Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Mensagem Mediúnica’ Category

Irmã Scheilla

Café com leite, pães de queijo e um dedinho de prosa com Scheilla

Que todos os dias o Senhor Jesus faça de você uma oração viva de amor e realizações, pleno de paz e de muitas alegrias!

Quando paramos e silenciamos a nossa mente, quando damos pausa às nossas preocupações e às aflições que muitas vezes quebram a nossa paz interior, e nesse regime de profunda introspecção nos dedicamos a orar, criamos em nós um estado mental propício às grandes transformações.

Quando nos dedicamos a orar, preenchendo a mente com a vontade determinante, e acrescentamos alguns fatores vitais para a sustentação de nossos desejos, como a convicção, a determinação e a confiança, criamos em torno da nossa oração um campo de forças tão poderoso e tão potente, que este se assemelha as mais majestosas usinas hidroelétricas no momento em que atingem a capacidade máxima na geração de forças iluminativas.

Nestes momentos em que com fervor a alma entrega-se ao ato da oração, ela cria em torno de si uma cascata eletromagnética, são correntes vivas de energias transformadoras, que emanam das finas jazidas de forças do corpo mental, inundando todo o ambiente, que de tão potente se captadas poderiam iluminar vastas regiões.

A fé quando desliza sobre os campos sublimes da oração, transforma-se em força realizadora, se movimentando pelo espaço de forma luminosa, avançando em todas as direções. Dessa forma, através das mecânicas sutis da sintonia segue agregando valores, e por fim são captadas pelas vigorosas antenas situadas nos postos da misericórdia infinita, retornando imediatamente ao seu emissor em forma de dádivas transformadoras.

Alma querida cultive em ti o hábito de orar, sempre que possível participe também dos grupos de oração e dos momentos das preces coletivas, porque a força mental de um grupo quando se coloca a orar, produz respostas inimagináveis e impensáveis ao ser comum.

Recordemos, pois, as alertivas do Meigo Nazareno: “Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt, 21:21-22).

Alma querida, não te esqueças de orar!

Paz e muitas alegrias!

Scheilla (Espírito). Médium: Jairo Avellar.

Read Full Post »

Trabalho coletivo

Olhamos à nossa volta e deparamos com um sem número de companheiros cansados e ofegantes, todos exaustos pela correria a que têm se submetido nas pistas extensas que marcam as provas de conquistas do mundo.

Exaustos, solitários, vivem a vida na ânsia das ultrapassagens, nas angústias das disputas desenfreadas, enfrentando outros muitos corredores afoitos, perturbados, loucos, e que sem perceberem fazem dos segundos tempos eternos de desperdício.

Assim vão dilapidando a auto resistência, reproduzindo escassez de valores, cansaço e exaustão, além das graves patologias construídas a mãos cheias.

Estes são os corredores que diariamente fazem o percurso do nada para lugar nenhum. Correm, correm, correm, disputam, disputam, disputam, lutam, lutam e lutam e obcecados pelo pódio, não percebem o regime inglório destes esforços, uma vez que os louros que querem alcançar e que desesperadamente buscam alcançar são feitos por papéis de ilusão, que se molham na chuva do tempo, e desfazem como as nuvens que desaparecem por encanto ao sabor dos ventos.

As pistas competitivas do status e do poder, são feitas de insensatez, vaidades e orgulho, onde os torcedores ilusórios tão somente aguardam por uma queda, uma infelicidade ou uma desistência para se irromperem em xingamentos e críticas ácidas, submetendo o corredor a humilhação pública em torno seu insucesso.

Tenhamos a consciência de que a vida jamais será uma corrida, uma disputa acirrada, ou um enfrentamento coletivo, ou mesmo uma coletânea de vivências egoísticas, cujos objetivos sejam tão somente o sucesso pessoal.

A vida não é uma corrida nem tão pouco uma disputa, mas tão somente uma caminhada de caráter comunitário, cujo grande objetivo será sempre a vitória coletiva. Nela não deverá haver disputas ou enfrentamentos, tão somente participação, parceria, colaboração, auxílio, ajuda, interação, soma de valores, multiplicação de esforços, divisão de responsabilidades e subtração de riscos.

Na caminhada da vida o pódio é coletivo, não existem vitoriosos solitários, ninguém atinge a linha de chegada de forma exitosa, sem que tenha trazido consigo os companheiros de marcha, e quantos mais companheiros atingirem a chegada juntos, maior terá sido o êxito da caminhada.

