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Archive for julho \17\UTC 2017

João Evangelista

A tradição da igreja primitiva identificou o autor deste Evangelho como sendo o Apóstolo João, não restando sobre isso qualquer dúvida.

João escreveu o Evangelho que lhe atribuído em idade bem avançada, entre os anos 90 e 100 d.C..

João, tendo conhecimento os demais Evangelhos já escritos, compôs, segundo Clemente de Alexandria (150 – 215 d.C., aproximadamente) um “Evangelho espiritual”.

O nome de João não aparece neste Evangelho que leva o seu nome: o autor prefere identificar-se como sendo “o discípulo que Jesus amava” (13:23; 19:26; 20:2; 21:7,20).

O Evangelho de João difere de modo muito marcante, quanto à forma e substância, dos outros Evangelhos (sinóticos).

João e Tiago, seu irmão mais velho (at. 12:2), eram conhecidos como “filhos de Zebedeu” (Mt 10:2-4), e Jesus lhes deu o nome de “filhos do trovão” (Mc 3:17). João foi Apóstolo (Lc 6:12-16) e um dos três discípulos mais próximos de Jesus. Os outros eram Pedro e Tiago (Mt 17:1; 26:37).

João foi testemunha ocular do Ministério do Cristo (1Jo 1:1-4) e além deste Evangelho, escreveu também as Epístolas 1, 2 e 3 e o livro do Apocalipse. Após o retorno do Mestre às esferas sublimes do Mundo Espiritual, João tornou-se uma das “colunas” da igreja primitiva.

O Evangelho de João nos fornece um significativo material não registrado nos demais Evangelhos e que contribui para uma melhor compreensão destes.

João escreveu o seu Evangelho com o propósito de convencer seus leitores da verdadeira identidade de Jesus: Espírito Puro, o Governador Espiritual do Planeta Terra. Seu Evangelho está organizado em torno de oito sinais que demonstram a verdadeira identidade de Jesus: a transformação da água em vinho; a cura do filho de um oficial; a cura de um paralítico; a alimentação de uma multidão; Jesus andando sobre as águas; a cura de um cego de nascença; a ressurreição de Lázaro; e, a pesca milagrosa.

A mensagem geral do seu Evangelho encontra-se em 20:31: “Jesus é o Cristo, o Filho de Deus”.

Para João o caráter da divindade assim se expressa: Deus é acessível (1:51; 10:7,9; 14:6); Deus é glorioso (1:14); Deus é invisível (1:18; 5:37); Deus é amoroso (3:16; 15:9-10; 16:27) 17:23-26); Deus é justo (17:25); Deus é Espírito (4:24); Deus é verdadeiro (17:3,17); e, Deus é único (10:30; 14:9-11; 17:3).

No Evangelho de João encontramos as significativas declarações de Jesus “Eu Sou” (vinte e três vezes!). As sete grandes metáforas que denotam a superioridade espiritual do Cristo são: “Eu Sou o pão da vida” (6:35,41,48,51); “Eu Sou a luz do mundo” (8:12); “Eu Sou a porta das ovelhas” (10:7,9); “Eu Sou o bom pastor” (10:11,14); “Eu Sou a ressurreição e a vida” (11:25); “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida” (14:6); e, “Eu Sou a videira verdadeira” (15:1,5).

O Evangelho de João possui vinte e um capítulos e 878 versículos e pode ser dividido em sete grandes partes, a saber: a encarnação do Filho de Deus (1:1-18); a apresentação do Filho de Deus (1:19 – 4:54); a oposição ao Filho de Deus (5:1 – 12:50); a preparação dos discípulos pelo Filho de Deus (13:1 – 17:26); a execução do Filho de Deus (18:1 – 19:37); a ressurreição do Filho de Deus (19:38 – 21:23); e, a conclusão (21:24-25).

O leitor matriculado na escola de aprendizes do Evangelho deve explorar o texto de João com muito cuidado, atenção e oração, de modo a descobrir a enorme riqueza dos tesouros espirituais que o Apóstolo amorosamente e sob inspiração da espiritualidade superior nele depositou (14:26; 16:13).

