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Archive for março \01\UTC 2013

FIM PROVIDENCIAL DAS MANIFESTAÇÕES ESPÍRITAS  [*]

50. O fim providencial das manifestações é convencer os incrédulos de que tudo para o homem não se acaba com a vida terrestre, e dar aos crentes idéias mais justas sobre o futuro.

Os bons Espíritos nos vêm instruir para nosso melhoramento  e avanço e não para revelar­nos o que não devemos saber ainda, ou  o que só deve ser conseguido pelo nosso trabalho.

Se bastasse interrogar os Espíritos para obter a solução de todas as dificuldades científicas, ou  para fazer  descobertas e invenções lucrativas, todo ignorante podia tornar­se sábio sem estudar, todo preguiçoso ficar rico  sem trabalhar; é o que Deus não quer.

Os Espíritos ajudam o homem de gênio pela inspiração oculta, mas não o eximem do trabalho nem das investigações, a fim de lhe deixar o mérito.

51. Faria idéia bem falsa dos Espíritos, quem neles quisesse ver auxiliares dos leitores da buena­dicha.

Os Espíritos sérios se recusam a ocupar de coisas fúteis; os frívolos e zombeteiros tratam de tudo, respondem a tudo, predizem tudo o que se quer, sem se importarem com a verdade, e encontram maligno prazer em mistificar  as pessoas demasiado  crédulas. Neste caso, é essencial conhecer­se perfeitamente a natureza das perguntas que se podem dirigir aos Espíritos. (O Livro  dos Médiuns, nº  286: “Perguntas que se podem fazer aos Espíritos”.)

52. Fora do terreno do que pode ajudar o nosso progresso moral, só há incerteza nas revelações que se podem obter dos Espíritos.

A primeira conseqüência má, para aquele que desvia sua faculdade do fim providencial, é ser mistificado pelos Espíritos enganadores que pululam ao redor dos homens; a segunda é cair sob o domínio desses mesmos Espíritos, que podem, por pérfidos conselhos, conduzi­lo a adversidades reais e materiais na Terra; a terceira é perder, depois da vida terrestre, o fruto do conhecimento do Espiritismo.

53. As manifestações não são, pois, destinadas a servir aos interesses materiais; sua utilidade está nas conseqüências morais que delas dimanam; não tivessem, elas, porém, como resultado senão fazer conhecer uma nova lei da Natureza, demonstrar materialmente a existência da alma e sua imortalidade, e já isso seria muito, porque era largo caminho novo aberto à Filosofia.

[*] Allan Kardec. O Que é o Espiritismo. Cap. II.

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MÁXIMAS EXTRAÍDAS DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS [*]

35. O objetivo essencial do Espiritismo é o melhoramento dos homens. Não é preciso procurar nele senão o que pode ajudá-lo para o progresso moral e intelectual.

36. O verdadeiro Espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que faz bom proveito do ensinamento dado pelos Espíritos. Nada adianta acreditar se a crença não faz com que se dê um passo adiante no caminho do progresso e que não o faça melhor para com o próximo.

37. O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cupidez, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência são para a alma ervas venenosas das quais é preciso a cada dia arrancar algumas hastes, e que têm como contraveneno: a caridade e a humildade.

38. A crença no Espiritismo só é proveitosa para aquele de quem se pode dizer: hoje está melhor do que ontem.

39. A importância que o homem atribui aos bens temporais está na razão inversa de sua fé na vida espiritual; é a dúvida sobre o futuro que o leva a procurar suas alegrias neste mundo, satisfazendo suas paixões, ainda que às custas do próximo.

40. As aflições na terra são os remédios da alma; elas salvam para o futuro, como uma operação cirúrgica dolorosa salva a vida de um doente e lhe devolve a saúde. É por isso que o Cristo disse: “Bem-aventurados os aflitos, pois eles serão consolados.”

41. Nas suas aflições, olhe abaixo de você e não acima; pense naqueles que sofrem ainda mais que você.

42. O desespero é natural para aquele que crê que tudo acaba com a vida do corpo; é um contrasenso para aquele que tem fé no futuro.

43. O homem é muitas vezes o artesão de sua própria infelicidade neste mundo; se ele voltar à fonte de seus infortúnios, verá que a maior parte deles são o resultado de sua imprevidência, de seu orgulho e avidez, conseqüentemente, de sua infração às leis de Deus.

44. A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar Nele; é aproximar-se Dele; é pôr-se em comunicação com Ele.

45. Aquele que ora com fervor e confiança é mais forte contra as tentações do mal, e Deus envia-lhe bons Espíritos para assisti-lo. É um auxílio que nunca é recusado, quando é pedido com sinceridade.

