Feeds:
Posts
Comentários

Archive for dezembro \31\UTC 2016

Feliz Ano Novo!

José Grosso

José Grosso

Um ano melhor, este é o sonho de muitos.

Sonhos que tomam conta de muitas mentes ávidas por serem felizes, por encontrarem essa tal felicidade.

Feliz ano novo! é o eco que ressoa por entre os corações desejosos, e que muitas vezes acaba por tecer no interior do ser poderosas redes de fantasias e de ilusões.

Neste momento, juntos, puxamos, então, o freio da vida, desaceleramos as passadas firmes desse alazão chamado tempo, e vamos nós em busca das necessárias reflexões em torno das muitas realidades que nos cercam.

Perguntamo-nos primeiramente, sobre o que seria a felicidade?

Indagamo-nos ainda sobre o que seria ser feliz?

E outro questionamento importantíssimo, o que seria realmente um ano novo?

Será que a felicidade estaria na satisfação integral dos nossos desejos?

Seria atingir o apogeu das buscas pessoais?

Seria receber o laurel das conquistas num mundo repleto de tantas disputas?

Seria o entronizar das vitórias por entre os louros das glórias passageiras?

Ser feliz seria atingir o apogeu econômico, financeiro, social, profissional?

Seria realizar as viagens dos sonhos?

Ou seria, quem sabe, poder gozar de amplo poder de compra, o saciar-se do ter, o desfilar pelas melhores lojas, nos maiores magazines?

Será que ser feliz seria ter a posse total do objeto amado, mantendo-o cativo aos nossos desejos, gostos e integral submissão?

A felicidade seria um momento de término amplo das nossas necessidades?

Ou seria, ainda, a satisfação ampliada de todos os nossos desejos?

O que seria, enfim, o ano novo?

Hoje, sentindo-me um espírito já bastante velho, amadurecido na forja ardente do tempo, olhando para trás e assistindo de forma privilegiada o passar do carreiro pesado das incontáveis vidas sucessivas, sinto-me, então, modestamente autorizado a discutir tão relevante assunto.

Hoje, entendo que a felicidade é um estado inerente ao próprio ser, herança abençoada por parte de nosso criador.

A felicidade está em nós, ela é viva em nós, e existe em nós como marca indelével do criador sobre toda a sua criação.

Infelizmente muitos de nós teimamos em abstraí-la no carreiro dos milênios, através da negação de Deus em si, a desapropriação do Deus interior, e a negação do Criador através da prepotência contumaz da criatura.

Somos a felicidade, na medida exata da habitabilidade de Deus em nós!

Ser feliz é refletir a manifestação desse Deus em nós, permitindo que esse Deus se entronize em nossos corações, Criador e criatura enlaçados através dos elos indestrutíveis do amor.

A felicidade é o amor, ser feliz é desenvolver em si a capacidade de amar, exteriorizando assim o Criador através dos fluxos benfazejos da caridade e da humildade, o amar ao próximo sem limites.

Quanto ao tempo, podemos afirmar que ele é um abstrato a navegar na grande nau da existência consciente, somente percebido quando balizado por dois pontos, que dão a ele o sentido passageiro de começo e fim, princípio e término, chegada e partida.

O ano é a baliza do tempo quando demarcado pelo intervalo de doze meses, assim sendo podemos afirmar que não existe ano novo, existem tão somente balizas novas, propósitos novos, propostas renovadas, novos objetivos, novos conceitos e novas disposições.

Assim sendo somente existirá um ano novo se com ele surgir um novo homem, com ideais sólidos de renovação, caso contrário o tempo de ontem será o mesmo, mudando tão somente os números de um calendário já bastante envelhecido.

Corações queridos, juntos, busquemos nestes instantes o altar interior, e oremos através do coração, buscando assim a Jesus, o Cristo de Deus.

Mestre, rogamos humildemente pela Tua ajuda; ampara-nos Senhor a nós, estas almas vergadas sob o sol inclemente dos milênios de irresponsabilidades, de desvios e quedas, andarilhos dos desertos íntimos, descalços, alquebrados, rogando por um albergue seguro, por amparo, proteção e acima de tudo pela paz balsâmica e refazedora que emana de Ti.

