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Archive for setembro \01\UTC 2014

Ação e Reação

AÇÃO E REAÇÃO [*]

Descoberta pelo extraordinário físico Inglês do século XVII, Sir Isaac Newton, a lei de ação e reação que trata das interações entre os corpos materiais, também se constitui em importante lei moral que rege as relações entre os espíritos.

No plano das causas e dos efeitos em que estagia, o homem dispõe do livre- arbítrio ou livre vontade de ação do ser, através do qual toma resoluções em sua vida, acelerando ou retardando o seu progresso.

Neste contexto, a responsabilidade surge como leme orientador da liberdade de ação, ensejando ao navegante atento e vigilante, a oportunidade de conduzir o barco do seu destino de acordo com a correnteza das leis divinas, que governam o oceano da existência.

Cada ação praticada assemelha-se a um fio condutor que nos liga ao objeto da nossa atitude, exigindo uma reação contrária, a fim de retornar ao equilíbrio anterior, pois o universo, apesar do aparente caos, é pura harmonia em sua essência.

Um gesto, uma palavra ou mesmo um pensamento desarmônico pode durar apenas um segundo. todavia, é difícil quantificar o tempo necessário para que o serviço de reação restabeleça a harmonia perdida.

Por outro lado, um simples olhar de bondade propicia, ao seu autor, o retorno imediato do beneficiado, em forma de luminoso agradecimento, transmitido pelo fio condutor da fraternidade.

Nossas existências anteriores estão interligadas pelo ciclo incorruptível da ação e reação, transformando-nos em construtores do próprio destino, e a doutrina da reencarnação é chave para a compreensão desse encadeamento de causas e efeitos, que se estende de uma vida a outra.

Sob esta ótica, a reencarnação, ao invés de castigo ou punição divina, é oportunidade bendita de crescimento e elevação espiritual, na qual a criatura humana tem a possibilidade de harmonizar as ações do pretérito delituoso com a sublime reação do amor.

Nesta divina equação, cujo resultado é o progresso do ser, o Sublime Matemático do Universo nos legou o tempo como fator de balanceamento entre as incógnitas do ontem e as variáveis do hoje.

Assim, alma amiga, aproveita cada minuto disponível, e inicia agora a tua reação de renovação.

Ontem, traíste a lealdade do companheiro de jornada. Hoje, defronta-te novamente com ele, na pessoa do filho problema, a cobrar-te paciência e dedicação.

Ontem, desprezaste e conspurcaste o amor sincero da companheira, lançando-a nas garras do desespero e do suicídio. Hoje, a encontramos nos teus braços, como a filhinha doente, a te exigir renúncia e abnegação.

Ontem, doastes ao mendigo na sarjeta, um pouco do teu excedente. Hoje, quando o pão ameaça faltar à tua mesa, mãos anônimas acorrem generosas, mitigando-te a fome do corpo e da alma.

Ontem, num ato de coragem, colocaste em risco a própria vida, salvando a criança que se afogava. Hoje, a identificamos na figura do médico de plantão, que com desvelo e perícia, ressuscita-te os batimentos cardíacos, trazendo-te de volta à vida.

Em qualquer situação, segue o roteiro infalível prescrito por Paulo, o apóstolo dos gentios, quando afirmou que o amor cobre a multidão dos pecados, e utiliza com sabedoria os mecanismos da ação e reação para libertar-se do ciclo vicioso que te prende à retaguarda.

Se o ontem é cabedal de experiências acumuladas e o amanhã é esperança de realização, o presente é instante abençoado que nos permite harmonizar o passado e preparar a boa colheita para o futuro.

[*] Scheilla (Espírito). Mensagem psicografada pelo médium Emmanuel em Belo Horizonte/MG, em 10 de abril de 1993. Fonte: Jornal O Fraternista, n.º 60, maio/junho de 2014, do Grupo da Frtaernidae Espírita Irmã Scheilla, de Belo Horizonte/MG.

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APÓLOGO DE RABINDRANATH TAGORE [*]

Num belo apólogo conta Rabindranath Tagore que um lavrador, a caminho de casa, com a colheita do dia, notou que, em sentido contrário, vinha suntuosa carruagem, revestida de estrelas. Contemplando-a, fascinado, viu-a estacar, junto dele, e, semiestarrecido, reconheceu a presença do Senhor do Mundo, que saiu dela e estendeu-lhe a mão a pedir-lhe esmolas.

– O quê? – refletiu, espantado – o Senhor da Vida a rogar-me auxílio, a mim, que nunca passei de mísero escravo, na aspereza do solo?

Conquanto excitado e mudo, mergulhou a mão no alforje de trigo que trazia e enfrentou ao Divino Pedinte apenas um grão da preciosa carga.

