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Archive for março \29\UTC 2017

Levi, O Publicano ou Mateus

Mateus, do hebraico Mattiyyah, significa dom de Deus, presente de Deus ou dádiva de Deus, era o outro nome de Levi, o Publicano (9:9) que deixou tudo para seguir Jesus (Lc 5:27-28). Ele foi um dos doze Apóstolos (10:3; Mc 3:19; Lc 6:15; At 1:13). Ele próprio se intitula o publicano (10:3). Somente no Evangelho que leva o seu nome ele é chamado publicano; em todos os demais é chamado de Levi.

Mateus escreveu o “seu” Evangelho para o público Judeu. “Seu” Evangelho faz mais de sessenta citações das profecias do Antigo Testamento que anunciavam o advento do Cristo para demonstrar que Jesus é o Cristo, o Messias, o Rei dos Reis. Para Mateus, Jesus é o cumprimento de todas as profecias. As abordagens principais de “seu” Evangelho, baseadas que estão no Antigo Testamento, são feitas com base nas expectativas messiânicas do Povo de Israel (2:17-18; 4:13-15; 13:35; 21:4-5; 27:9-10).

Outrossim, corroborando o entendimento acima, Mateus cita muito dos costumes judaicos da época de Jesus, sem, contudo, explicá-los, diferentemente dos outros evangelistas. Ele se refere a Jesus, constantemente, como sendo o Filho de Davi e se refere, ao nome de Deus com uma sensibilidade muito própria, como os Judeus faziam: ele se refere a reino dos Céus, ao passo que os demais evangelistas se valem da expressão reino de Deus. A expressão reino dos Céus aparece trinta e duas vezes em “seu” Evangelho.

Ademais, a genealogia de Jesus, logo no primeiro capítulo, busca demonstrar as credenciais do Cristo como o legítimo Rei de Israel; para Mateus, Jesus é o herdeiro da linhagem real de Davi. Ao longo de todo o livro Mateus demonstra, cabalmente, que o Cristo Jesus é o cumprimento das dezenas de profecias do Antigo Testamento.

O Evangelho segundo Mateus registra cinco grandes sermões: o sermão da montanha (capítulos 5 a 7), o comissionamento dos Apóstolos (capítulo 10), as parábolas sobre o Reino (capítulo 13), um sermão da semelhança do crente com uma criança (capítulo 18) e o sermão da segunda vinda (capítulos 24 e 25).

O conflito entre Jesus e os Fariseus é outro tema comum em “seu” Evangelho; também menciona os Saduceus mais que qualquer dos outros Evangelhos. Segundo Mateus, as doutrinas dos Fariseus e Saduceus é um fermento que deve ser evitado (16:11-12). Mateus também retrata, como nenhum dos outros Evangelhos, os veementes, duros e frontais ataques que são proferidos contra Jesus.

Alguns eventos somente são encontrados em “seu” Evangelho: o sonho de José (1:20-24); a visita dos magos (2:1-12); a fuga para o Egito (2:13-15); A matança de Herodes (2:16-18); o arrependimento de Judas (27:3-10; At 1:18-19); o sonho da mulher de Pilatos (27:19); outros aparecimentos do Cristo ressurreto (27:52); o suborno dos soldados (28:11-15); e, a grande comissão (18:19-20).

A principal doutrina de Mateus é de que Jesus é o Messias (2:17-18; 4:13-15; 13:35; 21:4-5; 27:9). Em “seu” Evangelho Mateus nos apresenta alguns dos atributos da divindade: Deus é acessível (6:6; 27:51); Deus é bom (5:45; 19:17); Deus é santo (13:41); Deus é magnânimo (23:37; 24:48-51); Deus é perfeito (5:48); Deus é poderoso (6:13; 10:28; 19:26; 22-29); Deus é providente (6:26,33-34; 10:9,29-30); Deus é incomparável (19:17); Deus é único (4:10; 19:17); e, Deus é sábio (6:8,18; 10:29-30; 24:36).

Enfim, para Mateus, Jesus é o Rei vitorioso que um dia virá nas nuvens do céu com poder e grande glória (24:30).

O Evangelho segundo Mateus possui vinte e oito capítulos e mil e oitenta e quatro versículos e é chamado de um dos Evangelhos sinóticos (do grego sýn + optico, ver junto ou ver em conjunto); os outros são os Evangelhos segundo Marcos e Lucas. Esses três Evangelhos relatam uma série de episódios em comum e na mesma sequência do ministério de Jesus. A estes três – sinóticos – acrescentemos o Evangelho segundo João.

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo Mateus, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 75, Fevereiro/2017, p. 6.

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A Sociedade de Estudos Espíritas Bezerra de Menezes (SEEBEM), de Sete Lagoas/MG, localizada à Rua Prof. Abeylard, 4619, Bairro Planalto, promove, no mês de abril próximo, interessante ciclo de palestras.

Vale a pena conferir!

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Participantes do Conselho Espírita Municipal de Belo Horizonte – 19/03/2017

Reuniu-se, na manhã de hoje, 19 de março, o Conselho Espírita Municipal de Belo Horizonte.