Trabalhemos em nós o sentido de coletividade, de ser coletivo, de essência coletiva, pois juntos somos todos mais fortes, mais capazes, e mais produtivos. Juntos, reunidos, unidos, abraçados, nós estaremos mais aptos a avançar vitoriosamente na bendita caminhada da vida.

Assim, Jesus nos convida, através de suas lições imorredouras contidas nas páginas sublimes do seu Evangelho, para a grande marcha coletiva, com vistas ao ingresso em uma nova era, cujo norte será ditado através do exercício incessante do trabalho amor.

Contudo torna-se importante lembrarmos, de que quanto mais comunitário for o trabalho e quanto mais coletivo for o amor, maiores serão as conquistas e mais alto será o pódio!

Paz e muitas alegrias!

Trabalho Coletivo, pelo Espírito Marcelo Rios (médium Jairo Avellar).

Read Full Post »

Deus é amor em tudo!

Scheilla

Scheilla

A vida é uma experiência única, repleta de grandes momentos, de grandes alegrias, vitórias inesquecíveis, conquistas inacreditáveis, realizações maravilhosas, encantadoras, que nos fazem plenos de alegria.

Contudo também existem os dias das grandes angústias, das decepções, das tristezas inenarráveis, dias em que o cinza escuro toma conta de nossa paisagem interior, levando os corações ao abismo, ao pessimismo, ao descrédito para com a criatura humana, momentos em que nos colocamos ao nível dos vermes, como se tudo a nossa volta fosse o caos e a podridão.

Dentre estes dias, nenhum é maior, nenhum produz tanta agonia interior, tanto sofrimento, tanta angústia quanto à dor sofrida pelos pais que se veem constrangidos a fechar os olhos dos filhos queridos no adeus final, depositando-os num esquife para em seguida conduzirem aquele corpinho tão querido aos trâmites do doloroso sepultamento, encerrando assim, ainda que temporariamente uma relação objetiva tão sonhada, tão ansiada e tão amada como seja a dos pais para com os seus filhos.

Muitas vezes são as doenças, lutas que se arrastam por tempos e tempos, desconstruindo a esperança dia após dia, para que aos poucos esta mesma esperança ceda espaço para a tomada de consciência da dura realidade a ser vivida.

No capítulo dos fenômenos naturais estão os cataclismos, as enchentes, os barrancos que deslizam sorrateiramente, o trânsito irresponsável que vinculado aos excessos de velocidade, a embriaguez contumaz vem ceifando vidas e mais vidas.

Contudo, entre todos os acontecimentos que tem levado o luto e a dor a tantas famílias, os que mais têm esfacelado e destruído corações de um sem número de pais, transformando-os por tempo indeterminado em sonâmbulos perante a vida, sem dúvida estão os assassinatos covardes, que em muitos casos são levados a efeito pelas tão discutíveis “balas perdidas”.

Acontecimentos estes que vêm sepultando de forma sistêmica as esperanças, devastando corações, aniquilando famílias que após este trauma tornam-se simplesmente desertos ambulantes, pacientes psiquiátricos, atados as drogas tranquilizantes e estabilizadoras, presos aos trabalhos da psicologia, todos os recursos louváveis, entretanto paliativos, pois somente a ação misericordiosa do tempo e a proteção acolhedora da fé poderão reerguer estes corações.

Muitos batem no peito ressequido e inconsciente para reverberar demagogicamente, “vontade de Deus”, como se Deus fosse um sádico inconsequente a fazer cumprir os seus delírios a custa do sofrimento de um sem número de corações que também são seus filhos.

Outros de maneira simplória e inconsistente alegam ser o cumprimento dos mecanismos de causa e efeito, ação e reação, ou simplesmente o carma. Defendem tais posições como se Deus fosse um vingador, que possuindo um caderninho de anotações maquiavélicas, andasse por aí a fazer cobranças através dos desatinos cometidos por mentes inconsequentes.

Se esquecem de que a base da lei são os mecanismos da misericórdia, e que “todas as leis e os profetas estão sintetizados nas leis de amor” (Mt 22:36-40), Deus é amor em tudo, em toda a sua extensão e em toda a sua plenitude, e suas leis naturais e imutáveis possuem meios e métodos misericordiosos para nos conduzir ao progresso e a evolução individualizada e coletiva, fazendo-nos assim caminhar exitosamente até que um dia possamos então nos aproximar da perfeição.

