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Archive for fevereiro \28\UTC 2018

Afinal, o que é a vida?

O longo caminho evolutivo do ser pensante

Em que pese nossos atuais avanços científicos, a vida é um processo que continua sem uma definição precisa como demonstrou claramente o grande físico austríaco e Prêmio Nobel, Erwin Schröndinger em seu livro “O que é a Vida”, publicado em 1944, em plena Segunda Guerra Mundial. O homem através da astrobiologia, procura sinais de vida em alguns astros do sistema solar como no planeta Marte, em Europa satélite de Júpiter e em Titã e Enceladus, satélites de Saturno. No futuro não muito distante, num projeto muito ambicioso, ele quer ir além observando os exoplanetas que estão na faixa habitável. É imperioso saber, que o conceito de vida envolve estruturas elementares, caso das bactérias e, ou, em geral, estruturas extremófilas. Extremófilos são organismos que sobrevivem ou até mesmo demandam condições tão extremas para sobreviver que inviabilizariam a presença de formas de vida conhecidas. Eles sobrevivem em ambientes como geysers, fontes de água quente, em vapor d’água e até em lugares impensáveis com elevada radioatividade, em aparente contradição com ambientes considerados amenos para o desenvolvimento da vida. Considerando, pois, os aspectos acima delineados, chegamos a conclusão lógica e racional, que o fator vida é abundante no universo. Assim sendo, por analogia, o longo caminho evolutivo para um ser pensante, é pura questão de tempo.

Um celeiro de vida

A astronomia nos mostra que a explosão de uma estrela supernova, derrama no espaço os elementos que vão formar novas estrelas e planetas. Elas disseminam pelo espaço cósmico, os elementos químicos leves e pesados como o silício, carbono, ferro e níquel entre outros. O universo é, pois, um celeiro de vida. Descortinando a pluralidade dos mundos habitados proposta inicialmente pelos antigos gregos e mais tarde por Giordano Bruno (1550-1600) e Camille Flammarion (1842-1925), o homem do século espacial volta-se sobre si mesmo, observando que seu planeta, sua existência e suas conquistas, nada representam na história do universo. Perante ela, somos como um grão de poeira no deserto e mesmo assim é possível que esteja superdimensionado. A descoberta dos exoplanetas em número cada vez maior, conduziu a uma “assustadora” previsão de que pode haver no universo mais planetas do que estrelas! Não sem razão o homem constrói radiotelescópios cada vez mais potentes no afã de enviar e receber mensagens na expectativa de, num futuro que eles acreditam não muito distante, receber a tão almejada resposta: também estamos aqui! Da ficção para a realidade, será certamente o maior acontecimento do milênio!

Ciência x espiritualidade

Essa nova visão do cosmo graças as pesquisas nas áreas da astronomia e ciência espacial, transformou a maneira de pensar do homem moderno, possibilitando assumir uma postura mais honesta e humilde. Afinal, o que somos perante tudo isso? No contexto final, podemos dizer que somos feitos de poeira de estrelas e que a astronomia expandiu nossos horizontes, permitindo responder as três perguntas que mais aguçam o espírito humano: de onde vim, o que sou, onde estou e para onde vou. Partindo para outro patamar, as descobertas da física quântica aliadas as filosofias orientais como o budismo, o hinduísmo e outras surgidas posteriormente das quais pontifica a doutrina espírita, proporcionam pistas de que a morte, a extinção do corpo material, não corresponde exatamente ao término da existência de um ser pensante e sua finalidade se relacionaria também a uma evolução espiritual. Foi a conclusão que, entre outros, chegou ao co-descobridor da Teoria da Evolução das Espécies, Alfred Russel Wallace (1823-1913). Isto se enquadra na crença de que existe um Arquiteto do Universo e que suas leis tanto físicas como espirituais são perfeitas.  Assim vemos que a ciência nos aproxima da natureza e nos transporta a uma percepção do cosmo que pode ser também espiritual. Albert Einstein (1879-1955) justificava sua devoção à ciência como “sentimento religioso cósmico”, dizendo que a religião sem ciência é coxa e que sem ciência a religião é cega. Infelizmente a união dessas correntes esbarra nos interesses e ambições do ser humano.

