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Archive for outubro \28\UTC 2017

Paulo ensina-nos, em 1Coríntios 14: 32, que há dois tipos de profetas, pois os espíritos dos profetas (desencarnados) estão sujeitos aos profetas (encarnados). É que se o médium não der passividade (permissão) para o espírito manifestar-se, não acontece a comunicação do espírito que profetiza. E como João nos ensina em 1João 4: 1, é necessário que examinemos os espíritos para sabermos se são bons ou maus, a fim de que não venhamos acreditar em falsos espíritos profetas (desencarnados). Ademais, os espíritos impuros (ainda não purificados) fazem questão de enganar as pessoas que consultem espíritos, como o faziam os necromantes, com objetivos materiais, o que não é o verdadeiro espiritismo.

O trabalho de Kardec foi muito importante, pois ele codificou (organizou cientificamente) os fenômenos espíritas, criando a “espiritologia”. O espiritismo não é, pois, necromancia no seu sentido pejorativo, já que é prática de receber os espíritos que querem manifestar-se espontaneamente.

Ao dom da mediunidade Paulo chamou de dom espiritual do espírito santo da pessoa e não do Espírito Santo dogmático da Terceira Pessoa Trinitária, que respeitamos. Recomendamos ver esse assunto na Bíblia no seu texto e não no cabeçalho acima do texto, onde se lê erradamente “dons do Espírito Santo”, cabeçalho este que não faz parte do texto e que foi colocado pelos teólogos como se se tratasse de dons do Espírito Santo dogmático.

O espírito que se manifesta não é, pois, o Espírito Santo dogmático, mas um espírito santo humano. “Não sabeis vós que vós sois santuário do Espírito Santo?”, no grego: “de um espírito santo”? (1 Coríntios 6: 19).

A maioria dos cristãos crê que se manifesta o Espírito Santo dogmático. Mas como já vimos, em outras matérias, é um espírito santo ou bom. Inclusive, são Jerônimo, na “Vulgata Latina”, no princípio do século V, não diz “o Espírito Santo”, mas “um espírito bom” (“spiritus bonus”). Mas muitos cristãos ainda pensam que todos os espíritos que se manifestam são maus, chamando-os de demoníacos. E aqui perguntamos a eles por que Deus permitiria que somente espíritos maus se manifestassem prejudicando-nos, enquanto que os bons que podem nos ajudar a evoluirmos, espiritualmente, não podem manifestar-se? Não seria esse Deus deles falso e mancomunado com os espíritos ainda impuros?

São Pedro, no início de seus trabalhos apostólicos, achava que o Espírito Santo (um espírito santo ou alma boa) só se manifestava através dos já cristãos, isto é, já batizados. Mas na casa do centurião Cornélio, de Cesareia, Pedro percebeu que estava enganado e disse que Deus não faz acepção de pessoas (Atos 10:34), podendo, pois, as pessoas não cristãs receberem também espíritos santos. E para Cornélio, que não era cristão, manifestou-se um homem (um espírito humano) com vestes resplandecentes (Atos 10: 30). E o próprio Jesus e os três apóstolos médiuns especiais Pedro, João e Tiago receberam, na transfiguração, os espíritos de Moisés e Elias que tinham vivido, já havia muitos séculos, aqui n terra. Também Jesus e os apóstolos impunham as mãos sobre as pessoas dando-lhes passes. E mais, o espírito santo de Jesus manifestou-se aos apóstolos e discípulos e até se materializou para eles.

Ora, se Jesus e os apóstolos recebiam espíritos e davam passes, e se até o espírito santo de Jesus manifesta-se, é com muita honra e glória que nós espíritas fazemos o que eles nos ensinaram!

Espírita com honra, pois Jesus e os apóstolos também o eram, por José Reis Chaves.

Fonte: http://www.otempo.com.br.

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Fachada da Fraternidade Espírita Irmão Glacus  – FEIG

Estamos registrando aqui no Divulgando a Doutrina Espírita, a nossa visita à Fraternidade Espírita Irmão Glacus – FEIG (Rua Henrique Gorceix, 30, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG).

Lá estivemos na noite de 23 de outubro para desenvolvermos o tema “A luz do mundo”.

Foi, para nós, uma grande honra e enorme alegria ocupar a tribuna da Casa de Glacus.

Agradeço o convite feito pela querida amiga Aline Guimarães e a acolhida fraterna que nos foi dispensada pela companheira Mônica Moreira.

Jesus conosco!

José Márcio

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José Márcio com o livro “E a vida continua…”

A União Espírita Mineira (UEM) fez realizar, entre os dias 13, 14 e 16 a 22 de outubro de 2017, a trigésima quinta edição de sua Feira do Livro Espírita.

O tradicional evento do calendário espírita, além de promover a divulgação doutrinária pelo livro, também proporciona, aos profitentes, neófitos e simpatizantes da Doutrina Espírita, o despertamento consciencial do ser por meio de edificantes estudos públicos.

Neste ano, o autor estudado foi André Luiz.