O encontro realizado na Escola Estadual Bernardo Monteiro, no bairro Calafate, reuniu dirigentes de 51 Casas Espíritas de Belo Horizonte e diversos trabalhadores e diretores da AME-BH.

Lá estivemos, na companhia dos valorosos seareiros do Cristo, Renildo Brier e Breno Cota, representando a Casa de Caridade Herdeiros de Jesus.

A Diretoria da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte (AME-BH), por meio do seu Presidente, Itamar Morato, apresentou as contas e os trabalhos desenvolvidos em 2016 e anunciou os planos e os projetos para 2017, em especial a realização, em 10 de junho, do I Congresso da AME-BH.

Quiosques de todos os Departamentos da AME-BH também permitiram o intercâmbio de boas práticas entre os presentes.

Foi um encontro de trabalho e congraçamento em que a união do Movimento Espírita de Belo Horizonte restou destacada.

Dentro em breve traremos, aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita, informações sobre o I Congresso da AME-BH.

Um fraterno abraço!

José Márcio

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Revista O Fóton, nº 3, Março/2017

É com enorme alegria que informamos aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita que já está circulando o exemplar do mês de Março/2017 (n.º 3) da Revista O Fóton.

O Fóton é uma revista eletrônica mensal publicada pela Associação de Física e Espiritismo do Rio de Janeiro (AFERJ).

Neste terceiro número, os seguintes artigos:

. A Questão da tradução na exegese espírita, por José Márcio de Almeida;

. Biografia de Joanna D’arc;

. O Papel da ciência na gênese, por Cíntia França e Jane Sodré;

. De Flammarion a André Luiz: das Vibrações ao Poder Moral Transformador, por Natália Amarinho;

. Nebulosa de Órion: um berçário de estrelas, planetas e vida, por Nelson Travnik;

. A Mente e os telômeros, por Elton Rodrigues.

A aludida publicação pode ser lida e/ou baixada no seguinte link:

https://drive.google.com/file/d/0B1ayLsc2YDBJU25DR3VoeG01NjQ/view.

Congratulamo-nos com a equipe editorial de O Fóton pela iniciativa e pioneirismo.

Uma ótima leitura!

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Trabalho coletivo

Olhamos à nossa volta e deparamos com um sem número de companheiros cansados e ofegantes, todos exaustos pela correria a que têm se submetido nas pistas extensas que marcam as provas de conquistas do mundo.

Exaustos, solitários, vivem a vida na ânsia das ultrapassagens, nas angústias das disputas desenfreadas, enfrentando outros muitos corredores afoitos, perturbados, loucos, e que sem perceberem fazem dos segundos tempos eternos de desperdício.

Assim vão dilapidando a auto resistência, reproduzindo escassez de valores, cansaço e exaustão, além das graves patologias construídas a mãos cheias.

Estes são os corredores que diariamente fazem o percurso do nada para lugar nenhum. Correm, correm, correm, disputam, disputam, disputam, lutam, lutam e lutam e obcecados pelo pódio, não percebem o regime inglório destes esforços, uma vez que os louros que querem alcançar e que desesperadamente buscam alcançar são feitos por papéis de ilusão, que se molham na chuva do tempo, e desfazem como as nuvens que desaparecem por encanto ao sabor dos ventos.

As pistas competitivas do status e do poder, são feitas de insensatez, vaidades e orgulho, onde os torcedores ilusórios tão somente aguardam por uma queda, uma infelicidade ou uma desistência para se irromperem em xingamentos e críticas ácidas, submetendo o corredor a humilhação pública em torno seu insucesso.

Tenhamos a consciência de que a vida jamais será uma corrida, uma disputa acirrada, ou um enfrentamento coletivo, ou mesmo uma coletânea de vivências egoísticas, cujos objetivos sejam tão somente o sucesso pessoal.

A vida não é uma corrida nem tão pouco uma disputa, mas tão somente uma caminhada de caráter comunitário, cujo grande objetivo será sempre a vitória coletiva. Nela não deverá haver disputas ou enfrentamentos, tão somente participação, parceria, colaboração, auxílio, ajuda, interação, soma de valores, multiplicação de esforços, divisão de responsabilidades e subtração de riscos.

Na caminhada da vida o pódio é coletivo, não existem vitoriosos solitários, ninguém atinge a linha de chegada de forma exitosa, sem que tenha trazido consigo os companheiros de marcha, e quantos mais companheiros atingirem a chegada juntos, maior terá sido o êxito da caminhada.

Trabalhemos em nós o sentido de coletividade, de ser coletivo, de essência coletiva, pois juntos somos todos mais fortes, mais capazes, e mais produtivos. Juntos, reunidos, unidos, abraçados, nós estaremos mais aptos a avançar vitoriosamente na bendita caminhada da vida.

Assim, Jesus nos convida, através de suas lições imorredouras contidas nas páginas sublimes do seu Evangelho, para a grande marcha coletiva, com vistas ao ingresso em uma nova era, cujo norte será ditado através do exercício incessante do trabalho amor.

Contudo torna-se importante lembrarmos, de que quanto mais comunitário for o trabalho e quanto mais coletivo for o amor, maiores serão as conquistas e mais alto será o pódio!