Por Nelson Travnik. O autor é espírita, astrônomo, diretor do Observatório Astronômico de Piracicaba e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

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A carta de Paulo aos Filipenses

Filipos era uma cidade grega localizada na província romana da Macedônia. Lá Paulo fundou uma comunidade cristã extremamente fiel aos princípios do Evangelho. Filipos, a “cidade de Filipe”, originalmente era conhecida como Krenides, “As Pequenas Fontes”, em decorrência do grande número de fontes em seus arredores.

Filipos foi a primeira comunidade cristã fundada por Paulo no continente europeu, quando de sua segunda viagem missionária (At 16:12-40).

Ao que parece, Paulo visitou a comunidade cristã de Filipos em duas oportunidades, quando de sua terceira viagem missionária (2Co 8:1-5; At 20:6).

Não há qualquer dúvida quanto à autoria desta Epístola e o testemunho da igreja primitiva é unânime nesse sentido. Paulo a escreveu quando de sua prisão em Roma (1:13; 4:22) e já perto do fim do período de dois em que esteve cativo (2:23-24), por volta de 61 d.C.. Juntamente com Efésios, Colossenses e Filemom, a carta aos Efésios formam as denominadas “Epístolas da Prisão”.

Vários foram os objetivos de Paulo ao escrever essa carta: agradecer a oferta dos Filipenses à comunidade de Jerusalém (4:10-18; 2Co 8:1-4), queria informar-lhes à respeito de sua situação em Roma (1:12-26), esclarecer o motivo pelo qual chamou de volta Epafrodito (2:25-26), para exortá-los à unidade (2:1-2; 4:2) e para adverti-los contra os falsos mestres (3:1—4:1).

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—4:23), Timóteo (1:1—2:23), Epafrodito, um obreiro fiel de Filipos, enviado por Paulo com recursos para auxílio (2:25-30; 4:18), Evódia, obreira fiel repreendida por Paulo por seu relacionamento conflituoso com Síntique (4:2-3) e Síntique (4:2-3).

Filipos contém pouco material histórico e não traz qualquer citação do Antigo Testamento. É uma carta eminentemente prática, com quase nenhuma instrução “teológica”. As principais doutrinas contidas nessa carta são a humildade de Cristo (2:5-8), a submissão a Cristo (1:21; 3:7-14) e a provisão de Cristo para os cristãos (4:13-19). O tema principal de Paulo é o de buscar ser semelhante ao Cristo (3:12-14).

Em Filipos Deus é glorioso (2:11), misericordioso (2:27) e providente (1:12).

Também nesta carta Paulo descreve o seu íntimo relacionamento com o Cristo: “o viver é Cristo e o morrer é lucro” (1:21). A abnegação de Paulo não conduz a sentimentos de perda, mas à alegria e paz em Jesus (4:4-7).

A Carta aos Filipenses pode ser dividida em oito partes: a primeira, a saudação de Paulo (1:1-11); a segunda, o relato da situação de Paulo (1:12-26); a terceira, as exortações de Paulo (1:27—2:18); a quarta, a menção aos companheiros de Paulo, Timóteo e Epafrodito (2:19-30); a quinta, as advertências de Paulo aos Filipenses (3:1—4:1); sexta, a admoestação de Paulo (4:2-9); a sétima, a gratidão de Paulo (4:10-20); e, oitava, a despedida de Paulo (4:21-23).

Paulo se vale da palavra “alegria” e suas variações inúmeras vezes nesta carta (1:4,18,25; 2-2; 3:1; 4:1,4) o que culmina com o mandamento duplo: “Alegrem-se no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se!” (4:4).

Por José Márcio de Almeida.