46. O essencial não é orar muito, mas orar bem. Certas pessoas crêem que todo o mérito está na extensão da prece, enquanto fecham os olhos para seus próprios defeitos. A prece é para eles uma ocupação, um emprego do tempo, mas não uma análise de si mesmos.

47. Aquele que pede a Deus o perdão de seus erros não o obtém senão mudando de conduta. As boas ações são a melhor das preces, pois os atos valem mais que as palavras.

48. A prece é recomendada por todos os bons Espíritos; é, além disso, pedida por todos os Espíritas imperfeitos como um meio de tornar mais leves seus sofrimentos.

49. A prece não pode mudar os desígnios da Providência; mas, vendo que há interesse por eles, os Espíritos sofredores se sentem menos desamparados; tornam-se menos infelizes; ela exalta sua coragem, estimula neles o desejo de elevar-se pelo arrependimento e reparação, e pode desviá-los do pensamento do mal. É nesse sentido que ela pode não só aliviar, mas abreviar seus sofrimentos.

50. Cada um ore segundo suas convicções e o modo que acredita mais conveniente, pois a forma não é nada, o pensamento é tudo; a sinceridade e a pureza de intenção é o essencial; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras, que se assemelham ao barulho de um moinho e onde o coração não está.

51. Deus fez homens fortes e poderosos para que fossem sustentáculos dos fracos; o forte que oprime o fraco é advertido por Deus; em geral ele recebe o castigo nesta vida, sem prejuízo do futuro.

52. A fortuna é um depósito cujo possuidor é tão-somente o usufrutuário, já que não a leva com ele para o túmulo; ele prestará rigorosas contas do emprego que fez dela.

53. A fortuna é uma prova mais arriscada que a miséria, porque é uma tentação para o abuso e os excessos, e porque é mais difícil ser moderado que ser resignado.

54. O ambicioso que triunfa e o rico que se sustenta de prazeres materiais são mais de se lamentar que de se invejar, pois é preciso ter em conta o retorno. O Espiritismo, pelos terríveis exemplos dos que viveram e que vêm revelar sua sorte, mostra a verdade desta afirmação do Cristo: “Aquele que se orgulha será humilhado e aquele que se humilha será elevado.”

55. A caridade é a lei suprema do Cristo: “Amem-se uns aos outros como irmãos; – ame seu

próximo como a si mesmo; perdoe seus inimigos; – não faça a outrem o que não gostaria que lhe fizessem”; tudo isso se resume na palavra caridade.

56. A caridade não está só na esmola pois há a caridade em pensamentos, em palavras e em ações. Aquele caridoso em pensamentos, é indulgente para com as faltas do próximo; caridoso em palavras, não diz nada que possa prejudicar seu próximo; caridoso em ações, assiste seu próximo na medida de suas forças.

57. O pobre que divide seu pedaço de pão com um mais pobre que ele é mais caridoso e tem mais mérito aos olhos de Deus que o que dá o que lhe é supérfluo, sem se privar de nada.

58. Aquele que nutre contra seu próximo sentimentos de animosidade, ódio, ciúme e rancor, falta à caridade; ele mente, se se diz cristão, e ofende a Deus.

59. Homens de todas as castas, de todas as seitas e de todas as cores, vocês são todos irmãos, pois Deus os chama a todos para ele; estendam-se pois as mãos, qualquer que seja sua maneira de adorá-lo, e não atirem o anátema, pois o anátema é a violação da lei de caridade proclamada pelo Cristo.

60. Com o egoísmo, os homens estão em luta perpétua; com a caridade, estarão em paz. A caridade, constituindo a base de suas instituições, pode assim, por si só, garantir a felicidade deles neste mundo; segundo as palavras do Cristo, só ela pode também garantir sua felicidade futura, pois encerra implicitamente todas as virtudes que podem levá-los à perfeição. Com a verdadeira caridade, tal como a ensinou e praticou o Cristo, não mais o egoísmo, o orgulho, o ódio, a inveja, a maledicência; não mais o apego desordenado aos bens deste mundo. É por isso que o Espiritismo cristão tem como máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.

Incrédulos! Podeis rir dos Espíritos, zombar daqueles que crêem em suas manifestações; ride, pois, se ousardes, desta máxima que eles acabaram de professar e que é sua própria salvaguarda, pois se a caridade desaparecesse da terra, os homens se entredilacerariam, e talvez vocês fossem as primeiras vítimas. Não está longe o tempo em que esta máxima, proclamada abertamente em nome dos Espíritos, será uma garantia de segurança e um título à confiança, naqueles que a trouxerem gravada no coração.

