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Archive for the ‘Mensagem Mediúnica’ Category

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” — (Mateus, capítulo 14, versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.

Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.

Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.

Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.

Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer.

E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.

Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.

A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.

A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.

Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Esforço e oração, por Emmanuel (Espírito); Médium: Francisco Cândido Xavier; Livro: Caminho, Verdade e Vida, capítulo 6, ed. FEB.

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Dias Gloriosos (capa do livro)

A constituição do ser orgânico é decorrência das suas necessidades evolutivas, que são trabalhadas pelo perispírito na condição de modelo organizador biológico. Trazendo impressos os mecanismos da evolução nos tecidos sutis da sua estrutura íntima, plasma, a partir do momento da concepção, o corpo, no qual o Espírito se movimentará durante a vilegiatura humana, a fim de aprimorar o caráter e resgatar os compromissos negativos que ficaram na retaguarda. Trabalhando nos códigos genéticos do DNA, aciona as moléculas fornecedoras das células que programarão a forma, enquanto o Espírito se encarrega de produzir os fenômenos emocionais e as faculdades psíquicas.

Assim sendo, é herdeiro de si mesmo, promovendo os meios de crescer interiormente através das experiências que ocorram numa como noutra polaridade sexual. Em se considerando as graves finalidades do aparelho genésico, na sua função reprodutora, ele é repositório de hormônios especiais, que trabalham conjuntamente com os outros das demais glândulas de secreção endócrina, de forma que o equilíbrio físico, emocional e intelectual se expresse naturalmente, sem traumas ou disfunções que decorrem dos problemas que ficaram por solucionar.

A libido impulsiona o indivíduo para a realização criativa e produtiva, quando se expressa com moderação, sendo natural decorrência ancestral do instinto por cuja faixa o ser transitou durante largo período e cujas marcas permanecem dominadoras.

A qualquer distonia de sua parte, logo surgem distúrbios neuróticos e comportamentais que afetam perturbadoramente o processo reencarnatório a ela fortemente vinculado. Essa poderosa energia motora exige cuidadosa canalização, a fim de produzir fenômenos harmônicos, que estimulem à ordem, à realização dignificadora, porquanto, assim não sendo, a sua força irrompe como caudal desordenado que passa deixando escombros.

O uso adequado da função sexual – sintonia entre a psicologia e a fisiologia da polaridade – proporciona bem-estar e facilita o crescimento espiritual, sem gerar amarras com a retaguarda do instinto, assim como, também com as Entidades perversas e viciadas que a ela se vinculam. A sua abstinência, quando a energia que exterioriza é trabalhada e transformada em força inspirativa e atuante pelos ideais de beleza, de cultura, de sacrifício pessoal, igualmente propicia equilíbrio e empatia, já que o importante é o direcionamento dos seus elementos psíquicos, que têm de ser movimentados incessantemente, porquanto para isso são produzidos.

Em decorrência, é de fundamental importância que o Espírito reencarnado se sinta perfeitamente identificado com a sua anatomia sexual, mantendo os estímulos psicológicos em consonância com a mesma. Quando a ocorrência é diversa – função emocional diferente da forma física – encontra-se em reajustamento, que deverá ser disciplinado, evitando a permissão do uso indevido, que proporciona agravantes mais severos para o futuro.

Eis porque é de vital importância o respeito que os pais devem manter em relação ao sexo dos seus filhos, evitando interferir psiquicamente no processo da sua formação, quando o zigoto começa a definir a futura forma consoante o mapa cármico do reencarnante. É natural que se tenha opção por essa ou aquela expressão sexual para o ser amado; no entanto, não deve ser tão preponderante que, em se apresentando diferente do que se deseja, o amor sofra efeitos negativos. Outrossim, a invigilância que pode originar-se na genitora optando e impondo o seu desejo sobre o ser em desenvolvimento, poderá contribuir para alterar a constituição molecular, atendendo-lhe psicocineticamente a aspiração. Não obstante, porque fora da programação evolutiva do Espírito, essa mudança pode trazer-lhe prejuízos emocionais e comportamentais.

A estrutura genética em elaboração do corpo é constituída por elementos poderosos embora sutis, que atendem aos planos energéticos que agem sobre ela.

Assim, a mente do reencarnante – conscientemente ou não – como o dos seus genitores, interferem expressivamente na constituição da sua anatomia, agindo diretamente nos genes e seus cromossomos, se a vontade atuante se fizer forte e constante. Essa ação psíquica pode alterar, na estrutura do DNA os pares de purinas e pirimidinas, modificando as disposições estabelecidas e em formação.

