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Archive for junho \25\UTC 2017

Muitos acreditamos que o fenômeno mediúnico deva ocorrer com a naturalidade do desabrochar de uma rosa, apropriados da figura metafórica de autoria de Emmanuel. Defendemos que a “rosa” da mediunidade desabrocha, tão logo o fenômeno patenteia-se, após superadas as inibições psíquicas. A fala espontânea, a escrita ligeira e a mensagem escorreita  são sinonímias do desenvolvimento da faculdade. E sob este entendimento, eximimo-nos de avaliar de forma aprofundada as comunicações que nos chegam, caligrafadas ou ditadas, por médiuns atuantes e formados em nossas Casas Espíritas, acreditando ser falta de caridade turvar-lhes a “beleza” com análises, bom senso e razão. Chegamos, por vezes, a negar a condição de cursos preparatórios para médiuns, sob o discurso deturbado de que fariam esvaziar as reuniões, retardando o trabalho dos “bons espíritos no socorro aos irmãos do mundo invisível”. Alegamos que a “reforma íntima” e a ”boa vontade” são suficientes para que a “rosa” da mediunidade “enfeite os jardins do mundo”. Preocupados mais com o fenômeno, as voltas de uma mesa ou traçado em uma folha de papel, do que com a capacidade intelecto-moral do médium em experimentar-se na análise criteriosa das inteligências a quem serve nas experiências da vida, relegamos as bases doutrinárias às estantes da biblioteca. E sob este contexto, comum, vemos o superficialismo triunfar nas lides mediúnicas sob o jargão do naturalismo, da trivialidade e das observações simplórias dos conteúdos que chegam: “vede bem que não dizem nada de mal” (ver item 246, Da Obsessão, de O Livro dos Médiuns). Outra menção comum: “não se preocupe, os benfeitores espirituais é que sabem e conduzem os trabalhos”.

Assim, multiplicam-se reuniões mediúnicas para que se deixem desabrochar mediunidades, que por vezes, confundem-se com processos emocionais e espirituais delicados.

Realmente, a mediunidade ostensiva é faculdade natural, orgânica, que não pode ser induzida e incutida naqueles que não a tem.

Assim como a rosa não desabrocha em outras espécies que não a roseira.

E a rosa naturalmente irá desabrochar quer queiramos ou não.

Mas a qualidade da rosa, por mais esteja em sua natureza a beleza e o perfume, dependerá do clima, do solo, dos cuidados e do manejo a quer for submetida, incluindo a poda e o tutoramento.

Abster-nos de adubá-la, e mesmo podá-la ou tutora-la, a pretexto de preservar-lhe o naturalismo seria nos eximir da condição de partícipes da obra divina, negando os dons da experiência e da inteligência.

Assim como a rosa, o crescimento da criança é natural, e em seu espirito estão os germens das mais belas faculdades, mas faculta-lhe Deus os pais e professores para instruí-la, discipliná-la e educá-la na formação de caracteres.

Deixar que tudo e todos simplesmente expressem a sua natureza primeira, sem qualquer cuidado, é negar o dom infinito da evolução que se processa nas interações entre as partes ou condicionar que tudo e todos já somos perfeitos ou acabados.

Se a mediunidade fosse algo que devesse atender a simples questão de naturalidade, com pontos intocados, Kardec não teria analisado, comparado, e enviado a vários médiuns as mesmas perguntas, para com seu bom senso e razão verificar sua coerência, para codificação da nova Doutrina.

Assim também Kardec não teria refutado, sob a chancela da máxima de Erasto, “o que a razão e o bom senso reprovam, rejeitai corajosamente. Mais vale rejeitar dez verdades do que admitir uma única mentira, uma única teoria falsa” (item 230, de O Livro dos Médiuns), as comunicações apócrifas que seguem discriminadas no capítulo 31 de O Livro dos Médiuns, muitas delas escorreitas quanto à forma e com conteúdos filosóficos profundos, sustentados em palavras veneráveis como “Jesus”, “Deus” e “caridade”.

Se pudéssemos nos eximir de uma análise crítica das mensagens que nos chegam São Luís não nos teria feito a exortação expressa no item 266 de O Livro dos Médiuns:

“Qualquer que seja a confiança legítima que vos inspirem os Espíritos que presidem aos vossos trabalhos, uma recomendação há que nunca será demais repetir e que deveríeis ter presente sempre na vossa lembrança, quando vos entregais aos vossos estudos: é a de pesar e meditar, é a de submeter ao cadinho da razão mais severa todas as comunicações que receberdes; é a de não deixardes de pedir as explicações necessárias a formardes opinião segura, desde que um ponto vos pareça suspeito, duvidoso ou obscuro.”

