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Paulo de Tarso

Se a primeira carta aos Coríntios é considerada “a carta rigorosa” (2:4), esta, a segunda, é caracterizada por palavras de alívio e contentamento pelo fato de a maioria dos Coríntios haver se arrependido da rebelião ao Evangelho pregado por Paulo (7:8-16).

O tom tão pessoal e autobiográfico desta epístola não deixa qualquer dúvida acerca de sua autoria. Paulo escreveu esta segunda carta aos Coríntios depois de haver deixado Éfeso – onde esteve por dois anos e meio (At 19:8,10) – , muito provavelmente em Filipos (cf. 11:9 e Fp 4:15) no início do ano 56 d.C..

Nesta segunda carta à comunidade cristã de Corinto, escrita no “calor da batalha” contra aqueles que atacavam a sua credibilidade, Paulo, além de demonstrar alegria em face da reação deles à primeira carta, se preocupa em defender o seu apostolado (capítulos 1 a 7), a exortar os Coríntios a socorrerem com os pobres de Jerusalém (capítulos 8 e 9) e a confrontar os falsos apóstolos (capítulos 10 a 13).

Esta epístola complementa o registro histórico do relacionamento de Paulo com a igreja de Corinto iniciado no livro de Atos e em 1Coríntios, além de trazer, como dito acima, importantes dados biográficos sobre Paulo.

Os principais personagens da segunda carta aos Coríntios são o próprio Paulo (1:1—13:14), Timóteo (1:1-19), Tito (2:13; 7:6—8:24; 12:18) e os falsos apóstolos que se faziam passar por cristãos (11:13-15).

Em 2Coríntios os atributos da divindade são: Deus é consolador (1:3; 7:6), é glorioso (4:6), é amoroso (9:7; 13:11), é misericordioso (1:3), é poderoso (6:7; 9:8: 13:4), é cumpridor de suas promessas (1:20; 6:18; 7:1), é reconciliador (5:18-19), é espírito (3:17) e é verdadeiro (1:20).

A segunda carta de Paulo aos Coríntios revela Jesus, O Cristo, como sendo aquele que consola os perseguidos (1:5; 12-9), que cumpre as promessas de Deus (1:20), que é o Senhor da Humanidade (4:5) e que reconcilia os cristãos com Deus (5:19).

O grande desafio de interpretação desta carta reside na destacada mudança de tom entre os capítulos 10 a 13 e os capítulos 1 a 9. Acerca desta questão, sustentam alguns estudiosos, que os capítulos 1 a 9 teriam sido endereçados à maioria arrependida (cf. 2:6), enquanto que os capítulos 10 a 13, à minoria ainda influenciada pelos falsos apóstolos.

2Coríntios pode ser dividida em cinco partes: a primeira, a saudação de Paulo (1:1-11); a segunda, o ministério de Paulo (1:12—7:16); a terceira, a coleta de Paulo (8:1—9:15); a quarta, o apostolado de Paulo (10:1—12:13); e, a quinta, a visita (terceira) de Paulo à comunidade de Corinto  (12:14—13:13).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a segunda carta de Paulo aos Coríntios, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 82, Setembro/2017, p. 6.

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Amigos e Amigas do Divulgando a Doutrina Espírita,

É com grande alegria que comunicamos o nascimento da AFE – RIO, a Associação de Física e Espiritismo do Município do Rio de Janeiro.

A nova associação tem por motivação:

I – O estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita;

II – Promover a pesquisa teórica e experimental sobre as relações entre a Ciência, com um viés para a Física e o Espiritismo;

III – Traduzir e publicar livros clássicos do Espiritismo;

IV – Fomentar a publicação, através de doações financeiras e/ou apoio intelectual, em editoras espíritas, de livros espíritas;

V – Favorecer a criação de grupos de pesquisa espírita;

VI – Participar, criar e incentivar congressos, seminários e encontros de pesquisadores espíritas.

Acesse aqui a apresentação das propostas da AFE – RIO:

Propostas da AFE – RIO

Baixe a ficha de inscrição:

Ficha de Associação AFE – RIO

Maiores informações pelo e-mail: aferj.espiritismo@gmail.com.

Desejamos aos companheiros da AFE – RIO muito sucesso!

José Márcio

A Editora Itapuã está lançando POSTO ESPERANÇA, o novo livro da parceria Marcelo Rios (Espírito) e Jairo Avellar (Médium).

Neste livro, Marcelo Rios nos apresenta o Posto Esperança, um núcleo de passagem, uma casa de refazimento mantida pela ordem de São Vicente de Paulo. O Posto Esperança é um posto de atendimento aos recém-desencarnados, que enquadrados nas leis dos méritos, fazem jus a um amparo mais direto e objetivo, visando dar-lhes suporte neste período difícil de transição.

No decorrer de suas páginas iremos acompanhar suas histórias, nos emocionar com os dramas de muitos recém-desencarnados, aprenderemos com a dedicação e a luta dos muitos trabalhadores que lá estão a amparar os desencarnados e os muitos encarnados que diariamente esperam por notícias e consolo.