Tal ocorrência não é rara, antes é muito mais numerosa do que se tem detectado, particularmente nas vezes em que o Espírito imprime sinais que traz de existências transatas – suicídios, homicídios, acidentes – ou de condutas que se fixaram profundamente no cerne do ser, ressurgindo agora na forma nova.

Da mesma maneira, filhos com anatomia diferente da herança espiritual – em alguns casos como efeito da preferência dos seus pais, especialmente da mãe que a trabalhou psiquicamente mantendo a aspiração exagerada do que cultivou durante a gestação – apresentam transtornos de expressão e comportamento que devem ser corrigidos na infância, a fim de se não tornarem afligentes no período da adolescência, quando da definição dos órgãos e caracteres anexos do sexo.

A orientação cuidadosa e enriquecida de amor reestrutura o binômio forma-emoção, facultando a existência saudável, sem angústias nem desassossegos.

De maneira mais grave poderá acontecer quando os estudiosos da engenharia genética, nos seus ensaios ambiciosos, pretendendo interferir nas vidas, reprogramarem através dos códigos genéticos do DNA, os sexos já em vias de formação, para que se alterem, mudando a anatomia e a função.

Nesses caso, permanecendo a programação espiritual, que passaria a sofrer ingerência externa, surgirão indivíduos com complexos problemas de conduta nessa área, desde que fortemente necessitados da experiência na polaridade primitiva que foi modificada. Encontrando-se noutra, que lhe não responde aos anseios dos sentimentos nem às necessidades psíquicas, desarticulam-se interiormente.

Existem já incontáveis ocorrências dessa natureza, que terminam em fugas terríveis para as drogas que geram dependência, que se desgastam e levam à consumpção, quando não se atiram aos suicídios desesperados para fugirem do conflito que os aturdem e dilaceram, acreditando não terem solução nem razão para continuarem vivendo.

A questão sexual é muito delicada e profunda, estando a exigir estudos sérios, sem as soluções da vulgaridade, apressadas e levianas, que pretendem resolver as situações conflitivas mediante sugestões para comportamentos insensatos, que violentam as estruturas morais do próprio ser, que passa então a experimentar distonia psíquica íntima ou desprezo por si mesmo, embora mantendo aparência de triunfo que se encontra distante de o haver conseguido.

No momento da concepção o perispírito é atraído por uma força incomparável, às células que se vão formando, nelas imprimindo automaticamente, por força da Lei de causa e efeito, o que é necessário à sua evolução, incluindo, sem dúvida, o sexo e suas funções relevantes.

A ingerência externa, alterando-lhe a formação somente trará inconvenientes, prejuízos e distonias morais.

A engenharia genética, à medida que penetrar nas origens da vida física, poderá oferecer uma contribuição valiosíssima, desde que não se imponha a vacuidade de interferir nos quadros superiores da realização e construção do ser humano.

O corpo produz o corpo, que é herdeiro de muitos caracteres ancestrais da família, que sofre as ocorrências ambientais, mas só o Espírito produz o caráter, as tendências, as qualidades morais, as realizações intelectuais, o destino…

Eis porque, na vã tentativa de mudar-se o sexo, na formação embrionária ou noutro período qualquer da existência física, desafia-se a lei de harmonia vigente na Criação, o que provocará distúrbios sem nome na personalidade e na vida mental de quem lhe sofrer a ingerência.

Todo o corpo merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento. No entanto, na área sexual, tendo-se em vista a finalidade reprodutora, o intercâmbio de hormônios poderosos quão relevantes, o ser é convidado a maior vigilância e disciplina.

Educar o sexo mediante conveniente disciplina mental é o maior desafio para a felicidade, que todos enfrentam e devem vencer.

As amarras aos vícios sexuais vêm retendo milhões de homens e mulheres na retaguarda das paixões, reencarnando-se com difíceis e desafiadores problemas que aguardam dolorosas soluções. E porque se não querem sacrificar, a fim de equacioná-los, permanecem em situações penosas quanto aflitivas.

Todo abuso ao corpo e particularmente ao sexo perpetrado conscientemente, gera dano equivalente, que permanecerá aguardando correspondente solução por aquele que se infligiu a desordem, passando a sofrê-lo.