A obra gigantesca e importantíssima desse Espírito foi revisitada por inúmeros conferencistas espíritas. Ocuparam a tribuna da Casa Máter do Espiritismo nas Minas Gerais nomes conhecidos do Movimento Espírita: Juselma Coelho, Dona Cotinha, Emerson Perdersoli, Célio Allan Kardec, Itamar Morato (Presidente da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte), Antônio Rubatino (Coordenador Geral do Grupo da Fraternidade Espírita Irmã Scheilla), Paulo Pina, Sergito Cavalcanti, dentre outros.

Tivemos a enorme alegria e honra de também participar deste inolvidável banquete de luz. Pela primeira vez ocupamos a tribuna da Casa de João Batista para abordar aspectos da obra “E a vida continua…”, ocasião em que pudemos colher doces e suaves vibrações.

Agradecemos aos companheiros e companheiras da UEM o convite que nos foi feito e a oportunidade enriquecedora de trabalho com o Mestre!

Jesus conosco!

José Márcio

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 83 (Outubro/2017) do Jornal Correio Fraterno, o órgão de comunicação da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

https://docs.wixstatic.com/ugd/94affd_b6ada341671d4dcfb5dcbc2028ae03b5.pdf.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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Informamos aos nossos leitores que já está circulando a edição nº 308 (Outubro/2017) do Jornal Evangelho e Ação, o órgão de comunicação da Fraternidade Espírita Irmão Glacus, de Belo Horizonte/MG.

A aludida edição pode ser lida e/ou baixada pelo link seguinte:

http://www.feig.org.br/images/images/JEA/JEA_2017_10/2017_10_JEA.pdf.

Uma ótima leitura!

José Márcio

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A Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, convida a todos os associados, colaboradores e amigos da instituição para o Culto do Evangelho de Jesus em homenagem ao seu 60º aniversário, a ser realizado no dia 25 de outubro de 2017, quarta-feira, às 19h45, em sua sede à Rua Sete Lagoas, nº 274, Bairro Bonfim, Belo Horizonte/MG.

A sua participação ensejará muita alegria, paz, luz e harmonia.

Após o Culto, reunião de confraternização dos presentes.

A Diretoria Executiva

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A ideia de uma consciência que sobrevive à morte e reencarna em novos corpos, é tão antiga quanto a fé em divindades e surgiu de formas independentes em inúmeras culturas ao redor do planeta.

Chamada de Palingenesia, a doutrina de vidas sucessivas faz parte dos centros de iniciação e escolas religiosas, a maioria orientais. Reencarnação não é, pois invenção recente e tampouco criação do espiritismo que a reconhece e reapresenta mais desenvolvida, completa, racional, isenta de crendices, exageros e optando por uma análise científica. Historicamente ela está presente na Índia nos Vedas de 6.000 a.C., no Hinduísmo, no Budismo , no Egito, na Pérsia (atual Irã), na Grécia com Pitágoras e Platão,  entre os hebreus com os Essênios, em Alexandria com Plotino (205-270) d. C. , em Roma com Cícero e Ovídio, na Gália (atual França) e com várias citações no Novo Testamento. No Egito encontram-se inscrições de 3.000 a.C. no “Papyrus Anana” e uma outra encontrada pelo pesquisador Picone Chiodo “Antes de nascer a criança viveu e a morte não é o fim. A vida é um evento que passa como o dia solar que renasce”.

ACEITAÇÃO E CONDENAÇÃO

Acredita-se que o jovem Jesus reaparecendo depois na fase adulta,  tenha estado no Irã e na Índia de onde trouxe conhecimentos sobre a reencarnação. Contudo, levar isso de forma clara àquele povo ignorante apegado as leis judaicas, só mesmo da forma que o fez em algumas oportunidades. Não é pois de admirar que a Igreja Romana aceitava e ensinava a reencarnação até maio de 553 d.C., quando o II Concilio de Constantinopla (atual Istambul), a condenou. O autor para a condenação, o imperador Justiniano, ordenou ao papa Virgílio, atendendo ao pedido de sua esposa Teodora que, antes de ser imperatriz foi meretriz. Eliminando a reencarnação, ela não teria de resgatar seus crimes entre os quais, prendendo à força 500 prostitutas, fato que provocou suicídios. Assim se tornou conveniente difundir e ensinar a crença em uma única existência e que a Igreja seria o único caminho para a salvação. A fé pelo medo. Mesmo assim, diversos representantes da Igreja continuaram a esposar ideias reencarnarcionistas no século IV em pleno Vaticano. Entre eles destacou-se o cardeal Nicolau de Cuza com anuência do papa Eugênio IV. Devido a proibição de questionamentos imposta pela “Santa Inquisição”, toda visão filosófica, moral e religiosa no Ocidente ficou subordinada ao poder da Igreja Católica e o conceito da reencarnação revelou-se bastante incomodo para os orgulhosos, poderosos e prepotentes que ambicionavam o poder à custa de muitos crimes e sangue derramados. E com a fórmula mágica das indulgências, tudo era perdoado e o céu estava garantido. Vemos assim que as verdades do cristianismo primitivo foram deturpadas para satisfazer o orgulho, os interesses e o egoísmo dos homens.