O Senhor agradeceu e partiu.

Quando, porém, o pobre homem do campo tornou a si do próprio assombro, observou que doce claridade vinha do alforje poeirento. O grânulo de trigo, do qual fizera sua dádiva, tornara à sacola, transformado em pepita de ouro luminescente.

Deslumbrado, gritou:

– Louco que fui! Porque não dei tudo o que tenho ao Soberano da Vida?

Na atualidade da Terra, quando o materialismo compromete edificações veneráveis da fé, no caminho dos homens, sabemos que o Cristo pede cooperação para a sementeira do Evangelho Redivivo que a Doutrina Espírita veicula.

– Ah! Senhor! . Compreendo a significação de teus apelos e a grandeza de tua magnificência, mas perdoa ao pequenino servo que sou, se nada mais tenho de mim para te dar!

[*] Enviado por e-mail por Nacip Gômez, de Lagoa Santa/MG.

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O Doador

O DOADOR [*]

O gesto de doar é um dos mais lindos aos olhos de Deus.

O doador é alguém que esquece de si mesmo para pensar no outro.

Certa vez, um senhor que estava voltando do laboratório onde costumava doar sangue, foi chamado ao telefone, no seu escritório.

Era a esposa a lhe informar do acidente ocorrido com o filho, que já estava fora de perigo graças à transfusão de sangue, certamente de um doador anônimo.

Naquele momento, o homem se comoveu ao pensar nas outras vidas que o seu sangue já poderia estar salvando.

Esse caso é muito interessante, porque nos demonstra que o bem que promovemos sempre retorna para nós mesmos.

Mas, juntamente com as transfusões sanguíneas, os transplantes de órgãos constituem um dos avanços mais significativos da medicina.

Devido ao progresso tecnológico, hoje em dia, já é possível o transplante de córnea, ossos, pele, cartilagens, vasos e até mesmo de rins, fígado e coração.

Algumas pessoas se mostram preocupadas com a situação do doador após a morte.

Temos aprendido que o Espírito sobrevive à morte e mantém sua aparência, sua psicologia, sua individualidade.

Isto faculta alguns questionamentos:

O Espírito sentirá dores na retirada de órgãos para a doação?

O seu corpo espiritual, o perispírito, ficará mutilado?

Normalmente o ato cirúrgico não implica em dor para o Espírito desencarnado.

A agonia da morte impõe uma espécie de anestesia geral ao doente, com reflexos no Espírito, que tende a dormir nos momentos cruciais da grande transição.

Além disso, o perispírito não sofre mutilação alguma com a doação de órgãos.

Quem deseje doar córneas, por exemplo, não receie ficar cego no mundo espiritual, pois isso não acontece.

O único cuidado que se deve tomar na questão do transplante, é o de não acelerar a morte clínica dos acidentados no ensejo de salvar outras vidas.

Os Espíritos nos ensinam que cada segundo de vida no corpo físico é um instante precioso para o Espírito encarnado.

Pense um pouco nas vidas que você poderia ajudar a salvar, ao doar sangue regularmente, ou ao permitir que, após a sua morte, partes do seu corpo venham a ser úteis para outras pessoas.

* * *

Já nos dizia Francisco de Assis, em sua oração:

Senhor, ajuda-me a perdoar mais do que ser perdoado;

Compreender que ser compreendido;

Amar que ser amado.

Porque é dando que se recebe;

É perdoando que se é perdoado;

É amando que se é amado;

E é morrendo que se nasce para a vida eterna.

Pense nisso, mas pense agora.

[*] Equipe de Redação do Momento Espírita.

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O Mito da Alma Gêmea

O MITO DA ALMA GÊMEA [*]

Aristófanes, poeta cômico grego, contemporâneo de Sócrates, afirmou que no começo os homens eram duplos, com duas cabeças, quatro braços e quatro pernas.

Esses seres mitológicos eram chamados de andróginos.

Os andróginos podiam ter o mesmo sexo nas duas metades, ou ser homem numa metade e mulher na outra.

Bem, isso tudo Aristófanes criou para explicar a origem e a importância do amor.

O mito fala que os andróginos eram muito poderosos e queriam conquistar o Olimpo dos deuses, e para isso construíram uma gigantesca torre.

Os deuses, com o intuito de preservar seu poder, decidiram punir aquelas criaturas orgulhosas dividindo-as em duas, criando, assim, os homens e as mulheres.

Segundo o mito, é por isso que homens e mulheres vagueiam infelizes, desde então, em busca de sua metade perdida.

Tentam muitas metades, sem encontrar jamais a certa.

A parte do mito sobre a origem da humanidade perdeu-se ao longo das eras, mas a ideia de que o homem é um ser incompleto, em sua essência, perdura até hoje.