Diante, portanto, de qualquer dificuldade que se experimente, ou face às decisões graves que aguardam atitude decisória, sempre se poderá perguntar ao Amor como resolvê-las, e esse Amor que se manifesta em toda parte, sem os condimentos das paixões perturbadoras, responderá com sabedoria meridiana que, atendida com cuidado, proporcionará equilíbrio e paz, impulsionando o Espírito pelo rumo bem orientado, pelo qual atingirá a meta para cujo fim se encontra reencarnado.

Por Joanna de Ângelis (Espírito); Médium Divaldo Pereira Franco; do livro Dias Gloriosos, Editora LEAL.

Extraído de:

https://www.letraespirita.blog.br/single-post/mudancadesexo.

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A Doutrina Espírita é luz que irradia desconstruindo as trevas densas da intolerância, tratando a miopia limitante da ignorância e libertando o homem da cegueira nas prisões do medo aviltante, apresentando à modernidade novos caminhos, novos rumos e renovadas escolhas, roteiros iluminados e repletos de novas oportunidades.

A sua capacidade esclarecedora, a solidez de seus conceitos e a nobreza de seus postulados, inibem as investidas de seus detratores, silencia aos seus críticos mais ferrenhos, e faz calar aos ignorantes e aos caluniadores, pois as linhas mestras de seus conceitos voltam-se preferencialmente aos trabalhos humanizadores, a socialização em bases cristãs, e à convivência nos roteiros sólidos da fraternidade, se tornando dia a dia, mais e mais uma ferramenta de engrandecimento e de transformação social.

“E ele enviará os seus anjos com grande clamor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (Mt 24:31).

É a Doutrina Espírita, o soar da sétima trombeta, convidando a todos para participar de forma decisiva, neste alvorecer de uma nova era, trabalhando destemidamente com Jesus Cristo na consolidação de um novo mundo, e na construção do reino de amor e de luz por sobre a terra.

Espíritas, a trombeta do chamamento está a tocar, é momento de decisão, não te permitas perder o teu precioso tempo nas furnas da ociosidade, e tão pouco detenhas a tua marcha assentado sob os bancos da inércia. Mas de forma resoluta e decisiva ponha-te a caminho, arregace as mangas e estendas os teus braços aos que sofrem, e assim abraça com ardor a oportunidade redentora do trabalho Cristão.

Filhinhos queridos, já estamos todos nós, um pouco atrasados em nosso encontro com a regeneração, é chegado o momento de nos apressar, de acelerar o passo, pois Jesus Cristo já espera por nós a dois milênios, e a Doutrina Espírita já nos convida e nos aguarda a longos 160 anos.

Avancemos!

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

João do Tripuí (Espírito); Médium Jairo Avellar.

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Café com leite, pães de queijo e um dedinho de prosa com Marcelo Rios

Bom dia, muita paz, muitas alegrias e sucesso em tudo!

Livres em nossas escolhas, somos os artesãos de nossas vidas!

Criar, planejar, moldar, aprimorar incessantemente, construir, usufruir, desconstruir, reconstruir tudo de novo são tarefas do exercício cotidiano, pessoais e intransferíveis.

A vida é feita de começos, recomeços e reconstruções!

Todos os dias temos a obrigação de acreditar que todo recomeço é possível, e que reconstruir é necessário, certos de que a felicidade estará sempre ao alcance daqueles que nela acreditam.

A vida é uma sinfonia em andamento, requerendo de nossa parte uma completude harmoniosa, todos os dias são dias de colocar mãos a obra, na inadiável tarefa da reconstrução pessoal!

Coração querido, hoje, erga de teu leito com disposição para novos recomeços, e persista sem vacilos em teus objetivos.

Levanta-te com coragem suficiente para desconstruir as amarras e os nós que prendem a tua vida, desfaça-te das algemas que tem lhe mantido atado aos troncos das infelicidades.

Hoje, erga do teu leito disposto a reconstruir, a recomeçar, a recompor, a realinhar e a resolver velhas pendências, a desfazer-te daqueles desejos já surrados existentes nos escaninhos do teu desânimo.

Prossigas resoluto decidido a soltar-se, a libertar-se daqueles velhos ressentimentos, que o mantém preso ao pelourinho das recalcitrações contumazes.

Recordemos a Paulo de Tarso, o bandeirante do evangelho, que mesmo após dura queda, encontrou forças para se levantar e seguir rumo à vitória pessoal, e olhando decididamente para Jesus, pontuou triunfalmente: “Senhor que queres que eu faça!” (At, 9:6).