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Palestras Março 2018

  • [SEMINÁRIO] 10. Causa e efeito

04/03/2018, domingo, 8h

Centro Espírita Campos Vergal

Rua Allan Kardec, 60, Colônia Santa Isabel, Betim/MG

  • 11. Parábola do mordomo infiel

14/03/2018, quarta-feira, 20h

Grupo Espírita Esperança

Rua Maria Luiza Novais, 73, Camelos, Santa Luzia/MG

  • 12. Não julgueis, para não serdes julgados

16/03/2018, sexta-feira, 20h

Centro Espírita Oriente

Rua Aquiles Lobo, 52, Floresta, Belo Horizonte/MG

  • 13. Homicídios espirituais

17/03/2018, sábado, 18h30

Casa de Caridade Herdeiros de Jesus

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

  • 14. Mediunidade com Jesus

21/03/2018, quarta, 20h

Fraternidade Espírita Irmão Glacus

Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG

  • 15. O sermão do cenáculo

24/03/2018, sábado, 19h30

Grupo Espírita Zenóbio de Miranda

Rua João Blazuti, 222, Estação, Carandaí/MG

  • 16. Fidelidade a Jesus

29/03/2018, quinta-feira, 20h

Casa de Caridade Herdeiros de Jesus

Rua Sete Lagoas, 274, Bonfim, Belo Horizonte/MG

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Documentário “Por Eles”

Assistimos, a convite da amiga Shirley Fraguas, diretora e produtora, o documentário “Por Eles”.

O documentário traz depoimentos de pessoas que aderiram ao estilo de vida vegano.

Segundo a The Vegan Society, “O veganismo é uma forma de viver que busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais, seja para alimentação, para o vestuário ou para qualquer outra finalidade”.

Recomendamos aos leitores e leitoras do Divulgando a Doutrina Espírita o aludido documentário, que pode ser acessado pelo link seguinte:

https://www.youtube.com/watch?v=7biO0fLQOwU

Aproveitamos o ensejo para anotar algumas reflexões trazidas pela Doutrina Espírita.

Revelaram-nos, os instrutores espirituais, que a conquista da inteligência é apenas o primeiro passo que o Espírito vai dar em sua estada no reino hominal. Ele deverá agora se iniciar na valorosa luta para conquistar os valores superiores da alma: a responsabilidade, a sensibilidade, a sublimação das emoções, enfim, todos os condicionamentos que permitirão ao Espírito alçar-se à comunidade dos Seres Angélicos.

Ensinam-nos os Espíritos, em síntese, que, no reino mineral, o princípio espiritual refletiria a sua presença nas manifestações das forças de atração e coesão com que as moléculas se ajuntam em característicos sistemas cristalográficos. No reino vegetal, mostraria maiores aquisições pelo fenômeno de sensibilidade celular.

Com o ingresso “energia pensante”, no reino animal. O princípio inteligente vai desdobrar-se entre os espongiários, os celenterados, os equinodermos e crustáceos, anfíbios, répteis, os peixes e as aves, até chegar aos mamíferos. Neste imenso percurso, o elemento espiritual estará enriquecendo a sua estrutura energética, aprimorando o seu psiquismo rudimentar e assimilando os valores múltiplos da organização, da reprodução, da memória, da autopreservação, enfim, dos diversos instintos, preparando-se para a sublime conquista da razão. Afirma-se que a conquista maior do princípio inteligente em sua passagem pelos animais é o instinto.

Denominam-se por instinto as formas de comportamento dos organismos que não são adquiridas durante a vida, mas herdadas. São impulsos naturais involuntários pelos quais os seres executam certos atos de forma mecânica, sem conhecer o fim ou o porquê desses atos (como o gato enterrar suas fezes e urina, ou certos pássaros fazerem seus ninhos de certa forma). No entanto, em muitos animais, especialmente nos animais superiores (macaco, cão, gato, cavalo, burro e o elefante), já se identifica uma inteligência rudimentar. Além dos atos instintivos, observam-se, às vezes, atitudes que demandam certo grau de perspicácia e lucidez.

Seria uma forma primitiva de inteligência relacionada apenas a coisas que importam à autopreservação do animal. André Luiz diz que nos animais superiores observa-se um pensamento descontínuo e fragmentário, a partir do qual vai desenvolver-se o pensamento contínuo do reino hominal.

Avançando ainda mais, já no reino hominal, todo esse cabedal de experiências adquirido pelo princípio inteligente estaria ampliado pelos novos lastros da conscientização, a carregar consigo, raciocínio, afetividade, responsabilidade e outras tantas condições que caracterizam esta fase.