Cada um constrói o seu próprio umbral, podemos tanto ser conduzidos ao Posto Esperança, como conduzidos ao posto da desesperança, tudo são escolhas, escolhas pessoais e intransferíveis, não é o umbral que te busca, te aprisiona, te retém impiedosamente, nós é que decidimos e construímos o nosso futuro.

Senti-me muito honrado, atendendo ao convite dos amigos Marcelo e Jairo, em escrever o prefácio desta obra magnífica e rica de ensinamentos.

Estávamos, todos nós, com saudades do nosso querido Marcelo.

Para maiores informações e aquisição acesse:

http://www.institutodesperance.com.br/loja/-p97444542.

Uma ótima leitura!

José Márcio

O Presidente do Conselho Espírita Municipal (CEM) da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte (AME-BH), convoca os Presidentes das Casas Espíritas de Belo Horizonte para reunião a ser realizada no dia 10 de dezembro, domingo, entre 9h e 11h30, no Centro Espírita Nova Luz, localizado na Rua Rubi, nº 575, Prado.

Na pauta assuntos de grande relevância para o Movimento Espírita de Belo Horizonte.

Presidentes das Casas Espíritas: participem!

Inscrições no site da AME-BH: http://www.amebh.com.br/encontro-do-cem/.

Jesus conosco!

José Márcio

Irmã Scheilla

E eis que Nicodemos encontra-se com Jesus. O doutor da lei, [que] havia esperado que as sombras da noite bordejassem a paisagem terrena, e muito bem disfarçado via-se agora frente a frente [com] o Meigo Nazareno.

Há muito já vinha esperando, ansiosamente, por este momento: já bem conhecia a Jesus de Nazaré, vinha seguindo-o à distância extasiado com o seu trabalho virtuoso junto à multidão, maravilhando-se com a sua doutrina.

Seu coração palpitava descompassado. Ansioso, encontrava-se em êxtase, pois admirava-o profundamente, [estava] encantado com os seus feitos e principalmente com os seus sublimes ensinamentos.

Entendia a grandiosidade daquele momento e tinha plena consciência de que não havia (…) tempo a perder; sabia tratar-se de uma raríssima oportunidade que precisava ser bem aproveitada.

E diante ao meigo rabi, foi logo dizendo: “Rabi, bem sei que és um Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer os sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo,3:2).

Ao que Jesus, atendendo às indagações que iam em sua alma, lhe disse: “Em verdade, em verdade te digo, que ninguém poderá ver o reino de Deus, se não nascer de novo” (Jo,3:3).

Assim, por longos instantes o diálogo prosseguiu e se aprofundou entre eles, de forma importante e decisiva para aquela alma sequiosa de esclarecimentos.

Os séculos passaram, os milênios se esgotaram, cabendo ao Pentateuco Espírita, sobre a solidez intocável de Allan Kardec, resgatar tal encontro, lançando luzes novas sobre tão pontual assunto, e definindo o espiral das vidas sucessivas, como a mais importante das ferramentas no ciclo do progresso humano, e qualificando a sua importância como instrumento de crescimento do Ser.

Desde os primórdios da evolução terrena, a reencarnação esteve bafejada pelo dual maior quantidade e menor qualidade, reencarnes mais numerosos, maiores facilidades, maiores oportunidades, e melhores acessos ao sistema reencarnatório. E assim foi mantendo-se nesse diapasão até meados do século XX, quando o eixo quantidade-qualidade começou a conviver com profundas mudança em sua performance.

Abre-se então o século XXI, onde as mudanças continuaram aceleradas com um encolhimento ainda maior das oportunidades, famílias diminutas, possibilidades de reencarnes menores, e a trajetória física possuindo uma longevidade maior.

Ao ultrapassarmos o terceiro quarto do século em curso, as oportunidades reencarnatórias se tornarão ainda mais escassas, mais rarefeitas, e, portanto, mais difíceis, desafios estes que se aprofundarão ainda mais por todo transcurso do milênio atual.

Alma querida, cuida responsavelmente de tua reencarnação, como a zelar pelo teu maior patrimônio, pelo maior dos tesouros que a misericórdia divina por ora lhe concede. Procura qualificá-la o mais que possas, dando a ela as cores majestosas do progresso, trabalhando com determinação em teu aprimoramento pessoal.

Aproveite a presente oportunidade com todas as forças de tua alma, e busca diariamente tomar consciência do teu papel como “Ser Espiritual”, como “Ser no mundo”, e labora em torno do amor pois, tão cedo não poderás precisar quando uma nova oportunidade de retorno às paragens terrenas, será novamente colocada a tua disposição.