Nos levantar para Jesus, eis o grande desafio, pelo qual os milênios silenciosamente tem nos aguardado!

Levanta-te!

Paz e muitas alegrias!

Marcelo Rios (Espírito); Médium: Jairo Avellar.

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Irmã Scheilla

Café com leite, pães de queijo e um dedinho de prosa com Scheilla

Que todos os dias o Senhor Jesus faça de você uma oração viva de amor e realizações, pleno de paz e de muitas alegrias!

Quando paramos e silenciamos a nossa mente, quando damos pausa às nossas preocupações e às aflições que muitas vezes quebram a nossa paz interior, e nesse regime de profunda introspecção nos dedicamos a orar, criamos em nós um estado mental propício às grandes transformações.

Quando nos dedicamos a orar, preenchendo a mente com a vontade determinante, e acrescentamos alguns fatores vitais para a sustentação de nossos desejos, como a convicção, a determinação e a confiança, criamos em torno da nossa oração um campo de forças tão poderoso e tão potente, que este se assemelha as mais majestosas usinas hidroelétricas no momento em que atingem a capacidade máxima na geração de forças iluminativas.

Nestes momentos em que com fervor a alma entrega-se ao ato da oração, ela cria em torno de si uma cascata eletromagnética, são correntes vivas de energias transformadoras, que emanam das finas jazidas de forças do corpo mental, inundando todo o ambiente, que de tão potente se captadas poderiam iluminar vastas regiões.

A fé quando desliza sobre os campos sublimes da oração, transforma-se em força realizadora, se movimentando pelo espaço de forma luminosa, avançando em todas as direções. Dessa forma, através das mecânicas sutis da sintonia segue agregando valores, e por fim são captadas pelas vigorosas antenas situadas nos postos da misericórdia infinita, retornando imediatamente ao seu emissor em forma de dádivas transformadoras.

Alma querida cultive em ti o hábito de orar, sempre que possível participe também dos grupos de oração e dos momentos das preces coletivas, porque a força mental de um grupo quando se coloca a orar, produz respostas inimagináveis e impensáveis ao ser comum.

Recordemos, pois, as alertivas do Meigo Nazareno: “Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt, 21:21-22).

Alma querida, não te esqueças de orar!

Paz e muitas alegrias!

Scheilla (Espírito). Médium: Jairo Avellar.

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Trabalho coletivo

Olhamos à nossa volta e deparamos com um sem número de companheiros cansados e ofegantes, todos exaustos pela correria a que têm se submetido nas pistas extensas que marcam as provas de conquistas do mundo.

Exaustos, solitários, vivem a vida na ânsia das ultrapassagens, nas angústias das disputas desenfreadas, enfrentando outros muitos corredores afoitos, perturbados, loucos, e que sem perceberem fazem dos segundos tempos eternos de desperdício.

Assim vão dilapidando a auto resistência, reproduzindo escassez de valores, cansaço e exaustão, além das graves patologias construídas a mãos cheias.

Estes são os corredores que diariamente fazem o percurso do nada para lugar nenhum. Correm, correm, correm, disputam, disputam, disputam, lutam, lutam e lutam e obcecados pelo pódio, não percebem o regime inglório destes esforços, uma vez que os louros que querem alcançar e que desesperadamente buscam alcançar são feitos por papéis de ilusão, que se molham na chuva do tempo, e desfazem como as nuvens que desaparecem por encanto ao sabor dos ventos.

As pistas competitivas do status e do poder, são feitas de insensatez, vaidades e orgulho, onde os torcedores ilusórios tão somente aguardam por uma queda, uma infelicidade ou uma desistência para se irromperem em xingamentos e críticas ácidas, submetendo o corredor a humilhação pública em torno seu insucesso.

Tenhamos a consciência de que a vida jamais será uma corrida, uma disputa acirrada, ou um enfrentamento coletivo, ou mesmo uma coletânea de vivências egoísticas, cujos objetivos sejam tão somente o sucesso pessoal.

A vida não é uma corrida nem tão pouco uma disputa, mas tão somente uma caminhada de caráter comunitário, cujo grande objetivo será sempre a vitória coletiva. Nela não deverá haver disputas ou enfrentamentos, tão somente participação, parceria, colaboração, auxílio, ajuda, interação, soma de valores, multiplicação de esforços, divisão de responsabilidades e subtração de riscos.