Entendendo a estrutura do Novo Testamento: o Evangelho segundo João, por José Márcio de Almeida. Fonte: Jornal Correio Fraterno nº 78, Maio/2017, p. 6.

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 80 (Julho/2017) do Jornal Correio Fraterno, o órgão de comunicação da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

https://docs.wixstatic.com/ugd/94affd_f78caab97ab24aa8a779e4c60d6b8118.pdf.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 305 (Julho/2017) do Jornal Evangelho e Ação, o órgão de comunicação da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

http://www.feig.org.br/images/images/JEA/JEA_2017_07/2017_07_JEA.pdf.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Irmã Scheilla

Café com leite, pães de queijo e um dedinho de prosa com Scheilla

Que todos os dias o Senhor Jesus faça de você uma oração viva de amor e realizações, pleno de paz e de muitas alegrias!

Quando paramos e silenciamos a nossa mente, quando damos pausa às nossas preocupações e às aflições que muitas vezes quebram a nossa paz interior, e nesse regime de profunda introspecção nos dedicamos a orar, criamos em nós um estado mental propício às grandes transformações.

Quando nos dedicamos a orar, preenchendo a mente com a vontade determinante, e acrescentamos alguns fatores vitais para a sustentação de nossos desejos, como a convicção, a determinação e a confiança, criamos em torno da nossa oração um campo de forças tão poderoso e tão potente, que este se assemelha as mais majestosas usinas hidroelétricas no momento em que atingem a capacidade máxima na geração de forças iluminativas.

Nestes momentos em que com fervor a alma entrega-se ao ato da oração, ela cria em torno de si uma cascata eletromagnética, são correntes vivas de energias transformadoras, que emanam das finas jazidas de forças do corpo mental, inundando todo o ambiente, que de tão potente se captadas poderiam iluminar vastas regiões.

A fé quando desliza sobre os campos sublimes da oração, transforma-se em força realizadora, se movimentando pelo espaço de forma luminosa, avançando em todas as direções. Dessa forma, através das mecânicas sutis da sintonia segue agregando valores, e por fim são captadas pelas vigorosas antenas situadas nos postos da misericórdia infinita, retornando imediatamente ao seu emissor em forma de dádivas transformadoras.

Alma querida cultive em ti o hábito de orar, sempre que possível participe também dos grupos de oração e dos momentos das preces coletivas, porque a força mental de um grupo quando se coloca a orar, produz respostas inimagináveis e impensáveis ao ser comum.

Recordemos, pois, as alertivas do Meigo Nazareno: “Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt, 21:21-22).

Alma querida, não te esqueças de orar!

Paz e muitas alegrias!

Scheilla (Espírito). Médium: Jairo Avellar.

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Chico Xavier

Francisco Cândido Xavier morreu há 15 anos, deixando para trás mais de 412 livros escritos. Mas ele sempre rejeitou a autoria de todos: a obra seria inteira psicografada, ditada diretamente de espíritos que falavam ao médium.

Com o aniversário de falecimento do líder espírita, uma empresa brasileira resolveu investigar a obra de Chico usando inteligência artificial. Ao longo da vida, ele psicografou livros de vários autores diferentes. A ideia era usar todo o poder de computação para responder duas perguntas: esse autores têm cada um seu estilo próprio? Eles são suficientemente diferentes entre si?

A Stilingue, uma empresa que trabalha com análise de textos via inteligência artificial para “resumir a internet”, encontrando tendências nas redes sociais, resolveu testar como as obras psicografadas seriam analisadas por uma técnica de aprendizado de máquinas chamada Deep Learning.

A partir de grandes quantidades de dados, o computador aprende a criar relações entre eles, sem precisar aprender, por exemplo, o que é um verbo, um adjetivo, um substantivo. Se fosse reconstruir a Bíblia, o computador logo ia aprender que precisa colocar um número antes de cada frase, porque o livro é estruturado em versículos.