Casos raríssimos existem em que companheiros já preparados na forja das lutas e do trabalho, são autorizados a escolher o seu momento final através das dores e dos sacrifícios extremos, desde que existam motivos nobres, que em geral se justificam para o despertamento social coletivo.

Deus não precisa de mãos assassinas, malévolas, malfeitoras, que arrastam consigo as lágrimas, as dores e os sofrimentos, para fazer cumprir as leis de progresso e tão pouco as leis de ação e de reação. A seletividade divina através dos desencarnes coletivos é suficientemente capaz de selecionar com exatidão plena seis sobreviventes, e em que estado cada um sobreviveria, entre todos os passageiros de um robusto avião, sem contar aqueles que por um motivo ou por outro nem sequer correram o risco de embarcar.

Deus não necessita das ações criminosas para fazer cumprir suas leis, suas leis são suficientes para separar num desastre automobilístico um entre cinquenta e cinco, para separar quarenta e dois num desastre ferroviário com duzentos passageiros. Assassinatos são prescindíveis, totalmente desnecessários, para o cumprimento das leis divinas, e estes contraventores responderam pelos seus atos, mas ainda assim eles também estarão dentro das leis de amor e em amplos processos de misericórdia, porque Deus é amor em tudo.

Somente o amor é suficientemente forte para reconstruir onde a dor, o ódio e as recalcitrações contumazes foram a destruição, somente “o amor cobre uma multidão de pecados” (1Pe 4:8).

Assassinos não são tão somente aqueles que ceifam impiedosamente as vidas, mas perante as leis também são todos aqueles que se fazem indiferentes, os que tinham por obrigação cuidar da proteção social e não o fazem, todos aqueles que saqueiam os cofres públicos gerando a desospitalização, o caos social, uns matam através de projéteis assassinos, outros cometem o mesmo assassinato instalando a pobreza através da inanição social.

Almas queridas, a vocês que já cerraram os olhos dos filhos queridos, sabemos nós o quão grande sejam as vossas dores, testemunhamos diariamente as vossas lagrimas, e ouvimos os vossos lamentos como a cantilena de um velho monjolo a sovelar sem tréguas as sementes dos sofrimentos, no objetivo de reduzir os acontecimentos ao pó do esquecimento na poeira do tempo.

Creiam vocês não estão sozinhos, Maria a doce mãe de Jesus, também vela por todos vós, pois ela também bebeu deste mesmo cálice,  vivendo as dores que hoje estais sofrendo.

Almas queridas, não deixe arrefecer em vossos corações a fé em Deus, não permitam que em vossos corações cresçam os espinheiros da revolta e tão pouco a urtiga flamejante do ódio, do rancor, da descrença e da desesperança, e não permitam que em vós cresçam a ervas daninhas do descrédito quanto ao ser humano, ou quanto aos homens, pois inúmeros corações maravilhosos também sofrem e choram e oram por todos vocês.

Lembrem-se de que a vida continua; a partida de hoje sinaliza o reencontro de amanhã para além dessa cortina de fumaça chamada de morte, somos eternos.

E se vocês possuem ainda idade e disposição procurem ter outros filhos, muitas vezes aquele que parte hoje é o mesmo que retorna amanhã brindando-nos os corações com renovadas alegrias, lembra-te de que “até mesmo destas pedras, pode o Senhor Deus gerar filhos a Abraão” (Mt 3:9; Lc 3:8).

Almas queridas busquem diariamente o Evangelho de Jesus, pois Ele é o amor por excelência, deixa que Ele toque os vossos corações, “vinde a mim todos vós que se achais cansados e oprimidos, pois eu vos aliviarei” (Mt 11:28), aproximem-se da Doutrina Espírita, o “Consolador Prometido” deixando que ela acolha as vossas vidas, permitindo que novos haustos de luz e entendimento soprem sobre os vossos lares.

Almas queridas tenham fé, pois, “aquele que tiver a fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esse monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar, e nada vos será impossível” (Mt 17:20), pois Deus é amor em tudo.

Paz e muitas alegrias!

Deus é amor em tudo, pelo Espírito Scheilla; mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar em Itaúna/MG, 24/01/2017.

Read Full Post »

Feliz Ano Novo!

José Grosso

José Grosso

Um ano melhor, este é o sonho de muitos.

Sonhos que tomam conta de muitas mentes ávidas por serem felizes, por encontrarem essa tal felicidade.