Por fim, nas palavras de Emmanuel, em O Consolador: “O mineral é atração. O vegetal é sensação. O animal é instinto. O homem é razão. O anjo é divindade. Busquemos reconhecer a infinidade de laços que nos unem nos valores gradativos da evolução e ergamos em nosso íntimo o santuário eterno da fraternidade universal.”

Apressemo-nos a aprender a respeitar os nossos irmãos que estagiam nos reinos inferiores da criação, lembrando-nos que nós, os que já alcançaram a idade da razão, o reino hominal, estamos revestidos de grande responsabilidade, qual seja, a de estender mãos àqueles que estão à nossa retaguarda!

Ademais da questão espiritual, em 2014, a Organização das Nações Unidas (ONU) recomendou mudança global para dieta sem carne e sem laticínios. Ainda segundo a ONU, um consumo reduzido de produtos de origem animal pode salvar o planeta dos piores impactos das mudanças climáticas, como o efeito estufa e a falta de água no planeta.

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A Fundação Cultural Chico Xavier, de Pedro Leopoldo/MG, estará realizando, entre os dias 02 a 08 de abril de 2018, o II Festival de Luz Chico Xavier, cujo tema central é Diversidade e Inclusão.

Toda a programação e demais informações podem ser obtidas no site do festival:

http://www.fundacaocultchicoxavier.com.br/.

Assista ao vídeo de divulgação:

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A carta de Paulo aos Efésios

Éfeso, localizada na foz do rio Caister, do lado leste do mar Egeu, era a capital da província romana na Ásia (Ásia Menor, atual Turquia). Era àquele tempo um importante centro político, educacional e comercial equiparada, inclusive, a Alexandria, no Egito, e Antióquia da Pisídia, na Ásia Menor meridional.

Éfeso, que abrigava um importante templo dedicado a Ártemis ou Diana – uma das sete maravilhas do mundo antigo – estava infestava de “mitos e genealogias intermináveis” (1:4) e de certas ideias ascéticas e em desacordo com a Escritura.

Esta carta foi enviada aos Cristãos em Éfeso, mas circulou e foi lida por todas as comunidades Cristãs da Ásia Menor e foi escrita por Paulo (1:1; 3:1) quando este estava preso em Roma (At 28:16-31) – a exemplo de Filipenses, Colossenses e Filemom –, provavelmente entre os anos 60-62 d.C..

É provável que o Evangelho tenha sido primeiramente levado a Éfeso por Priscila e Áquila (At 18:26), que foram deixados lá por Paulo durante a sua segunda viagem missionária (At 18:18-19). Paulo lá esteve por cerca de três anos; após, por Timóteo – por cerca de um ano e meio.

Os principais personagens desta carta são o próprio Paulo (1:1—6:24) e Tíquico (6:21:22).

Os três primeiros capítulos são teológicos, enfatizando a doutrina do Novo Testamento, enquanto que os três últimos são essencialmente práticos e tratam do comportamento do Cristão. Esta é, antes de tudo, uma carta de encorajamento e admoestação para que a comunidade vivesse de maneira digna e coerente com os ensinamentos de Jesus. Paulo explica a relação singular entre Jesus e a Comunidade Cristã (igreja) como sendo o seu corpo – Cristo é a cabeça da Comunidade (igreja) que une os Cristãos e fortalece o corpo (4:15-16) – e focaliza o Cristão “em Cristo” (1:1,3-7,11-13; 2:5-6,10,13-21; 3:6,12). Jesus, O Cristo, possui autoridade e soberania para conceder “dons espirituais” (4:7-8).

Um tema-chave é o “novo homem” (2:15; 4:24), ou seja, a nova humanidade criada em Cristo. Aqui, Paulo exorta a Comunidade Cristã de Éfeso – e de toda a Ásia Menor – a revestir-se de sua nova natureza humana. Todos os que creem em Jesus Cristo são iguais perante Deus.