A falta de estudos basilares da essência da mediunidade com Jesus e Kardec, ainda nos faz crer que ser médium seja simples fenômenos de apassivar-se e entregar-se à execução e manifestações de toda ordem, sob a falsa pretensão de serviço caritativo e missão espiritual. Nos alheamos à recomendação de Kardec, manifesta no item 192 de O Livro dos Médiuns:

[…] a facilidade de execução é uma questão de hábito e que muitas vezes se adquire em pouco tempo, enquanto que a experiência resulta de um estudo sério de todas as dificuldades que se apresentam na prática do Espiritismo. A experiência dá ao médium o tato necessário para apreciar a natureza dos Espíritos que se manifestam, para lhes apreciar as qualidades boas ou más, pelos mais minuciosos sinais, para distinguir o embuste dos Espíritos zombeteiros, que se acobertam com as aparências da verdade. Facilmente se compreende a importância desta qualidade, sem a qual todas as outras ficam destituídas de real utilidade. O mal é que muitos médiuns confundem a experiência, fruto do estudo, com a aptidão, produto da organização física. Julgam-se mestres, porque escrevem com facilidade; repelem todos os conselhos e se tornam presas de Espíritos mentirosos e hipócritas, que os captam, lisonjeando-lhes o orgulho.

Essa conduta meticulosa do Codificador, fundamentada na busca pela natureza das manifestações, é corroborada por Sócrates, no item 197 de O Livro dos Médiuns ao afirmar que analisar “esses dois quadros [ a natureza dos médiuns e dos espíritos ] reúnem todos os princípios da Doutrina e contribuirão, mais do que o supondes, para trazer o Espiritismo ao verdadeiro caminho.”

É claro, portanto, que a verdade e o escolho da mediunidade não se encerram na naturalidade, mas na natureza do médium e dos espíritos com os quais se sintoniza, conforme esclarece-nos o espírito Sócrates. Sem recursos para conhecermos a nós mesmos (como já dizia o mesmo sábio na antiguidade), e por consequência aqueles a quem servimos de intermediários, a “mediunidade se perde na inutilidade”. (ver item 197 de o Livro do Médiuns”.)

Em outras palavras: formemos, pois, medianeiros. Não para servirem à naturalidade do fenômeno, mas para reconhecerem, pelo estudo sério, vivência e experimentação, a sua natureza íntima e daqueles com quem se comunicam.

Para tal é preciso o tutoramento do bom-senso, a poda do estudo e da disciplina e o adubo da vivência evangélica, manejados pelo jardineiro Consolador (Doutrina Espírita), sob as luzes do sol do Evangelho de Jesus. Somente assim, verdadeiramente, estaremos sustentados em solo seguro para sermos medianeiros do desabrochar, natural, da perfumosa rosa da mediunidade com Jesus.

Aos que se opuserem a esta forma “fria” de analisar a mediunidade, atentemos para a recomendação dos espíritos no tópico 28, do item 266 de O Livro dos Médiuns:

“Para julgar os Espíritos, como para julgar os homens, é preciso, primeiro, que cada um saiba julgar-se a si mesmo. Muita gente há, infelizmente, que toma suas próprias opiniões pessoais como paradigma exclusivo do bom e do mau, do verdadeiro e do falso; tudo o que lhes contradiga a maneira de ver, a suas ideias e ao sistema que conceberam, ou adotaram, lhes parece mau. A semelhante gente evidentemente falta a qualidade primacial para uma apreciação sã: a retidão do juízo. Disso, porém, nem suspeitam. É o defeito sobre que mais se iludem os homens.

“Mediunismo sem Evangelho é fenômeno sem Amor, dizem os Amigos Espirituais, sem Doutrina Espírita é fenômeno sem esclarecimento. Com Espiritismo, mas sem Evangelho, é realização incompleta […]. Com Evangelho e sem Espiritismo é, também, realização incompleta. Com Evangelho e Espiritismo é penhor de vitória espiritual, de valorização dos talentos divinos. Imprescindível, pois, a trilogia Evangelho-Espiritismo-Mediunidade.” (Martins Peralva, Mediunidade e Evolução, cap. 7.)

Naturalidade e natureza na mediunidade com Jesus (e Kardec), por Breno Henrique Leite Cota. Fonte: Jornal Correio Fraterno da CCHJ nº 78, p. 5. Também disponível em www.cchj.org.br.

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Público presente

O Congresso que teve por tema central O Amor reuniu, no centro de convenções do Dayrell Hotel, em Belo Horizonte, mais de 1000 pessoas da comunidade espírita de Belo Horizonte, de cidades vizinhas, do interior de Minas Gerais e de outros Estados da Federação.