Feliz ano novo! é o eco que ressoa por entre os corações desejosos, e que muitas vezes acaba por tecer no interior do ser poderosas redes de fantasias e de ilusões.

Neste momento, juntos, puxamos, então, o freio da vida, desaceleramos as passadas firmes desse alazão chamado tempo, e vamos nós em busca das necessárias reflexões em torno das muitas realidades que nos cercam.

Perguntamo-nos primeiramente, sobre o que seria a felicidade?

Indagamo-nos ainda sobre o que seria ser feliz?

E outro questionamento importantíssimo, o que seria realmente um ano novo?

Será que a felicidade estaria na satisfação integral dos nossos desejos?

Seria atingir o apogeu das buscas pessoais?

Seria receber o laurel das conquistas num mundo repleto de tantas disputas?

Seria o entronizar das vitórias por entre os louros das glórias passageiras?

Ser feliz seria atingir o apogeu econômico, financeiro, social, profissional?

Seria realizar as viagens dos sonhos?

Ou seria, quem sabe, poder gozar de amplo poder de compra, o saciar-se do ter, o desfilar pelas melhores lojas, nos maiores magazines?

Será que ser feliz seria ter a posse total do objeto amado, mantendo-o cativo aos nossos desejos, gostos e integral submissão?

A felicidade seria um momento de término amplo das nossas necessidades?

Ou seria, ainda, a satisfação ampliada de todos os nossos desejos?

O que seria, enfim, o ano novo?

Hoje, sentindo-me um espírito já bastante velho, amadurecido na forja ardente do tempo, olhando para trás e assistindo de forma privilegiada o passar do carreiro pesado das incontáveis vidas sucessivas, sinto-me, então, modestamente autorizado a discutir tão relevante assunto.

Hoje, entendo que a felicidade é um estado inerente ao próprio ser, herança abençoada por parte de nosso criador.

A felicidade está em nós, ela é viva em nós, e existe em nós como marca indelével do criador sobre toda a sua criação.

Infelizmente muitos de nós teimamos em abstraí-la no carreiro dos milênios, através da negação de Deus em si, a desapropriação do Deus interior, e a negação do Criador através da prepotência contumaz da criatura.

Somos a felicidade, na medida exata da habitabilidade de Deus em nós!

Ser feliz é refletir a manifestação desse Deus em nós, permitindo que esse Deus se entronize em nossos corações, Criador e criatura enlaçados através dos elos indestrutíveis do amor.

A felicidade é o amor, ser feliz é desenvolver em si a capacidade de amar, exteriorizando assim o Criador através dos fluxos benfazejos da caridade e da humildade, o amar ao próximo sem limites.

Quanto ao tempo, podemos afirmar que ele é um abstrato a navegar na grande nau da existência consciente, somente percebido quando balizado por dois pontos, que dão a ele o sentido passageiro de começo e fim, princípio e término, chegada e partida.

O ano é a baliza do tempo quando demarcado pelo intervalo de doze meses, assim sendo podemos afirmar que não existe ano novo, existem tão somente balizas novas, propósitos novos, propostas renovadas, novos objetivos, novos conceitos e novas disposições.

Assim sendo somente existirá um ano novo se com ele surgir um novo homem, com ideais sólidos de renovação, caso contrário o tempo de ontem será o mesmo, mudando tão somente os números de um calendário já bastante envelhecido.

Corações queridos, juntos, busquemos nestes instantes o altar interior, e oremos através do coração, buscando assim a Jesus, o Cristo de Deus.

Mestre, rogamos humildemente pela Tua ajuda; ampara-nos Senhor a nós, estas almas vergadas sob o sol inclemente dos milênios de irresponsabilidades, de desvios e quedas, andarilhos dos desertos íntimos, descalços, alquebrados, rogando por um albergue seguro, por amparo, proteção e acima de tudo pela paz balsâmica e refazedora que emana de Ti.

Jesus, permita que o teu Evangelho possa ser a luz a iluminar a nossa indigente escuridão, ajuda-nos a sermos seres melhores, pacíficos, brandos e humildes de coração.

Senhor, faça em nós, em nosso coração a tua morada, que sejamos criaturas renovadas, que surja em nós um novo homem, num feliz ano novo!

Paz e muitas alegrias!

Por José Grosso (Espírito); mensagem psicografa pelo médium Jairo Avellar em Belo Horizonte/MG, 30 de dezembro de 2016.