Talvez seja em função disso que o ser humano busca, incessantemente, por sua alma gêmea para preencher sua carência afetiva.

Embora o romantismo tenha sustentado esse mito por milênios, e muitos de nós desejemos que exista nossa metade eterna, é preciso refletir sobre isto à luz da razão.

Se fôssemos seres incompletos, perderíamos nossa individualidade.

Seríamos um espírito pela metade, e não poderíamos progredir, conquistar virtudes, ser feliz, a menos que nossa outra metade se juntasse a nós.

É certo que vamos encontrar muitas pessoas na face da terra com as quais temos muitas coisas em comum, mas são seres inteiros, e não pela metade.

O que ocorre é que, quando convivemos com uma pessoa com a qual temos afinidades, desejamos retê-la para sempre ao nosso lado.

Até aí não haveria nenhum inconveniente, mas acontece que geralmente desejamos nos fundir numa só criatura, como os andróginos do mito.

E nessa tentativa de fusão é que surge a confusão, pois nenhuma das metades quer abrir mão da sua forma de ser.

Geralmente tentamos moldar o outro ao nosso gosto, violentando-lhe a individualidade.

O respeito ao outro, a aceitação da pessoa do jeito que ela é, sem dúvida é a garantia de um bom relacionamento.

Assim, a relação entre dois inteiros é bem melhor do que entre duas metades.

As diferenças é que dão a tônica dos relacionamentos saudáveis, pois se pensássemos de maneira idêntica à do nosso par, em todos os aspectos, não teríamos uma vida a dois.

Pessoas com ideias diferentes têm grande chance de crescimento mútuo, sem que uma queira que o outro se modifique para que se transformem num só.

Assim, vale pensar que embora o romantismo esteja presente em novelas, filmes, peças teatrais, indicando que a felicidade só é possível quando duas metades se fundem, essa não é a realidade.

Todos somos espíritos inteiros, a caminho do aperfeiçoamento integral.

Não seria justo que nossos esforços por conquistar virtudes fosse em vão, por depender de outra criatura que não sabemos nem se tem interesse em se aperfeiçoar.

Por todas essas razões, acredite que você não precisa de outra metade para ser feliz.

Lute para construir na própria alma um recanto de paz, de alegria, de harmonia e segurança, como espírito inteiro que é.

Só assim você terá mais para oferecer a quem quer que encontre pelo caminho, com sua individualidade preservada e com o devido respeito à individualidade do outro.

Pense nisso!

[*] Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. II, do livro A Filosofia e a Felicidade, de Philippe Van Den Bosch, ed. Martins fontes.

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Oração Para Acalmar

ORAÇÃO PARA ACALMAR [*]

Senhor, acalma meu passo.
Desacelera as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Diminui meu ritmo apressado com a visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia-a-dia,
dá-me a tranqüilidade das montanhas.
Retira a tensão dos meus músculos e nervos com a música suave
dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.

Ajuda-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono.
Ajuda-me a me preparar bem para o repouso de todas as noites,
lembrando-me sempre que enquanto dorme meu corpo, eu, espírito,
adentrarei o verdadeiro mundo e irei aos lugares que a minha mente
elegeu como meu tesouro.

Ensina-me a arte de tirar pequenas férias:
reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo,
afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.
Ensina-me a ter olhos de ver a beleza do céu azul, um raio de sol,
a chuva da tarde, o cair da noite,
com seu manto aveludado bordado de estrelas.

Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa perceber
no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias,
cansaços ou desalentos, a tua presença constante no meu coração.
Acalma meu passo, Senhor, para que eu possa entoar
o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo
e calar-me para escutar a tua voz.
Acalma meu passo, Senhor, e inspira-me a enterrar minhas raízes
no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer
até às estrelas do meu destino maior.

Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste,
pelo meu trabalho e, sobretudo, pela tua presença em minha vida.
Tudo isto te peço, Senhor, pois se estás comigo,
em nenhum lugar me sentirei triste, porque, apesar da tragédia diária,
tu enches de alegria o universo.
Se estás comigo, não tenho medo de nada, nem de ninguém,
porque nada posso perder e todas as forças do cosmos são impotentes
para tirar-me o que me pertence, na qualidade de filho de Deus: o teu amor.

Se estás comigo, tudo executarei em teu nome.
Enfim, em nenhum lugar me sentirei estranho, deslocado,
porque estás em todas as regiões, na mais suave de todas as paisagens,
no limite indeciso de todos os horizontes…
Também as bênçãos de Deus se espelham sobre todas as criaturas, porém, para que as possamos sentir, dulcificando-nos as vidas,
é preciso que nos unamos, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.
E esta sintonia se chama ORAÇÃO!…

[*] Autor desconhecido.

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