Na caminhada da vida o pódio é coletivo, não existem vitoriosos solitários, ninguém atinge a linha de chegada de forma exitosa, sem que tenha trazido consigo os companheiros de marcha, e quantos mais companheiros atingirem a chegada juntos, maior terá sido o êxito da caminhada.

Trabalhemos em nós o sentido de coletividade, de ser coletivo, de essência coletiva, pois juntos somos todos mais fortes, mais capazes, e mais produtivos. Juntos, reunidos, unidos, abraçados, nós estaremos mais aptos a avançar vitoriosamente na bendita caminhada da vida.

Assim, Jesus nos convida, através de suas lições imorredouras contidas nas páginas sublimes do seu Evangelho, para a grande marcha coletiva, com vistas ao ingresso em uma nova era, cujo norte será ditado através do exercício incessante do trabalho amor.

Contudo torna-se importante lembrarmos, de que quanto mais comunitário for o trabalho e quanto mais coletivo for o amor, maiores serão as conquistas e mais alto será o pódio!

Paz e muitas alegrias!

Trabalho Coletivo, pelo Espírito Marcelo Rios (médium Jairo Avellar).

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Deus é amor em tudo!

Scheilla

Scheilla

A vida é uma experiência única, repleta de grandes momentos, de grandes alegrias, vitórias inesquecíveis, conquistas inacreditáveis, realizações maravilhosas, encantadoras, que nos fazem plenos de alegria.

Contudo também existem os dias das grandes angústias, das decepções, das tristezas inenarráveis, dias em que o cinza escuro toma conta de nossa paisagem interior, levando os corações ao abismo, ao pessimismo, ao descrédito para com a criatura humana, momentos em que nos colocamos ao nível dos vermes, como se tudo a nossa volta fosse o caos e a podridão.

Dentre estes dias, nenhum é maior, nenhum produz tanta agonia interior, tanto sofrimento, tanta angústia quanto à dor sofrida pelos pais que se veem constrangidos a fechar os olhos dos filhos queridos no adeus final, depositando-os num esquife para em seguida conduzirem aquele corpinho tão querido aos trâmites do doloroso sepultamento, encerrando assim, ainda que temporariamente uma relação objetiva tão sonhada, tão ansiada e tão amada como seja a dos pais para com os seus filhos.

Muitas vezes são as doenças, lutas que se arrastam por tempos e tempos, desconstruindo a esperança dia após dia, para que aos poucos esta mesma esperança ceda espaço para a tomada de consciência da dura realidade a ser vivida.

No capítulo dos fenômenos naturais estão os cataclismos, as enchentes, os barrancos que deslizam sorrateiramente, o trânsito irresponsável que vinculado aos excessos de velocidade, a embriaguez contumaz vem ceifando vidas e mais vidas.

Contudo, entre todos os acontecimentos que tem levado o luto e a dor a tantas famílias, os que mais têm esfacelado e destruído corações de um sem número de pais, transformando-os por tempo indeterminado em sonâmbulos perante a vida, sem dúvida estão os assassinatos covardes, que em muitos casos são levados a efeito pelas tão discutíveis “balas perdidas”.

Acontecimentos estes que vêm sepultando de forma sistêmica as esperanças, devastando corações, aniquilando famílias que após este trauma tornam-se simplesmente desertos ambulantes, pacientes psiquiátricos, atados as drogas tranquilizantes e estabilizadoras, presos aos trabalhos da psicologia, todos os recursos louváveis, entretanto paliativos, pois somente a ação misericordiosa do tempo e a proteção acolhedora da fé poderão reerguer estes corações.

Muitos batem no peito ressequido e inconsciente para reverberar demagogicamente, “vontade de Deus”, como se Deus fosse um sádico inconsequente a fazer cumprir os seus delírios a custa do sofrimento de um sem número de corações que também são seus filhos.

Outros de maneira simplória e inconsistente alegam ser o cumprimento dos mecanismos de causa e efeito, ação e reação, ou simplesmente o carma. Defendem tais posições como se Deus fosse um vingador, que possuindo um caderninho de anotações maquiavélicas, andasse por aí a fazer cobranças através dos desatinos cometidos por mentes inconsequentes.