Um Espírito disse: “Zombaram das mesas girantes; não zombarão nunca da filosofia e da moral que daí decorreram”. É que, com efeito, hoje estamos longe, depois de alguns anos apenas, desses primeiros fenômenos que serviram, por um instante, de distração para os ociosos e os curiosos. Esta moral, vocês dizem; está caduca: “Os Espíritos deviam ter espírito bastante para nos dar algo de novo.” (Frase espirituosa de mais de um crítico). Tanto melhor! se ela está caduca; isso prova que ela é de todos os tempos, e os homens são apenas mais culpados por não tê-la praticado, pois não há verdadeiras verdades senão as que são eternas. O Espiritismo vem lembrá-la, não por uma revelação isolada feita a um único homem, mas pela voz dos próprios Espíritos que, como uma trombeta final, 16vêm proclamar: “Creiam que aqueles que vocês chamam de mortos estão mais vivos que vocês, pois eles vêem o que vocês não vêem, e ouvem o que vocês não ouvem; reconhecei, naqueles que lhes vêm falar, seus parentes, seus amigos, e todos aqueles que vocês amaram na terra e que acreditavam perdidos irremediavelmente; infelizes aqueles que crêem que tudo acaba com o corpo, pois serão cruelmente desenganados, infelizes daqueles a que terá faltado caridade, pois sofrerão o que tiverem feito os outros sofrer! Escutai a voz daqueles que sofrem e que lhes vêm dizer: “Nós sofremos por não ter reconhecido o poder de Deus e duvidado de sua misericórdia infinita; sofremos por nosso orgulho, nosso egoísmo, nossa avareza e por todas as más paixões que não soubemos reprimir; sofremos por todo o mal que fizemos ao nosso semelhante, pelo esquecimento da caridade”.

Incrédulos! Dizei se uma doutrina que ensina tais coisas é digna de risos, se ela é boa ou má!

Vendo-a tão somente do ponto de vista da ordem social, dizei se os homens que a praticam seriam felizes ou infelizes; melhores ou piores!

[*] Allan Kardec. O Espiritismo em Sua Expressão Mais Simples.

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Auxílio Eficiente

AUXÍLIO EFICIENTE [*]

Emmanuel

Emmanuel

 “E abrindo a sua boca os ensinava.” – (MATEUS, 5:2).

O homem que se distancia da multidão raramente assume posição digna à frente dela.

Em geral, quem recebe autoridade cogita de encastelar-se em zona superior.

Quem alcança patrimônio financeiro elevado costuma esquecer os que lhe foram companheiros do princípio e traça linhas divisórias humilhantes para que os necessitados não o aborreçam.

Quem aprimora a inteligência, quase sempre abusa das paixões populares facilmente exploráveis.

E a massa, na maioria das regiões do mundo, prossegue relegada a si própria.

A política inferior converte-a em joguete de manobra comum.

O comércio desleal nela procura o filão de lucros exorbitantes.

O intelectualismo vaidoso envolve-a nas expansões do pedantismo que lhe é peculiar.

De época em época, a multidão é sempre objeto de escárnio ou desprezo pelas necessidades espirituais que lhe caracterizam os movimentos e atitudes.

Raríssimos são os homens que a ajudam a escalar o monte iluminativo. Pouquíssimos mobilizam recursos no amparo social.

Jesus, porém, traçou o programa desejável, instituindo o auxílio eficiente. Observando que os filhos do povo se aproximavam d’Ele, começou a ensinar-lhes o caminho reto, dando-nos a perceber que a obra educativa da multidão desafia os religiosos e cientistas de todos os tempos.

Quem se honra, pois, de servir a Jesus, imite-lhe o exemplo. Ajude o irmão mais próximo a dignificar a vida, a edificar-se pelo trabalho sadio e a sentir-se melhor.

[*] Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel. Vinha de Luz, Cap. XVII.

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Uso da Palavra

USO DA PALAVRA [*]

Joanna de Ângelis

Joanna de Ângelis

A palavra é emissão do pensamento que se verbaliza, portadora do conteúdo mental, que busca alcançar um fim.

Mesmo quando procurando dissimular os sentimentos íntimos, é veículo de alta carga vibratória que a desvela.

O seu uso correto faz que se torne instrumento de grande poder, favorecendo quem a explicita.

