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Archive for novembro \29\UTC 2015

Apocalipse

E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio. E vi uma das suas cabeças como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou após a besta. E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela? E foi-lhe dada uma boca, para proferir grandes coisas e blasfêmias; e deu-se-lhe poder para agir por quarenta e dois meses. E abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação. E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a paciência e a fé dos santos. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.[1]

Apocalipse, do grego apokálypsis, significa revelação.

A palavra é formada por apo, que significa tirado de, e kalumna, que significa véu. Um apocalipse é, portanto, uma revelação divina e não o fim do mundo, como é, comumente, entendida e utilizada.

O Livro do Apocalipse foi escrito pelo apóstolo João, O Discípulo Amado, quando estava exilado na ilha de Patmos. É o que confirma Emmanuel:[2]

O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível.

Recomenda-lhe o Senhor que entregue os seus conhecimentos ao planeta como advertência a todas as nações e a todos os povos da Terra, e o velho Apóstolo de Patmos transmite aos seus discípulos as advertências extraordinárias do Apocalipse.

Todos os fatos posteriores à existência de João estão ali previstos. (…).

No Livro do Apocalipse João faz expressa menção a uma figura que, ao longo dos tempos, vem despertando a curiosidade e alimentando várias crenças e teorias, todas elas equivocadas: a Besta do Apocalipse.[3]

A identificação da besta apocalíptica[4] reveste-se de um caráter, ao mesmo tempo teológico, quanto didático-filosófico.

Emmanuel, compreendendo essa necessidade, se dedica a esse mister:[5]

Reza o Apocalipse que a besta poderia dizer grandezas e blasfêmias por 42 meses, acrescentando que o seu número era o 666 (Apoc. XIII, 5 e 18). Examinando-se a importância dos símbolos naquela época e seguindo o rumo certo das interpretações, podemos tomar cada mês como sendo de 30 anos, em vez de 30 dias, obtendo, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa era, quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX, em 1870, que assinalou a decadência e a ausência de autoridade do Vaticano, em face da evolução científica, filosófica e religiosa da Humanidade.

Quanto ao número 666, sem nos referirmos às interpretações com os números gregos, em seus valores, devemos recorrer aos algarismos romanos, em sua significação, por serem mais divulgados e conhecidos, explicando que é o Sumo-Pontífice da igreja romana quem usa os títulos de “VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS”, “VICARIVS FILII DEI” e “DVX CLERI” que significam “Vigário-Geral de Deus na Terra”, “Vigário do Filho de Deus” e “Príncipe do Clero”. Bastará ao estudioso um pequeno jogo de paciência, somando os algarismos romanos encontrados em cada titulo papal a fim de encontrar a mesma equação de 666, em cada um deles.

Vê-se, pois, que o Apocalipse de João tem singular importância para os destinos da Humanidade terrestre.

Propomo-nos interpretar a lição do preclaro instrutor.

Antes, contudo, vejamos qual é a visão espírita-cristã acerca do Livro do Apocalipse ou das Revelações:[6]

Segundo a visão espírita-cristã acerca do Livro das Revelações, João Evangelista, sob a orientação do Alto, deixa registrado para a posteridade uma carta em forma de revelação profética – uma revelação autêntica sobre o futuro próximo a aquela época, e os tempos do fim. As mensagens e revelações contêm linguagem figurativa, que sugere as realidades espirituais em torno e por trás da experiência histórica. Evidências encontradas no próprio texto, indicariam que o Livro do Apocalipse fora escrito durante período de extrema perseguição aos cristãos, provavelmente no período compreendido entre o reinado de Nero, em julho de 64 d.C., e a destruição de Jerusalém, em setembro de 70 d.C., como relata Estêvão, no Livro do Apocalipse.

A mensagem central do Apocalipse é que “já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso”.[7] O objetivo da mensagem apocalíptica era fornecer estímulo pastoral aos cristãos perseguidos, confortando, desafiando e proclamando a esperança cristã garantida e certa, além de ratificar a certeza de que, em Cristo, eles compartilhavam o método soberano de Deus. Por meio da espiritualidade em todas suas manifestações, haveriam de alcançar a superação total das forças de oposição à nova ordem que se estabelecia, pois que essa constituía a vontade do Altíssimo.