Read Full Post »

Palminha

Palminha

Era véspera de Natal, e as ruas enfeitadas tornavam-se palco de uma enorme correria, eram pessoas apressadas, atabalhoadas, atrasadas, que se multiplicavam pelas calçadas e que estavam ali numa busca que parecia interminável.

Todas aquelas pessoas preocupavam-se em adquirir os presentes tão esperados pelos corações queridos, enquanto outros buscavam tão somente por algumas lembrancinhas que marcassem carinhosamente tão expressiva data.

No meio daquela multidão, d. Ritinha uma morena franzininha de fazer dó, viúva, pois já fazia quase dois anos que o marido Malaquias fora acidentado. Eram moradores do morro da lamparina.

Ali naquele enorme comércio, ela andava de um lado para outro, esforçando-se por encontrar três carrinhos e duas bonecas, que por milagre de Deus coubessem nas estimativas de seus parcos recursos.

Ela, como uma boa mamãe Noel, ansiava por atender aos sonhos dos filhinhos queridos, os maiores tesouros que a vida havia lhe presenteado.

Pela manhã, bem cedinho ela havia saído do lar, deixando-os sozinhos sob os cuidados de Emerenciana, a mais velha da casa.

Enquanto isso, num casebre bem lá no alto do morro, Emerenciana de oito anos, tomava conta dos irmãozinhos, Rúbio de seis, Carlinhos de cinco, Mariinha de três, e Tiãozinho de um ano, a expectativa por lá era muito grande, pois apesar de pequenos eles sabiam que a mamãe havia saído para um provável encontro com papai Noel.

Afinal de contas por onde andaria aquele bom velhinho, que talvez pela idade e pelo cansaço, de forma alguma se atrevia a subir o morro, aliás, há muito que ele não vinha dando o ar da sua graça.

Contudo Emerenciana tinha muitas esperanças de que naquele ano tudo fosse diferente, pois ela havia ficado sabendo que ele havia chegado voando num tal de “elicope” e que havia descido num tal de “Shope”, então quem sabe ele ainda não estaria por lá?

E ela acreditava na sua mamãe, pois com fé em Deus, ela haveria de encontrar aquele bom velhinho a caminhar por alguma daquelas ruas lá da cidade, ruas estas que ela tão bem conhecia, já que auxiliava a mamãe na coleta diária de papelão.

E ela ainda se recordava bem, que nos anos anteriores era o papai quem descia para procurar o bom velhinho, mas infelizmente agora todos lhe diziam que o tal de papai do céu, que devia até mesmo ser irmão ou amigo desse tal de papai Noel, o havia chamado, e ele como por encanto havia sido levado para esse tal de céu, e de lá nunca mais retornou para casa, sumindo como que por encanto.

Agora quem sabe a mamãe encontraria com papai Noel, e ele com certeza trariam também notícias vindas do papai do céu, falando quem sabe, o dia em que o papai Malaquias poderia novamente voltar para casa, pois verdadeiramente ele fazia muita falta e todos estavam sentindo muitas saudades dele.

Naqueles instantes, as lembranças castigaram os olhinhos de Emerenciana, que assim não conseguiu conter o cair das lágrimas sofridas, eram muitas as saudades do papai Malaquias, saudades acrescidas pelo desejo ardente, pela esperança de receber de papai noel algum presente.

Os sentimentos de dor e de esperança se misturavam naquele coraçãozinho, eram muitas as saudades, pois desde que ele se foi as coisas verdadeiramente haviam piorado muito, o pão tornou-se ainda mais escasso, as roupas desapareceram e o almoço já não era visto todos os dias, e a coitadinha da mamãe, desde que o papai Malaquias fora chamado ao céu, chorava de fazer dó.

D. Ritinha já cansada, extenuada, não conseguiu mesmo nada que seu dinheiro desse, não podia levar presente para uns e não levar para os outros, e dessa forma depois de muito caminhar e pensar, decididamente entrou numa padaria e transformou todas as suas economias em pães doces e cocadas, e ainda deu para dois pacotinhos de refrescos, seria uma grande fartura, serviria groselha e uva tudo num mesmo dia.

Presentes?

Há estes ficariam mesmo para depois, para um outro dia!

Feliz pelos pães doces, pela fartura das cocadas brancas e pretas, cinco pirulitos e mais o suco, pois assim a festa estaria completa.