Quando carregada de sinceridade e fé, age como onda vibratória que estiola as forças negativas que envolvem o indivíduo, promovendo as aspirações de que se reveste.

Se portadora de pessimismo, dúvida e acusações atrai por sintonia mental enfermidades, sombras e malquerenças, que terminam por vencer aquele que a exterioriza.

A educação da vontade contribui de maneira especial para o exercício feliz da palavra.

Falar, sem pensar, é ato comum, automático.

Pensar antes de falar, resulta da conquista dos valores morais e espirituais que dignificam o homem.

*

A palavra é semente que se deposita no solo das vidas.

Conforme a sua qualidade, ressurge em colheita de frutos que serão portadores de paz ou desgraça.

A sementeira, portanto, deve ser realizada de forma consciente com os olhos postos no futuro.

*

Quando se silencia uma palavra infeliz, ela permanece subjugada; porém, se expressa, faz-se verdugo implacável.

*

Falar é uma ciência e uma arte.

Ciência, porque deve ser sempre mensageira de sabedoria, repassada de amor, portadora de fé. E arte, porque se deve revestir da correspondente modulação ao que informa.

Estabeleceu-se como correto, na arte da palavra, “que nem sempre é o que se diz, mas como se diz”, que provoca a reação do ouvinte.

Assim coloca a dose de emoção correta no teu verbo, de modo a torná-lo objetivo, claro e saudável.

*

Fala, emitindo ondas positivas, afirmações sinceras, com correspondente carga de amizade.

Diante de uma situação negativa, não faças coro geral, com palavras rudes, pejorativas, portadoras de azedume e ira.

Além de não resolverem a ocorrência, tornam-se pior, gerando perturbação e desequilíbrio.

*

A palavra apaixonada pelo mal tem sido responsável por guerras lamentáveis, assim como aquela que se faz mensageira de compreensão e lucidez, tem podido intermediar e conseguir a paz.

A palavra propele ao trabalho, à ação do bem, ou à revolta, à indolência, à injustiça.

A palavra é uma flecha que, disparada, não mais pode ser detida, alcançando o alvo.

Tem cuidado com ela.

*

Falando, Jesus alterou completamente a filosofia existencial então vigente na Sua pátria e abriu as fronteiras da esperança de felicidade para as criaturas de todos os tempos futuros.

[*] Joanna de Ângelis. Mensagem recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 19.10.1988, em Santa Mônica, CA, Estados Unidos.

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DIREITO E FRATERNIDADE [*]

“Reconciliai-vos o mais depressa possível com o vosso adversário, enquanto estais com ele a caminho, para que ele não vos entregue ao juiz, o juiz não vos entregue ao ministro de a justiça e não sejais metido em prisão. – Digo-vos, em verdade, que daí não saíreis, enquanto não houverdes pago o último ceitil’. (MATEUS, 5: 25-26).

Allan Kardec, discorrendo sobre as expiações coletivas, considera que “qualquer que seja a influência que o Espiritismo deva exercer sobre o futuro das sociedades, isto não quer dizer que substituirá sua autocracia por uma outra autocracia, nem que imporá leis” [1].

Ainda desenvolvendo o mesmo tema (obra citada) assinala: “não será, pois, ele [o espiritismo] que fará as instituições do mundo regenerado; serão os homens que as farão sob o império das idéias de justiça, de caridade, de fraternidade e de solidariedade melhor compreendidas, por efeito do Espiritismo”.

Socorramo-nos, mais uma vez do codificador, na mesma obra. Para ele “liberdade, igualdade, fraternidade, estas três palavras são, por si sós, o programa de toda uma ordem social, que realiza o progresso mais absoluto da humanidade, se os princípios que o representam pudessem receber sua inteira aplicação”.

Mais adiante nos ensina o que deva vir a ser a fraternidade: “a fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros; ela significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: ‘agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco’. A contrapartida é o egoísmo. A fraternidade diz: ‘cada um por todos e todos por um’. O egoísmo diz: ‘cada um por si’”.

O Codificador também considera que a fraternidade é a base para a realização da felicidade social e que sem ela não existiriam nem igualdade e nem liberdade. Para ele “a igualdade decorre da fraternidade, e a liberdade é a consequência das duas outras”.

Considerando que o progresso individual importa no progresso coletivo, nosso estágio atual de evolução ainda requer, no plano físico, normas que antes de serem de conduta, sejam de garantias; de garantias individuais e coletivas e, sobretudo, dos valores morais que nos permitirão, individual e coletivamente, progredir.