Se esquecem de que a base da lei são os mecanismos da misericórdia, e que “todas as leis e os profetas estão sintetizados nas leis de amor” (Mt 22:36-40), Deus é amor em tudo, em toda a sua extensão e em toda a sua plenitude, e suas leis naturais e imutáveis possuem meios e métodos misericordiosos para nos conduzir ao progresso e a evolução individualizada e coletiva, fazendo-nos assim caminhar exitosamente até que um dia possamos então nos aproximar da perfeição.

Casos raríssimos existem em que companheiros já preparados na forja das lutas e do trabalho, são autorizados a escolher o seu momento final através das dores e dos sacrifícios extremos, desde que existam motivos nobres, que em geral se justificam para o despertamento social coletivo.

Deus não precisa de mãos assassinas, malévolas, malfeitoras, que arrastam consigo as lágrimas, as dores e os sofrimentos, para fazer cumprir as leis de progresso e tão pouco as leis de ação e de reação. A seletividade divina através dos desencarnes coletivos é suficientemente capaz de selecionar com exatidão plena seis sobreviventes, e em que estado cada um sobreviveria, entre todos os passageiros de um robusto avião, sem contar aqueles que por um motivo ou por outro nem sequer correram o risco de embarcar.

Deus não necessita das ações criminosas para fazer cumprir suas leis, suas leis são suficientes para separar num desastre automobilístico um entre cinquenta e cinco, para separar quarenta e dois num desastre ferroviário com duzentos passageiros. Assassinatos são prescindíveis, totalmente desnecessários, para o cumprimento das leis divinas, e estes contraventores responderam pelos seus atos, mas ainda assim eles também estarão dentro das leis de amor e em amplos processos de misericórdia, porque Deus é amor em tudo.

Somente o amor é suficientemente forte para reconstruir onde a dor, o ódio e as recalcitrações contumazes foram a destruição, somente “o amor cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4:8).

Assassinos não são tão somente aqueles que ceifam impiedosamente as vidas, mas perante as leis também são todos aqueles que se fazem indiferentes, os que tinham por obrigação cuidar da proteção social e não o fazem, todos aqueles que saqueiam os cofres públicos gerando a desospitalização, o caos social, uns matam através de projéteis assassinos, outros cometem o mesmo assassinato instalando a pobreza através da inanição social.

Almas queridas, a vocês que já cerraram os olhos dos filhos queridos, sabemos nós o quão grande sejam as vossas dores, testemunhamos diariamente as vossas lagrimas, e ouvimos os vossos lamentos como a cantilena de um velho monjolo a sovelar sem tréguas as sementes dos sofrimentos, no objetivo de reduzir os acontecimentos ao pó do esquecimento na poeira do tempo.

Creiam vocês não estão sozinhos, Maria a doce mãe de Jesus, também vela por todos vós, pois ela também bebeu deste mesmo cálice,  vivendo as dores que hoje estais sofrendo.

Almas queridas, não deixe arrefecer em vossos corações a fé em Deus, não permitam que em vossos corações cresçam os espinheiros da revolta e tão pouco a urtiga flamejante do ódio, do rancor, da descrença e da desesperança, e não permitam que em vós cresçam a ervas daninhas do descrédito quanto ao ser humano, ou quanto aos homens, pois inúmeros corações maravilhosos também sofrem e choram e oram por todos vocês.

Lembrem-se de que a vida continua; a partida de hoje sinaliza o reencontro de amanhã para além dessa cortina de fumaça chamada de morte, somos eternos.

E se vocês possuem ainda idade e disposição procurem ter outros filhos, muitas vezes aquele que parte hoje é o mesmo que retorna amanhã brindando-nos os corações com renovadas alegrias, lembra-te de que “até mesmo destas pedras, pode o Senhor Deus gerar filhos a Abraão” (Mt 3:9; Lc 3:8).

Almas queridas busquem diariamente o Evangelho de Jesus, pois Ele é o amor por excelência, deixa que Ele toque os vossos corações, “vinde a mim todos vós que se achais cansados e oprimidos, pois eu vos aliviarei” (Mt 11:28), aproximem-se da Doutrina Espírita, o “Consolador Prometido” deixando que ela acolha as vossas vidas, permitindo que novos haustos de luz e entendimento soprem sobre os vossos lares.

Almas queridas tenham fé, pois, “aquele que tiver a fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esse monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível” (Mt 17:20), pois Deus é amor em tudo.

Paz e muitas alegrias!

Deus é amor em tudo, pelo Espírito Scheilla; mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar em Itaúna/MG, 24/01/2017.

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