Contudo ainda sofria principalmente por Emerenciana que tanto lhe pedira uma boneca mesmo que fosse daquelas pequenininhas.

D. Ritinha, parou, respirou, e lembrou-se então de Jesus, do seu nascimento muito pobre, das suas lutas, e das dores sofridas ao final de sua experiência, tirou então do busto um surrado tercinho, e colocou-se a caminhar e a rezar.

Era Natal, mas o que importava?

Outros natais viriam, e o importante mesmo era que Jesus não se esquecesse durante todo o ano de ajudá-la no sustento diário das suas crianças.

Coração consolado na fé, pensava na alegria que seria a sua chegada em casa, Emerenciana e os irmãos teriam assim um grande e digno Natal.

Ao chegar ao terceiro dos quarteirões próximos ao morro, andando rapidamente, quase não percebeu que uma voz lhe chamava!

— Senhora, senhora!

Ela olhou para trás e deparou com algumas pessoas, sorridentes, atenciosas, que foram logo lhe perguntando:

— A senhora tem filhos não tem?

— Sim, eu tenho, uma filhinha Emerenciana de seis anos, Rúbio e Carlinhos, Mariinha e o Tiãozinho que vai fazer em janeiro dois aninhos!

— Sim, sim, chegue ate aqui, pois esse é o carro de papai noel!

— Olha essa boneca bem grande é especial para Emerenciana, essa menorzinha é para Mariinha, e esses três carrinhos aqui são para Rúbio, Carlinhos e Tiãozinho.

D. Ritinha, com os braços cheios de presentes, estava agora prestes a desmaiar de tanta emoção e de tanta alegria.

Estaria ela diante de Jesus e de seus apóstolos?

Seria aquilo o milagre da multiplicação dos pães? A alegria incontida imediatamente transformou os seus agradecimentos em lágrimas sinceras que brotavam abundantes daqueles olhinhos humildes.

Ela não sabia como agradecer àquelas pessoas que apareceram ali do meio do nada, talvez  eles fossem mesmo auxiliares de Jesus, os seus anjos que ouvindo o seu coração em prece vieram então em seu socorro.

D. Celma de tão emocionada, agachou na via pública, e retirou o próprio tênis ainda muito novo, carinhosamente colocou-o no lugar da velha sandália e calçando-lhe os pés, e assim também fez a Terezinha, que emocionada retirou seus pertences pessoais de sua elegante bolsa, deixando-lhe as pinturas e os cremes, e colocou-lhe aos ombros. Sem demora o senhor Miguel tratou de tirar algumas notas da carteira e amorosamente depositou no interior da bolsa.

Naquele instante como verdadeiros irmãos, todos afetuosamente abraçaram d. Ritinha como a muito tempo não abraçavam a alguém.

Luzes excelsas rasgavam os céus num espetáculo de cores e de bênçãos.

Olha quem diria, pois naquele meio, ali fulgurante, triunfante e também em lágrimas estava Malaquias, que desde que vitoriosamente retornara da sua jornada terrena, assumira por méritos o posto de protetor espiritual daquele núcleo familiar.

Lá estava ele abraçado a d. Ritinha, tão feliz como nos velhos tempos, e junto a outros protetores e trabalhadores daquele agrupamento do amor ao próximo, reunidos todos de mãos dadas, genuflexos, oraram ali mesmo, profundamente agradecidos a Jesus!

Verdadeiramente era Natal, o menino Jesus, vitorioso renascia na manjedoura daqueles corações!

Mais a noitinha, lá bem no alto do morro, Emerenciana embalava no colo amorosamente a boneca que sonhara, estava feliz, por também ver seus irmãozinhos felizes, e mais feliz ainda por ver a mãezinha querida, radiante, agora de tênis novo, assentada, bebendo suco, comendo pão doce e cocada, e com sua bolsa toda “chic” colocada no ombro a tira colo.

Era noite de Natal!

A caridade havia triunfado, Jesus havia operado o milagre da multiplicação da felicidade.

Olha amigos, d. Ritinha, Emerencianas, lutas, dores e dificuldades existem muitas por aí, não perca a oportunidade de fazer alguém feliz!

Feliz Natal!

Paz e muitas alegrias!

Por Palminha (Espírito); mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar em 20 de dezembro de 2016.

Read Full Post »

Trabalhar

Palminha

Palminha

Nos intrincados capítulos das desobsessões encontraremos nas Casas Espíritas um amplo leque de oportunidades terapêuticas de grande valor.