NO OCIDENTE

A reencarnação com introdução de métodos científicos por eminentes pesquisadores vem ganhando milhões de adeptos de todas as classes sociais. Está presente em vasta literatura, no cinema, em novelas da televisão e em documentários. Isto explica-se face a crença em uma justiça divina de amor que dá oportunidade a todas as criaturas para saldar seus erros. Pela reencarnação o Ser Supremo não castiga ninguém pois somos nós os causadores dos próprios sofrimentos pela lei universal da ação e reação. Assim, os seres são criados iguais e a todos são dadas as mesmas oportunidades, tantas quantas forem necessárias para resgatar os erros através da evolução espiritual em vidas sucessivas, rumo a perfeição e felicidade final como espíritos de luz. Se a sorte do ser humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido mais maus do que bons. A ideia, pois de um sofrimento eterno (inferno) não convence. Ademais, se existe um Ser Supremo, Incognoscível, que estabelece leis justas para todos os miríades de mundos habitados, ela criaria um ser inteligente sabendo seu futuro sombrio? E como ficam os casos de deformações físicas em recém nascidos, as vítimas de acidentes, doenças incuráveis, loucura, abandono, esterilidade, miséria e sofrimentos? Tudo isso tem sua origem no passado e só assim, dessa maneira, através das vidas sucessivas, podemos conceber um Ser Supremo que através da lei universal de ação e reação, causa e efeito, harmoniza e equilibra o Universo. Sem ela, está aberta a porta para o materialismo e o ateísmo.

AS PESQUISAS CONTINUAM

As lembranças de vidas passadas estudadas por renomados psiquiatras, psicólogos, pesquisadores da matéria e outras áreas do conhecimento, é um dos métodos mais completos para provar a reencarnação. Crianças até os cinco anos tem a faculdade de recordações espontâneas de outras vidas. Elas abrem um portal, uma janela que permite enxergar fatos da vida passada em locais próximos ou distantes que depois são investigados e se vêem comprovados. É interessante constatar que essas lembranças desaparecem depois. Nas lembranças reencarnatórias, marcas de nascença e digitais sobressaem nas pesquisas do Dr. Hemendra Nath Banerjee da Universidade de Rajastan, Jaipur, Índia com mais de mil e duzentos casos, do brasileiro Dr. Hernani Guimarães e do Dr. Ian Stevenson (1918-2007) que foi Diretor do Departamento de Psiquiatria e Neurologia da Escola de Medicina da Universidade da Virginia, EUA que  viajou para a Índia, Oriente Médio e muitos outros locais, consignando inúmeros casos de crianças que conseguiram lembrar detalhes de suas vidas passadas. É curioso atentar que em algumas partes da Ásia, parentes de falecidos marcam seus corpos com alguma marca na esperança que o falecido reencarne na mesma família o que, muitas vezes acontece. Os pesquisadores Jim Tucker da Universidade da Virginia, EUA juntamente com Jurgen Keil da Universidade da Tasmânia, apresentaram juntos um documento no prestigioso “The Journal of Scientific Exploration” que detalha crianças que nasceram com marcas correspondentes a seus parentes mortos. Outro pesquisador famoso com vários livros publicados, é o Dr. Brian Weiss, presidente do Departamento de Psiquiatria do Mt. Sinai Medical Center, Miami, EUA. A todos os casos estudados existe também a xenoglossia,  quando uma pessoa começa a falar um idioma totalmente desconhecido. As crianças prodígio capazes entre outras de  executar concertos altamente difíceis, é outro fato que chama atenção. No mais, são fatos comprovados que demonstram o retorno do espírito ao plano físico sem ir de encontro de forma alguma as Leis da Natureza.

A DOUTRINA ESPÍRITA

Ensina que as reencarnações que passamos aqui não são as primeiras nem as últimas; são, porém as mais materiais e distantes da perfeição. Segundo ela, a alma pode viver muitas vezes no mesmo planeta e só pode reencarnar em mundos superiores quando houver alcançado condições suficientes para tal. Espíritos que superam o conhecimento em seu planeta e espíritos superiores podem renascer em outros mundos. O tempo para reencarnar estaria condicionado à disponibilidade, vontade e da evolução de cada espírito. A vida espiritual consoante a missão que for delegada, pode durar um tempo que para nós corresponde a meses, anos  séculos e mesmo até milênios. A alma seria um computador quântico conectado ao Universo? Por enquanto, diante do que foi aqui resumidamente exposto, a postura da ciência é de ceticismo e a maioria dos cientistas trata os relatos de vidas passadas com frivolidade, frutos de auto-indução ou fraudes. Mas é claro, vários abalizados e reconhecidos pesquisadores como vimos, pensam diferente e é possível que a comprovação científica não esteja longe de acontecer. Enquanto aguardamos, ficamos com Allan Kardec, o Mestre Lyonês: “Nascer, Viver, Morrer, Renascer ainda e progredir sempre. Esta é a Lei.”

Vidas sucessivas: uma crença milenar, por Nelson Travnik. O autor é astrônomo, espírita e Membro Titular da Sociedade Astronômica da França.

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