A mesma técnica também já foi usada para recriar Shakespeare. Depois de ler milhões de caracteres do dramaturgo, o computador era capaz de escrever sozinho “imitando” o estilo do inglês, sem nunca ter passado por uma aula de literatura. Nem sempre as frases fazem total sentido, mas os tempos verbais e a mania de criar palavras novas mudando o final delas ficam reproduzidos, igualzinho.

No caso de Chico Xavier, o estudo da Stilingue selecionou três dos principais autores psicografados pelo médium: Emmanuel, André Luiz e Humberto de Campos.

Para “alimentar” a rede neural artificial, eles selecionaram três livros de cada autor – que precisam ser enormes, porque a técnica Deep Learning exige, no mínimo, um milhão de caracteres por autor conseguir aprender com sucesso. “No caso de Humberto de Campos, sentimos um pouco de falta de mais material. Ele é um autor mais desafiador porque escrevia diferentes tipos de texto [contos, anedotas e poesias]”, explica Milton Stiilpen Jr., fundador da Stilingue.

Devidamente treinado, o computador começou a reproduzir os textos. André Luiz, por exemplo, tinha o hábito de colocar falas espaçadas entre blocos de texto maiores, ao invés de criar longos blocos de diálogos.

André Luiz: entidade espírita vs. bot

Este primeiro texto foi psicografado por Chico Xavier:

Os encarnados presentes viam tão-somente o corpo de Otávia, dominado pelo sacerdote que lhes era invisível, quase a rebentar-se de soluços atrozes, mas nós víamos além. A nobre senhora desencarnada postou-se ao lado do filho e começou a beijá-lo, em lágrimas de reconhecimento e amor. Pranto copioso identificava-os. Cobrando forças novas, a genitora continuou:

– Perdoe-me, filho querido, se noutra época induzi o seu coração à responsabilidade eclesiástica, modificando o curso de suas tendências. Suas lutas de agora me atingem a alma angustiada. Seja forte, Marinho, e ajude-me! Desvencilhe-se dos maus companheiros! Não vale rebelar-se. Nunca fugiremos à lei do Eterno! Onde você estiver, a voz divina se fará ouvir no imo da consciência…

Nesse momento, observei que o sacerdote recordou instintivamente os amigos, tocado de profundo receio. Agora que reencontrava a mãezinha carinhosa e devotada a Deus, que sentia a vibração confortadora do ambiente de fraternidade e fé, sentia medo de regressar ao convívio dos colegas endurecidos no mal.

Já este foi criação da inteligência artificial:

A primeira vez mais providencial de serviço de sua consciência, a Senhora Laura encontrava-se com a presença de alguns, com a sua consciência espiritual e a medicina de amor, acrescentou:

– O controlador de serviço está disposto a escapar com as mesmas expressões de alegria.

A primeira vez mais forte de algum tempo, a senhora de Alexandre prosseguiu a companheira de serviço e considerando a alegria da conversação despediu-se:

– Neste momento, a maioria dos companheiros encarnados estão através de construções destruidoras e desencarnadas. A consciência tem sempre a construção do coração.

Depois de criar três bots capazes de imitar os autores com uma precisão considerável (erro de 22% para André Luiz, 5% para Emmanuel e 32% para o Humberto de Campos), dá para dizer que cada autor tem um estilo razoavelmente marcante e uniforme.

Agora, dá para dizer que eles são diferentes entre si? Ou será que o estilo delata que teriam sido escritos por uma só pessoa? Para fazer o teste, eles decidiram confundir a máquina. Misturaram os textos de diferentes autores. Mandaram o bot do Emmanuel escrever com base na obra do Humberto, o do Humberto imitar o André e assim por diante. Deu errado: a taxa de erro disparou. Os modelos eram incapazes de encontrar os mesmos padrões de estilo de uma entidade espírita nos livros da outra. Os autores são, sim, marcadamente diferentes.

A questão que resta é: há outras formas de explicar o resultado?