Temos a oferta do passe magnético como terapêutica imprescindível na recomposição emergencial das energias por ora dilapidadas pelos agentes da sanha obsessiva, sendo de grande valor na substituição das energias deletérias, por forças magnéticas totalmente renovadas.

Temos também a fluidoterapia, onde, através da energização das águas, oferece-se aos corações em aflição a recomposição das forças anímicas, produzindo os mais amplos recursos magnéticos, como barreiras vivas e imprescindíveis para que se oferte o devido amparo aos companheiros em tratamento.

Não podemos nos esquecer, também, das atividades esclarecedoras, vertidas através das reuniões onde os estudos evangélicos doutrinários produzem conhecimentos novos para o Ser em tratamento. O estudo direcionado, organizado, sistematizado, promove uma ampla abertura mental, clareando as visões obscurecidas, e produzindo posições renovadas, ensejando tanto as vítimas quanto aos algozes, as mais vitoriosas conquistas nos preciosos capítulos da reforma íntima.

Ainda neste capítulo destacamos a essencialidade do Evangelho de Jesus, quando trabalhado noite a noite entre os muitos espaços da Casa Espírita, e, principalmente, no Culto do Evangelho no lar, afigura-se como ferramenta vitoriosa no preparo do terreno íntimo, com vistas à implantação de renovados posicionamentos.

Entretanto, entre todas as oportunidades oferecidas pela Casa Espírita, nenhuma é mais eficiente e eficaz, que as oportunidades do trabalho-amor na direção dos semelhantes, pois estas ensejam diretamente ao ser a prática operacional, objetiva e direta do “amar ao próximo”.

É o trabalho a benefício dos semelhantes, o trabalho amor, o verdadeiro transformador de almas, que disponibilizado pelas Casas Espíritas, se torna verdadeiramente o grande transformador de almas, e agente desobsessivo por excelência.

Podemos assim elencar a Campanha do Quilo, a visitação aos enfermos, as visitas aos hospitalizados, às creches, aos ancianatos, às penitenciárias, aos desolados, aos abandonados, aos vitimados por múltiplos sofrimentos, como ferramentas imprescindíveis para todo e qualquer processo no capítulo das desobsessões.

Dessa forma, entendemos que as múltiplas oportunidades de trabalho ofertadas pela Casa Espírita é a grande medicação desobsessiva, oportunidade bendita ao alcance de todos que se encontram açodados pelas teias das obsessões.

Trabalhemos, pois, trabalhemos, trabalhemos e após sentirmos em nós o peso do cansaço em consequência do trabalho por vezes exaustivo, arregacemos as mangas, perseverando ainda um pouquinho mais, e sigamos em frente trabalhando e trabalhando!

O trabalho a benefício dos semelhantes, o trabalho amor, se traduz como o grande tratamento para os grandes males que fustigam a humanidade nos dias atuais.

Trabalhar, trabalhar e trabalhar, eis a grande honra que a vida nos concede misericordiosamente todos os dias.

Trabalhemos! Paz e muitas alegrias!

Palminha (Espírito). Mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar na reunião mediúnica do Grupo Mediúnico Legionários de Maria, da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus, de Belo Horizonte/MG, em 19 de novembro de 2016.

Read Full Post »

Para frente e para o alvo

Scheilla

Scheilla

O pensamento é bússola segura que determina a direção que caminha o viajor, permitindo-lhe bem direcionar a rota estabelecida ou corrigi-la com segurança no caso de se verificar qualquer engano na marcha.

Alma querida veja com muito carinho a tua bússola pessoal checando a todo instante a direção escolhida para que enganos e equívocos não se estabeleçam de forma definitiva em tua marcha.

Assim, procure bem orientar a tua direção, lembrando Paulo, o querido bandeirante do Evangelho, quando direcionando os teus esforços junto aos gentios disse amoravelmente: “prossigo para frente e para o alvo”.

Sigamos sempre para frente que nos aguarda no trabalho em nome do amor e busquemos, incansavelmente, o alvo que deve ser, sem dúvida, a nossa reforma interior.

Para frente e para o alvo, esse o grande desafio cristão.

Paz e alegria!

Scheilla (Espírito)

(Mensagem psicografada pelo médium Jairo Avellar na reunião do Grupo Mediúnico Legionários de Maria da Casa de Caridade Herdeiros de Jesus. Belo Horizonte/MG, 08/10/2016).

Read Full Post »

Older Posts »