Jesus, permita que o teu Evangelho possa ser a luz a iluminar a nossa indigente escuridão, ajuda-nos a sermos seres melhores, pacíficos, brandos e humildes de coração.

Senhor, faça em nós, em nosso coração a tua morada, que sejamos criaturas renovadas, que surja em nós um novo homem, num feliz ano novo!

Paz e muitas alegrias!

Por José Grosso (Espírito); mensagem psicografa pelo médium Jairo Avellar em Belo Horizonte/MG, 30 de dezembro de 2016.

Anúncios

Read Full Post »

Palminha

Palminha

Era véspera de Natal, e as ruas enfeitadas tornavam-se palco de uma enorme correria, eram pessoas apressadas, atabalhoadas, atrasadas, que se multiplicavam pelas calçadas e que estavam ali numa busca que parecia interminável.

Todas aquelas pessoas preocupavam-se em adquirir os presentes tão esperados pelos corações queridos, enquanto outros buscavam tão somente por algumas lembrancinhas que marcassem carinhosamente tão expressiva data.

No meio daquela multidão, d. Ritinha uma morena franzininha de fazer dó, viúva, pois já fazia quase dois anos que o marido Malaquias fora acidentado. Eram moradores do morro da lamparina.

Ali naquele enorme comércio, ela andava de um lado para outro, esforçando-se por encontrar três carrinhos e duas bonecas, que por milagre de Deus coubessem nas estimativas de seus parcos recursos.

Ela, como uma boa mamãe Noel, ansiava por atender aos sonhos dos filhinhos queridos, os maiores tesouros que a vida havia lhe presenteado.

Pela manhã, bem cedinho ela havia saído do lar, deixando-os sozinhos sob os cuidados de Emerenciana, a mais velha da casa.

Enquanto isso, num casebre bem lá no alto do morro, Emerenciana de oito anos, tomava conta dos irmãozinhos, Rúbio de seis, Carlinhos de cinco, Mariinha de três, e Tiãozinho de um ano, a expectativa por lá era muito grande, pois apesar de pequenos eles sabiam que a mamãe havia saído para um provável encontro com papai Noel.

Afinal de contas por onde andaria aquele bom velhinho, que talvez pela idade e pelo cansaço, de forma alguma se atrevia a subir o morro, aliás, há muito que ele não vinha dando o ar da sua graça.

Contudo Emerenciana tinha muitas esperanças de que naquele ano tudo fosse diferente, pois ela havia ficado sabendo que ele havia chegado voando num tal de “elicope” e que havia descido num tal de “Shope”, então quem sabe ele ainda não estaria por lá?

E ela acreditava na sua mamãe, pois com fé em Deus, ela haveria de encontrar aquele bom velhinho a caminhar por alguma daquelas ruas lá da cidade, ruas estas que ela tão bem conhecia, já que auxiliava a mamãe na coleta diária de papelão.

E ela ainda se recordava bem, que nos anos anteriores era o papai quem descia para procurar o bom velhinho, mas infelizmente agora todos lhe diziam que o tal de papai do céu, que devia até mesmo ser irmão ou amigo desse tal de papai Noel, o havia chamado, e ele como por encanto havia sido levado para esse tal de céu, e de lá nunca mais retornou para casa, sumindo como que por encanto.

Agora quem sabe a mamãe encontraria com papai Noel, e ele com certeza trariam também notícias vindas do papai do céu, falando quem sabe, o dia em que o papai Malaquias poderia novamente voltar para casa, pois verdadeiramente ele fazia muita falta e todos estavam sentindo muitas saudades dele.

Naqueles instantes, as lembranças castigaram os olhinhos de Emerenciana, que assim não conseguiu conter o cair das lágrimas sofridas, eram muitas as saudades do papai Malaquias, saudades acrescidas pelo desejo ardente, pela esperança de receber de papai noel algum presente.

Os sentimentos de dor e de esperança se misturavam naquele coraçãozinho, eram muitas as saudades, pois desde que ele se foi as coisas verdadeiramente haviam piorado muito, o pão tornou-se ainda mais escasso, as roupas desapareceram e o almoço já não era visto todos os dias, e a coitadinha da mamãe, desde que o papai Malaquias fora chamado ao céu, chorava de fazer dó.