Misturar textos de diferentes temas e épocas de um mesmo autor já é suficiente para aumentar a taxa de erro. Mas não tanto assim. “Fizemos um teste com o Paulo Coelho justamente para testar um único autor com diferentes livros e muitos textos. A taxa de erro aumenta – mas mesmo assim continua baixa”, explica Milton. O teste com Paulo Coelho retornou uma taxa de apenas 10%.

Outra possibilidade cética seria a criação consciente e deliberada de Chico Xavier de diferentes personas, uma para cada autor – coisa parecida com o que o escritor Fernando Pessoa fez, com seis heterônimos marcadamente diferentes.

Milton também tinha uma resposta para isso: eles fizeram o teste de Deep Learning também com Fernando Pessoa. “Faltou quantidade de dados suficiente para atender essa técnica”, responde Stiilpen. A Stilingue não conseguiu acesso fácil e digitalizado à quantidade necessária de material de cada heterônimo de Pessoa. Relembrando, o mínimo necessário para a análise usando Deep Learning é de 1 milhão de caracteres o que significa, nesse caso, 6 milhões para uma análise de todos os “autores” em questão. E isso só para aquecer.

Graças a esses resultados, a análise textual deve virar um projeto de pesquisa oficial que vai, inclusive, selecionar outras técnicas mais adequadas a autores como Fernando Pessoa e Nelson Rodrigues. Mas, de tudo isso, qual foi o veredito do estudo sobre Chico Xavier?

A psicografia segue como uma questão de fé. Mas se o estudo atesta algo, é a genialidade do médium. Escrever o volume de texto que ele escreveu, com personas comprovadamente distintas, mas uniformes entre si, não precisa nem ser sobrenatural para ser absolutamente impressionante. Ou, como colocou Monteiro Lobato, “Se Chico Xavier produziu tudo aquilo por conta própria, então ele merece ocupar quantas cadeiras quiser na Academia Brasileira de Letras.”

Esta matéria foi publicada originalmente na Superinteressante.

Por Ana Carolina Leonardi (Publicado em 1 jul 2017, 11h31).

Fonte: http://exame.abril.com.br/tecnologia/inteligencia-artificial-pos-a-prova-psicografia-de-chico-xavier/.

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Revista O Fóton nº 6, Junho/2017

Amigos leitores e amigas leitoras do blog Divulgando a Doutrina Espírita, informamos que a edição do mês de Junho/2017 da Revista O Fóton, publicação da AFERJ (Associação de Física e Espiritismo do Rio de Janeiro) já está circulando.

Esta edição da revista está repleta de artigos interessantes! Nesta edição, na coluna “Estudo Espírita”, Jane Sodré, com o artigo “O Papel da Alma na Hereditariedade”, disserta sobre a relação entre espírito e matéria. Na “Relembrando”, Alexander Aksakof é o tema central. Natália Amarinho traz, na coluna “Dialogando com Kardec”, o artigo “O Dever”. Na matéria de capa, Alexandre Fonseca, físico, professor da UNICAMP e editor do Jornal de Estudos Espíritas (JEE), traz o interessantíssimo artigo “O Fluido Cósmico e as Teorias Cosmológicas”. Na coluna “Astronomia e Espiritismo”, o professor Nelson Travnik, escreve o empolgante artigo sobre uma pequena parte da vida de Alberto Santos Dumont: “O Espiritismo em uma Polêmica Centenária”. Novamente Natália Amarinho, fazendo uma dobradinha nesta edição, na coluna “Animismo e Espiritismo”, apresenta uma grandiosa pesquisa sobre mediunidade e animismo, buscando responder qual dos dois explicam os fatos observados nas pesquisas espíritas? O título do artigo: “Animismo ou Mediunidade?”.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada no seguinte link:

https://drive.google.com/file/d/0B1ayLsc2YDBJSlM5MVpMcnp6cEk/view?usp=sharing

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 304 (Junho/2017) do Jornal Evangelho e Ação, o órgão de comunicação da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

http://www.feig.org.br/images/images/JEA/JEA_2017_06/2017_06_JEA.pdf

Uma ótima leitura!

José Márcio

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