Olhemos para trás, vejamos quanto progresso moral, científico e social conquistamos. Há cerca de quinhentos anos vivíamos, nós mesmos, em pequenos feudos, oprimidos e diminuídos; hoje vivemos num mundo globalizado em que as fronteiras, a rigor, não existem.

Não alcançamos ainda, como é sabido, um estágio que possamos prescindir de um padrão de conduta social. E é exatamente neste sentido que se deve, por ora, valorizar e observar as regras gerais e abstratas que regulam a vida em sociedade.

Necessário ressaltar que são, as regras, ou as leis, ou ainda, o Direito, um produto humano-social. Elas vigoram e/ou deixam de vigorar segundo um padrão coletivo, o que significa dizer que se aperfeiçoam na medida em que, nós, coletivamente, nos desenvolvemos. Elas são, portanto, o produto do estágio de desenvolvimento da sociedade que as formam, segundo um processo dinâmico e natural – a história assim o demonstra.

Assim é que o Codificador, mesma obra, acertadamente asseverou: “a humanidade se compõe de personalidades que constituem as existências individuais, e de gerações que constituem as existências coletivas. Ambas caminham para o progresso, por fases variadas de provas que são, assim, individuais para as pessoas e coletivas para as gerações. Do mesmo modo que, para o encarnado, cada existência é um passo à frente, cada geração marca uma etapa de progresso para o conjunto”.

A justiça não é, como se depreende, um meio, mas um fim; lado outro, a fraternidade, se, verdadeiramente compreendida e exercitada, configura-se como sendo o meio.

A justiça somente será feita (quanta pretensão nesta afirmação!) se as regras de convívio e pacificação social não forem ignoradas. Ora, partindo deste entendimento e por dedução, se a regra não é quebrada, a justiça está!

A justiça está? Sim, a justiça está! E não há nisso um contrasenso. Trata-se, sim, de uma constatação! A justiça que está, à qual nos referimos, é a justiça divina, que opera sabiamente segundo as leis de causa e efeito, atendendo os desígnios da Providência Divina.

A exegese das regras jurídicas, ou das regras de convívio e pacificação social, nos conduz, inapelavelmente, à constatação de que o ideal de Fraternidade – bem compreendido em seu sentido filosófico: o homem como um ser social, que fez uma opção consciente pela vida em sociedade, e que, para tal, estabelece uma relação de igualdade, de irmãos – é que nos revela o Direito.

Assim é que a Fraternidade expressa a dignidade de todos os homens, pois os considera iguais, irmãos, assegurando-lhes o Direito – individuais, indisponíveis, coletivos e políticos. Em resumo: o ideal de Fraternidade nos assegura o Direito, que, por decorrência e por sua aplicação, nos revela (ou não!), a justiça humana!

[1] KARDEC, Allan. Obras Póstumas, tradução de Salvador Gentile, revisão Elias Barbosa. 27.ª ed., Araras: IDE, 2008.

[*] José Márcio de Almeida. Debates Doutrinários, p. 109-114, Clube de Autores/SEDDE.

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Depois da Travessia

DEPOIS DA TRAVESSIA

Depois da Travessia

467ª obra da psicografia de Chico Xavier (inédita), por espíritos diversos. A sua primeira parte é originária da fase do médium em Pedro Leopoldo, na Fazenda Modelo, na qual, após o serviço, frequentou o culto do Evangelho no lar do Grupo Doméstico Arthur Joviano, levado a efeito, semanalmente, pela família de Dr. Rômulo Joviano. Já a segunda parte é fruto da última fase da psicografia do médium em Uberaba, onde, nas sessões públicas do Grupo Espírita da Prece, recebeu o espírito da própria irmã, D. Luiza Xavier, em diversas oportunidades, a partir de 13 de julho de 1985. Permeando as comoventes mensagens desses espíritos sobre a própria sobrevivência além-túmulo, há fac-símiles de mensagens de Emmanuel e de Bezerra de Menezes, fotografias e escritos inéditos de Chico Xavier ilustrando as épocas e as personalidades citadas. A obra é, pois, instrutivo volume contendo valiosas informações sobre a vida espiritual depois da travessia dos umbrais da morte do corpo físico, a induzir-nos o espírito distraído no mundo a uma mais ampla reflexão sobre a imortalidade, patenteando-se-nos a real significação das palavras de Jesus, nosso Senhor e Mestre: “A cada um será dado segundo as próprias obras”. Autor: Diversos (Espíritos), Médium: Francisco Cândido Xavier – Organizado por Geraldo Lemos Neto e Wanda Amorim Joviano. Editora: Didier.

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