D. Ritinha já cansada, extenuada, não conseguiu mesmo nada que seu dinheiro desse, não podia levar presente para uns e não levar para os outros, e dessa forma depois de muito caminhar e pensar, decididamente entrou numa padaria e transformou todas as suas economias em pães doces e cocadas, e ainda deu para dois pacotinhos de refrescos, seria uma grande fartura, serviria groselha e uva tudo num mesmo dia.

Presentes?

Há estes ficariam mesmo para depois, para um outro dia!

Feliz pelos pães doces, pela fartura das cocadas brancas e pretas, cinco pirulitos e mais o suco, pois assim a festa estaria completa.

Contudo ainda sofria principalmente por Emerenciana que tanto lhe pedira uma boneca mesmo que fosse daquelas pequenininhas.

D. Ritinha, parou, respirou, e lembrou-se então de Jesus, do seu nascimento muito pobre, das suas lutas, e das dores sofridas ao final de sua experiência, tirou então do busto um surrado tercinho, e colocou-se a caminhar e a rezar.

Era Natal, mas o que importava?

Outros natais viriam, e o importante mesmo era que Jesus não se esquecesse durante todo o ano de ajudá-la no sustento diário das suas crianças.

Coração consolado na fé, pensava na alegria que seria a sua chegada em casa, Emerenciana e os irmãos teriam assim um grande e digno Natal.

Ao chegar ao terceiro dos quarteirões próximos ao morro, andando rapidamente, quase não percebeu que uma voz lhe chamava!

— Senhora, senhora!

Ela olhou para trás e deparou com algumas pessoas, sorridentes, atenciosas, que foram logo lhe perguntando:

— A senhora tem filhos não tem?

— Sim, eu tenho, uma filhinha Emerenciana de seis anos, Rúbio e Carlinhos, Mariinha e o Tiãozinho que vai fazer em janeiro dois aninhos!

— Sim, sim, chegue ate aqui, pois esse é o carro de papai noel!

— Olha essa boneca bem grande é especial para Emerenciana, essa menorzinha é para Mariinha, e esses três carrinhos aqui são para Rúbio, Carlinhos e Tiãozinho.

D. Ritinha, com os braços cheios de presentes, estava agora prestes a desmaiar de tanta emoção e de tanta alegria.

Estaria ela diante de Jesus e de seus apóstolos?

Seria aquilo o milagre da multiplicação dos pães? A alegria incontida imediatamente transformou os seus agradecimentos em lágrimas sinceras que brotavam abundantes daqueles olhinhos humildes.

Ela não sabia como agradecer àquelas pessoas que apareceram ali do meio do nada, talvez  eles fossem mesmo auxiliares de Jesus, os seus anjos que ouvindo o seu coração em prece vieram então em seu socorro.

D. Celma de tão emocionada, agachou na via pública, e retirou o próprio tênis ainda muito novo, carinhosamente colocou-o no lugar da velha sandália e calçando-lhe os pés, e assim também fez a Terezinha, que emocionada retirou seus pertences pessoais de sua elegante bolsa, deixando-lhe as pinturas e os cremes, e colocou-lhe aos ombros. Sem demora o senhor Miguel tratou de tirar algumas notas da carteira e amorosamente depositou no interior da bolsa.

Naquele instante como verdadeiros irmãos, todos afetuosamente abraçaram d. Ritinha como a muito tempo não abraçavam a alguém.

Luzes excelsas rasgavam os céus num espetáculo de cores e de bênçãos.

Olha quem diria, pois naquele meio, ali fulgurante, triunfante e também em lágrimas estava Malaquias, que desde que vitoriosamente retornara da sua jornada terrena, assumira por méritos o posto de protetor espiritual daquele núcleo familiar.

Lá estava ele abraçado a d. Ritinha, tão feliz como nos velhos tempos, e junto a outros protetores e trabalhadores daquele agrupamento do amor ao próximo, reunidos todos de mãos dadas, genuflexos, oraram ali mesmo, profundamente agradecidos a Jesus!

Verdadeiramente era Natal, o menino Jesus, vitorioso renascia na manjedoura daqueles corações!