Segundo a Doutrina Espírita, em desdobramento[8] (“Eu fui arrebatado em Espírito”),[9] João recebera as revelações na forma de figuras vividas e imagens simbólicas, que se assemelham àquelas encontradas nos livros proféticos do Antigo Testamento. Ele registra suas visões na ordem em que as recebeu, muitas das quais retratam os mesmos acontecimentos através de diferentes perspectivas. Sendo assim, ele não estabelece uma ordem cronológica na qual determinados eventos históricos devem necessariamente acontecer, nem encadeia as profecias do Apocalipse em uma sucessão cronológica.

O caráter do livro apocalíptico é perfeitamente demonstrado já no início do primeiro capítulo.[10] É uma revelação que o Alto proporciona, por via mediúnica, pois é transmitida a João por intermédio de elevado Mensageiro espiritual — o anjo que se lhe apresenta, ante a visão psíquica, os propósitos que o Cristo o transmitiu.

Nas comunidades religiosas da época, as chamadas ekklesias, começava a obra do “homem do pecado”,[11] isto é, a penetração de doutrinas humanas, que, lentamente, foram-se integrando ao núcleo primitivo do cristianismo, às comunidades cristãs. Nas epístolas aos seus discípulos Timóteo e Tito, bem como na carta aos hebreus, Paulo já chamava a atenção para o perigo de se desviar da “sã doutrina”, como que prevendo as dificuldades que iriam abater-se sobre o edifício duramente construído da doutrina cristã.[12]

É em meio a esse clima que vieram os alertas do apóstolo João, no livro Apocalipse.

A interpretação espírita acerca do Livro das Revelações é dada através de um estudo onde se adota o critério de analisar todas as profecias e os fatos históricos que lhes deram cumprimento. Esta interpretação não só aborda, mas também explica em linguagem clara, a hermenêutica bíblica e os temas abordados no Livro do Apocalipse, como as sete igrejas e os sete castiçais, os 24 anciãos e quatro seres viventes, os sete selos e os quatro cavaleiros, os quatro anjos e os 144 mil eleitos, os quatro animais de Daniel, o quarto animal e o dragão, o fim dos 1260 anos, o sétimo selo e os sete anjos, a sétima trombeta, as sete pragas e as sete taças, a besta e o falso profeta, o juízo final, a Nova Jerusalém, e outros mais; sem que com isso, tenha a pretensão de esgotar o assunto e nem mesmo de deter a verdade absoluta dos fatos.

Voltemos à lição de Emmanuel que, de início refere-se a um marco determinante: “(…) quando o Papado se consolidava, após o seu surgimento, com o imperador Focas, em 607, e o decreto da infalibilidade papal com Pio IX (…)”.

Flávio Focas Augusto, foi imperador bizantino de (602 – 610). Sucedeu ao imperador Maurício I, e foi derrubado por Heráclio e seu pai, Heráclio, o Velho, depois de ter sido derrotado na guerra civil. Em 607 d.C., o imperador Focas nomeou Bonifácio III bispo universal da igreja e, doravante, o bispo de Roma passou a ser chamado de bispo universal da igreja.

Pio IX, nascido Giovanni Maria Mastai-Ferretti (Senigália, 13 de Maio de 1792 – Roma, 7 de Fevereiro de 1878), foi Papa entre 16 de junho de 1846 e a data do seu falecimento – no seu pontificado, em 18 de julho de 1870, a infalibilidade papal foi declarada um dogma de fé. Em 29 de junho de 1869 publicou a Bula Aeterni Patris[13] com a qual convocou o Concílio Vaticano I em dia 8 de dezembro de 1869; na quarta sessão solene do concílio, em 18 de julho de 1870, a infalibilidade papal foi declarada um dogma de fé.

Logo, tomando cada mês como sendo de trinta anos, e não trinta dias, obtém-se, desse modo, um período de 1260 anos comuns, justamente o período compreendido entre 610 e 1870, da nossa Era: 1870 – 610 = 1260; 42 x 30 = 1260.

