdão

25/04/2019, quinta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Augusto César Neto

Rua João Lírio dos Santos, 183, São João Batista, Belo Horizonte/MG

MAIO

  • Ciclo de palestras (a definir)

17 a 19/05/2019, sexta a domingo, programação a definir

Santos Dumont e Barbacena/MG

  • A definir

29/05/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

JUNHO

  • A definir

01/06/2019, sábado, 19h

Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Fabíola

Rua Dr. Assis Martins, 230, Frimisa, Santa Luzia/MG

  • São chegados os tempos

04/06/2019, terça-feira, 20h

Grupo Espírita Gotas de Luz

Rua Astolfo Dutra, 42, Esplanada, Belo Horizonte/MG

  • Muitos os chamados, pouco os escolhidos

08/06/2019, sábado, 19h

Fraternidade Espírita Augusto César Neto

Rua João Lírio dos Santos, 183, São João Batista, Belo Horizonte/MG

  • Parábola do semeador

10/06/2019, segunda-feira, 20h

Fraternidade Espiritual Cristã Obreiros da Vida Eterna

Rua João Evangelista, 260, Itatiaia, Belo Horizonte/MG

  • Conhecimento de si mesmo

15/06/2019, sábado, 16h

Centro Espírita Campos Vergal

Rua Allan Kardec, 60, Colônia santa Izabel/Citrolândia, Betim/MG

  • A definir

26/06/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

JULHO

  • Onde estiver o teu tesouro…

16/07/2019, terça-feira, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • Muito se pedirá àquele que muito recebeu

19/07/2019, sexta-feira, 20h

Grupo Espírita Caminho, Verdade e Vida

Rua Montes Claros, 134, Alvorada, Contagem/MG

  • A definir

24/07/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • A definir

31/07/2019, quarta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Camilo Chaves

Rua Lindolfo de Azevedo, 947, Jardim América, Belo Horizonte/MG

AGOSTO

  • Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará

06/08/2019, terça-feira, 20h

Fraternidade Espírita Lázaro

Rua Urutu, 130, Fernão Dias, Belo Horizonte/MG

  • Os seis dias e a perda do paraíso

22/08/2019, quinta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisco de Assis

Rua Aiuruoca, 63, Novo Riacho, Contagem/MG

  • A definir

28/08/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • A definir

31/08/2019, sábado, 19h

Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Fabíola

Rua Dr. Assis Martins, 230, Frimisa, Santa Luzia/MG

SETEMBRO

  • Sede perfeitos

12/09/2019, quinta-feira, 19h30

Centro Espírita Oriente (Grupo Scheilla)

Rua Aquiles Lobo, 52, Floresta, Belo Horizonte/MG

  • Um só rebanho, um só pastor

21/09/2019, sábado, 9h30

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • A definir

25/09/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • O encontro de Bartimeu com Jesus

29/09/2019, domingo, 19h30

Fraternidade Espírita Irmão Garcez

Rua Walter Diegues Peres, 68, Ingá, Betim/MG

OUTUBRO

  • Os trabalhadores da última hora

10/10/2019, quinta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Augusto César Neto

Rua João Lírio dos Santos, 183, São João Batista, Belo Horizonte/MG

  • Libertação pelo amor

22/10/2019, terça-feira, 20h

Grupo Espírita Gotas de Luz

Rua Astolfo Dutra, 42, Esplanada, Belo Horizonte/MG

  • A definir

23/10/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Francisca de Paula de Jesus (Herdeiros de Jesus)

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • A definir

30/10/2019, quarta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Camilo Chaves

Rua Lindolfo de Azevedo, 947, Jardim América, Belo Horizonte/MG

NOVEMBRO

  • Jesus

11/11/2019, segunda-feira, 20h

Fraternidade Espiritual Cristã Obreiros da Vida Eterna

Rua João Evangelista, 260, Itatiaia, Belo Horizonte/MG

  • As colônias espirituais

20/11/2019, quarta-feira, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

DEZEMBRO

  • Parábola do fariseu e do publicano

03/12/2019, terça-feira, 20h

Fraternidade Espírita Lázaro

Rua Urutu, 130, Fernão Dias, Belo Horizonte/MG

  • A definir

18/12/2019, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Esperança

Rua Maria Luíza Novais, 73, Camelos, Santa Luzia/MG

Na sintonia do amor

Rubens Romanelli

Aproxima-se um novo ano, um novo tempo para retomarmos velhos projetos, velhos sonhos…

Neste momento tão propício às reflexões, surge um tesouro que nos fala de Amor.

Recebemos, na data de ontem (27), da querida amiga Liliane Romanelli, um soneto ditado por seu pai, o saudoso Professor Rubens Romanelli (1913-1978) ao médium Wagner Gomes da Paixão em 25 de outubro de 2004.

O médium havia encaminhado, em 27 de outubro daquele ano, o soneto para o Professor Cleber (Varandas) com a seguinte mensagem: “Para o Caro professor Cleber (acho que o Senhor irá apreciar)”.

Recentemente, segundo nos relatou Liliane Romanelli, a filha do Senhor Cleber encontrou a aludida mensagem nos “guardados” de seu pai e a lhe encaminhou.

Tendo a amiga Liliane compartilhado conosco o aludido texto, apressei-me em pedir sua autorização para publicá-lo aqui no Divulgando a Doutrina Espírita, no que ela, gentilmente, assentiu.

Trata-se, “Na sintonia do amor”, de um soneto de rara beleza: consolador ao nos revelar “agora o infinito”; revelador ao nos dar o testemunho da “vida plena”; sensível ao nos falar da “sintonia que se dá ao coração”.

As verdades reveladas pela Doutrina Espírita – a imortalidade da alma e a vida futura – saltam das linhas e entrelinhas…

Leiam e deixem-se penetrar por estas suaves vibrações.

José Márcio

 

NA SINTONIA DO AMOR

Enlevado, observo agora o Infinito

A se desdobrar viril, real, divino

E qual inexperiente e atônito menino

Sinto toda alma em louvor contrito…

Num forte clamor — quase um grito —

Agradeço de Jesus o excelso ensino

Com a própria consciência a pino

Afirmando-me vida plena no que fito.

Caminhei outrora estudioso, sofrido, entusiasta…

E desta condição, hoje me basta

A epopeia do magnânimo Amor.

Sinto Deus em Sua inestimável Criação

E pela sintonia a que se dá meu coração

Sei da Verdade que há na fé e na dor!

Rubens Romanelli (Soneto psicografado dia 25/10/2004 em reunião pública do Grupo da Benção, em Mário Campos, MG, pelo médium Wagner Gomes da Paixão).