Mais a noitinha, lá bem no alto do morro, Emerenciana embalava no colo amorosamente a boneca que sonhara, estava feliz, por também ver seus irmãozinhos felizes, e mais feliz ainda por ver a mãezinha querida, radiante, agora de tênis novo, assentada, bebendo suco, comendo pão doce e cocada, e com sua bolsa toda “chic” colocada no ombro a tira colo.

Era noite de Natal!

A caridade havia triunfado, Jesus havia operado o milagre da multiplicação da felicidade.

Olha amigos, d. Ritinha, Emerencianas, lutas, dores e dificuldades existem muitas por aí, não perca a oportunidade de fazer alguém feliz!

Feliz Natal!

Paz e muitas alegrias!

Por Palminha (Espírito); mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar em 20 de dezembro de 2016.

Read Full Post »

ame-mais-no-59

É com grande satisfação que informamos aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita que já está circulando a edição nº 59 do Jornal AME Mais, da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte (AME-BH).

O AME Mais está, a cada edição, mais interessante e atraente.

Reproduzimos, abaixo, o editorial desta edição, intitulado “A Minha paz vou dou”:

“De longa data a grande imprensa brasileira tem dado espaço ao entendimento de que as comunidades judaica e muçulmana têm no Brasil sido um exemplo de convivência pacífica e harmoniosa com respeito ao recíproco livre arbítrio. Algo admirável no cenário mundial hodierno, dando mostras evidentes de que é possível conviver  sem aderir, divergir sem conflitar. Questionar sem impor. Afinal, o que tem sido a verdade, senão o sentimento que cada um tem de estar certo em seu ponto de vista, em sua crença? Ela, a verdade, se relaciona com a interpretação e com a compreensão que se tem dos fatos. Com o nível de conhecimento que se armazena ao longo do tempo. Portanto, ela tem sido mutante, evolutiva. Talvez por isso o Mestre do Cristianismo não tenha dado qualquer resposta à autoridade romana que no seu julgamento perguntou: ‘… o que é a Verdade?’, pois ao magistrado faltaria essência interior para compreendê-la. O Divino Pastor previu explicitamente o transplante das sementes da fraternidade do seu Evangelho para o Brasil, lugar escolhido para acolher e abrigar todos os povos da Terra. ‘No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos aprenderão a lei da fraternidade universal’. A vivência confirma essa condição. Com todos os problemas que temos, com as dificuldades com as quais vivemos, é certo que exercitamos com muito maior intensidade a capacidade de viver e conviver, testando a harmonia entre as gentes, os  costumes e as crenças religiosas, sem nos escandalizar com o jeito de ser e a maneira de compreender de quem seja diferente pela cor, jeito de entender, hábitos ou modos de viver.

A solução está sempre à mão, disponível: ‘A minha paz vos dou’, nos disse Jesus. ‘O meu fardo é leve, o meu jugo suave’. ‘Sou o caminho, a verdade e a vida’.

O AME Mais edição nº 59 pode ser lido e/ou baixado pelo link seguinte:

Jornal AME Mais nº 59

Uma ótima leitura a todos!

José Márcio

Read Full Post »

Trabalhar

Palminha

Palminha

Nos intrincados capítulos das desobsessões encontraremos nas Casas Espíritas um amplo leque de oportunidades terapêuticas de grande valor.

Temos a oferta do passe magnético como terapêutica imprescindível na recomposição emergencial das energias por ora dilapidadas pelos agentes da sanha obsessiva, sendo de grande valor na substituição das energias deletérias, por forças magnéticas totalmente renovadas.

Temos também a fluidoterapia, onde, através da energização das águas, oferece-se aos corações em aflição a recomposição das forças anímicas, produzindo os mais amplos recursos magnéticos, como barreiras vivas e imprescindíveis para que se oferte o devido amparo aos companheiros em tratamento.

Não podemos nos esquecer, também, das atividades esclarecedoras, vertidas através das reuniões onde os estudos evangélicos doutrinários produzem conhecimentos novos para o Ser em tratamento. O estudo direcionado, organizado, sistematizado, promove uma ampla abertura mental, clareando as visões obscurecidas, e produzindo posições renovadas, ensejando tanto as vítimas quanto aos algozes, as mais vitoriosas conquistas nos preciosos capítulos da reforma íntima.