No tocante ao denominado “número da besta”, 666, este é obtido somando os algarismos romanos encontrados em cada um dos títulos papais: “VICARIVS GENERALIS DEI IN TERRIS”, “VICARIVS FILII DEI” e “DVX CLERI”. Assim: VI (6 ou 5 + 1 em algarismos romanos), de VICARIVS, duas vezes e VX (5 + 10 = 15; 1 + 5 = 6), de DVX.

Eis o simbolismo oculto agora revelado: 6, 6, 6; 666.

Emmanuel arremata dizendo que o Apocalipse de João, em todo o seu conteúdo, “tem singular importância para os destinos da humanidade terrestre”. De nossa parte, concordamos!…

Identificação da besta apocalíptica, por José Márcio de Almeida.

[1] Apocalipse, 13: 1-18.

[2] XAVIER, Francisco Cândido Xavier. A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel, cap. XIV.

[3] Apocalipse, 13: 18.

[4] Subtítulo do capítulo XIV (A Edificação Cristã), do Livro A Caminho da Luz, de Emmanuel.

[5] XAVIER, Francisco Cândido Xavier. A Caminho da Luz, pelo Espírito Emmanuel, cap. XIV.

[6] https://pt.wikipedia.org/wiki/Apocalipse.

[7] Apocalipse, 19: 6.

[8] “O Divino Mestre chama aos Espaços o Espírito João, que ainda se encontrava preso nos liames da Terra, e o Apóstolo, atônito e aflito, lê a linguagem simbólica do invisível” (Emmanuel, A Caminho da Luz, cap. XIV, p. 152).

[9] Apocalipse, 1: 10.

[10] Apocalipse, 1: 1.

[11] Expressão de Paulo utilizada em II Tessalonicenses, 2: 3.

[12] 1 Timóteo, 1: 10; Tito, 2: 1; e, Hebreus, 13: 9.

[13] Pátria Eterna.

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Jairo Avellar

Jairo Avellar

Assista, nesta entrevista, as considerações do médium Jairo Avellar sobre as seguintes questões: Por que a mente pode ser considerada como um castelo de três andares? Até onde se deve considerar a vigilância e a responsabilidade nos relacionamentos humanos? Por que a vontade é a sustentação da harmonia do espírito? Como manter a higiene de nossa casa mental? (Entrevista concedida ao site EspiritismoBH em 06 de fevereiro de 2009).

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=kR3bw5Md2Cw .

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O Pacto áureo

Subscritores do Pacto Áureo

Signatários do Pacto Áureo

Em 5 de outubro de 1949 concretizava-se formalmente a unificação da família espirita brasileira, velho sonho acalentado por sessenta anos, desde os esforços inicias de Bezerra de Menezes.

Precedera à Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro um Congresso Espírita Pan-Americano, que atraíra à antiga Capital da República muitos espíritas dirigentes de instituições estaduais. A ideia de aproveitarem a ocasião para se dirigirem à Federação Espírita Brasileira nasceu simultânea e espontaneamente em diversas mentes, buscando-se uma fórmula de entendimento entre todos os espiritistas, que exprimisse as aspirações de fraternidade, preconizada nos ensinos evangélicos, e de organização livre e responsável das instituições espíritas, isenta de imposições e personalismos.

Após entendimentos preliminares, foi marcado um encontro na sede da Federação, com sua Diretoria, ao qual compareceram os representantes das Federações e demais instituições estaduais. O encontro ficou conhecido como Grande Conferência Espírita do Rio de Janeiro, tendo sido lavrada a célebre Ata com os pontos essenciais sobre os quais se assentava o acordo da Unificação.

Os representantes das entidades estaduais, expondo os motivos e as esperanças de todos, elaboraram um esboço que continha determinados princípios e fórmulas para a Unificação, quando foram surpreendidos pelo presidente Antônio Wantuil de Freitas com um projeto de resolução por ele escrito um dia antes, no qual estavam atendidas todas as proposições dos representantes, acrescendo-se ainda outras não reivindicadas.