Alma querida, ouçamos a Jesus, falando-nos ao coração, “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra” (Mt,5:5), esta é a solução do enigma revelado, e a base para o futuro. Assim, busca dia a dia dignificar a tua reencarnação, seja fraterno, aprimore-se, trabalhe e trabalhe, ame em profusão, e não te esqueças de que os tempos quantitativos já pertencem ao passado, hoje já vivemos a plenitude dos tempos modernos, onde a existência qualitativa deve ser a tônica existencial a ser seguida por todos!

Paz e alegrias!

Reencarnação: importante instrumento de crescimento do Ser, por Scheilla (Espírito); Médium: Jairo Avellar. 20 de novembro de 2017.

Richard Simonetti

“É inegável que dentre os alunos das diversas escolas religiosas que aceitam Jesus por mestre supremo, são os espíritas os que mais se aproximam dos ideais evangélicos de fraternidade, vividos pelas primitivas comunidades cristãs.

“Atestam com eloquência esta realidade suas obras de assistência social, as quais, proporcionalmente ao número de adeptos, se apresentam em esmagadora percentagem.

“Entretanto, a consciência do dever é tão frágil na criatura humana que, mesmo a família espírita, com todos os seus incontestáveis méritos, ainda não atingiu o pleno aproveitamento de suas possibilidades na semeadura do Bem.

“Sem a mínima cerimônia ou constrangimento, transferimos obrigações e tarefas, evitando considerar que semelhante atitude compromete nossa desejada condição de seareiros e causa sérios transtornos aos obreiros desencarnados, pois, em grande parte do trabalho que desenvolvem, incansavelmente, em favor dos homens, dependem de instrumentos humanos, seja no conforto aos enfermos, no socorro aos desequilibrados, na orientação aos desajustados…

“É pela mesma razão que vemos surgir, além daqueles que fazem um pouco, mas nunca o que podem e devem fazer, outros adeptos da Terceira Revelação distanciados da condição de verdadeiros espíritas, como, por exemplo, o “futuro servidor”. Eterno pedinte de favores espirituais, proclama-se perturbado e se queixa de distúrbios físicos; reclama dificuldades financeiras e atribuições domésticas. Promete que se seus problemas forem resolvidos será, mais tarde, um ativo colaboradora da Seara Espírita. Semelha-se ao doente que, tendo o remédio no bolso, julga a cura garantida, quando, em verdade, para isso é imperioso fazer uso do medicamento.

“Sendo o Espiritismo a prescrição de Jesus para os males que nos afligem, não podemos manter suas fórmulas aprisionadas na embalagem da teoria, o que nenhum proveito nos trará. E se o grande recurso de equilíbrio e paz indicado insistentemente por seus mensageiros é o esforço perseverante e disciplinado em benefício do próximo, tanto que a norma básica da doutrina proclama que ‘Fora da caridade não há salvação’ não podemos deixar para amanhã esse trabalho, se realmente almejamos uma situação melhor.

“Há outro tipo de ‘espírita’ – o ex-trabalhador – figura mais lamentável que o eterno candidato, porque, pior do que não pegar na charrua, é abandoná-la antes de completar o serviço. Este já colaborou em instituições espíritas, participou de atividades assistenciais e, não raro, foi médium. Quando se lhe pergunta o motivo, responde que perdeu o entusiasmo. Todavia, servir ao próximo não é questão de entusiasmo e sim de necessidade. Na Terra há leis humanas que somos obrigados a observar, ainda que não nos sintamos dispostos, caso contrário, a nossa conduta poderá comprometer o equilíbrio da sociedade em que vivemos e sofreremos as sanções da justiça.

“Com muito mais rigor, se desejamos viver em paz, devemos respeitar as leis universais perfeitas, instituídas por Deus. Uma delas é a Lei da Solidariedade, cujo parágrafo principal determina que ‘façamos ao nosso semelhante o bem que desejaríamos nos fosse feito’.

“Não é fácil o cumprimento da Lei da Solidariedade. Exige desprendimento dos bens terrenos e das situações transitórias; renúncia das horas de prazer e do comodismo. EXIGE SOBRETUDO A DERROTA DA INDIFERENÇA, QUE FAZ DO HOMEM UM MAU CIDADÃO DO UNIVERSO.”

ESPÍRITAS e “espíritas”, por Richard Simonetti, do livro Para viver uma grande mensagem, Ed. FEB, p. 51-53.

Da esquerda para a direita: Brasil Fernandes (AME-BH), Marcelo Gardini (UEM), Itamar Morato (Presidente AME-BH) e Henrique Kemper (Presidente UEM)

No dia 17 de novembro passado, reuniram-se, na sede histórica da União Espírita Mineira (UEM) as diretorias da federativa mineira e da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte (AME-BH).

Na pauta, a unificação das ações e do calendário das duas instituições para o ano de 2018.

Desta reunião ficou acertado que o calendário 2018 da AME-BH será unificado com o da UEM para as atividades de âmbito local (Belo Horizonte) e que as diretorias se reunirão, regularmente, a cada trimestre.

É o Movimento Espírita de Belo Horizonte e Minas Gerais trabalhando juntos pela unificação!

Jesus conosco!

José Márcio