Ainda neste capítulo destacamos a essencialidade do Evangelho de Jesus, quando trabalhado noite a noite entre os muitos espaços da Casa Espírita, e, principalmente, no Culto do Evangelho no lar, afigura-se como ferramenta vitoriosa no preparo do terreno íntimo, com vistas à implantação de renovados posicionamentos.

Entretanto, entre todas as oportunidades oferecidas pela Casa Espírita, nenhuma é mais eficiente e eficaz, que as oportunidades do trabalho-amor na direção dos semelhantes, pois estas ensejam diretamente ao ser a prática operacional, objetiva e direta do “amar ao próximo”.

É o trabalho a benefício dos semelhantes, o trabalho amor, o verdadeiro transformador de almas, que disponibilizado pelas Casas Espíritas, se torna verdadeiramente o grande transformador de almas, e agente desobsessivo por excelência.

Podemos assim elencar a Campanha do Quilo, a visitação aos enfermos, as visitas aos hospitalizados, às creches, aos ancianatos, às penitenciárias, aos desolados, aos abandonados, aos vitimados por múltiplos sofrimentos, como ferramentas imprescindíveis para todo e qualquer processo no capítulo das desobsessões.

Dessa forma, entendemos que as múltiplas oportunidades de trabalho ofertadas pela Casa Espírita é a grande medicação desobsessiva, oportunidade bendita ao alcance de todos que se encontram açodados pelas teias das obsessões.

Trabalhemos, pois, trabalhemos, trabalhemos e após sentirmos em nós o peso do cansaço em consequência do trabalho por vezes exaustivo, arregacemos as mangas, perseverando ainda um pouquinho mais, e sigamos em frente trabalhando e trabalhando!

O trabalho a benefício dos semelhantes, o trabalho amor, se traduz como o grande tratamento para os grandes males que fustigam a humanidade nos dias atuais.

Trabalhar, trabalhar e trabalhar, eis a grande honra que a vida nos concede misericordiosamente todos os dias.

Trabalhemos! Paz e muitas alegrias!

Palminha (Espírito). Mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar na reunião mediúnica do Grupo Mediúnico Legionários de Maria, da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG, em 19 de novembro de 2016.

Read Full Post »

Paul

Paul

É meu amor, chegou a hora de dar tchau!…

Agradeço por cada minuto desses 18 anos que tive o prazer de te ter nos meus braços. Você foi meu melhor amigo, meu melhor acalento, meu irmão. Compartilhei com você minha infância, minha adolescência, minhas alegrias, minhas tristezas e até meus pirulitos. Com você aprendi que o amor é um sentimento simples e puro, onde apenas um olhar pode transbordar e explodir sensações. Sem você eu não teria conhecido nada das belezas que carrego comigo hoje. Você chegou pra nós como quem não queria nada e logo conquistou o amor mais sincero de toda a família. A lacuna que você deixa nunca será preenchida. A saudade da sua presença, do seu latido, do seu carinho e do seu amor só vai aumentar. Porém a tristeza da sua partida dá lugar à satisfação quando penso na oportunidade que tive em ter você.

Paul (18/06/1998 – 10/12/2016), meu Let Petit Prince, obrigada por cada detalhe em seu olhar e por ter me amado de maneira tão pura e singela.

Eu te amo!!!

Vitória Rêda Alves Sathler Almeida

Read Full Post »

Paul e Vitória

Paul e Vitória

Paul e Cláudia

Paul e Cláudia

Paul e eu

Paul e José Márcio

Amigos e amigas, leitores do blog Divulgando a Doutrina Espírita,

Hoje peço licença a vocês para, vimos, eu, a Cláudia (minha esposa) e a Vitória (nossa filha), prestar uma homenagem muito particular, sincera e sentida: desejamos escrever algumas linhas sobre o valor de uma amizade sincera e incondicional.

Hoje, 11 de dezembro de 2016, a Vitória tem 19 anos e meio de idade. Quando ela tinha pouco mais de um aninho de vida, nós recebemos em nosso lar um amiguinho, também recém-nascido, com apenas alguns meses de vida. Recebemos um cãozinho mestiço das raças Poodle e Cocker Spaniel. Seus traços “puxavam” mais para o Cocker.