Os termos em que está vazada a Ata da Conferência são sintéticos e muito conhecidos dos espíritas. Impossível será, entretanto, descrever a emoção e a alegria vividas pelos presentes ao ensejo da feliz conclusão do acordo, alegria que encontrou ressonância nos corações dos espíritas sinceros, ao se espalhar a notícia do acontecimento por todo o Brasil.

Dentre as disposições contidas na Ata de 5 de outubro de 1949, pouco depois denominada Pacto Áureo, em feliz expressão de Lins de Vasconcelos, um de seus signatários, estava a da criação do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, em novas bases, incumbido de executar, desenvolver e ampliar os planos da Organização Federativa em que se assentava a estrutura organizacional do Espiritismo no Brasil.

Instalado e regulamentado logo no início do ano seguinte, o Conselho vem funcionando ininterruptamente desde então, prestando inestimável serviço à causa espírita, dirimindo dúvidas, fortalecendo os laços fraternos, orientando o Movimento, recomendando normas e diretrizes, aproximando instituições e contornando as incompreensões e imperfeições inevitáveis no mundo imperfeito em que vivemos.

É o Pacto Áureo a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre  cultores da Doutrina dos Espíritos, que podem divergir em pequenos e secundários pontos doutrinários, mas que não têm razão para fazer da divergência pomo de discórdia, de intransigência, intolerância e incompreensão. Ele veio compatibilizar a vivência da Doutrina dentro do princípio da liberdade, sem exclusão do amor fraterno, tornando viável o que parecia inconciliável.

Fonte: http://www.febnet.org.br/blog/geral/conheca-a-feb/o-pacto-aureo/ .

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Mediunidade e união

Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus, Nhá Chica

Torna-se indispensável a qualquer grupo da mediunidade o quesito união.

A força de um conjunto mediúnico concentra-se nos níveis de relação que o grupo consegue empreender entre si em sua convivência diária.

Se requer dos participes de qualquer grupamento mediúnico, a proximidade de alma para alma, a consideração, a estima, o carinho, a disposição sincera de amar, servir, acolher e perdoar um ao outro como sendo grande e verdadeiros amigos unidos pela convivência continuada da experiência da mediunidade.

Reunião mediúnica é ação coletiva.

Aprimorar os níveis de amizade deve sempre ser tarefa diária em qualquer grupamento, deixando para trás as diferenças, os antagonismos, que somente servirão para reduzir e prejudicar os níveis de sintonia positiva do grupo, e consequentemente jogando por terra a sua produtividade.

Assim é que, em nome da mediunidade bendita, saibamos nos receber, nos acolher, trabalhando em nós exaustivamente a fraternidade de grupo, sentimento este que servirá de bússola precisa para os êxitos dos trabalhos.

Amemo-nos uns aos outros como o Cristo de Deus nos amou, e nos ensinou através de sua hospitalidade pessoal e da sua disponibilidade afetiva. Unidos, vamos cuidar em construir uma identidade de grupo plenamente apta a atender aos objetivos de trabalhar, amar e servir.

Sejamos amigos sempre.

Paz e alegria!

Francisca de Paula de Jesus (Espírito); Mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar na reunião mediúnica do Grupo Legionários de Maria, da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte(MG) em 18 de julho de 2015.

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Flávio Augusto Senra Ribeiro e Antônio Rubatino

Flávio Augusto Senra Ribeiro e Antônio Rubatino

Reproduzimos, aqui no blog Divulgando a Doutrina Espírita, a entrevista concedida em 02 de dezembro de 2009 pelo confrade Antônio Rubatino ao Programa Religare da TV Horizonte em que é abordado o tema “Mediunidade”.

O entrevistador Flávio Augusto Senra Ribeiro conversou com Rubatino sobre o que é a mediunidade, como ela se manifesta, como pode ser diagnosticada e como é tratada no meio espírita; conversou ainda sobre o pressuposto da dualidade dos mundos e sua observação empírica; sobre o médium para saber se se trata de um ser humano especial ou especialmente dotado e se o médium tem sido aceito na sociedade; se é possível um uso social da mediunidade e como a mediunidade pode ser moralmente avaliada, dentre outros.