Paz e muitas alegrias!

Trabalho Coletivo, pelo Espírito Marcelo Rios (médium Jairo Avellar).

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 76 (Março/2017) do Jornal Correio Fraterno, o órgão de comunicação da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

Jornal Correio Fraterno CCHJ Março2017.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Nebulosa de Órion

Nebulosa de Órion

No fim do verão e no outono ao anoitecer, alto no céu, podemos admirar talvez a mais bela constelação: Órion, “o Caçador”. É uma das poucas constelações que permite associar o nome ao desenho que faz no céu. Várias civilizações a viram como “o Caçador Gigante”. Em nosso hemisfério “o gigante” apresenta-se de “cabeça para baixo”. No hemisfério norte ele está de pé. No contexto da evolução estelar, vemos nessa constelação estrelas jovens, adultas e idosas. Entre miríades delas vistas ao telescópio, despontam a vista desarmada, as quatro mais brilhantes: Betelgeuse, Rigel, Bellatrix e Saiph.  Localizar Órion é uma tarefa extremamente fácil e gratificante pois é no cinturão do ‘gigante’ que são vistas as famosas  e inconfundíveis, Três Marias: Mintaka, Almilan e Almitak. Contudo a maior atração está reservada para três pálidas estrelas que representam “A Espada do Caçador”. Para nós, ela é vista acima do cinturão. É uma região preferida dos astrônomos tanto visualmente como na obtenção de fotografias de extraordinária beleza. No momento em que você essas linhas, alguém no mundo a está fotografando tal como também alguém que está ouvindo uma música de W.A. Mozart. O ponto alto dessa região é a Grande Nebulosa de Órion, uma gigantesca região de gases e poeira com aproximadamente 30 anos-luz, formando o que se chama de nuvem molecular. É considerada um local secreto da natureza onde nascem estrelas continuadamente, um verdadeiro berçário, passível de gerar 1000 sóis igual ao nosso! Muitas delas irão possuir discos protoplanetários que irão gerar a formação de sistemas solares tal como o nosso.  A nebulosa de Órion é, pois um celeiro de vida! Ela se encontra a 1500 anos-luz da Terra e parece bem visível em razão de estar próxima a estrelas muito quentes onde o hidrogênio ionizado pela radiação ultravioleta provinda das estrelas, a faz brilhar por fluorescência. Algumas nebulosas são produto de estrelas massivas que explodem violentamente, as supernovas, capazes de em segundos emitir mais luz que uma galáxia inteira! Existe outra classe de nebulosas produto de estrelas que tendo ‘queimado’ todo seu hidrogênio e hélio no interior, são incapazes de manter o equilíbrio gravitacional e começam a expulsar suas camadas externas formando  colossais anéis de gases e poeira – as nebulosas planetárias. Esse material contém todos os elementos que no futuro irão contribuir para formação de novas estrelas.  A morte de estrelas como o nosso Sol, está confinada em uma primeira etapa a uma classe de estrelas conhecida como anã branca – com diâmetro similar ao terrestre, mas com densidade elevadíssima onde um centímetro cúbico pesa uma tonelada! Uma vez iniciada a queima do carbono, o processo continua sozinho na matéria densa e tencionada da estrela. Em poucos segundos a estrela se converte na maior parte em níquel e em outros elementos entre silício e ferro. A estrela colapsa e se transforma em uma anã negra, seu destino final.

O QUE APRENDEMOS EM ÓRION

No Universo, nas Estrelas, na Terra e no homem, as atividades cíclicas continuam incessantemente; puros agentes de uma contínua complexidade – a evolução. Em Órion vemos o cemitério e a maternidade. O nascimento e a morte intimamente ligados como a vida na Terra e do homem.

No Universo esses eventos se desenvolvem naturalmente, obedecendo um ciclo analógico e não como simples repetição. Assim também o espírito nunca é o mesmo depois de sucessivas etapas de aprimoramento – a reencarnação. Em Órion temos muito a aprender de onde viemos, o que somos e nosso destino final. Sabemos que somos feitos de poeira de estrelas e que a evolução nos conduz a seres que a partir da inteligência e do pensamento, nos provém de um espírito imortal submetidos a evolução espiritual para que, ao final, sejamos espíritos de luz aptos a merecer e ganhar o “paraíso” em mundo elevado onde reinam as maiores, sutis e eternas vibrações de felicidade. O destino final que o Criador reserva para todos os seres de incontáveis mundos habitados. Em Órion aprendemos que as estrelas nascem, vivem, morrem e fornecem ao final elementos para formação de outros luminares. Lembramos aí as palavras do Codificador: “Nascer, viver, morrer, renascer e progredir sempre, tal é a Lei”Um dos maiores laboratórios que conhecemos no Universo, a Nebulosa de Órion, demonstra claramente o porquê de tal frase que emoldura o túmulo do Mestre Lionês no Cemitério Père Lachaise em Paris.1

Nebulosa de Órion: um berçário de estrelas, planetas e vida, por Nelson Travnik. O autor é astrônomo e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

1 Nota do Editor: refere-se o autor à Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita. O grifo é nosso.

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