Nesta carta Deus é acessível (2:13,18; 3:12); Deus é glorioso (1:12; 3:16); Deus é generoso (2:7); Deus é amoroso (2:4-5); Deus é misericordioso (2:4); Deus é poderoso (1:19; 3:7,20; 6:10); Deus é cumpridor de suas promessas (1:13; 2:12; 3:6); Deus é reconciliador (2:14,17); Deus é único (4:6); e, Deus é sábio (1:8; 3:10).

Esta carta pode ser dividida em dez partes: a primeira, a saudação inicial (1:1-2); a segunda, o propósito de Deus para a Comunidade Cristã (1:3—3:13); a terceira, a plenitude de Deus (3:14-21); a quarta, o plano de Deus para a Comunidade Cristã (4:1-6); a quinta, o filho de Deus – Jesus – concede dons à Comunidade Cristã e a edifica (4:7-16); a sexta, os princípios divinos para a Comunidade Cristã (4:17-32); a sétima, os padrões divinos para a Comunidade Cristã (5:1-21; 5:22—6:9); a oitava, as provisões divinas (6:10-17); a nona, a importação da oração na Comunidade Cristã (6:18-20); e, a décima, a benção final (6:21-24).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: a carta de Paulo aos Efésios, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 84, novembro/2017, p. 6.

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Egaleco

Kial oni vidas tiom da diferencoj inter la homoj? Dio, kiel justa kreanto, ne povus krei malsamajn filojn. Sed oni vidas homojn, kiuj naskiĝis meze de riĉeco, komforto, ĉiam respektataj kaj amataj, dum aliaj naskiĝis en malriĉeco, sen amo, sen eblo akiri instruadon, ĉu pro manko da mono, ĉu pro manko da inteligenteco, dum aliaj heredas riĉaĵojn kaj krom tio rapide kapablas lerni sciencojn, literaturon, muzikon, filozofion… Ĉu Dio amas kelkajn pli ol aliajn? Kial tiom da diferencoj inter filoj de la sama Patro?

Ĉiuj religioj firme asertas, ke Dio estas justa, sed ne ĉiuj klarigas kial ekzistas tiom da diferencoj inter la homoj. La plej evidentaj malegalecoj ekzistas inter la rajtoj de viro kaj virino kaj inter la rasoj. Felice, tiuj diferencoj – post longaj kaj akraj bataloj – malgrandiĝadis. Modernaj leĝoj, precipe en okcidentaj landoj, mildigadis, kvankam malrapide, la suferon de virinoj kaj de homoj ne blankaj, venigante iom da egaleco. La progresado de la Homaro iom post iom produktas leĝojn pli konformaj al la egaleco, al la justeco.

Sed, ekestas grava demando: Ĉu la homoj, pere de la kreado de siaj novaj leĝoj, ebligas al Dio fariĝi pli justa? Ĉu la homoj kapablas perfektigi la leĝojn de Dio? Ne, certe ne. Sed pluraj religioj ne kapablas ekspliki tiun demandon. Nur religioj kiuj akceptas la evoluadon de la spiritoj pere de sinsekvaj reenkarniĝoj  povas ĝuste klarigi la aferon. Laŭ ties klarigoj, animo ne havas sekson kaj ĝi povas enkarniĝi kiel viro aŭ virino. La animo ne havas koloron. Ĝi povas enkarniĝi en tiu aŭ alia raso laŭlonge de sia evoluado. Verdire, la nuraj religioj montrantaj la perfektan justecon de Dio rilate al la egaleco inter ĉiuj estuloj, estas tiuj kies principoj baziĝas sur la evoluado de la animo. Ĉiuj animoj estas kreitaj absolute egalaj, kaj evoluadas tra la pluraj regnoj de la vivo, en pluraj specioj, uzante karnajn korpojn dum jarmiloj post jarmiloj. Tra tiuj sinsekvaj jarmiloj ĝi atingas la homan kondiĉon. Tiam ĝi enkarniĝas plurfoje, kiel viro aŭ virino, en tiu aŭ alia raso, laŭ la leĝo de respondeco kaj rajto. Do, haŭkoloro kaj sekso apartenas nur al materia vivo. Absoluta egaleco estas leĝo de Dio, kiun iom post iom la homoj malkovras.

José Passini (jose.passini@gmail.com)

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