Vale a pena conferir!

Fonte: http://programareligare.blogspot.com.br/2009_12_01_archive.html

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Somos todos imortais

Joseph Gleber

Joseph Gleber

Muitos fazem do dia de finados um dia dedicado exclusivamente à repetição dos sofrimentos já vividos, revalidando momento a momento o desespero e as incertezas daquele dia em que as despedidas tornaram-se inadiáveis.

Dão assim ao dia de finados cores fechadas, sem brilho, repisando as recordações mais doloridas, reconstruindo as angustias, e retornando à fonte das lágrimas que novamente rolam abundantemente. E assim fazem questão de reviver momento a momento o desespero daquele dia em que tudo parecia ter sido eterno.

Contudo, nos esquecemos, que independentemente do credo que escolhemos para o grande culto da vida, todos nós sabemos que a alma é imortal, que aqueles que nos antecederam no tempo de partida não morreram, eles simplesmente despiram o corpo físico, mas o espírito imortal retornou pleno e vitorioso à pátria espiritual, volvendo a fonte universal onde repousa a verdadeira vida.

Sabemos que eles estão aí, próximos, muito juntinhos a seus entes queridos, e que sofrem com o sofrimento destes, mas que também se alegram, sorriem, transbordam de satisfação e se exultam com as vitórias e com as alegrias, daqueles que ainda se encontram temporariamente na retaguarda.

Assim é que muitos deles no período de finados vêm até aos seus entes queridos em visita fraternal e amiga, esperando de todos a justa retribuição mental em forma de alegria, através de pensamentos saudosos sim, mas equilibrados, harmônicos, fraternos, repletos das lembranças felizes e das recordações dos tempos áureos, vincadas nas experiências vividas que jamais se apagam.

E assim, retornam plenos, alegres, felizes, certos de que encontraram os corações amados em êxtase de amor e de esperança, e que a visita realizada fora realmente repleta de sucesso.

Dessa forma, no tempo em que a comunidade daqueles que se encontram ainda sobre os impactos da vestimenta de carne, e daqueles que já se acham despidos da mesma vestimenta, tiram para realizar entre si as mais justas homenagens, nos esforcemos para que as lembranças e as imensas saudades que se derramam de todos os corações, estejam sustentadas pelas alegrias vivas no reencontro.

Verdadeiramente ninguém fica para sempre, bem como ninguém parte para sempre, os reencontros são inadiáveis, afinal de contas a morte é uma falácia, ninguém morre, a vida imortal é triunfo Divino, divina bênção que espelha a grandeza do Criador sobre toda criatura.

Paz e alegria!

Somos todos imortais, por Joseph Gleber (Espírito). Mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar. Belo Horizonte(MG), 31 de outubro de 2015.

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Jerônimo Mendonça, O Gigante Deitado

Jerônimo Mendonça, O Gigante Deitado

“É bom que deixemos a Doutrina Espírita tal qual os Espíritos a entregaram a Allan Kardec. Qualquer pretensão a inovações doutrinárias correrá por inteira responsabilidade dos cérebros vaidosos dos pseudoespíritas.” – Jerônimo Mendonça Ribeiro.

Ao comemorarmos, em 1º de novembro de 2015, o 76º aniversário de Jerônimo Mendonça Ribeiro (1939 – 1989), lembrei-me de um fato ocorrido quando, em 9 de abril de 2015, estive na Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, em Belo Horizonte(MG), para realizar a palestra Jerônimo Mendonça, O Gigante Deitado.

Sem deixar de abordar aspectos biográficos importantes da trajetória deste eminente Espírita – com “E” maiúsculo –, procurei destacar os seus inúmeros bons exemplos de uma vida dedicada à causa Espírita e ao Evangelho de Jesus.

Foi, sem sombra de dúvida, a vida de Jerônimo Mendonça um livro aberto em que deixou escrito belíssimos capítulos de resignação, de superação, de trabalho, de amor ao próximo e à vida.