Num clima de confraternização cristã, O Amor foi o objeto das reflexões das conferências e das apresentações musicais realizadas.

Estas últimas ficaram a cargo do Coral Sem Fronteiras, do Trio Lírio Celeste, do Quarteto de Cordas e do tenor Luiz Gamonal e as primeiras foram desenvolvidas pelos confrades Haroldo Dutra Dias (A Terapia do Amor, uma miniconferência pela manhã, e Evangelho e Amor, na parte da tarde), Artur Valadares (O Amor Segundo o Cristo, na parte da manhã) e Simão Pedro de Lima (O Amor Segundo Paulo, na parte da tarde). Ainda na parte da manhã, coube-nos desenvolver a miniconferência Marcas de Um Novo Tempo.

O Movimento Espírita de Belo Horizonte ansiava e merecia por um evento deste porte. Ao Presidente Itamar Morato, da AME-BH, e ao Coordenador Geral do Congresso, Antônio Rubatino, os nossos cumprimentos e agradecimentos.

Que venha o segundo congresso!

José Márcio

A seguir, algumas fotos… (clique na imagem para ampliá-la)

Coral Sem Fronteiras

Trio Lírio Celeste

Quarteto de Cordas

Tenor Luiz Gamonal

Haroldo Dutra Dias

José Márcio de Almeida

Artur Valadares

Simão Pedro de Lima

Antônio Rubatino

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É com grande satisfação que informamos aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita que já está circulando a edição nº 61 do Jornal AME Mais, da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte (AME-BH).

O AME Mais edição nº 61 pode ser lido e/ou baixado pelo link seguinte:

Jornal AME Mais nº 61

Uma ótima leitura a todos!

José Márcio

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Amigos(as) leitores(as) do Divulgando a Doutrina Espírita,

É com enorme alegria que informamos que acaba de vir a lume a edição de nº 77, de O Fraternista, órgão de comunicação do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla, de Belo Horizonte(MG).

O ótimo conteúdo e o visual primoroso são garantias de uma leitura agradável e oportunas reflexões.

O mesmo pode ser acessado (lido e/ou baixado) pelo seguinte link:

Jornal O Fraternista, edição nº 77.

Boa leitura!

José Márcio

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Aos leitores do Divulgando a Doutrina Espírita, informamos que já está circulando a edição nº 59, do Jornal Sal da Terra, órgão de divulgação da Doutrina Espírita, de Lagoa Santa/MG.

O tradicional periódico, em sua versão eletrônica, pode ser lido ou baixado diretamente aqui no blog. Basta clicar no link abaixo:

Jornal Sal da Terra nº 59.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Público presente

Sábado, 20 de maio de 2017. O Movimento Espírita de Juiz de Fora fez realizar a 12ª edição do já consolidado Fórum Espírita. Não obstante o tempo chuvoso e frio, cerca de quatrocentas pessoas compareceram à Sede Social do Tupi Futebol Clube, para debater, com os conferencistas convidados, o tema “Pauta assumida: em 2017, caminho, verdade e vida”.

Organizadores e conferencistas

Na parte da manhã, Simão Pedro de Lima, discorreu sobre “Caminho”, com ênfase no pensamento; no início da tarde, após a apresentação magistral do cantor Luís Gamonal, tivemos a oportunidade de discorrer sobre “Verdade”, enfatizando a palavra; e, fechando o círculo de palestras, Artur Valadares discorreu sobre “Vida”, destacando a ação.

Simão Pedro de Lima com o tema: Caminho (Pensamento)

José Márcio de Almeida com o tema: Verdade (Palavra)

Artur Valadares com o tema: Vida (Ação)

Após cada palestra, o público dirigiu, aos conferencistas, perguntas muito bem formuladas e fundamentadas, demonstrando o interesse que o tema central despertou em todos: como utilizar, segundo os princípios evangélicos, o pensamento e a palavra na elaboração da ação nas relações cotidianas com vistas ao progresso do Espírito imortal.

Entre a segunda e a terceira palestras, num clima fraterno e de muita alegria foi servido o coffee-break ocasião em que todos se confraternizaram e puderam visitar os stands das livrarias e editoras presentes no Fórum.

Aos casais amigos, promotores e organizadores do Fórum, Nara e João Márcio Coelho e Antônio e Fátima Rubatino, os nossos agradecimentos e cumprimentos pelo convite, pela carinhosa acolhida e pela primorosa organização.

(Crédito das fotos: Leandro Gonçalves e Fátima Rubatino).

José Márcio

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