Na TV aberta um programa infantil fazia enorme sucesso: os Teletubbies. Estávamos nos idos de 1998.

A Vitória adorava o programa e em especial um personagem: o Po.

Ela passou a chamar o novo amiguinho de “Po”. Nós, com o passar do tempo, em face da pronúncia do nome do aludido personagem, o chamamos Paul.

Nossa família, a partir de então, tinha um novo integrante: o Paul.

Os anos passaram – passaram-se, a bem da verdade, 18 anos e meio –, a Vitória cresceu, se tornou adulta, ingressou na faculdade e conosco, acompanhando tudo isso e todos os bons e maus momentos das nossas vidas, ele, o nosso “filho” mais novo, o Paul.

Todos os veterinários que consultávamos se admiravam da longevidade do Paul. “É raro um animalzinho deste porte e raça viver por tanto tempo”, diziam todos, sem exceção. Mas, não obstante todos os diagnósticos, ele avançava em idade e na mesma medida o nosso amor por ele – e acreditamos o dele por nós!

Quando ele iria completar dezoito anos de vida, a Cláudia desejou muito celebrar esta data, dando a ele uma merecida festa de aniversário. Assim fizemos – as fotos que ilustram este particularíssimo artigo retratam essa tarde inolvidável para os nossos corações.

Meus amigos e amigas: o Paul nos ensinou, por todos esses anos, o valor de uma amizade sincera e incondicional e como o amor sublime se revela nas menores coisas e nas mais sutis atitudes e singelos gestos. O olhar carinhoso, o rabinho abanando, o afago retribuído, a presença constante e marcante!

Dizem-nos os bons amigos espirituais que os animais de estimação (tidos como superiores) estão conosco, na condição de irmãos menores, a estagiar e desenvolver a asa do sentimento (para citarmos um ensinamento de Emmanuel: Pensamento e Vida, cap. 4).

Acreditamos que seja, de fato, assim mesmo!

Entretanto, temos a acrescentar que também nós, Espíritos que já estagiam no reino hominal, temos a aprender muito, mas muito mesmo, com esses seres que a bondade infinita do Pai criou.

Ontem, dia 10 de dezembro, após um período relativamente curto de enfermidade, o nosso Paul retornou à Pátria Espiritual. Era, por volta de cinco horas da manhã. Havíamos passado a noite velando junto dele. Sabíamos que o extremo momento chegaria em breve.

A Cláudia, que trabalha em nossa Casa Espírita com a mediunidade de cura, pediu, fervorosamente, aos bons amigos espirituais que o recebesse em seus braços, tal e qual ela fazia nos últimos dias como uma mãe amorosa que é e que não se afastou, em nenhum momento, do filho enfermo.

O colocamos deitado sobre a sua “caminha”. A respiração ofegante e já muito fraca. Recolhemo-nos ao leito para um breve e necessário descanso. Foi quando uma forte mas suave chuva desceu dos céus. A Cláudia então me disse que “via” os amigos espirituais acompanhados de um grande número de pequenos animais se aproximarem dele, o Paul, e promoverem o seu desligamento. Rejubilava e agradecia ao Pai por permitir que o seu pedido fosse atendido: um destes iluminados amigos o tomou no colo, como ela fazia, e o levou…

Os ensinamentos que a consoladora Doutrina dos Espíritos tem nos proporcionado, nos ajudou e tem ajudado.

Não podendo represar em nossos corações os mais nobres sentimentos, aqui estamos de público, para dividir com todos os nossos amigos e amigas, o ensinamento que obtivemos do Paul: primeiro e por tantos anos, o significado da amizade incondicional e, agora, desde já, o que vem a ser saudade!

Paul, querido amigo e “filho”: que o Mestre, que nos guia a todos, seres criados pelo Pai e ainda muito imperfeitos, o ampare e o direcione em sua caminhada evolutiva; obrigado!

José Márcio, Cláudia e Vitória.

Read Full Post »

logo-cchj

Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 74 (Dezembro/2016) do Jornal Correio Fraterno, órgão de comunicação da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

Jornal Correio Fraterno Dezembro2016.

Uma ótima leitura a todos!

José Márcio

Read Full Post »

Older Posts »