Além de homenagear este vulto do Movimento Espírita brasileiro, tínhamos, por intenção, dando a conhecer a muitos o grandioso trabalho desenvolvido por Jerônimo Mendonça, sensibilizá-los ante ao exemplo vivo de que as adversidades, as provas e as expiações, se bem compreendidas, podem ser vivenciadas como verdadeiras alavancas de progresso para o Ser; de identificar as inúmeras e disponíveis frentes de trabalho na Seara do Mestre que reclama trabalhadores operosos e de boa vontade; e, por fim, reunir elementos que os permitissem refletir em torno dos valores morais-cristãos que a sociedade, de um modo geral, tem relegado a um plano secundário: a fraternidade e a caridade.

Um fato não menos importante resultante das reflexões em torno do exemplo vivo de Jerônimo Mendonça e que ressalta e confirma a assertiva de que os bons amigos espirituais estão sempre a nos amparar, a nos proteger e a nos dirigir nas atividades no bem e que desejo dividir com você amigo(a) leitor(a), refere-se à mensagem de elevado conteúdo moral ditada pelo Espírito Palminha ao médium Jairo Avellar horas após, ainda na mesma noite.

A teor dos exemplos legados pelo Gigante Deitado, também a mensagem de Palminha, intitulada Quem é o gigante!, merece, de cada um de nós, um olhar atento e uma detida reflexão.

Ei-la, na íntegra:

“É sempre muito marcante quando ouvimos a expressão ‘O Gigante Deitado’, numa alusão carinhosa ao nos referirmos ao irmão Jerônimo Mendonça.

“Sem dúvida alguma, trata-se de uma das vidas mais vitoriosas registrada na terra nos últimos 1000 anos.

“Trata-se de um dos trabalhadores mais atuantes e representativos em ação misericordiosa na Pátria do Cruzeiro.

“Ao traçarmos um paralelo avaliativo entre o grau dos testes, dos desafios e das dificuldades vividos por ele em resposta aos crimes cometidos contra a sociedade, e atendendo aos mecanismos de causa e efeito, destacamos que a esteira de êxitos obtidos por ele no campo das experiências vividas, das transformações pessoais, e do trabalho sem igual em torno do amor ao próximo, nos enseja afirmar sem o mínimo erro, que o nosso querido irmão Jerônimo Mendonça, restituiu aos bancos da harmonia universal de forma quadruplicada todos os prejuízos por ele causados no grande ontem.

“Nosso irmão ao aproximar se de Jesus sob as luzes renovadoras da Doutrina Espírita, não deixou para trás ‘nem um mínimo ceitil’, nada que pudesse macular a sua matrícula como Cristão dos novos tempos.

“Dessa forma maiúscula ele alcançou o patamar das almas vitoriosas.

“Após tempos incontáveis atado a um pesado casulo de desmandos transformou-se numa libélula luminosa a voar livre por sobre os campos benditos do Mestre Jesus.

“Seu retorno se deu laureado pelas vitórias obtidas, cujos avanços estiveram muito, muito acima das expectativas mais otimistas, tendo obtido marcas que dificilmente são esperadas para estes auspiciosos projetos reencarnatórios.

“Uma pena que na maioria das vezes ao vermos irmãos queridos lhe rendendo as mais justas homenagens, observamos tristes, pois infelizmente muitos não têm conseguido descolar do campo das homenagens vazias, das adorações frívolas e das contemplações inúteis, desprezando-lhe os exemplos.

“Jerônimo Mendonça é exemplo vivo a ser seguido, perseguido, e exaustivamente imitado.

“Ele é uma referência maiúscula de toda a força transformadora produzida pela Doutrina dos Espíritos junto aos corações em desalinho.

“Jerônimo é um ícone valoroso a ser refletido, interrogado, analisado e seguido.

“Resta a todos nós uma interrogação honesta:

“Quem é o gigante a ser seguido?

“E quem são os anões verdadeiramente deitados, precisando reerguer-se em regime de urgência?

“Com a resposta a nossa consciência!…

“Paz e muitas alegrias!”

Para terminar, um pensamento de Jerônimo Mendonça: “Ninguém pode ser feliz no egoísmo”. Pensemos nisso!…

Jerônimo Mendonça: o exemplo como modelo, por José Márcio de Almeida.

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